5º Domingo Comum

9 de Fevereiro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: A Terra inteira cante ao Senhor – B. Salgado, NRMS, 5

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje a liturgia convida-nos a renovar o compromisso de sermos sal da terra e luz do mundo, pessoas que dão sabor e sentido às realidades da vida. Desejamos que a nossa fé se exprima não só por palavras, mas também pelas boas obras. Assim como o cristal iluminado pelos raios do sol reflecte cintilações luminosas, assim o verdadeiro cristão, iluminado pela graça divina deve brilhar diante dos homens, para que vendo as boas obras, glorifiquem Deus Pai, que está nos Céus.

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «A tua luz despontará como a aurora.» Isaías 58, 7-10 

A palavra de Deus é-nos dirigida, muitas vezes, por meio de comparações. Assim a verdade chega melhor à inteligência e ao coração. Hoje a palavra de Deus fala-nos da “luz”. Se nos deixamos iluminar e guiar pela Palavra divina, então estamos na luz e caminhamos na luz do Senhor. “Em Vós, Senhor está a fonte da vida. Na vossa luz veremos a luz.” Salmo 35 (36),10.

 

Isaías 58, 7-10

7Eis o que diz o Senhor: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. 8Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor. 9Então, se chamares, o Senhor responderá, se O invocares, dir-te-á: ‘Aqui estou’. Se tirares do meio de ti a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, 10se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite será como o meio-dia».

 

7 Há uma grande afinidade deste texto com as obras de misericórdia, proclamadas por Jesus na descrição do juízo final (Mt 25,31-46). Assim esta passagem isaiana prepara e de algum modo antecipa a moral evangélica.

8-10 À prática da caridade são prometidas as maiores vantagens: «a tua luz» (vv. 8 e 10) parece referir-se à prosperidade que acompanhará quem for generoso no exercício da caridade.

 

Salmo Responsorial    Salmo 111 (112), 4-5.6-7.8a e 9 (R. 4a ou Aleluia)

 

Monição: O salmista diz que o homem misericordioso e compassivo é como uma luz no meio das trevas. Pedimos ao Pai celeste, em nome de Jesus, que nos dê o seu Espírito de luz. Queremos ter um coração cheio de amor. Queremos ter mãos abertas para fazer o bem. Queremos “fazer tudo sem murmurar nem discutir, para sermos irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, brilhando como estrelas no mundo, ostentando firmemente a palavra da vida.”[1]

 

Refrão:        Para o homem recto

nascerá uma luz no meio das trevas.

 

Ou:               Aleluia.

 

Brilha aos homens rectos, como luz nas trevas,

o homem misericordioso, compassivo e justo.

Ditoso o homem que se compadece e empresta

e dispõe das suas coisas com justiça.

 

Este jamais será abalado;

o justo deixará memória eterna.

Ele não receia más notícias:

seu coração está firme, confiado no Senhor.

 

O seu coração é inabalável, nada teme;

reparte com largueza pelos pobres,

a sua generosidade permanece para sempre

e pode levantar a cabeça com altivez.

 

Segunda Leitura

 

Monição: «Anunciei-vos o mistério de Cristo crucificado.» 1 Cor 2,1-5 

O Apóstolo São Paulo, ao dirigir-se a uma comunidade que era muito pobre, apresenta-se como missionário desprovido de meios humanos, e cuja força e riqueza lhe vem de Jesus Cristo crucificado. É este mistério que ele tem para nos anunciar.

 

Coríntios 2, 1-5

1Quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com sublimidade de linguagem ou de sabedoria a anunciar-vos o mistério de Deus. 2Pensei que, entre vós, não devia saber nada senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. 3Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras. 4A minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo, 5para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

 

Muitos exegetas querem ver estas considerações de S. Paulo sobre a natureza e o modo da sua pregação ditadas pela amarga experiência do fracasso de Atenas, pregação que ele ali tanto tinha cuidado, servindo-se dos seus extraordinários recursos oratórios e até da sua cultura profana, com a citação de autores pagãos (Act 17, 28). Chega de Atenas a Corinto, desiludido com os sábios do Areópago e com a sabedoria humana em consequência dos reduzidíssimos frutos daquela pregação. A própria experiência tinha-o tornado ainda mais humilde «cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras» (v. 3), pregando, é certo, com grande ardor, mas não baseado nos seus recursos pessoais, «na linguagem convincente da sabedoria» (v. 4), mas no «poder de Deus» (v. 5). O êxito de S. Paulo em Corinto foi este apoiar-se em Deus e o falar com toda a clareza e sem complexos, de «Jesus Cristo crucificado» (v. 2), do escândalo e da loucura da Cruz. (cf. 1 Cor 1, 23).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 8, 12

 

Monição: “Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue terá a luz da vida.” João 8, 12 

 «Vós sois a luz do mundo.» 

