Apresentação do Senhor

2 de Fevereiro de 2020

Festa

 

BÊNÇÃO E PROCISSÃO DAS VELAS

 

Primeira forma: Procissão

 

1.       À hora marcada, reúnem-se os fiéis numa igreja secundária ou noutro local apropriado, fora da igreja para a qual se dirigirá a procissão. Os fiéis têm nas mãos as velas apagadas.

 

2.       O sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, revestido com paramentos brancos como para a Missa. Em vez da casula pode levar o pluvial, que deporá no fim da procissão.

 

3.       Enquanto se acendem as velas, canta-se a antífona: o Senhor virá com poder e iluminará os olhos dos seus servos, Aleluia, ou outro cântico apropriado.

 

4.       O sacerdote saúda a assembleia como habitualmente e em seguida faz uma breve admonição para exortar os fiéis a celebrarem activa e conscientemente este rito festivo.

 

5.       Terminada a admonição, o sacerdote procede à bênção das velas, dizendo de mãos juntas:

 

Oremos:

Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a luz, que neste dia mostrastes ao Santo velho Simeão a luz que veio para se revelar às nações, humildemente Vos suplicamos: santificai com a vossa bênção estas velas e ouvi a oração do vosso povo que se reuniu para as levar solenemente em honra do vosso nome, de modo que, seguindo sempre o caminho da virtude, chegue um dia à luz que jamais se extingue. Por Nosso Senhor...

 

Ou então:

 

Oremos:

Senhor Deus, fonte e origem da luz eterna, infundi no coração dos fiéis a claridade da luz que não tem ocaso, para que todos nós, iluminados no vosso templo santo pelo esplendor destas luzes, mereçamos chegar um dia à luz da vossa glória. Por Nosso Senhor...

 

E asperge as velas com água benta sem dizer nada.

 

6.       Seguidamente, o sacerdote recebe a vela que está preparada para ele e dá início à procissão, dizendo:

 

Caminhemos em paz ao encontro de Cristo.

 

7.       Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona com o respectivo cântico, ou outro cântico apropriado:

 

 

Antífona:  Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,

deixareis ir em paz o vosso servo.

 

Antífona:  Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Os meus olhos viram a salvação

que oferecestes a todos os povos.

 

Antífona:  Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

8.       Ao entrar a procissão na igreja, canta-se a antífona de entrada da Missa. O sacerdote, depois de chegar ao altar, faz a devida reverência e, se parecer oportuno, incensa-o. Depois vai para a sua sede; ali, depõe o pluvial (se foi usado na procissão) e veste a casula.

 

Segue-se o canto do Glória, depois do qual, como de costume, diz a Oração Colecta. A Missa continua na forma habitual.

 

 

Segunda forma: Entrada Solene

 

9.            Os fiéis reúnem-se na igreja com as velas na mão. O sacerdote, revestido de paramentos brancos, acompanhado dos ministros e de uma representação da assembleia, dirige-se para o lugar mais conveniente, à porta da igreja ou dentro dela, onde ao menos uma grande parte dos fiéis possa ver facilmente o rito e participar nele.

 

10.          Quando o sacerdote tiver chegado ao lugar destinado para a bênção das velas, acendem-se as velas, enquanto se canta a antífona O Senhor virá com poder, ou outro cântico apropriado.

 

11.          Em seguida, o sacerdote, depois da saudação e da admonição, procede à bênção das velas, como acima se indica (nn. 4-5). Segue-se a procissão em direcção ao altar, durante a qual se canta a antífona própria ou um cântico apropriado (nn. 6-7). Para a Missa, observe-se o que está indicado no n. 8.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Santa Maria, Senhora da Luz - M. Simões, NRMS, 14

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja celebra o nascimento de Jesus em 25 de Dezembro. Quarenta dias depois foi apresentado no Templo. É essa festa que que estamos a celebrar hoje, dia dois de Fevereiro.

