2º Domingo Comum

19 de Janeiro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a terra vos adore – C. Silva - OC, (pg 248)

Salmo 65, 4

Antífona de entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Muita gente fala e acredita em fatalismo, no sentido de um forçoso acontecer das coisas na vida das pessoas, sem que a sua vontade e liberdade intervenham.

É verdade que o homem ainda não intervém, nem domina a maior parte dos fenómenos da natureza: a queda da chuva ou da neve; o frio e o calor; os tremores de terra e os vulcões; o começo da primavera das flores e no Outono da colheita de frutos.

Mas governa a própria vida com responsabilidade, aceitando ou rejeitando uma proposta de Deus. A isto chamamos vocação pessoal – aquele caminho que deve seguir cada um de nós, entre a Fonte baptismal, onde recebemos a vocação à santidade – e o Céu. Entre estes dois limites nos movemos, cada um pelo seu caminho vocacional, realizando um projecto de Deus.

 

Acto penitencial

 

Queremos pedir humildemente perdão ao Senhor, porque nem chegamos a pensar que Deus tem um projecto de amor para cada um de nós; e quando pensamos nisso, preferimos seguir os caprichos das nossas paixões.

Arrependamo-nos desta indelicadeza para com Deus, ao desconhecermos a escolha que Ele fez amorosamente para nós; ou ao resistirmos e discordarmos da Sua vontade, quando descobrimos o que Ele quer de nós.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Raras vezes me detenho a pensar o que quer Deus de mim,

    mas deixo-me desorientar pelos caprichos perigosos dos meus sentidos.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Na vivência da vocação recebida, fujo das exigências de Deus,

    com medo do sacrifício ou cobardia de me preocupar com o que dirão.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Nas minhas confissões me esqueço-me sempre de acusar

    os pecados cometidos por obras e omissões na minha vocação pessoal.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías fala-nos da figura misteriosa do Servo de Yahvé, que é o Messias Prometido e que, pela Sua fidelidade, constitui as complacências do Pai.

Também, cada um de nós, na medida em que segue com fidelidade a vocação pessoal recebida, recebe as bênçãos de Deus.

 

Isaías 49, 3.5-6

3Disse-me o Senhor: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 5E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Temos aqui parte do 2.º poema do Servo de Yahwéh. Praticamente todos os manuscritos hebraicos, bem como as versões antigas, incluindo a Vulgata, acrescentam depois de «meu servo», o aposto «Israel» (uma possível glosa antiga a partir de Is 44,21, segundo alguns críticos). E este servo, mesmo aparecendo assim como colectividade, não deixa de ser uma figura de Jesus. E Jesus não só é «um Israel» enquanto encarna o Israel ideal, mas Ele é também «o Cristo total», cabeça e membros. Ele é o novo Israel, que, à maneira daquele antigo patriarca, dá origem ao «novo Israel de Deus» (Gal 6,16), assente não já na descendência carnal dos 12 Patriarcas, mas no alicerce dos 12 Apóstolos do Cordeiro (cf. Apoc 21,14; Ef 2,19).

6 «Luz das nações» (cf. Is 42,6). A missão de Jesus é universal: veio salvar e iluminar todos os homens. Ele proclama-se «a luz do mundo» (Jo 8,12; 9,5; 12,46; cf. 1,4-5.9); Simeão reconhece n’Ele «a luz para se revelar às nações» (Lc 2,32). Este v. 6 é citado expressamente por S. Paulo no discurso em Antioquia da Pisídia (Act 13,47): Cristo é a luz das nações e, com Ele, os seus discípulos, anunciadores do Evangelho são também luz do mundo (cf. Mt 5,14).

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 39 (40), 2 e 4ab.7-8a.8b-9.10-11ab (R. 8a e 9a)

 

Monição: O Espírito Santo convida-nos a repetir as palavras colocadas pelo autor da Carta aos Hebreus nos lábios de Jesus Cristo, ainda no ventre de Sua Mãe.

Que elas exprimam em cada um de nós o desejo sincero e operativo de as tornar verdadeiras no nosso dia a dia.

 

Refrão:        Eu venho, Senhor,

para fazer a vossa vontade.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança

e Ele atendeu-me.

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

 

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,

mas abristes-me os ouvidos;

Não pedistes holocaustos nem expiações,

então clamei: «Aqui estou».