Jesus Cristo é luz que vem da luz, como dizemos no Credo. Ele é o Filho de Deus, que veio como Luz para iluminar toda a humanidade. E agora é o próprio Jesus que diz aos seus discípulos que eles são também a luz do mundo, porque a luz de Deus chegará a todos por meio da pregação apostólica.

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor:

quem Me segue terá a luz da vida.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 13-16

13Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. 16Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

 

Este texto aparece na continuação da proclamação das bem-aventuranças e constitui como que um corolário delas e a sua aplicação (os vv. 11-12 já eram uma primeira aplicação aos ouvintes da 8ª bem-aventurança): na medida em que os discípulos viverem o espírito das bem-aventuranças, assim eles serão «sal da terra» e «luz do mundo» (foi este o lema para a Jornada Mundial da Juventude em Toronto; ver a mensagem do Papa).

Neste texto não se vê uma referência ao mandato de anunciar o Evangelho com a pregação (cf. Mt 28,19-20; Mc 16,15.20), mas sim ao testemunho de vida – «vendo as vossas boas obras (v. 16) – que todos os discípulos têm de dar. As metáforas do sal e da luz são de si muito expressivas. O «sal» preserva da corrupção e dá gosto aos alimentos, mas sem chamar a atenção com a sua presença. O sal então usado na Palestina era em geral extraído de jazigos de sal gema a SW do Mar Morto e, quando era menos puro, vinha misturado com argila; a humidade facilmente o podia diluir, deixando ficar restos de terra dessorada que só servia para se deitar fora. Os discípulos são «luz» enquanto devem, como «filhos da luz» (1Tes 5,5), reflectir Cristo, «luz do mundo» (Jo 1,4-5.9; 3,19-21; 8,12; 9,5; 12, 35-36.46).

 

Sugestões para a homilia

 

“Vós sois o sal da terra.” (Mt 5,13).

“Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5,14)

 

“Vós sois o sal da terra”

No Sermão da Montanha, Evangelho de São Mateus (capítulo 5,1-12), Jesus indicou-nos o caminho da felicidade. Quer que sejamos felizes, pobres de espírito, puros de coração, construtores da paz, misericordiosos como o Pai celeste. O Seu programa contido nas Bem-aventuranças exige uma elevada perfeição. Quem é feliz, torna felizes as pessoas que o rodeiam. Na continuação deste ensino, hoje, (São Mateus 5,13-16), Jesus diz-nos: “Vós sois o sal da terra!” O sal é bom, serve para dar gosto à comida, serve para conservar os alimentos. O cristão é alguém que dá gosto à vida das pessoas. No mistério da Encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade para nos tornar participantes da Sua divindade: “O Verbo fez-se carne e habitou entre nós. Àqueles que O recebem, deu-lhes o poder de se tornarem filho de Deus.” (João 1, 12) Temos a missão de ser testemunhas de Jesus o Emanuel, o Deus connosco, que faz as suas delícias em viver no meio de nós. A imagem do “sal da terra” caracteriza os cristãos como agentes de transformação da sociedade. Assim como o sal confere um bom sabor aos alimentos nos quais é colocado, assim também os discípulos de Jesus são chamados a viver de maneira a dar a todos um agradável e excelente sabor, oferecendo a esperança e a alegria de viver. “Vós sois o sal da terra.” Com estas palavras, Jesus confiou aos Apóstolos a missão de cuidar de toda a humanidade, redimida pelo Seu sangue. Na sequência dos Apóstolos, agora somos nós os colaboradores de “Jesus, único mediador entre Deus e os homens, que entregou a sua vida à morte pela redenção de todos.”[2] A missão da Igreja consiste em ser sal da terra e luz do mundo, vivendo a alegria da fé, comunicando-a espontaneamente, tornando-se o fermento para toda a sociedade naqueles lugares e circunstâncias, onde nos encontremos. Mas atenção, Jesus é exigente: “O sal é uma coisa boa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros.”  (Marcos 9, 50) 

 

“Vós sois a luz do mundo”