Maria Santíssima, acompanhada de São José, levava Jesus em Seus braços. Que nos ajude também a nós, Seus filhos, a viver santamente esta Missa na qual de novo se oferece pela nossa salvação!

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, humildemente Vos suplicamos que, assim como o vosso Filho Unigénito foi neste dia apresentado no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma purificada, nos apresentemos diante de Vós. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No Antigo Testamento o povo eleito aguardava com ansiedade a vinda do Messias Salvador, anunciada pelos profetas. Nós agora somos imensamente felizes por termos Jesus connosco.

 

Malaquias 3, 1-4

2Assim fala o Senhor Deus: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. 2Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. 3Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. 4Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.

 

A leitura é um pequeno extracto da passagem (2,17 – 3,5) relativa aos tempos escatológicos – o dia do Senhor –, em que se dará uma radical purificação do sacerdócio («os filhos de Levi», v. 3).

1 «Anjo da Aliança». Ele é o próprio Senhor «por quem suspirais». A profecia teve o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo, o Filho de Deus enviado à terra. A vinda deste «Anjo da Aliança» será preparada por um «mensageiro», que, segundo a interpretação dada em Mt 11,10, é João Baptista, o Precursor. Daqui o facto de na Liturgia se dar o titulo de Santo Anjo a Cristo.

Tenha-se em conta que, por vezes, no Antigo Testamento, se designa com o nome de Anjo o próprio Deus que se manifesta: assim em Gn 16,7.13 e Ex 3,2, etc.. Nestes casos, «anjo» não tem o sentido corrente de enviado de Deus, mas o de presença ou manifestação visível de Deus.

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 23 (24), 7.8.9.10 (R. 10b)

 

Monição: Aquele Menino apresentado no Templo é o Senhor do universo. É o nosso Deus. Avivemos a nossa fé. Louvemo-l‘O cantando.

 

Refrão:        O Senhor do Universo é o Rei da glória.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor forte e poderoso,

o Senhor poderoso nas batalhas.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor dos Exércitos,

é Ele o Rei da glória.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus deu a vida por nós na Cruz para nos salvar. Não nos separemos d’Ele pelo pecado para com Ele vivermos eternamente.

 

Hebreus 2,14-18

14Uma vez que os filhos dos homens têm o mesmo sangue e a mesma carne, também Jesus participou igualmente da mesma natureza, para destruir, pela sua morte, aquele que tinha poder sobre a morte, isto é, o diabo, 15e libertar aqueles que estavam a vida inteira sujeitos à escravidão, pelo temor da morte. 16Porque Ele não veio em auxílio dos Anjos, mas dos descendentes de Abraão. 17Por isso devia tornar-Se semelhante em tudo aos seus irmãos, para ser um sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus, e assim expiar os pecados do povo. 18De facto, porque Ele próprio foi provado pelo sofrimento, pode socorrer aqueles que sofrem provação.

 

Este trecho de Hebreus – para ser lido nos anos em que a festa coincide com um domingo – foi escolhido tendo em vista que em Jesus se cumpre plenamente o anúncio de Malaquias (cf. 1ª leitura) de uma renovação radical do sacerdócio, com a instituição da nova aliança com o seu sangue, tendo já entrado de uma vez para sempre no santuário (8,1-2), figurado no Templo. A apresentação de Jesus no Templo tem um profundo significado simbólico.

18 Aqui está uma ideia em que se insiste na Epístola aos Hebreus: Jesus Cristo, sujeitando-se à provação e padecendo, tomando sobre Si todas as nossas fraquezas, excepto o pecado (4,15), está em condições de nos prestar ajuda a nós que sofremos as mesmas contrariedades. É este um extraordinário motivo de confiança em Jesus Cristo, na sua ajuda omnipotente, na sua mediação em que concilia a misericórdia para connosco com a fidelidade para com o Pai, na sua missão de expiar os pecados do povo (v. 17). ]

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 32

 

Monição: A apresentação de Jesus no Templo é descrita pormenorizadamente no Evangelho. Acompanhemos em espírito a Sagrada Família. Imitemos Simeão e Ana no amor ao Senhor Jesus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 2, 22-40         Forma breve: São Lucas 2, 22-32

22Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, 23como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», 24e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. 25Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. 26O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor 27e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, 28Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: 29«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, 30porque os meus olhos viram a vossa salvação, 31que pusestes ao alcance de todos os povos: 32luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

[33O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição – 35e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». 36Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada 37e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.]

