3º Domingo do Advento

15 de Dezembro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Levanta-te Jerusalém – J. F. Silva, NRMS, 39

cf. Filip 4, 4.5

Antífona de entrada: Alegrai-vos sempre no Senhor. Exultai de alegria: o Senhor está perto.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste III Domingo do Advento, a liturgia ganha nova vida, pois celebramos a alegria da nossa esperança. Neste Domingo, conhecido precisamente pelo Domingo da Alegria, recebemos de Deus um novo ânimo para perseverarmos na nossa preparação para o Natal. O carácter austero e penitencial desta preparação não nos deve desanimar, mas reforçar as nossas forças espirituais para nos despojarmos de tudo o que nos impede de acolher alegremente a salvação de Deus!

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Pela boca do profeta Isaías, Deus promete uma vida nova, que há-de transformar os desertos dos corações em oásis floridos e montanhas esplendorosas de alegria, por causa da salvação que Ele quer oferecer a toda a humanidade.

 

Isaías 35, 1-6a.10

1Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida, 2cubra-se de flores como o narciso, exulte com brados de alegria. Ser-lhe-á dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e do Sáron. Verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus. 3Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes. 4Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais: Aí está o vosso Deus, vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos». 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. 6aEntão o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. 10Voltarão os que o Senhor libertar, hão-de chegar a Sião com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos.

 

A nossa leitura é tirada do final da primeira parte do livro de Isaías, concretamente do chamado Pequeno Apocalipse (Is 34 – 35). Este texto não se limita a descrever poeticamente a alegria e felicidade dos judeus retornados do exílio, uma alegria a que a própria natureza se associa (vv. 1-2). A passagem tem um colorido messiânico e escatológico: os vv. 5-6 cumprem-se à letra com a vinda de Cristo (cf. Evangelho de hoje, Mt 11,5). Já S. Justino fazia ver ao judeu Trifão como se tratava de uma profecia que se cumpria em Jesus. «O prazer e o contentamento» perpétuos e sem mistura de «dor e gemidos» (v. 10) tiveram o seu começo com Jesus Cristo, mas mais num sentido espiritual; a sua consumação e plenitude está reservada para o fim dos tempos, na escatologia (cf. Apoc 7,16-17; 21,2-4).

 

 

Salmo Responsorial    Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. cf. Is 35, 4)

 

Monição: O salmista aclama o Senhor Deus, pelas maravilhas que realiza entre o povo. Deus transforma o coração e a vida dos que n’Ele crêem.

 

Refrão:     Vinde, Senhor, e salvai-nos!

 

Ou:               Aleluia!

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente.

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Tiago exorta os fiéis à perseverança e à responsabilidade na vida presente, diante da promessa e da iminência do juízo de Deus. De facto, o juízo final não nos atemoriza, mas responsabiliza-nos na vida presente.

 

Tiago 5, 7-10

Irmãos: 7Esperai com paciência a vinda do Senhor. Vede como o agricultor espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e a tardia. 8Sede pacientes, vós também, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. 9Não vos queixeis uns dos outros, a fim de não serdes julgados. Eis que o Juiz está à porta. 10Irmãos, tomai como modelos de sofrimento e de paciência os profetas, que falaram em nome do Senhor.

 

Os temas da leitura são a paciência e a vinda do Senhor. A paciência, virtude eminentemente cristã em que a carta insiste (cf. 1,2-4.12), não significa uma passividade em face das injustiças, mas perseverança na fidelidade ao Senhor, na certeza de que Ele virá como Juiz remunerador: Não é uma indiferença estoica perante a dor, a contrariedade e a opressão, mas é sofrer com Cristo, unindo os sofrimentos próprios à sua Paixão redentora.

7 «Como o agricultor espera pacientemente…»: temos aqui uma bela comparação tirada da vida agrícola; com efeito, na Palestina, onde chove muito pouco, todo o agricultor anseia pelas chuvas que costumam vir sobretudo em duas épocas (cf. Jr 5,24) as chuvas temporãs (Outubro-Novembro: as chamadas yoreh ou moreh), que preparam a terra para as sementeiras, e as tardias (Março-Abril: em hebraico malqox), que garantem uma boa colheita.