 

«De mim está escrito no livro da Lei

que faça a vossa vontade.

Assim o quero, ó meu Deus,

a vossa lei está no meu coração».

 

Proclamei a justiça na grande assembleia,

não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,

proclamei a vossa fidelidade e salvação.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na primeira Carta aos fieis da Igreja de Corinto, fala com alegria da escolha que Deus fez na sua pessoa, para O servir na difusão do Evangelho.

Possa cada um de nós falar neste mesmo tom de felicidade, quando nos referimos à nossa vocação pessoal.

 

Coríntios l, 1-3

Irmãos: 1Paulo, por vontade de Deus escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto, aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade, com todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: 3A graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.

 

Começa-se hoje a leitura seguida da 1ª Carta aos Coríntios, respigando trechos selectos.

1 O cabeçalho da Carta é teologicamente muito rico; seguindo o formulário epistolar greco-romano, começa com o nome do remetente (a superscriptio): «Paulo», credenciado como Apóstolo de Jesus por vocação divina, e o irmão Sóstenes, seu colaborador (discute-se se era o chefe da sinagoga já convertido: cf. Act 18,17).

2 Segue-se o destinatário (a adscriptio): «a Igreja de Deus que está em Corinto», com cláusulas muito expressivas: uma Igreja que não é uma simples assembleia convocada, como no mundo profano, mas é uma assembleia religiosa (a ekklêsía de Deus), na continuidade da comunidade israelita e a sua legítima herdeira (cf. Mt 16,18), adoptando a mesma designação dos LXX para traduzir o nome hebraico (qahal). Ao especificar, «que está em Corinto», sugere o seu enquadramento na única Igreja de Cristo, universal, mas presente nesta Igreja particular. Ao dizer que os seus fiéis «foram santificados em Cristo, chamados à santidade» indica a sua pertença e consagração a Cristo em virtude da sua acção salvadora e de um chamamento (chamados, no original kletoi, tem a mesma raiz de ekklesía, Igreja). Trata-se aqui duma santidade ontológica, que, embora não sendo a santidade moral, é uma exigência desta, para que a pertença a Cristo redunde numa identificação com Ele (cf. Rom 8,29) e não numa vã exterioridade. Notar que a inclusão nos destinatários de «todos os que invocam o Nome…» (alusão ao nome divino, aplicado a Jesus: cf. Act 4,12; 9,14.21; Gn 4,26), sugere que a doutrina da carta é aplicável a todos os cristãos, não só de «qualquer lugar», mas também em qualquer tempo; de facto a carta encerra a resposta a questões muito pontuais e ocasionais, mas apelando para princípios perenes que são sempre actuais.

3. «A graça e a paz…». Paulo adopta esta dupla saudação, tirando a primeira do mundo grego e a segunda do ambiente judaico, mas enriquecendo-as de sentido cristão: o «khairein» grego (alegria e saúde) passa a ser «kháris» (graça, dom divino) e o «xalôm» judaico passa a ser «eirênê» (uma paz que «vem de» – «apó» em grego – Deus e do Senhor Jesus).

 

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 1, 14a.12a

 

Monição: Deus veio a nosso encontro, tornando-se um de nós, na fragilidade da nossa carne, para nos salvar.

Aclamemos o Evangelho da Salvação que nos ensina o caminho da felicidade, na vida presente e na vida eterna.

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Faria, NRMS, 16

 

O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós

Àqueles que O receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 29-34

29Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Era d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim virá um homem, que passou à minha frente, porque existia antes de mim’. 31Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água». 32João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele. 33Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que baptiza no Espírito Santo’. 34Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

 

Não deixa de chamar a nossa atenção o facto de que, sendo S. Mateus o evangelista do ano A, comecemos precisamente este ano com um texto de S. João. A Liturgia pretendeu pôr na portada do ano uma leitura de especial significado e riqueza doutrinal; por isso propõe-nos hoje este trecho de S. João, que é uma apresentação solene de Jesus Cristo, Aquele que nos vai falar ao longo de todo o ano – apresentação esta particularmente autorizada –, pois que é feita por «aquele que veio para dar testemunho da Luz» (Jo 1,8).