 

A ida de Maria a Jerusalém para cumprir a lei da purificação das parturientes (Lv 12) serve de ocasião para que José e Maria procedam a um gesto que não estava propriamente prescrito pela Lei. Apresentar ali o Menino ao Senhor, é um gesto de oferta que mostra que Ele não lhes pertence e que se sentem meros depositários dum tesoiro de infinito valor. Pode também ver-se o sentido de imitação do gesto de Ana, mãe de Samuel (1Sam 1,11.22-28). Mas se a lei não preceituava a «apresentação», obrigava ao resgate do primogénito varão (não pertencente à tribo de Levi). Segundo Ex 13, o primogénito animal devia ser oferecido em sacrifício, ao passo que o primogénito humano devia ser resgatado, tudo isto em reconhecimento pelos primogénitos dos israelitas não terem sido sacrificados juntamente com os dos egípcios. O preço do resgate eram 5 siclos do santuário. Cada siclo de prata, no padrão do santuário, constava de vinte grãos com o peso total de 11,4 gramas. S. Lucas não fala deste resgate de 57 gramas de prata, que podia ser pago a qualquer sacerdote em qualquer parte da nação judaica; o evangelista apenas faz uma referência genérica ao cumprimento da Lei (v. 23; cf. Ex 13,2.12-13).

24 A lei da purificação atingia toda a parturiente, a qual contraía impureza legal durante 7 dias, se dava à luz um rapaz, (Ex 12,28, mas a jurisprudência judaica já tinha acrescentado mais 33 dias, um total de 40) e durante 14 dias, se tinha uma menina (tinha subido na época para 80 dias). No fim desse tempo, devia ser declarada pura mediante a oferta no templo duma rês menor (podia ser um cordeiro) e duma pomba ou rola. Quando a mãe não dispunha de meios para oferecer uma rês menor, podia oferecer um par de pombas ou rolas, como aqui se refere.

Tenha-se em conta que a «impureza legal ou ritual» não incluía a noção de pecado, ou de impureza moral. De modo particular todas as coisas relativas à transmissão da vida, mesmo no caso de serem moralmente boas, como a maternidade e o uso legítimo do matrimónio, ou moralmente indiferentes, como a menstruação e a polução nocturna, tornavam a pessoa impura, isto é, inapta para o culto de Deus Santo. A razão disto estava no carácter sagrado da vida e da sua transmissão. Parece que tudo isto implicava alguma perda de vitalidade, que devia ser reparada mediante certos ritos, para de novo poder entrar em comunhão com Deus, a plenitude e a fonte da vida. Estas leis tinham uma finalidade eminentemente didáctica: o povo de Israel era um povo santo, especialmente dedicado a Deus e ao seu culto, e em comunhão com Ele (cf. Ex 19,5-6; Lv 19,2). Todas as normas de pureza ritual faziam-no tomar constantemente consciência das suas relações particularíssimas com Deus e do sentido cultual da sua vida diária. A verdade é que a frequência e abundância dos ritos nem sempre foi alicerçada num coração dedicado a Deus, tendo degenerado no formalismo religioso tão denunciado pelos profetas e por Jesus Cristo (cf. Is 29,13; Mt 15,7-9).

Em face disto, o rito da Purificação de Maria, não pressupõe a aparência sequer de qualquer imperfeição moral ou legal da parte da SSª Virgem, como se poderia pensar. O gesto de Maria aparece como uma singular lição de naturalidade, de obediência e de pureza, cumprindo uma lei a que não estava sujeita, por ser a aeiparthénos, a sempre Virgem; Maria, a tão privilegiada, não quer para si um regime de excepção e privilégio.