Esta segunda parábola de Jesus revela uma missão ainda mais elevada: Vós sois a luz do mundo. O cristão é como o sol que ilumina a terra inteira. Sem sol não há cor, nem beleza, nem vida, nem calor. Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo.”[3] Jesus, verdadeira “luz que veio iluminar as nações”, torna-nos participantes da sua vida divina. É dele que recebemos a luz para iluminar os outros. Temos de nos esforçar para que a luz chegue a todos porque: “Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire (Mt 5,15). Com estas palavras Jesus exorta-nos a vivermos como pessoas expostas aos olhos de todos, não só das pessoas da nossa comunidade, mas do mundo inteiro: “Vós sois a luz do mundo.” Somos uma luz mais bela que os raios do sol, porque somos uma luz espiritual. Primeiro, Jesus disse que somos o sal da terra; depois diz que somos a luz do mundo, para mostrar a eficácia que tem o anúncio de uma doutrina exigente, para que possa iluminar quem nos rodeia. Por meio desta imagem “luz do mundo”, Jesus interpela profundamente os que o escutam a transformar a sociedade humana, mostrando através do seu exemplo de vida, os caminhos que conduzem ao Reino de Deus. “Vós sois a luz do mundo.” Que palavras ao mesmo tempo tão simples e tão luminosas. O discípulo de Cristo revela a sua fé na prática das boas obras, dando alimento a quem tem fome, dando de beber a quem tem sede, acolhendo o estrangeiro, vestindo o que está nu, visitando os doentes e os prisioneiros (cf Mateus 25,35-36). Jesus escolheu-nos e deu-nos o poder de sermos sal da terra, para dar sabor e alegria a um mundo insípido. Escolheu-nos para sermos luz que dissipa as trevas das incertezas e das dúvidas, irradiando esperança e optimismo. O Catecismo da Igreja Católica ensina: “O povo de Deus possui características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história. A sua missão é ser o sal da terra e a luz do mundo. A Igreja constitui para todo o género humano o mais forte gérmen de unidade, esperança e salvação.”[4]

Falando aos jovens, São João Paulo II, dizia-lhes: “Fazei resplandecer a luz de Cristo nas vossas vidas! Não espereis por ser mais idosos, para vos empenhardes no caminho da santidade! A santidade é sempre jovem, como eterna é a juventude de Deus. Fazei com que todos conheçam a beleza do encontro com Deus, que dá sentido à vossa existência.”

Concluindo: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente.” [5]

 

Fala o Santo Padre

 

«Nós somos reconhecíveis como verdadeiros discípulos d’Aquele que é a Luz do mundo,

não pelas palavras, mas pelas nossas obras.»

Nestes domingos a liturgia propõe-nos o chamado Sermão da Montanha, no Evangelho de Mateus. Depois de ter apresentado no domingo passado as Bem-Aventuranças, hoje põe em relevo as palavras de Jesus que descrevem a missão dos seus discípulos no mundo (cf. Mt 5, 13-16). Ele utiliza as metáforas do sal e da luz e as suas palavras dirigem-se aos discípulos de todos os tempos, por conseguinte também a nós.

Jesus convida-nos a ser um reflexo da sua luz, através do testemunho das boas obras. E diz: «Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus» (Mt 5, 16). Estas palavras frisam que nós somos reconhecíveis como verdadeiros discípulos d’Aquele que é a Luz do mundo, não pelas palavras, mas pelas nossas obras. Com efeito, é sobretudo o nosso comportamento que — no bem e no mal — deixa um sinal nos outros. Por conseguinte, temos uma tarefa e uma responsabilidade pelo dom recebido: a luz da fé, que está em nós por meio de Cristo e da ação do Espírito Santo, não a devemos reter como se fosse nossa propriedade. Ao contrário, estamos chamados a fazê-la resplandecer no mundo, a doá-la aos outros mediante as boas obras. E quanta necessidade tem o mundo da luz do Evangelho que transforma, cura e garante a salvação a quem o acolhe! Devemos levar esta luz com as nossas boas obras.