29 «João». No texto original não aparece o apelido de «Baptista», pois para o evangelista João não há outro João além do Baptista, uma vez que, por humildade, nunca se nomeia a si próprio. O Baptista, depois de já ter deixado claro perante as autoridades judaicas que não era ele o Messias (vv. 19-27), atesta agora, para quem o cerca, que é Jesus aquele que se espera.

«Eis o cordeiro de Deus» (cf. v. 36): é uma alusão não só ao cordeiro pascal (Ex 12,1,28; cf. Jo 19,14.36; Apoc 5,6.12; 7,14; 1Cor 5, 7; 1Pe 1,19), símbolo da redenção, mas também ao Servo Sofredor (Is 52,13 – 53,12) que, inocente, é levado à morte, em vez dos pecadores, para expiação dos pecados. Note-se que a própria palavra aramaica talyá significava tanto cordeiro como servo. Ele «tira o pecado»: o singular tem mais força, pois engloba todos os pecados com todas as suas tremendas implicações.

31 «Eu não O conhecia». João não quer negar um conhecimento pessoal que já procederia dos tempos da infância (cf. Lc 1,36 ss), mas insiste (vv. 31.33) em que não O conhecia anteriormente na sua qualidade de Messias. Aqui se deixa ver a naturalidade da vida de Jesus (e assim a dos Santos): o que há de mais santo e divino passa despercebido. Esta passagem não contradiz Mt 3.14, onde se diz que João não quer baptizar Jesus, pois a razão que ele dá não é a de ver n’Ele o Messias, mas a de conhecer a sua superioridade moral, a sua inocência e intima união com Deus.

34 São os Evangelhos sinópticos que relatam com pormenor o Baptismo de Jesus. S. João não conta a célebre teofania do Jordão, limitando-se a dar o testemunho do Baptista após aquela manifestação divina.

 

 

Sugestões para a homilia

 

• Um projecto de Amor

Criados por Amor

Com uma vocação pessoal

Para uma missão na terra

• Um itinerário da vocação

Anunciar Cristo que passa

Dar testemunho de que Ele vive

Levar as pessoas a Cristo

 

1. Um projecto de Amor

 

a) Criados por Amor. «Disse-me o Senhor: “Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória”.»

Deus faz tudo por Amor. Ele, como diz S. João Evangelista, é Amor. O chamamento de cada um de nós à vida foi uma escolha – eleição – de amor.

Quando damos um passeio ou vamos a uma feira, entusiasmamo-nos às vezes com um objecto, compramo-lo, mas depois nunca mais nos lembramos dele e fica inútil num recanto da casa. Com Deus, ao chamar-nos à vida, não é assim. Uma vez eleitos, escolhidos e preferidos, é para sempre.

Deus chamou-nos à vida para começar com cada um de nós uma amizade crescente, até à perfeita comunhão no Céu. Fê-lo porque nos ama infinitamente quer tornar-nos felizes eternamente no Céu.

Enquanto vivemos na terra havemos de ser um vislumbre da bondade, do Amor e da alegria de Deus.

Somos rostos de Deus no mundo. «A Deus jamais alguém O viu.» Mostrou-nos o Seu rosto em Jesus Cristo, nos 33 anos em que viveu connosco na terra, mas subiu aos céus.

Por isso, as pessoas não veem Deus neste mundo, como nos vemos uns aos outros. Hão-de conhecê-l’O e amá-l’O por meio de cada um de nós.

Não tem outro sentido a nossa vida na terra senão caminhar para a felicidade eterna com Deus. Mas acontece-nos como a criança que vai a um recado da sua mãe: vê, no caminho, um pássaro ou um brinquedo e distrai-se, esquecendo-se do que devia fazer.

Há muitas pessoas que não conhecemos, nem chegaremos a conhecer neste mundo; outras que, mesmo conhecidas, não despertam o nosso interesse e amizade.

Deus conhece a cada um de nós pelo nome, com a sua história, as aspirações, sonhos e fracassos. E ama-nos como somos. Mas, em virtude desse amor, deseja que cresçamos, que melhoremos.

 

b) Com uma vocação pessoal. «E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele

Dentro de uma grande empresa, cada pessoa é colocada num encargo concreto. Quem ali trabalha não escolhe o que lhe apetece, aquilo de que mais gosta ou dá menos trabalho.