25 «Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5,34; 22,3), mas sem provas convincentes.

33 A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1,26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal.

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual» (de que «se levantem»), ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem (de que «muitos caiam»).

36-37 Põe-se em relevo a longa viuvez de Ana, como algo digno de veneração.

38 Não se afasta do Templo: hipérbole para indicar a frequência diária.

39 Este v. corresponde a Mt 2,23, mas Lucas não relata a fuga para o Egipto.

40 A Teologia explicita que «o Menino crescia», não só na manifestação da sabedoria, mas também no conhecimento experimental.

 

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus vem até nós

Vamos até Jesus

Dia do Consagrado

 

Jesus vem até nós

Jesus que vive com o Pai e o Espírito Santo desde toda a eternidade veio ao mundo para nos salvar. Quarenta dias após o nascimento, foi apresentado no Templo, festa que hoje celebramos, como nos recorda o Evangelho.

Jesus fez muitos milagres. Perdoou aos pecadores arrependidos. Chamou os discípulos. Escolheu os Apóstolos. Fundou a Igreja… Antes de dar a vida na Cruz por nosso amor, instituiu o sacerdócio e a Eucaristia.

Encontramo-nos aqui a viver a Santa Missa. Jesus oferece-se de novo a Seu eterno Pai, alcançando-nos as bênçãos que ardentemente desejamos (Segunda Leitura ).

Permaneçamos sempre firmes na Fé. Nunca deixemos de participar na missa ao domingo! Com o testemunho e exemplo continuemos a atrair mais pessoas. E as nossas igrejas voltarão a encher-se de Fiéis que nelas receberão a força e coragem para levarem a mensagem de Jesus ao mundo.

 

Vamos até Jesus

O mundo bem precisa de Jesus. No Antigo Testamento o povo esperava-O com ansiedade ( Primeira Leitura ). Como ficaram contentes Ana e Simeão ao contemplá-l’O no Templo de Jerusalém!

Agora temo-l’O connosco. Porque deixou de ser observada a Sua doutrina, vieram as guerras, as perseguições, a fome e miséria que envergonham a humanidade deste século XXI…

Nós, seduzidos por Cristo, não queremos viver no mundo assim!

Nós queremos que as crianças voltem a sorrir felizes e contentes!

Nós queremos que os jovens nos ajudem a tornar o mundo mais belo!

Nós queremos que os homens e mulheres continuem a contribuir para o progresso da humanidade!

Nós queremos que os idosos continuem a receber a gratidão pelo que fizeram em favor dos seus!

Nós queremos que os doentes sintam a dor aliviada com a dedicação daqueles que cuidam da sua saúde!

Nós queremos que todos cumpram a vontade do Senhor!

 

Dia do Consagrado

A Igreja é santa. Mas há cristãos que a mancham com escândalos e pecados. Jesus continua à espera da sua conversão.

Ao longo destes vinte e um séculos de Cristianismo, porém, quantas pessoas viveram e vivem com heroicidade no meio de perseguições!...

Houve e continua a haver santos de todas as idades que santificam a Igreja e projectam no mundo a luz de Cristo!

Queremos viver sempre unidos a Cristo, imitando-O e pedindo.Lhe para nos ajudar a cumprirmos fielmente a missão que nos confiou!

Neste Dias do Consagrado peçamos ao Senhor que nos escolheu para Lhe consagrarmos a vida na Igreja ao serviço dedicado aos irmãos, para nunca desanimarmos, permanecendo fiéis durante toda a vida!

A recompensa será a felicidade eterna com Ele no Céu, graças à Sua infinita misericórdia.

Confiemos na presença maternal de Maria Santíssima que também se ofereceu no Templo com Jesus para com Ele colaborar na obra da redenção. Ela, Senhora da Luz, Senhora da Fé, encaminha-nos para Jesus que nos tornará imensamente felizes agora e sempre. Amém.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos, pelos Sacerdotes

e pelas vocações consagradas:

para que, com a bênção maternal da Virgem Maria,

consigam a santificação da Igreja,

oremos.