9 «Eis que o Juiz está à porta»: o Senhor cuja «vinda está próxima» (v. 8), é como se estivesse já em frente da nossa porta, pronto a bater e a entrar. Esta vinda do Justo Juiz no final dos tempos, antecipa-se para cada um à hora da morte. Essa vinda será terrível para os que confiaram em si mesmos e nas suas riquezas, tantas vezes iniquamente adquiridas (cf. Tg 5,1-6), mas será libertadora para os bons cristãos. Talvez haja aqui uma referência à eminente destruição de Jerusalém, com a vinda do Juiz divino (cf. Mc 13,29), que libertará os cristãos palestinos da opressão de maus senhores judeus.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18)

 

Monição: Diante da interrogação de João Baptista, Jesus apresenta-Se como a realização da profecia anunciada pelo profeta Isaías. Isto enche-nos de esperança e interpela-nos a uma séria conversão de vida! Por isso, cantemos!

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 2-11

Naquele tempo, 2João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: 3«És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?» 4Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: 5os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. 6E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». 7Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. 9Que fostes ver então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que profeta. 10É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. 11Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».

 

A pergunta que faz João, agrilhoado nas masmorras de Maqueronte (como conta Flávio Josefo), uma fortaleza de Herodes o Grande situada nos rochedos da margem oriental do Mar Morto, parece ser uma pergunta destinada a encaminhar para Jesus alguns discípulos mais apegados ao Baptista e que ainda não aceitavam Jesus como Messias. É, pois, uma pergunta pedagógica. Dificilmente se pode entender como uma dúvida de fé do próprio Baptista, em face do que se conta em Mt 3,16 e João 1,29-34.

5 A resposta de Jesus apoia-se especialmente no cumprimento das profecias de Isaías (Is 35,5, cf. 1ª leitura de hoje, e Is 60,1).

6 Jesus torna-se um empecilho, «um motivo de escândalo», um tropeço, para aqueles que se aferravam à ideia de um Messias glorioso, um rei terreno poderoso. A imagem que Jesus deixa de Si nos que O vêem é a de uma humildade despretensiosa: Jesus oculta o que é na realidade.

11 Esta superioridade e inferioridade não se refere à santidade pessoal, mas à dignidade: João tem um ministério superior ao dos próprios profetas, pois lhe cabe apresentar directa e pessoalmente a Cristo; mas, uma vez que a Nova Lei é de uma ordem superior, nela o último em dignidade supera o mais digno da Lei Antiga. E João, enquanto preparador e anunciador da vinda do Messias, pertence à Antiga Lei.

 

 

Sugestões para a homilia

 

1.       A Palavra de Deus que hoje escutámos fala-nos de salvação. Mas que salvação? Existirá ainda na cultura dominante que nos rodeia alguma consciência da necessidade de salvação? De facto, o progresso tecnológico e material dos nossos tempos tem ofuscado progressivamente esta consciência da necessidade de sermos salvos, criando em muitos homens e mulheres a ilusão de auto-suficiência e de felicidade, que dispensa qualquer outra busca de realização pessoal para lá da dimensão material. No entanto, cresce, de forma avassaladora, o consumo de anti-depressivos e ansiolíticos, reflectindo o aumento já estudado de problemas de saúde mental em grandes camadas da população. Afinal, como explicar esta contradição: num momento histórico em que tantos preconizam ter-se encontrado a felicidade na terra, batem-se recordes na quantidade de depressões e de outros problemas de saúde mental? Afinal a felicidade não nos deveria trazer maior tranquilidade e saúde mental?

 

2.       O grande problema, de facto, foi ter-se promovido a ilusão de que a plenitude da felicidade se poderia alcançar aqui na terra, ignorando-se, ingénua ou deliberadamente, que o ser humano está destinado para ser feliz no Céu! O ser humano tem um destino grandioso, de eternidade. Mas há uma realidade que não o deixa vislumbrar essa verdade e da qual precisa de ser salvo: essa realidade é o pecado, o egoísmo, o orgulho, a injustiça. Só o pecado pode impedir o ser humano de alcançar esse destino de amor a que está chamado por Deus, em Quem encontrará a verdadeira e plena felicidade. Jesus veio precisamente curar-nos e libertar-nos do pecado, para nos oferecer generosamente a sua vida nova de amor! «Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam». Com estas palavras, Jesus remete-nos não só para os milagres visíveis que realiza com o seu poder, mas sobretudo para a transformação que Ele realiza nos corações que se abrem ao seu amor. Ele veio para que todo o ser humano saia da cegueira do seu pecado e se deixe iluminar pela vida nova que Deus lhe quer oferecer; para que robusteça os joelhos vacilantes e se levante para caminhar ligeiro pela senda da salvação; para que seja curado da propagação da lepra do pecado; para que abra os seus ouvidos à Palavra da Verdade; para que ressuscite da morte em que o pecado o encerrou!