A empresa produz, se tudo estiver bem coordenado, de modo que o esforço de cada um se possa somar aos dos outros.

Deus organizou o mundo e a Igreja assim, de modo que ninguém está na vida por acaso, nem pode ocupar o tempo naquilo que lhe apetece. Esta vida é preço da eternidade e só tem valor se fizermos a vontade de Deus.

Partimos todos da fonte do Baptismo e temos como ponto de chegada, por meta, a felicidade eterna do Céu. Entre a fonte do Baptismo e a felicidade do Paraíso, cada um deve seguir o caminho que para ele escolheu o Espírito Santo.

Não há vocações mais fáceis, que não exijam esforço para procurar a santificação pessoal. Cada uma delas concretiza na pessoa a o chamamento de todos à santidade, a configuração com Jesus Cristo.

São diversos os caminhos ou vocações pessoais por onde o Senhor nos pode chamar. As vocações mais comuns são:

Matrimónio. fundar uma família – a mais comum – alicerçada no Sacramento do Matrimónio.

O casamento não é meio para “tapar” ou remediar vidas desregradas. Cada um vai viver no casamento aquilo que trouxe da família. Se o jovem trouxe de casa o hábito de ser um tirano, um gastador, um caprichoso ou mal comportado, no casamento, em geral, piora o seu comportamento. Aqui está a primeira ilusão de algumas pessoas que casam: pensam que, por força do amor do cônjuge, vai mudar de comportamento.

A vocação matrimonial não se aguenta com fidelidade sem oração e frequência de sacramentos, porque é uma vocação sobrenatural. Não há pessoas naturalmente santas, sem esforço.

Celibato apostólico por amor do reino dos Céus. Deus chama algumas pessoas a deixar de lado o projecto de uma família humana, para que toda a Igreja e toda a humanidade seja sua família. Encontramos esta vocação na vida religiosa – activa e contemplativa ou missionária –, e no mundo.

Aqueles que ainda estão em idade de optar devem perguntar a si mesmos, depois de invocar o Espírito Santo: qual será a minha vocação?

Como a conhecemos? Há obrigação de a seguir? São outras duas perguntas para a quais queremos uma resposta.

 

c) Para uma missão na terra. «Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra”»

Na construção de uma casa há muitos trabalhos a fazer, seguindo um plano antes elaborado.

Quando chama uma pessoa à vida, Deus confia-lhe uma tarefa concreta na construção do mundo.

Ninguém vive para si mesmo, para construir a sua felicidade. Só Deus no-la pode dar, como prémio da nossa fidelidade.

Todos temos uma missão de servir os outros. Cada vocação é como uma flor que não existe para viver dobrada e fechada sobre si mesma, mas para se abrir com o calor e perfumar o ambiente e enchê-lo de beleza, com as suas cores.

Na família. Os que são chamados ao matrimónio concretizam a sua entrega quando amam e se ajudam ao outro e se perpetuam nos filhos.

Cada filho é um monumento ao amor mútuo dos pais. É como se cada um dos dois dissesse: “Amo-te tanto que desejo ver perpetuada a tua imagem num ser humano!”

O que Deus pede aos pais é que façam crescer em todas as dimensões o filho que lhes foi confiado e não que o tratem como um “bibelot”. A educação é um crescimento amparado e orientado.

No celibato. O mesmo acto de generosidade para com Deus que leva uma pessoa ao casamento, pode levá-la a caminhar no celibato evangélico.

Não pode ser um caminho de comodistas – não querem ralar-se – nem tímidos – têm medo do encargo de uma família –, mas de enamorados. É outra forma de amar a Deus.

Só uma coisa faz sentido na nossa vida: Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

 

2. Um itinerário da vocação

 

a) Anunciar Cristo que passa. «Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo

João proclama e aclama Jesus como o Messias esperado, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Foi esta a missão que Deus lhe confiou: chamar a atenção das pessoas para Cristo que vem ao seu encontro, as procura e as quer salvar.

Muitos ouvem falar de Cristo e pensam n’Ele como uma figura do passado, à semelhança de qualquer personagem histórico. Não sabem que Jesus Cristo é de ontem, de hoje e de sempre e que vive pelos séculos.

Passa continuamente em nossas vidas, desafiando-nos a segui-l’O pelos caminhos da felicidade e da alegria.