 

2.     Pelas crianças e pelos jovens:

para que, imitando a disponibilidade da Virgem Maria,

sejam fiéis ao Senhor que os chama

a fim de trabalharem no Seu reino,

oremos.

 

 

3.      Pelos cristãos a viverem em todos os países:

para que, através do trabalho, da oração e do apostolado

anunciem, com a Rainha dos Apóstolos,

a mensagem salvadora de Jesus ao mundo,

oremos.

 

4.     Pelos que duvidam ou perderam a Fé:

para que a Senhora da Luz

ilumine de novo as suas vidas,

cumulando-os de bênçãos e graças,

oremos.

 

5.     Pelos doentes e por todos os que sofrem:

para que, em todas as horas de cada dia,

ofereçam, com a Senhora da Dores,

 as suas vidas a Cristo Redentor,

 oremos.

 

6.     Pelos nossos familiares e amigos falecidos

e por todos os que se purificam no Purgatório:

para que, por intercessão da Mãe de Misericórdia,

alcancem no Céu a felicidade eterna

 e lá continuem a rezar também por nós,

 oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pão da vida eterna prometido – B. Salgado, C. T.

 

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que na vossa bondade quisestes que o vosso Filho Unigénito Se oferecesse a Vós como Cordeiro sem mancha pela vida do mundo, fazei que Vos seja agradável a oblação da vossa Igreja em festa. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, luz das nações

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Hoje o vosso Filho, eterno como Vós, é apresentado no templo e proclamado pelo Espírito Santo glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com alegria ao encontro do Salvador e com os Anjos e os Santos proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, outrora oferecido no Templo, oferece-se agora a cada um de nós. Se estamos devidamente preparados, recebamo-lÓ na Sagrada Comunhão. Aproveitemos este momento para Lhe oferecer o nosso coração e a nossa vida.

 

Cântico da Comunhão: Os meus olhos viram a salvação – S. Marques, NRMS, 88

Lc 2, 30-31

Antífona da comunhão: Os meus olhos viram a salvação que oferecestes a todos os povos.

 

Cântico de acção de graças: Senhor Tu és a luz – J. F. Silva, NRMS, 6

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que respondestes à esperança do Santo Simeão, confirmai em nós a obra da vossa graça: assim como lhe destes a alegria de receber em seus braços, antes de morrer, a Cristo vosso Filho, concedei que também nós, fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Há dois mil anos Jesus foi apresentado no Templo. Hoje é preciso que seja apresentado ao mundo. Somos nós, cristãos, os enviados para esta sublime missão. Connosco caminha a Senhora da Luz, Mãe do Senhor e nossa terna mãe.

 

Cântico final: Nossa Senhora da Luz – M. Faria, SP

 

 

 

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-II: Aproveitar bem as 'infelicidades'.

2 Sam 15, 13-14. 30; 16, 5-13 / Mc 5, 1-20

Narraram o que havia sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Começaram então a pedir a Jesus que se retirasse do seu território.

Os gerasenos pedem a Jesus que se retire do seu território porque, para salvar dois homens, tinham morrido dois mil porcos (EV). Pelo contrário, o rei David aceita todas as pedradas e insultos que lhe são dirigidos, como permitidos por Deus (LT). Não temo a multidão que me cerca (SR). Jesus também aceita as maldições recebidas na Cruz.

É muito frequente que a lógica de Deus não coincida com a dos homens. Só a fé nos ajudará a descobrir a mão de Deus, por detrás do que chamamos males humanos. Aproveitemo-los para sermos mais felizes aqui na terra e na vida eterna.

 

3ª Feira, 4-II: Nós também 'tocamos' no Senhor.

2 Sam 18, 9-10. 14. 24-25. 30; 19-3 / Mc 5, 21-43

Pois dizia consigo: se eu, ao menos, lhe tocar nas vestes, ficarei curada.