A luz da nossa fé, doando-se, não se apaga mas reforça-se. Ao contrário, pode vir a faltar se não a alimentarmos com o amor e com as obras de caridade. Assim a imagem da luz encontra-se com a do sal. Com efeito, a página evangélica diz-nos que, como discípulos de Cristo, somos também «o sal da terra» (v. 13). O sal é um elemento que, ao dar sabor, preserva os alimentos da alteração e da corrupção — na época de Jesus não havia frigoríficos! Por conseguinte, a missão dos cristãos na sociedade é dar «sabor» à vida com a fé e com o amor que Cristo nos doou, e ao mesmo tempo manter distantes os germes poluidores do egoísmo, da inveja, da difamação, e assim por diante. Estes germes corroem o tecido das nossas comunidades que, ao contrário, devem resplandecer como lugares de acolhimento, solidariedade e reconciliação. Para desempenhar esta missão, é preciso que nós mesmos sejamos os primeiros a libertar-nos da degeneração destruidora das influências mundanas, contrárias a Cristo e ao Evangelho; e esta purificação nunca termina, deve ser feita continuamente, todos os dias!

Cada um de nós está chamado a ser luz e sal no próprio ambiente de vida diária, perseverando na tarefa de regenerar a realidade humana no espírito do Evangelho e na perspetiva do reino de Deus. Nos sirva sempre de ajuda a proteção de Maria Santíssima, primeira discípula de Jesus e modelo dos crentes que vivem todos os dias na história a sua vocação e missão. A nossa Mãe nos ajude a deixar-nos sempre purificar e iluminar pelo Senhor, para nos tornarmos, por nossa vez, “sal da terra” e “luz do mundo”.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 5 de fevereiro de 2017

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis:

Oremos por todos os homens e mulheres do mundo,

para que recebam a ajuda da nossa prece e da nossa caridade, dizendo

 Escutai, Senhor, a oração do vosso povo.

 

1. Pela Igreja santa e católica,

pelas Igrejas ortodoxas orientais

e por todos os seus ministros e fiéis, oremos.

 

2. Pelos que repartem o pão com os famintos,

dão pousada aos pobres sem abrigo

e levam roupa aos que não têm que vestir, oremos.

 

3. Pelos que anunciam o mistério de Deus aos homens

e por todos os que falam com desassombro

de Jesus Cristo crucificado e ressuscitado, oremos.

 

 4. Pelos fiéis que procuram ser sal da terra e luz do mundo

 e pelos monges, religiosos e irmãos leigos

que escolheram a perfeição dos conselhos evangélicos, oremos.

 

5. Por todos nós aqui reunidos em nome de Cristo

e pelos membros das nossas famílias que partiram deste mundo

marcados com o sinal da fé, oremos.

 

 Escutai, Senhor, as orações da vossa Igreja

 e defendei-a dos perigos que a rodeiam,

para que possa servir-Vos com inteira liberdade

 e dar-Vos graças pelos benefícios recebidos.

 Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A minha boca proclamará – M. Borda, NRMS, 43

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

“O Senhor deu-nos o Pão do Céu. Comeram e ficaram saciados.” Salmo 106,8-9

Agora é a hora de agradecer: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, nós Vos damos graças pela Vossa misericórdia e pelos vossos prodígios em favor dos homens, porque dais de beber aos que têm sede e saciais a nossa fome. Concedei que, unidos na alegria e no amor de Jesus Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.[6]

Virgem Maria, vós oferecestes ao mundo o vosso Filho Jesus, a verdadeira Luz. Mãe de ternura, concede-nos a graça de sermos cada vez mais sal da terra e luz do mundo. 

 

Cântico da Comunhão: Brilhe a vossa luz diante dos homens – M. Simões, NRMS, 63

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

Ou:    Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

Cântico de acção de graças: Dêmos graças ao Senhor – A. Cartageno, CEC II, (pg 27)

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Santo Padre, Papa Francisco, discurso dirigido aos sacerdotes e aos religiosos, em Madagáscar:

Sei que muitos de vós viveis em condições difíceis, carecendo dos serviços essenciais – água, electricidade, estradas, meios de comunicação – ou dos recursos económicos para gerir a vida e a actividade pastoral. Muitos de vós sentem sobre os seus ombros, para não dizer sobre a sua saúde, o peso das fadigas apostólicas. Mas escolhestes ficar e estar ao lado do vosso povo. Disso vos agradeço!