É preciso ajudá-los a proceder como os habitantes de Cafarnaúm: «Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.» (S. Marcos 1, 27). Este mesmo facto aconteceu por diversas vezes na via pública de Jesus.

São muitos os que se cruzam com Ele na vida e não chegam a aperceber-se disso. Se muitas pessoas soubessem que Ele passa ao lado delas e poderia resolver facilmente os problemas que as atormenta!

Nós mesmos estamos muitas vezes perto d’Ele – especialmente na Santíssima Eucaristia   – e não nos apercebemos disto, de modo que não aproveitamos a ocasião deste encontro para lhe falar do que nos preocupa.

Necessitam pontualmente de tomar consciência desta proximidade os que estão desorientados, porque não encontram sentido para o sofrimento físico ou moral que os atormenta ou fere os seus.

 

b)) Dar testemunho de que Ele vive. «João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele

João viu Jesus, baptizou-O e testemunhou a teofania do Jordão: o Pai que O proclamava Seu Filho Unigénito e muito amado; e o Espírito Santo que descia sobre Ele sob a figura de uma pomba.

Mas Ele é nosso companheiro de viagem. Com a Ascensão gloriosa, apenas inaugurou um novo modo de presença invisível junto de nós. A Sua promessa solene naquela manhã do Jardim das Oliveiras, continua válida: «E eu estarei sempre convosco, até o fim dos tempos.» (Mateus 28:20).

A solidão e falta de ajuda de que as pessoas se queixam tantas vezes parte da ignorância desta verdade luminosa. Acompanha os nossos trabalhos e tempos de lazer; conforta os doentes e moribundos; anima os encarcerados e ajuda todos que se preparam para o martírio.

Primeiro nós! Lembrem-nos mais vezes de que Ele nos acompanha em todos os momentos do dia e falemos-Lhe com familiaridade, como ao melhor dos amigos.

Procuremo-l’O no Sacrário, onde nos espera noite e dia, com uma paciência divina, perdoando os nossos esquecimentos e faltas de respeito.

Às vezes esquecemos na prática que Ele gosta de conversar connosco. «As minhas delícias são estar com os filhos dos homens.» (Sab 8).

Parecemos, às vezes, uma criança assustada na escuridão da noite, a chorar inconsolável, a penar que está só, apenas porque não vê a mãe que a segura pela mão.

Ajudar os outros. Os nossos amigos esperam, antes de tudo, um testemunho da nossa fé na proximidade de Cristo: quando nos mantemos serenos na provação; quando sabemos sorrir nas contrariedades e doenças; quando ouvimos com paciência uma pessoa maçadora e impertinente.

O nosso comportamento levá-la-á a descobrir que deve à certeza que temos de que o Senhor está connosco.

Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe... (Caminho)

 

c) Levar as pessoas a Cristo. «Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: “Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que baptiza no Espírito Santo”.»

A missão de João Baptista é anunciar a vinda de Cristo, para que O sigam, como Caminho, verdade e Vida. Começa por enviar os seus discípulos ao encontro de Jesus, porque não quer guardá-los para si. Depois, quando Jesus passa, indica claramente que é a Ele que devem seguir. «Importa que Ele cresça e eu diminua

Contra falsos pudores. Um falso conceito de liberdade leva as pessoas a omitir uma ajuda espiritual às outras pessoas, indicando-lhes o que hão de fazer para serem felizes. Não se pode falar de Cristo nem sacramentos, porque é contra a liberdade, dizem.

No entanto, não se coíbem de aconselhar mesmo o mal moral: consultar a feiticeira, ir à sessão do Reiki; ou mesmo desencaminhar as pessoas nos caminhos da toxicodependência, devassidão, etc.

Falar de Cristo às pessoas e ensiná-las a encontrar-se com Ele, na Palavra e nos Sacramentos, é ajudá-las a encontrar o caminho da felicidade.

Testemunho de vida. É preciso começar por viver – ou ao menos fazer um esforço sincero – aquilo que aconselhamos aos outros.

Temos de ser companheiros desta aventura de viagem para o Céu, e não apenas placas de sinalização.

Antes, pois, de darmos um conselho, pensemos diante de Deus o que estamos a fazer para o pormos em prática.