A oração dirigida a Jesus por esta mulher, foi por Ele atendida no seu ministério público. Ele atendia a oração expressa em palavras, como a de Jairo; ou a feita em silêncio, como a da hemorroissa (EV). E responde sempre à oração, se é feita com fé. Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos e escutai-me (SR).

O Senhor também 'nos toca', através dos Sacramentos, especialmente na Eucaristia e na Penitência. Ele 'toca-nos' para nos curar. E nós 'tocamos' no Senhor, quando O recebemos na Comunhão e, doutras maneiras, quando trabalhamos, rezamos, sofremos, etc.

 

4ª Feira, 5-II: A contrição e a penitência.

2 Sam, 24, 2. 8-17 / Mc 6, 1-6

Jesus não podia fazer ali qualquer milagre. Estava admirado com a falta de fé daquela gente.

Jesus entristece-se com a falta de fé dos seus conterrâneos (EV). Também David, por falta de confiança no Senhor, quis saber com quantos guerreiros podia contar para ganhar os seus combates (LT). Mas acabou por reconhecer a sua falta, pediu perdão ao Senhor e aceitou qualquer penitência que lhe fosse imposta.

David aparece, pois, como um modelo de arrependimento. Perdoai, Senhor, a culpa do meu pecado (SR). Quando ofendermos o Senhor não deixemos de recorrer à contrição, que é uma dor de alma e uma detestação pelo pecado cometido, com propósito de emenda.

 

5ª Feira, 6-II: Para que são a doença e os doentes.

1 Re, 2, 1-4. 10-12 / Mc 6, 7-13

 Os Apóstolos partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se. Expulsavam muitos demónios, ungiam com óleo muitos doentes e curavam-nos.

Ao seguirem Jesus, os Apóstolos adquirem uma nova dimensão da doença e dos doentes. Jesus associa-os à sua vida pobre e servidora. E fá-los participar do seu ministério de compaixão e cura.

O rei David, ao ver aproximar-se o dia da sua morte, quis deixar um testamento a seu filho. Guarda os mandamentos do Senhor (LT). Preocupemo-nos também com os nossos doentes. Além da nossa presença, animemo-los a receberem a Unção dos Enfermos, se tiverem graves enfermidades ou idades avançadas (EV). Na vossa mão está o poder e a força (SR).

 

6ª Feira, 7-II: As Cinco Chagas do Senhor.

Is 53, 1-10 / Jo 20, 24-29 ou Jo 19, 28-37

O Castigo que nos salva caiu sobre Ele e, por causa das suas Chagas, é que fomos curados.

A festa das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na Cruz, recorda-nos que Ele sofreu este castigo por causa das nossas faltas. Trespassaram as minhas mãos e os meus pés (SR). Deste modo se o cumpriu a profecia do servo sofredor de Isaías (LT).

Jesus convida-nos a aproximar-nos dEle (EV), para apalparmos o seu amor por nós.  Por causa das suas chagas é que fomos curados (LT). As feridas ajudam-nos a curar as dúvidas de fé, tal como aconteceu com Tomé, que disse: Meu Senhor e meu Deus; a rejeitar o pecado; a afastar as tentações; a desagravar as nossas ofensas.

 

Sábado, 8-II: O ofício do Bom Pastor.

1 Re  3, 4-13 / Mc 6, 30-34

Jesus encheu-se de compaixão por aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor.

Para que as pessoas não se perdessem no seu caminho, Jesus dedica imenso tempo  a instruí-las (EV). Não me deixeis afastar dos vossos mandamentos (SR). E, mais tarde, derrama o seu Sangue para terem vida. Salomão, para governar bem o seu povo, pede ao Senhor o que é mais importante: um coração inteligente, para poder discernir o bem do mal (LT).

Pelo Sangue, que derramou na Cruz, Cristo é o Grande Pastor. Ao meditarmos na sua entrega, procuremos cumprir sempre a sua vontade. E não esqueçamos que nos compete também participar desta tarefa do bom Pastor, para ajudarmos os outros.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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