Quando acolheu os seus discípulos e Se deu conta como voltavam cheios de alegria, a primeira coisa que Jesus faz é louvar e bendizer seu Pai. Isto indica-nos um aspecto fundamental da nossa vocação. Somos homens e mulheres de louvor. A pessoa consagrada é capaz de reconhecer e indicar a presença de Deus onde quer que se encontre. Além disso, quer viver na sua presença, que aprendeu a saborear, gozar e partilhar. No louvor, descobrimos a nossa mais bela pertença e identidade, porque o louvor liberta o discípulo da ânsia pelo que «deveria ser feito» e devolve-lhe o gosto da missão e de estar com o seu povo. Louvando, aprendemos a sensibilidade de não «perder a bússola», gratuidade de promover tudo o que faz o povo de Deus crescer, amadurecer e frutificar, em vez de nos vangloriarmos dum «ganho» pastoral fácil, rápido, mas efémero. Até certo ponto, uma grande parte da nossa vida, da nossa alegria e da nossa fecundidade missionária decide-se neste convite de Jesus ao louvor. Os setenta e dois discípulos estavam conscientes de que o sucesso da missão dependera do facto de a terem cumprido «em nome do Senhor Jesus». Foi isto que os deixou maravilhados. Não se ficou a dever às suas virtudes, aos seus nomes, nem aos seus títulos; não carregavam panfletos de propaganda com o seu retrato; não foi a sua fama, nem o seu projecto que cativou e salvou as pessoas. A alegria dos discípulos nascia da certeza de fazer as coisas em nome do Senhor. E é interessante notar que Jesus resume a acção dos seus, falando da vitória sobre o poder de Satanás; um poder que, por nós sozinhos, nunca podemos vencer, mas no nome de Jesus, sim! Em seu nome, prevaleceis sobre o mal, quando ensinais a louvar o Pai celeste e quando ensinais, com simplicidade, o Evangelho e o catecismo, quando visitais e assistis uma pessoa doente ou quando ofereceis o conforto da reconciliação. Em seu nome, sois vencedores dando de comer a uma criança, salvando uma mãe do desespero de ficar sozinha a cuidar de tudo, dando trabalho a um pai de família. É uma luta vitoriosa quando se leva a presença de Deus ao contribuir para o respeito de todas as criaturas, na ordem e perfeição que lhes pertence, evitando o seu abuso ou exploração; e são sinais da vossa vitória também, quando plantais uma árvore ou ajudais a fornecer água potável a uma família. Grande sinal de vitória sobre o mal é quando vos aplicais a fazer recobrar a saúde a milhares de pessoas. Continuai com estas batalhas, mas sempre na oração e no louvor! Ao mesmo tempo, a vida espiritual confunde-se com alguns momentos religiosos que proporcionam algum alívio, mas não alimentam o encontro com os outros, o compromisso no mundo, a paixão pela evangelização» (Evangelii gaudium, 78). Então, em vez de ser homens e mulheres de louvor, podemo-nos tornar «profissionais do sagrado». Vençamos o espírito do mal no seu próprio terreno, ou seja, onde ele nos convida a apegar-nos a garantias económicas, a espaços de poder e glória humana, respondamos com a disponibilidade e a pobreza evangélica que nos levam a dar a nossa vida pela missão. Não deixemos que nos roubem a alegria missionária! Felizes sois vós, feliz Igreja dos pobres e para os pobres, porque vive impregnada do perfume do seu Senhor, vive jubilosa, anunciando a Boa Nova aos descartados da terra, àqueles que são os preferidos de Deus.[7]

 

Cântico final: Ao Deus do Universo – J. Santos, NRMS, 1

 

 

Homilia FeriaL

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-II: Descobrir a presença do Senhor.

1 Re 8, 1-7. 9-13 / Mc 6, 53-56

Transportaram a Arca do Senhor e a Tenda da reunião com todas as alfaias sagradas.

A Arca da Aliança e a Tenda da reunião eram um sinal da presença de Deus no meio do seu povo (LT). Levantai-vos, Senhor, e a arca da vossa divina majestade (SR). A presença de Jesus em qualquer lugar atraía as multidões, que lhe levavam os seus doentes (EV).

Procuremos descobrir esta presença de Deus no Sacrário de cada igreja por onde habitualmente passamos; nos nossos irmãos e familiares: 'o que fizeres a um dos meus irmãos mais pequeninos a mim o fazes'. Também nas pessoas e acontecimentos de cada dia; nos locais de trabalho, onde Ele se encontra como que escondido.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 



[1] Filipenses 2,15-16

[2] 1Timóteo 2,5

[3] João 8,12

[4] Catecismo da Igreja Católica, nº 782

[5] Efésios 5, 8-11

[6] Cf  Oração depois da Comunhão

[7] Santo Padre, Papa Francisco, discurso aos religiosos em Madagáscar,

 08 Setembro 2019

 


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