Mas não devemos cair no exagero de esperar que sejamos muito perfeitos, para começarmos a ajudá-los. Poderemos dizer-lhes com sinceridade: “eu também vou a caminho. Às vezes caio, mas levanto-me e recomeço.”

Dar um bom conselho. Ajudar uma pessoa a encontrar o caminho, também quando está desorientada na vida, é uma obra de misericórdia.

Devemos ser claros, delicados e oportunos, se queremos ajudar de verdade os nossos amigos a caminhar.

Que Maria nos ensine ajude a conduzir ao encontro de Jesus as pessoas que vivem ao lado e precisam da nossa ajuda.

 

Fala o Santo Padre

 

«A Igreja, em todas as épocas, é chamada a fazer aquilo que fez João Batista, indicar Jesus ao povo dizendo:

“Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo!”.

Ele é o único Salvador! Ele é o Senhor, humilde, no meio dos pecadores, mas é Ele: não é outro, poderoso, que vem!»

No centro do Evangelho de hoje (Jo 1, 29-34) está essa palavra de João Batista: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!» (v. 29). Uma palavra acompanhada pelo olhar e pelo gesto da mão que indicam Ele, Jesus.

Imaginemos a cena. Estamos na margem do rio Jordão. João está a batizar; há muita gente, homens e mulheres de várias idades, que ali chegaram, ao rio, para receber o batismo das mãos daquele homem que a muitos recordava Elias, o grande profeta que nove séculos antes tinha purificado os israelitas da idolatria, reconduzindo-os à verdadeira fé no Deus da aliança, o Deus de Abraão, de Isac e de Jacob.

João prega que o reino dos céus está próximo, que o Messias está para se manifestar e é necessário preparar-se, converter-se e comportar-se com justiça; e começa a batizar no Jordão para dar ao povo um meio concreto de penitência (cf. Mt 3, 1-6). Esta gente ia para se arrepender dos próprios pecados, para fazer penitência, para recomeçar a vida. Ele sabe, João sabe que o Messias, o Consagrado do Senhor já está próximo, e o sinal para o reconhecer será quando sobre Ele se pousar o Espírito Santo; com efeito, Ele trará o verdadeiro batismo, o batismo no Espírito Santo (cf. Jo 1, 33).

Eis que o momento chega: Jesus apresenta-se à margem do rio, no meio do povo, dos pecadores — como todos nós. É o seu primeiro ato público, a primeira coisa que faz quando deixa a casa de Nazaré, com trinta anos: desce à Judeia, vai ao Jordão e deixa-se batizar por João. Sabemos que algo acontece — celebrámo-lo no domingo passado: sobre Jesus desce o Espírito Santo em forma de uma pomba e a voz do Pai proclama-o Filho predileto (cf. Mt 3, 16-17). É o sinal que João esperava. É ele! Jesus é o Messias. João está desconcertado, porque se manifestou de um modo inimaginável: no meio dos pecadores, batizado como eles, aliás, por eles. Mas o Espírito ilumina João e faz-lhe compreender que deste modo se cumpre a justiça de Deus, se cumpre o seu desígnio de salvação: Jesus é o Messias, o Rei de Israel, não com o poder deste mundo, mas sim como Cordeiro de Deus, que assume sobre si e tira o pecado do mundo.

Assim João indica-o ao povo e aos seus discípulos. Porque João tinha um amplo círculo de discípulos, que o escolheram como guia espiritual, e precisamente alguns deles se tornaram os primeiros discípulos de Jesus. Conhecemos bem os seus nomes: Simão, depois chamado Pedro, seu irmão André, Tiago e seu irmão João. Todos pescadores; todos galileus, como Jesus.

Queridos irmãos e irmãs, porque nos detemos prolongadamente sobre esta cena? Porque é decisiva! Não é uma anedota. É um facto histórico decisivo! Esta cena é determinante para a nossa fé; e é crucial também para a missão da Igreja. A Igreja, em todas as épocas, é chamada a fazer aquilo que fez João Batista, indicar Jesus ao povo dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo!». Ele é o único Salvador! Ele é o Senhor, humilde, no meio dos pecadores, mas é Ele, Ele: não é outro, poderoso, que vem; não, não, é Ele!

