Nossa Senhora de Lurdes

Dia Mundial do Doente

11 de Fevereiro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: A Cheia de Graça – M. Faria – NRMS, 4 (I)

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia de Nossa Senhora de Lourdes, somos convidados a escutar a voz da nossa Mãe do Céu, que nos interpela a realizar generosamente a vontade de seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Escutemos atentamente o que Ele nos pede!

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Pela boca do profeta Isaías, Deus promete-nos a consolação do seu amor através da ternura maternal da Igreja, representada nesta leitura por Jerusalém. Maria, modelo da Igreja crente, nos ensine a acolher a Igreja como nossa mãe, onde fomos gerados pelo baptismo e pela qual nos serão abertas as portas do Céu, se nela permanecermos como filhos fiéis.

 

Isaías 66, 10-14c

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. 14Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. A mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos».

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11).

12-14 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus» de que nos fala a 2.ª leitura de hoje (Gal 6, 16). «Meninos levados ao colo e acariciados…» À Virgem Maria, «tipo e figura da Igreja» (LG 63) aplicam-se com verdade estas palavras proféticas: Ela é Mãe que acaricia, anima, consola e alegra os seus meninos, necessitados e desvalidos.

 

Salmo Responsorial    Jud 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: Maria, nossa Mãe e imagem da Igreja de Cristo, é aqui aclamada, de forma prefigurada por este cântico de Judite. Deixemos que este cântico toque o nosso coração de filhos!

 

Refrão:        Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:               Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 45

 

Monição: Maria intercede por nós junto de Jesus e, ao mesmo tempo, exorta-nos a seguir a sua vontade. Procuremos ser fiéis à vontade de Jesus, para saborearmos o bom vinho do seu amor!

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, (pg 113)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

«Caná»: só S. João fala desta terra (cf. 4,46; 21,2). Habitualmente identificada com Kef Kenna, a 7 Km a NE de Nazaré, um lugar de peregrinação, mas as indicações de F. Josefo fazem pensar antes nas ruínas de Hirbet Qana, a 14 Km a N de Nazaré.

3 «E estava lá a Mãe de Jesus». Não deixa de ser surpreendente que João, ao contrário do Sinópticos, nunca A chama pelo seu nome: Maria. Este tratamento por «Mãe» revela uma grande intimidade, correspondente às palavras de Jesus «eis a tua Mãe» (Jo 19,27); ninguém, para se referir à sua mãe, a designa pelo nome próprio, é «a mãe», sem mais. É significativo que a Mãe de Jesus apareça no início da vida pública de Jesus e no seu culminar no Calvário (19,26); Ela colabora na obra salvadora de Jesus desde o princípio até ao fim, em que é proclamada Mãe dos homens na pessoa do discípulo amado.

4 «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Maria tinha apelado para o seu Filho na qualidade de Messias, pois aquele discreto «não têm vinho» era o pedido dum milagre. É por isso que na resposta de Jesus se pode ver um sentido mais profundo. A expressão «ti emoi kai soi?» não parece significar tanto: «Que importa a Mim e a Ti (a falta de vinho)?», nem é um «deixa-Me em paz!», mas poderia entender-se assim, segundo alguns: «Que dependência há entre Mim e Ti (na hora de realizar os milagres messiânicos), Mulher?» (A dependência é só do Pai que fixa a hora dos milagres). Maria sabe o valor da oração nos planos da Providência, por isso, continua a pedir, talvez sem palavras, mas com a sua actuação de preparar os criados, com o seu olhar, com a sua presença. E o milagre dá-se devido à intercessão de Maria. Ela tinha apelado para o seu Filho na qualidade de Messias, e o seu Filho dirige-se a Ela na qualidade da nova Eva, como quem tem uma missão a cumprir na obra da Redenção (corredentora e medianeira com Cristo), por isso não lhe chama Mãe, mas sim «Mulher» (a nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão a Gn 3,15). De qualquer modo, são possíveis outras interpretações. Note-se que há mesmo quem interprete a resposta de Jesus como afirmativa: «Que (desentendimento há) entre Mim e Ti? (Nenhum!) Porventura não chegou já a minha hora (de fazer milagres)?».