 

3.       Por isso, Jesus apresenta João Baptista como sinal profético deste caminho de salvação: ««Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas?». João Baptista, de facto, não era uma cana agitada pelo vento. Não se deixava dobrar diante dos interesses mesquinhos da política, da sociedade ou da cultura dominantes. Aliás, pagou com o seu sangue a sua firmeza na verdade! Sabemos também que não usava roupas delicadas, mas vestia-se com simplicidade e pobreza. Estas duas virtudes de João Baptista apresentadas por Jesus podem servir-nos de referência para trilharmos também nós, neste advento, a senda da salvação: a firmeza na fé e nos costumes e a simplicidade e pobreza de uma vida desprendida de tudo o que possa ser um peso e dificultar a nossa subida ao «esplendor do Carmelo e do Sáron». Estas montanhas aqui nomeadas são símbolo do Céu, da nossa felicidade com Deus. Deixemo-nos converter, façamos a experiência do deserto, do despojamento, da penitência feita com simplicidade, para podermos contemplar o esplendor do amor de Deus, para podermos saborear o grande banquete que o Senhor nos tem reservado!

 

Fala o Santo Padre

 

«Hoje somos convidados a rejubilar pela vinda iminente do nosso Redentor;

e estamos chamados a partilhar esta alegria com os outros,

oferecendo conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sozinhas e infelizes.»

Celebramos hoje o terceiro domingo de Advento, caracterizado pelo convite de São Paulo: «Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! O Senhor está próximo» (Fl 4, 4-5). A alegria à qual o Apóstolo nos exorta não é superficial ou meramente emotiva, nem sequer a mundana, ou aquela alegria do consumismo. Não, não é esta, mas trata-se de uma alegria mais autêntica, da qual estamos chamados a redescobrir o sabor. O sabor da verdadeira alegria. É um júbilo que toca o íntimo do nosso ser, enquanto aguardamos Jesus que já veio trazer a salvação ao mundo, o Messias prometido, nascido da Virgem Maria em Belém. A liturgia da Palavra oferece-nos o contexto adequado para compreender e viver esta alegria. Isaías fala de deserto, de terra árida, de estepe (cf. 35, 1); o profeta tem diante de si mãos débeis, joelhos vacilantes, corações desorientados, cegos, surdos e mudos (cf. vv. 3-6). É o quadro de uma situação de desolação, de um destino inexorável sem Deus.

Mas finalmente a salvação é anunciada: «Tomai ânimo, não temais! — diz o Profeta — [...] Eis o vosso Deus! [...] ele mesmo vem salvar-vos» (cf. Is 35, 4). E imediatamente tudo se transforma: o deserto floresce, a consolação e a alegria invadem os corações (cf. vv. 5-6). Estes sinais anunciados por Isaías como reveladores da salvação já presente, realizam-se em Jesus. Ele mesmo o afirma respondendo aos mensageiros enviados por João Batista. O que diz Jesus a estes mensageiros? «Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam» (Mt 11, 5). Não são palavras, mas factos que demonstram como a salvação, que Jesus trouxe, abrange todo o ser humano e o regenera. Deus entrou na história para nos libertar da escravidão do pecado; montou a sua tenda no meio de nós para partilhar a nossa existência, curar as nossas chagas, ligar as nossas feridas e doar-nos a vida nova. A alegria é o fruto desta intervenção de salvação e de amor de Deus.

Somos chamados a deixar-nos arrebatar pelo sentimento de exultação. Esta exultação, esta alegria... Mas ao cristão que não rejubila, falta-lhe alguma coisa, ou então não é cristão! A alegria do coração, a alegria dentro que nos leva por diante e nos incute coragem. O Senhor vem, vem à nossa vida como libertador, vem libertar-nos de todas as escravidões interiores e exteriores. É Ele que nos indica o caminho da fidelidade, da paciência e da perseverança porque, quando ele voltar, a nossa alegria será plena. O Natal está próximo, os sinais do seu aproximar-se são evidentes pelas estradas e nas nossas casas; também aqui na Praça foi colocado o presépio ao lado da árvore. Estes sinais externos convidam-nos a acolher o Senhor que vem sempre e bate à nossa porta, bate ao nosso coração, para estar ao nosso lado; convidam-nos a reconhecer os seus passos entre aqueles dos irmãos que passam ao nosso lado, sobretudo os mais débeis e necessitados.

Hoje somos convidados a rejubilar pela vinda iminente do nosso Redentor; e estamos chamados a partilhar esta alegria com os outros, oferecendo conforto e esperança aos pobres, aos doentes, às pessoas sozinhas e infelizes. A Virgem Maria, a «serva do Senhor», nos ajude a ouvir a voz de Deus na oração e a servi-lo nos irmãos com compaixão, para chegar prontos ao encontro com o Natal, preparando o nosso coração para acolher Jesus.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 11 de dezembro de 2016

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Cada novo ano litúrgico é um ano de graça.

Cheios de alegria pela vinda gloriosa do Senhor,

imploremos, com toda a confiança,

dizendo (ou: cantando):

R. Vinde, Senhor, e salvai-nos.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Vinde, Senhor Jesus.

 

1.     Para que todos os catequistas anunciem com valentia e firmeza a verdade da salvação trazida por Jesus Cristo e possam propagar com o seu testemunho de vida esta Boa Nova,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que os que se atemorizam pelo anúncio do juízo final possam assumir, sem perturbação e com santo temor e esperança, a sua responsabilidade presente, segundo a missão e os dons recebidos por Deus,

Oremos, irmãos.

 

........

 

Senhor, nosso Deus, que nos prometeis a felicidade sem fim, concedei-nos um coração pobre

e fazei que a próxima vinda do vosso Filho transforme o mundo com a sua paz.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quando virá Senhor o dia – Az. Oliveira, NRMS, 39

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou II p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Monição da Comunhão

 

Jesus quer hoje mesmo curar a nossa cegueira interior, a nossa paralisia de espírito, a surdez dos nossos corações e ressuscitar-nos de uma vida de pecado para a vida de santidade. Disponhamo-nos, com a sua graça, para O acolher humildemente no banquete sagrado que Ele nos oferece nesta hora.

 

Cântico da Comunhão: Vinde Senhor, vinde visitar-nos – J. F. Silva, NRMS, 56

cf. Is 35, 4

Antífona da comunhão: Dizei aos desanimados: Tende coragem e não temais. Eis o nosso Deus que vem salvar-nos.

 

Cântico de acção de graças: Cantai um cântico novo – J. Santos, NRMS, 10

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A salvação está agora mais perto de nós, do que quando abraçámos a fé. Perseveremos com Cristo na nossa vida quotidiana, para estarmos preparados para acolher a salvação, quando Ele vier na sua glória!

 

Cântico final: Desça o orvalho do alto do céu – J. Santos, NRMS, 15

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 16-XII: Cristo, Luz do mundo.

Num 24, 2-7.15-17 / Mt 21, 23-27

Balaão: Eu vejo, mas não para já, mas não de perto: um Astro sai de Jacob e um ceptro se ergue de Israel.

Balaão, inspirado pelo Senhor, profetiza o aparecimento de um Astro (LT), que virá a ser a estrela vista pelos Magos. A vinda dos Magos a Jerusalém mostra que eles procuram em Israel a luz messiânica da estrela de David (LT). O seu Nome durará tanto como a luz do Sol (SR).

Jesus é o Sol da justiça e Nª Senhora a Estrela do Mar. Deixemo-nos guiar pela luz de Deus, a fé, em todos os momentos da nossa vida. Algumas vezes perdemo-nos, mas basta que façamos o mesmo que os Magos: perguntemos a quem nos pode ajudar.

 

3ª Feira, 17-XII: A Santíssima Humanidade de Cristo.

Gen 49, 2. 8-10 / Mt 1, 1-17

Jacob: o ceptro não há-de fugir a Judá. Até que venha aquele que lhe tem direito e a quem todos os povos hão-de obedecer.

Jacob anuncia aos seus filhos a vinda do Messias (LT). E, na genealogia de Jesus Cristo, de David e filho de Abraão, aparece o nome de Jacob, logo no seu início (EV). O seu nome será eternamente bendito (SR).

Ele vem salvar todos. Nestas palavras tudo está contido: Deus e o Homem e toda a economia da criação e da salvação. Está presente nas orações: as que acabam com a fórmula 'Por nosso Senhor Jesus Cristo'; na Ave-Maria, que nos recorda o bendito fruto do vosso ventre Jesus. Que Ele esteja sempre nas nossas orações e acções. 

 

4ª Feira, 18-XII: A vocação de S José.

Jer 23, 5-8 / Mt 1, 18-25

Dias virão em que farei surgir para David um rebento justo. Será um verdadeiro rei e agirá com sabedoria.

O profeta Jeremias anuncia a vinda do Salvador, como descendente messiânico de David (LT). E S. José, descendente de David, recebe a mensagem do Anjo, que lhe comunica o nascimento de Jesus, a quem dará este nome, porque Ele salvará o seu povo. Ele governará o vosso povo com justiça (SR).

O nome de José significa em hebreu 'Deus acrescentará', isto é, aquele que cumpre a vontade do Senhor. E José fez como lhe ordenou o Anjo. Procuremos nós também integrar-nos diariamente nos planos de Deus e pedindo a S. José que proteja Igreja.

 

5ª Feira, 19-XII: A missão do Precursor.

Jz 13, 2-7. 24-25 / Lc 1, 5-25

A esposa de Manoá era estéril e não tinha filhos. O Anjo do Senhor apareceu a essa mulher e disse-lhe: Hás-de conceber e terás um filho.

Uma mulher estéril, esposa de Manoá, recebe a visita do Anjo do Senhor, que lhe anuncia o nascimento do filho, Sansão (LT). O mesmo acontecerá mais tarde com Isabel, esposa de Zacarias, que deu à luz, João Baptista (EV). O Senhor compadece-se destas duas mulheres estéreis e integra-as nos planos de salvação.

João Baptista é o enviado ao povo para preparar os caminhos do Senhor. Nós somos igualmente não só precursores mas também testemunhas de Cristo, pelo Baptismo e Confirmação. Uma boa testemunha deve viver de acordo com a doutrina do Senhor.

 

6ª Feira, 20-XII: Advento com Nª Senhora (I)

Is 7, 10-14 / Lc 1, 26-38

Há-de a Virgem conceber e dar à luz um filho, a quem porá o nome de Emanuel.

Esta profecia, já anunciada no Proto-Evangelho (do livro do Génesis), vai realizar-se na Virgem Maria (EV). Desde toda a eternidade, Deus escolheu para ser a mãe do seu Filho, uma virgem que era noiva de José, um descendente de David (EV).

Com esta Anunciação do Anjo, começa o Advento de Nª Senhora. Na sua companhia, queremos viver melhor o que nos resta do Advento. Podemos imitar a sua disponibilidade para os planos de Deus: 'Eis a serva do Senhor'; o seu 'sim' que contribuiu para a salvação da humanidade, vencendo o 'não' de Eva.

 

Sábado, 21-XII: Advento com Nª Senhora (II).

Sof  3, 14-18 / Lc 1, 39-45

O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como herói que te vem salvar. Exultará de alegria por causa de ti, como em dia de festa.

O Messias está no meio de nós, vem salvar-nos e exultamos de alegria (LT). Nª Senhora exulta igualmente com muita alegria, porque o Senhor está no seu ventre puríssimo. Dirige-se à casa de Sta Isabel, que a recebe com grandes louvores. Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre (EV).

Também a nossa alma espera o Senhor (SR). Gostaríamos de viver como Ela, com o mesmo espírito de serviço e de misericórdia para com as necessidades do próximo. Louvemo-la como Isabel, rezando bem cada Ave-Maria e a oração do Anjo do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        José Tiago Varanda

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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