E estas são as palavras que nós sacerdotes repetimos todos os dias, durante a Missa, quando apresentamos ao povo o pão e o vinho que se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo. Este gesto litúrgico representa toda a missão da Igreja, a qual não se anuncia a si mesma. Ai, ai da Igreja quando se anuncia a si mesma; perde a bússola, não sabe para onde vai! A Igreja anuncia Cristo; não se traz a si mesma, mas Cristo. Pois, é só Ele e unicamente Ele que salva o seu povo do pecado, que o liberta e o guia para a terra da verdadeira liberdade. Que a Virgem Maria, Mãe do Cordeiro de Deus, nos ajude a acreditar n’Ele e a segui-lo.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 15 de janeiro de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos em Cristo Jesus:

Peçamos a Deus Pai todo-poderoso,

que nos enviou o Seu muito amado Filho

e nos dá a graça de participar hoje

nestes santos mistérios do Seu Amor.

Oremos (cantando), com fé:

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

1. Para que o Santo Padre, os bispos a ele unidos e os presbíteros

    dêem testemunho, pela vida, da santidade a que Deus os chama,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

2. Para que todos nós, com os cristãos e catecúmenos do mundo,

    acreditemos n o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

3. Para que os governantes sejam homens de paz, justiça e alegria

    e os povos vivam tranquilos e progridam na paz e na liberdade,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

4. Para que todas as pessoas do nosso tempo descubram em Cristo

    a luz verdadeira e edifiquem com Ele um mundo mais fraterno,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

5. Para que todas as pessoas da nossa Paróquia perseverem na fé

    e cresçam na piedade e no amor mútuo em fraterna comunhão,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

 

6. Para que todos os fieis defuntos da nossa família e conhecidos

    pela misericórdia de Deus, já purificados, descansem em paz,

    oremos, irmãos.

 

    Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

 

Deus todo-poderoso e eterno,

que por vosso Filho Jesus Cristo

fizestes chegar a alegria da salvação

a todos, até aos confins do mundo,

olhai com bondade para todos nós

e conduzi-o à glória do Vosso Reino.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Deus fez-Se Palavra para nos iluminar no caminho da Vida da Eterna. Acolhemo-la agora mesmo na Mesa da Palavra.

Prepara agora para nós, pelo ministério do sacerdote, uma refeição divina na qual nos vai ser oferecido o Corpo e Sangue do Senhor.

Avivemos a nossa fé no Sacrifício do Calvário e preparemo-nos para renovar, em união ele, a oferta das nossas vidas.

 

Cântico do ofertório: A tua voz chama por nós – J. Santos, NRMS, 46

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Saudação da Paz

 

Lembremo-nos de que, de fazermos sempre e em tudo a vontade de Deus, dependem muitas coisas belas para o mundo.

Teremos paz verdadeira, quando a nossa vontade se guiar em cada momento pela vontade de Deus.

 

Monição da Comunhão

 

Não podemos olhar para a Sagrada Comunhão com um olhar que se fecha exclusivamente nos nossos interesses. Somos alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor para mais e melhor podemos servir os outros, ajudando-os no caminho da Salvação.

Demo-nos inteiramente ao Senhor que Se entrega todo a nós na Comunhão Sacramental, para, por nós, servir os irmãos.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor – C. Silva, OC, (pg 167)

Salmo 22, 5

Antífona da comunhão: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.

Ou:  1 Jo 4, 16

Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear – J. F. Silva, NRMS, 17

 

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Andemos atentos ao que Deus quer de nós em cada momento, na vocação pessoal defendendo-nos da tirania das nossas paixões.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho – J. Santos, NRMS, 59 

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-I: Oitavário: Unidade e obediência.

1 Sam 15, 16-23 / Mc 2, 18-22

Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles.

Esta imagem do noivo, ou Esposo, é utilizada pelo Senhor, para a união dEle com a Igreja, O próprio Senhor se intitula como o esposo (EV).

Nesta união não cabem os 'remendos', que podem estragar todo o tecido. A Igreja é o 'vestido novo', sem rasgões, santa. Samuel referiu ao rei Saúl um 'rasgão' que teve consequências dramáticas. Uma vez que rejeitaste a palavra do Senhor também Ele te rejeitará (LT).  Como falas tanto na minha lei e desprezas as minhas palavras? (SR). A desobediência aos ensinamentos da Igreja provoca a divisão. Como aconteceu no pecado original.