6 «Seis talhas de pedra… cada uma de duas a três medidas». A medida (metreta grega, ou bath hebreu) era cerca de 40 litros, por isso o novo vinho, além de ser melhor, é abundantíssimo: entre 480 e 720 litros. No número 6 e nas talhas de pedra com água para as purificações rituais, pode ver-se um profundo simbolismo, pois o número 6 é um número que indica imperfeição (7 – 1 = 6); com efeito, apesar de a água ser tanta, de nada serve para purificar: Jesus substitui o antigo culto pelo novo.

10 «Tu guardaste o vinho bom até agora!» Esta observação do chefe da mesa é-nos transmitida por S. João, certamente pelo seu sentido simbólico. O próprio milagre é um «sinal» (v. 11) não apenas no sentido de argumento de credibilidade a favor da missão messiânica de Jesus (v. 11), mas também no sentido de símbolo, ou indício duma realidade superior, como em Jo 6; 9; e 11. Nestas passagens, é o próprio Jesus a revelar o simbolismo dos seus milagres; aqui, porém, podemos pressentir a típica profundidade de visão do Evangelista que acentua determinados pormenores pelo significado profundo que lhes atribui. Discute-se, no entanto, o simbolismo das palavras do noivo. O vinho novo, isto é, a doutrina trazida por Jesus – Sabedoria, Verbo de Deus – vem substituir a sabedoria do Antigo Testamento, esgotada e caduca. A água das purificações rituais e exteriores dá lugar ao vinho, que simboliza o sangue de Cristo, substituindo o antigo culto levítico e santificando interiormente e em verdade (cf. Jo 4,23; 17,17). Podem ver-se ainda outros simbolismos implícitos; além da alusão ao Sacramento da Eucaristia, pode ver-se uma alusão ao do Matrimónio, e também, por outro lado, o papel de Maria na vida dos fiéis (ver Apoc 19,25-27; 12,1-17): se Jesus, a seu pedido, faz um milagre sem ter chegado a sua hora, quanto mais agora.

 

 

Sugestões para a homilia

 

1.     «Não têm vinho». Neste Evangelho próprio deste dia, Nossa Senhora manifesta-se preocupada com a falta de vinho dos noivos, em cujas bodas participava ela e seu Filho. Este vinho é símbolo do amor: não só do amor de Jesus por nós, como também do nosso amor por Jesus. A Virgem Maria continua hoje a preocupar-se com a nossa falta de vinho, isto é, com a nossa falta de amor e a nossa ingratidão para com o amor de Jesus por nós. Como nas Bodas de Caná, Maria tem continuado, ao longo da história, a preocupar-se com os seus filhos, especialmente com a falta do amor de Deus nos seus corações. Lourdes é uma das várias manifestações dessa preocupação de Mãe!

 

2.     «Fazei tudo o que Ele vos disser». Quer nesta aparição em Lourdes, nos meados do século XIX, quer noutras aparições, noutros lugares e épocas da história, a mensagem da nossa Mãe do Céu coincide sempre. Continua hoje, como outrora nas bodas de Caná, a insistir connosco: «Fazei tudo o que Ele vos disser»; Maria continua a apontar para o seu Filho, a suplicar a nossa conversão ao seu amor!

 

3.     Neste dia somos também convidados a meditar e reflectir sobre um aspecto importante da vida e do mistério pascal de Jesus Cristo: o carácter redentor do sofrimento de Cristo, ao qual se pode associar todo o sofrimento humano. De facto, Jesus Cristo redimiu-nos do pecado pelo seu amor por nós na cruz. Com isto, como afirma São João Paulo II, «todos os homens, com o seu sofrimento, se podem tornar também participantes do sofrimento redentor de Cristo» (Salvifici Doloris, n. 19). Que a nossa Mãe, a Virgem Santa Maria, que soube permanecer de pé junto à cruz de seu Filho Jesus, nos ensine a transformar o nosso sofrimento em amor, através da nossa união com Cristo na cruz, para com Ele saborearmos a alegria da ressurreição!

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO

PARA O XXVII DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 DE FEVEREIRO DE 2019)

 

«Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8)

 Queridos irmãos e irmãs!

«Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8): estas são palavras pronunciadas por Jesus, quando enviou os apóstolos a espalhar o Evangelho, para que, através de gestos de amor gratuito, se propagasse o seu Reino.

Por ocasião do XXVII Dia Mundial do Doente, que será celebrado de modo solene em Calcutá, na Índia, a 11 de fevereiro de 2019, a Igreja – Mãe de todos os seus filhos, mas com uma solicitude especial pelos doentes – lembra que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano. O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é «querido».

A vida é dom de Deus, pois – como adverte São Paulo – «que tens tu que não tenhas recebido?» (1 Cor 4, 7). E, precisamente porque é dom, a existência não pode ser considerada como mera possessão ou propriedade privada, sobretudo à vista das conquistas da medicina e da biotecnologia, que poderiam induzir o homem a ceder à tentação de manipular a «árvore da vida» (cf. Gn 3, 24).

Contra a cultura do descarte e da indiferença, cumpre-me afirmar que se há de colocar o dom como paradigma capaz de desafiar o individualismo e a fragmentação social dos nossos dias, para promover novos vínculos e várias formas de cooperação humana entre povos e culturas. Como pressuposto do dom, temos o diálogo, que abre espaços relacionais de crescimento e progresso humano capazes de romper os esquemas consolidados de exercício do poder na sociedade. O dar não se identifica com o ato de oferecer um presente, porque só se pode dizer tal se for um dar-se a si mesmo: não se pode reduzir a mera transferência duma propriedade ou dalgum objeto. Distingue-se de presentear, precisamente porque inclui o dom de si mesmo e supõe o desejo de estabelecer um vínculo. Assim, antes de mais nada, o dom é um reconhecimento recíproco, que constitui o caráter indispensável do vínculo social. No dom, há o reflexo do amor de Deus, que culmina na encarnação do Filho Jesus e na efusão do Espírito Santo.

Todo o homem é pobre, necessitado e indigente. Quando nascemos, para viver tivemos necessidade dos cuidados dos nossos pais; de forma semelhante, em cada fase e etapa da vida, cada um de nós nunca conseguirá, de todo, ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia, nunca conseguirá arrancar de si mesmo o limite da impotência face a alguém ou a alguma coisa. Também esta é uma condição que carateriza o nosso ser de «criaturas». O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência.

Esta consciência impele-nos a uma práxis responsável e responsabilizadora, tendo em vista um bem que é indivisivelmente pessoal e comum. Apenas quando o homem se concebe, não como um mundo fechado em si mesmo, mas como alguém que, por sua natureza, está ligado a todos os outros, originariamente sentidos como «irmãos», é possível uma práxis social solidária, orientada para o bem comum. Não devemos ter medo de nos reconhecermos necessitados e incapazes de nos darmos tudo aquilo de que teríamos necessidade, porque não conseguimos, sozinhos e apenas com as nossas forças, vencer todos os limites. Não temamos este reconhecimento, porque o próprio Deus, em Jesus, Se rebaixou (cf. Flp 2, 8), e rebaixa, até nós e até às nossas pobrezas para nos ajudar e dar aqueles bens que, sozinhos, nunca poderíamos ter.

Aproveitando a circunstância desta celebração solene na Índia, quero lembrar, com alegria e admiração, a figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes. Como dizia na sua canonização, «Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes (…) da pobreza criada por eles mesmos. A misericórdia foi para ela o “sal”, que dava sabor a todas as suas obras, e a “luz” que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento. A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres» (Homilia, 4/IX/2016).

A Santa Madre Teresa ajuda-nos a compreender que o único critério de ação deve ser o amor gratuito para com todos, sem distinção de língua, cultura, etnia ou religião. O seu exemplo continua a guiar-nos na abertura de horizontes de alegria e esperança para a humanidade necessitada de compreensão e ternura, especialmente para as pessoas que sofrem.

A gratuidade humana é o fermento da ação dos voluntários, que têm tanta importância no setor socio-sanitário e que vivem de modo eloquente a espiritualidade do Bom Samaritano. Agradeço e encorajo todas as associações de voluntariado que se ocupam do transporte e assistência dos doentes, aquelas que providenciam nas doações de sangue, tecidos e órgãos. Um campo especial onde a vossa presença expressa a solicitude da Igreja é o da tutela dos direitos dos doentes, sobretudo de quantos se veem afetados por patologias que exigem cuidados especiais, sem esquecer o campo da sensibilização e da prevenção. Revestem-se de importância fundamental os vossos serviços de voluntariado nas estruturas sanitárias e no domicílio, que vão da assistência sanitária ao apoio espiritual. Deles beneficiam tantas pessoas doentes, sós, idosas, com fragilidades psíquicas e motoras. Exorto-vos a continuar a ser sinal da presença da Igreja no mundo secularizado. O voluntário é um amigo desinteressado, a quem se pode confidenciar pensamentos e emoções; através da escuta, ele cria as condições para que o doente deixe de ser objeto passivo de cuidados para se tornar sujeito ativo e protagonista duma relação de reciprocidade, capaz de recuperar a esperança, mais disposto a aceitar as terapias. O voluntariado comunica valores, comportamentos e estilos de vida que, no centro, têm o fermento da doação. Deste modo realiza-se também a humanização dos tratamentos.

A dimensão da gratuidade deveria animar sobretudo as estruturas sanitárias católicas, porque é a lógica evangélica que qualifica a sua ação, quer nas zonas mais desenvolvidas quer nas mais carentes do mundo. As estruturas católicas são chamadas a expressar o sentido do dom, da gratuidade e da solidariedade, como resposta à lógica do lucro a todo o custo, do dar para receber, da exploração que não respeita as pessoas.

Exorto-vos a todos, nos vários níveis, a promover a cultura da gratuidade e do dom, indispensável para superar a cultura do lucro e do descarte. As instituições sanitárias católicas não deveriam cair no estilo empresarial, mas salvaguardar mais o cuidado da pessoa que o lucro. Sabemos que a saúde é relacional, depende da interação com os outros e precisa de confiança, amizade e solidariedade; é um bem que só se pode gozar «plenamente», se for partilhado. A alegria do dom gratuito é o indicador de saúde do cristão.

A todos vos confio a Maria, Salus infirmorum. Que Ela nos ajude a partilhar os dons recebidos com o espírito do diálogo e mútuo acolhimento, a viver como irmãos e irmãs cada um atento às necessidades dos outros, a saber dar com coração generoso, a aprender a alegria do serviço desinteressado. Com afeto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio-vos de coração a Bênção Apostólica.

Papa Francisco, Vaticano, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, 25 de novembro de 2018.

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Por intercessão de Nossa Senhora

peçamos a Deus, nosso querido Pai,

 pelas necessidades de todos os homens,

dizendo com fé:

 

Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

1.Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

 para que a mensagem de penitência que anunciam

seja prontamente acolhida por todos os homens,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

2. Pela Europa, em crise de Fé, de amor e identidade:

para que a mensagem de Nossa Senhora de Lourdes,

a ajude a reencontrar os caminhos da Igreja,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

3.Pela França, filha querida da Igreja:

para que, à luz da mensagem de Lourdes,

se renove na devoção a Nossa Senhora,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

4.Pelos cristãos tíbios e desleixados:

para que se lavem na torrente da confissão

e se renovem na fidelidade batismal,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

5. Pelos irmãos que nos precederam na fé:

para que sejam livres das suas penas

e entrem quanto antes na felicidade eterna,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão da Imaculada, ouvi-nos Senhor!

 

Senhor, que nos desvendais, com a solicitude maternal de Nossa Senhora

a ternura de Vosso Coração e do Coração Imaculado da querida Mãe do Céu

ajudai-nos a seguir com generosa docilidade os caminhos de conversão que Ela nos aponta

para Vos podermos contemplar um dia, eternamente, no reino celestial.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Gloriosa Mãe de Deus - M. Carneiro, 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: C. Silva – COM, (pg 193)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus quer celebrar as suas bodas de amor connosco. Abramos as portas do nosso coração ao seu amor ardente, pois Ele quer cear connosco.

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor alimenta J. F. Silva, NRMS, 23 

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Tendo participado nas bodas do Cordeiro, deixemos que a nossa vida se encha do vinho novo do seu amor!!

 

Cântico final: Desde toda a eternidade – M. Carneiro, NRMS, 18

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 12-II: A limpeza do interior.

1 Re 10, 1-10 / Mc 7, 14-23

 O que sai do homem é que o torna impuro. Pois do interior do coração dos homens é que saem os pensamentos perversos.

A rainha de Sabá foi ter com o rei Salomão para resolver alguns problemas difíceis, e ficou muito entusiasmada pela sua sabedoria (LT). É sábia a boca do justo, porque traz no coração a lei do Senhor (SR). As multidões iam ter com Jesus para serem curadas e ouvirem os seus ensinamentos. Nesta ocasião falou-lhes da necessidade de purificar o interior do homem (EV).

É do interior do homem que saem os maus pensamentos, as críticas às pessoas, as imaginações, etc. É necessária uma grande limpeza, pois Deus garante que os limpos de coração verão a Deus. Quanto antes a fizermos, melhor.

 

5ª Feira, 13-II: Fé e idolatria.

1 Re 11, 4-13 / Mc 7, 24-30

Quando Salomão envelheceu, as suas mulheres desviaram-lhe o seu coração para outros deuses, e o seu coração deixou de pertencer inteiramente a Deus.

Salomão perdeu todos os dons que Deus lhe tinha concedido e foi desviado para outros deuses (LT). Prestaram culto aos ídolos, que foram para eles uma armadilha (SR). Mas uma mulher cananeia, que era pagã, pediu a Jesus para curar a filha, com uma grande fé (EV).

Se descuidarmos a nossa fé, podemos cair na idolatria. Acontece quando o homem honra e reverencia uma criatura, material ou não, em lugar de Deus. Se o nosso coração não pertence ao Senhor, vejamos os motivos: a preguiça, a sensualidade, o comodismo, o apego aos bens materiais, etc. E depois, procuremos corrigi-los, com a ajuda de Deus.

 

6ª Feira, 14-II: S. Cirilo e Metódio: O anúncio da palavra de Deus.

 Act 13, 46-49 / Lc 10, 2-9

Designou o Senhor 72 discípulos e mandou-os em missão, de dois a dois, a todas as cidades e lugares.

Em muitos os lugares, os discípulos foram rejeitados pelos judeus e, por isso, tiveram que voltar-se para os pagãos (LT). Ide a todo o mundo pregar o Evangelho (SR).

Cirilo e Metódio foram enviados aos povos eslavos (Oração).  Além de uma intensa actividade evangelizadora, tiveram que preparar os textos litúrgicos em língua eslava, pondo à disposição daqueles povos a riqueza da palavra de Deus. Peçamos a estes Padroeiros da Europa que todos os países possam acolher a palavra de Deus, e que possamos ultrapassar as dificuldades. Olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio de lobos (EV).

 

Sábado, 15-II: Adoração a Deus, presente na Eucaristia

1 Re 12, 26-32; 13, 33-34 / Mc 8, 1-10

Jeroboão mandou fazer dois bezerros de oiro e disse: Israel, aqui estão os teus deuses, que te fizeram sair da terra do Egipto.

Volta a repetir-se a cena do bezerro de oiro do tempo de Moisés, mas agora com Jeroboão (LT). Fizeram um bezerro de ouro e adoraram um ídolo de metal fundido (SR). Os bezerros seriam a causa da saída do Egipto, omitindo a actuação de Deus.

Jesus tem pena da multidão que o seguia e realiza o milagre da multiplicação dos pães (EV). Na Eucaristia adoramos a Deus presente sob as espécies sacramentais. Procuremos manifestar a adoração de alguma maneira: uma genuflexão pausada ao passar diante do Sacrário, algum sinal quando vamos à Comunhão (genuflexão ou inclinação da cabeça).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        José Tiago Varanda

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 

 


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