 

3ª Feira, 21-I: Oitavário: Somos os ungidos do Senhor.

1 Sam 16, 1-13 / Mc 2, 23-28

Samuel deu-lhe a unção no meio dos irmãos. Daqui em diante, o espírito do Senhor apoderou-se de David.

Na Antiga Aliança houve muitos 'ungidos' do Senhor, especialmente o rei David (LT). Encontrei David, meu servo (SR). Jesus é o 'Ungido do Senhor' de uma maneira única, pois a humanidade que Ele assume é totalmente 'ungida pelo Espírito Santo'.

Jesus recorda a actuação de David quando ele e os seus companheiros, cheios de fome, comeram pães da proposição (EV). Actuou como um ungido do Senhor. Todos somos 'ungidos' do Senhor pelo Baptismo, filhos de Deus. Não esqueçamos de actuar sempre de acordo com esta dignidade. Assim colaboraremos na unidade dos cristãos.

 

4ª Feira, 22-I: Oitavário: Unidade exige fidelidade.

1 Sam 17, 32-33. 37. 40-51 / Mc 3, 1-6

David: tu vens contra mim com a espada e eu vou contra ti em nome do Senhor do universo, que tu desafiaste.

As dificuldades que aparecem no nosso dia podem sempre ser ultrapassadas, se tivermos em conta que o Senhor está presente e espera que o invoquemos. David também venceu Golias, em nome do Senhor do universo (LT). O Senhor é meu amparo (SR).

Jesus quer curar mão de um homem (EV) e fica triste coma dureza de coração dos fariseus. Nós estamos rodeados de um ambiente de afastamento de Deus. Não deixemos de ser fiéis à nossa fé. A infidelidade é uma das causas das divisões.

 

5ª Feira, 23-I: Oitavário: Cura das feridas da divisão

1 Sam 18, 6-9; 19, 1-7 / Mc 3, 7-12

Na verdade havia curado muita gente e, assim, todos os que tinham padecimentos corriam para Ele.

Jesus tinha o poder de curar (EV) e de perdoar pecados. Por isso, todos procuravam tocar-lhe. É o verdadeiro médico divino. Em Deus confio e nada temo (SR).

Para curar esta grande ferida da divisão dos cristãos, precisamos recorrer ao Médico divino. Mas também devemos ter presente que estas divisões se devem aos pecados dos homens. Onde há pecado, há multiplicidade, cisma, heresia, conflito. Pelo contrário, onde há virtude há união. Foi o pecado de inveja que provocou grande divisão entre Saúl e David, de tal modo que o primeiro queria matar o último (LT).

 

6ª Feira, 24-I: Oitavário: O Papa e a unidade dos cristãos.

1 Sam 24, 3-21 / Mc 3, 13-19

Estabeleceu, pois, os Doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu e João, irmão de Tiago.

Desde o início da sua actividade pública, Jesus escolheu doze homens para andarem com Ele e participarem da sua missão (EV). E ficam associados ao reino de Cristo e, através deles, dirige a Igreja. Mas, de entre eles, Pedro ocupa o primeiro lugar, sendo-lhe confiada uma missão única, para defender a fé. Do Céu enviará a salvação (SR).

Os que se afastaram da Igreja precisam de uma conversão especial para voltarem à unidade. Assim aconteceu com Saúl, que moveu uma grande perseguição a David e acabou por reconhecer o seu engano. Rezemos pelo Papa e seus esforços para recompor a unidade.

 

Sábado, 25-I: A conversão de S. Paulo: A conversão e os seus frutos.

Act 22, 3-16 ou Act 9, 1-22 / Mc 16, 15-18

Que hei-de fazer, Senhor? E o Senhor respondeu: Levanta-te e vai a Damasco e lá te dirão tudo o que foi determinado.

A caminho de Damasco, Saulo encontra Jesus, e a sua vida muda completamente. A graça de Deus condu-lo à conversão e pergunta: Que hei-de fazer, Senhor? (LT).

Para obter a unidade dos cristãos é imprescindível a conversão pessoal, o oferecimento das incomodidades, o bom cumprimento dos nossos deveres, a orientação da vida segundo os ensinamentos de Cristo. Lá te dirão tudo o que foi determinado (LT). Esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os pagãos: Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas (EV).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial