aCONTECIMENTOS eclesiais

 

DO PAÍS

 

 

LISBOA:

«Mais tempo para conversar com os filhos»

Verão: «Espero que nas férias haja mais tempo para conversar com os filhos»

 

António Estanqueiro é formador de professores, pais e líderes, autor de vários livros, entre eles uma obra intitulada “Saber lidar com as pessoas”, que vai na 25ª edição, e reforça que as férias só “podem ser animadas quando se oferece tempo”.

O professor aponta os dias de férias como um tempo “privilegiado” para “desacelerar”, aproveitar o tempo em família e “colocar-se à escuta”, uma dica para estar em harmonia em família.

“Férias são tempo de descanso, eu gosto de associar aos dias de descanso, dia do Senhor, sábado e domingo, fim-de-semana, este tempo de alguma distensão e descontração. As pessoas têm mais tempo, porque “para tudo há um tempo na vida” como dizia o Eclesiastes, aqui há mais tempo para estar com os outros”.

Com 68 anos de idade, dá alguns conselhos às famílias alargadas que, em tempo de férias, se juntam e onde tem de haver harmonia entre as várias faixas etárias.

Desacelerar a utilização das tecnologias (um dos empecilhos), as pessoas conversam poucos minutos, as tecnologias não são boas para comunicar com quem está perto… o desafio é moderar o uso, estar atento ou outro, dar-lhe importância. Então quando as crianças são muito pequenas, durante o ano inteiro, é uma correria, despachar para ir para a escola, tomar banho e comer depressa e por favor adormecer depressa… Há pouco tempo para conversar e eu espero que nas férias haja mais tempo para conversar com os filhos!”

Negociar o que se faz nas férias, tentando agradar a jovens, crianças, pais e avós, não sendo fácil, é “imprescindível”, e gere-se com “muita comunicação e estando à escuta do outro”, segundo António Estanqueiro.

 “Ouvir os mais velhos, vale a pena ouvir as histórias que eles contam… Eu sei que para alguns netos é chato, porque o avô conta muitas vezes a mesma história, mas, se ele fizer perguntas diferentes, se calhar, vai ouvir coisas que nunca tinha ouvido. As férias são propícias a estes encontros para conversar com os mais velhos e, apesar de estarmos sempre ligados, não subestimemos a presença pessoal e o toque, penso que andamos desequilibrados porque nos afastamos uns dos outros”, adianta.

 

BEJA:

Diocese vai celebrar 250 anos da sua restauração

 

A Diocese de Beja vai celebrar os 250 anos da sua restauração, reconhecendo uma “história difícil e dramática” mas que importa assinalar junto do povo que “deseja e precisa da mãe Igreja”.

“A Igreja sempre foi mãe, neste novo contexto sublinha a dimensão da maternidade, porque as pessoas no fundo, desejam e precisam dessa maternidade. Estas festividades poderão ajudar nesse sentido”, explica D. João Marcos, bispo diocesano desde 2016.

“Estamos num tempo novo, de término e início de outras. Vamos devagarinho, mas há vida, há festa”, sublinha, recordando uma nota escrita aos diocesanos onde convida “diocesanos e não diocesanos” para um programa de celebração, com início marcado para 1 de dezembro e encerramento a 22 de novembro de 2020.

Para contar a história da diocese estará patente uma exposição, na pousada de São Francisco, desde 1 de março a 9 de maio, que será objeto de visita dos seis arciprestados de Beja.

A par da exposição, estão previstas conferências com convidados que falarão da história mas também do futuro da diocese, a última a cargo do Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, sobre «Como olhar hoje e que lição tirar dos fatores e circunstâncias culturais, sociais, políticas e religiosas explicativas da descristianização do Alentejo no passado?»

Reconhece D. João Marcos a raiz católica de muitos diocesanos mas, afirma, “a semente não germinou”.

 

PORTALEGRE-CASTELO BRANCO:

Bispo convida católicos a «conversão ecológica»

 

D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre-Castelo Branco, convidou as comunidades católicas a iniciativas de “conversão ecológica” para assinalar o Dia Mundial de Oração pela Criação, iniciativa ecuménica que conta com o apoio do Papa.

“O Planeta Terra faz soar os seus alarmes, merece atenção, precisa da solidariedade universal, do envolvimento de todos”, escreve D. Antonino Dias, numa mensagem divulgada através da página diocesana na internet.

O responsável sublinha que o crescimento tecnológico tem permitido “novas conquistas” para a humanidade, advertindo, no entanto, que “todas essas aquisições vão dando ao homem um poder enorme, sobretudo àqueles que detêm o conhecimento e o poder económico para o disfrutar”.

“O movimento ecológico mundial tem feito o seu caminho de sensibilização para o problema. Tem havido cimeiras mundiais ainda que aquém das expectativas”, assinala o responsável católico.

A mensagem do crescimento tecnológico, que cita várias passagens da encíclica ‘Laudato Si’ (2015), do Papa Francisco, observa que as questões ambientais vão “ocupando as agendas políticas”, ajudando a uma “mudança de hábitos, mesmo que lenta e difícil”.

“O debate público multiplica-se, promove-se o estudo e a proteção dos ecossistemas, luta-se por uma agricultura mais sustentável e diversificada, por uma gestão mais adequada dos recursos florestais e marinhos e da própria água potável”, elenca.

D. Antonino Dias sublinha, a este respeito, que o cuidado com a natureza “não pode ser apenas tarefa dos ecologistas”.

“Um cristão que não preserva a Criação, que não a faz crescer, é um cristão que não se importa com o trabalho de Deus, aquele trabalho que nasceu do Seu amor por nós”, aponta.

 

BRAGANÇA-MIRANDA:

Verão: «O descanso é estritamente necessário para sermos úteis e melhor servir o bem comum»

 

D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, confessa não ter muitos dias de férias, apesar de considerar o descanso necessário para que as pessoas possam ser “úteis e melhor servir o bem comum”.

“É possível dizer que o bispo vai de férias, se bem que não sou a pessoa mais indicada, recomendo aos outros e não sou uma realidade… Para não ‘beliscar’ o andamento normal do plano da diocese não tenho todo aquele tempo dito de férias, a não ser uns dias vividos na simplicidade e no descanso estritamente necessário para sermos úteis e melhor servir o bem comum”

 “Tem sido raro em agosto e em Bragança é difícil que aconteça, com a vinda dos emigrantes e as festividades de verão é difícil que o bispo consiga ter cinco ou seis dias seguidos de férias. Mas tento esse maior encontro com Deus, com os outros e com criação, sempre que posso e gosto muito e tento ter dois ou três dias junto ao mar, isso ajuda-me a serenar”, refere.

Quando nos pomos nessa atitude de descoberta e escuta a criação é um hino de louvor, as férias não é sinónimo de praia, apesar de para mim serem reconfortantes, mas, no campo e em Trás-os-Montes cada vez mais descoberto para lugar de férias e ao escutar essas pessoas que optam por este destino dizem que ali ainda se consegue ouvir o silêncio”.

D. José Cordeiro sente a necessidade de ter mais tempo e é o que recomenda também aos presbíteros e agentes pastorais pois entende que só se pode “dar na medida em que se recebe”.

“Só podemos dar na medida em que recebemos e se não temos essa paz interior e distanciamento das problemáticas deixamo-nos envolver e isso distancia-nos das pessoas e de Deus e do evangelho, aconselho a fazer férias com Deus, não deixamos de ser quem somos, mas, sobretudo, o dom da graça recebido mesmo em tempo de férias. A partir deste ano conto poder ter uma nova regra de vida: ter mais tempo de descanso”, adianta o prelado, de 52 anos.

Mesmo em tempo de férias o bispo de Bragança-Miranda “não se consegue libertar do trabalho” e sente que é mesmo um tempo proveitoso.

“Levo sempre livros e algum trabalho que nem sempre consigo realizar, mas há uma libertação que é difícil de fazer, e também não considero as férias como esse lugar vazio ou lugar de total abstração mas de maior simplicidade no estilo diário da vida e de maior escuta da criação e algumas ideias surgem nesses momentos de maior serenidade”, conclui.

 

PORTO:

«País precisa de uma nova geração de políticas sociais» – Padre José Maia

 

Os 50 anos de sacerdócio do padre José Maia constituem uma ocasião para olhar para a realidade atual das respostas sociais em Portugal, numa entrevista à Agência ECCLESIA em que alerta para a urgência de “uma nova geração de políticas públicas”.

Primeiro como responsável pelas IPSS do Distrito do Porto, e depois à frente da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UIPSS), a atual Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), o padre José Maia conta com larga experiência neste setor.

O sacerdote destaca um quadro social que precisa de um olhar atento, e para o qual “as políticas públicas não têm tido minimamente resposta”, que é “o problema terrível da quantidade de pessoas idosas, sós, pobres e doentes” no país.

Uma realidade difícil que o faz recordar o contexto que encontrou quando, há várias décadas, teve em mãos a reorganização das soluções de solidariedade, um trabalho que o levou à liderança da CNIS, entre 1989 e 1993.

“A metodologia que eu tenho sempre, que não conheço outra, é ver a realidade, e ao ver e estudar a realidade vi que de facto havia muito a fazer. Fomos fazendo crescer a UIPSS, depois transformada em CNIS, e infraestruturámos o país como uma autêntica rede social”, recorda o padre José Maia.

A afirmação “dos cuidadores informais poderá ser um caminho, se for tomado a sério”, reconhece aquele responsável, mas é preciso fazer mais e ir mais fundo, também no que toca ao papel e à responsabilidade do Estado no apoio às instituições sociais.

Hoje é tudo estatal. Estatal porquê? O Serviço Nacional de Saúde é nacional, não é privado ou público, isto é uma nação. Há uma série de coisas em que a ideologia está a entrar de mansinho e custa-me ver isso, porque isto é um mau sinal”.

O diálogo toca também as origens da vocação do sacerdote de 77 anos, natural de Ribeirão, que contou com a “ajuda” da Beata Alexandrina de Balasar, e a sua posterior ordenação em Roma, a 6 de abril de 1969.

“Foi um tempo interessante, com o maio de 68, o Concílio Ecuménico, eu ainda me encontrei nos finais do Concílio Vaticano II. Tive a sorte de me encontrar num tempo de muitas mudanças”, reconhece o padre José Maia.

Foi a entrada na Paróquia da Areosa, comunidade que ajudou a fundar e a consolidar há 40 anos, que marcou decisivamente a sua vida.

“Tinha aquele entusiasmo, daquilo que eu aprendi, mas aqui não me serviu muito. Foi na Areosa que eu tive um encontro com a realidade que marcou todo o meu sacerdócio. Foi para mim um verdadeiro mestrado de tudo o que eu possa ter”, recorda o padre José Maia.

Por exemplo, nós temos neste momento 83 ruas nesta paróquia e durante um ano o nosso trabalho, de todos, vai ser conhecer até onde for possível cada rua das 83, sobretudo junto de idosos em situação de solidão”.

Sem esquecer outras causas, que ainda hoje são atuais, como os maus-tratos a menores e o apoio às mães solteiras, temas a que dedicou inclusivamente dois discos, numa incursão pela música: os álbuns ‘As crianças também são gente’ e ‘Mãe solteira’.

 

FÁTIMA:

O 45º Encontro Nacional da Pastoral Litúrgica teve como tema Eucaristia e Missão

 

Este encontro nacional decorreu, como todos os anteriores, em Fátima, de 22 a 26 de julho, e contou com a participação de celebrações de grupos de Cabo Verde e da Suíça, entre outros.

O presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade (CELE) disse à Agência ECCLESIA no início do 45º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica que “sem liturgia não há missão”, lembrando que cada ato litúrgico deve ser “devidamente preparado”.

“A liturgia é o que mais se esbanja na Igreja, é aquilo que mais está à nossa mão, é o que mais realizamos, mais celebramos, ao domingo e em cada dia da semana, e se calhar não devidamente preparado, não dignamente celebrado e, por isso, não pode ser evangelizador. É necessário dar mais atenção ao “porquê” na liturgia do que ao “como”, afirmou D. José Cordeiro.

“Às vezes, na liturgia, as pessoas que estão mais envolvidas, os presbíteros, os diáconos, as pessoas consagradas, os leigos, e nós próprios, os bispos, ocupamo-nos mais com o ‘como fazer’ do que com o ‘porquê’. Mas é preciso encontrar o espírito da liturgia”, lembrou.

O bispo responsável pelo setor da Liturgia na Conferência Episcopal Portuguesa valorizou a realização dos encontros nacionais de pastoral litúrgica, que se promovem há 45 anos, e proporcionam um tempo de formação, dias de “momentos espirituais” e de “aprofundamento da fé”.

Para o diretor do Secretariado Nacional da Liturgia (SNL), padre Pedro Ferreira, o Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica não é um curso, mas uma “atividade orante”, onde “se pratica a liturgia”.

“É um encontro de liturgia em que todas as manhãs são dedicadas à oração e uma parte da tarde é também dedicada à oração. Temos todos os dias duas exposições, doutrinais, mas não é, na perspetiva da organização, propriamente um curso. É uma atividade orante”, afirmou o diretor do SNL.

O padre José Constantino é de Cabo Verde e há 20 anos que participa no Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, respondendo a um convite do SNL de Portugal.

“Ao termos adotado como língua oficial o português e as edições em português como a nossa edição típica, em Cabo Verde, ficamos unidos com a liturgia que se faz em Portugal”, disse à Agência ECCLESIA o sacerdote cabo-verdiano.

 

SETÚBAL:

Alcochete recebe missa do 160º aniversário de nascimento do Servo de Deus, Padre Cruz

 

Este ano em que se assinalou os 160 anos do nascimento do Servo de Deus Padre Cruz, no dia 29 de julho, a Causa de Beatificação e Canonização do Padre Cruz repartiu as celebrações entre Alcochete, terra que viu nascer o Servo de Deus, em 1859, e Lisboa, onde faleceu, a 1 de outubro de 1948.

A Missa foi celebrada na Igreja de São João Baptista, em Alcochete, presidida por D. José Ornelas, Bispo de Setúbal, e o Jazigo da Companhia de Jesus, no Cemitério de Benfica, onde o “Santo” Padre Cruz repousa, por seu pedido expresso esteve aberto para visita e oração entre as 9h00 e as 17h00.

O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, quarto filho de Manuel da Cruz e D. Catarina de Oliveira da Cruz, era natural da vila de Alcochete, onde nasceu a 29 de Julho de 1859. Os pais, temendo pela sua frágil vida, chamaram um sacerdote para que fosse batizado em casa, sendo as cerimónias do batismo apenas completadas em fevereiro do ano seguinte.

Apesar da frágil saúde que o acompanhou desde cedo, e ao longo dos anos, o Padre Cruz, prosseguiu a sua vida, como qualquer rapaz da sua idade. Concluídos os estudos secundários, seguiu para Coimbra, onde se formou em Teologia na Universidade, em 1880, ordenando-se sacerdote em 1882. Entrou para a Companhia de Jesus a 3 de dezembro de 1940, após ver indeferido por diversas vezes o seu pedido para entrar na Companhia, por falta de saúde.

A vida do Padre Cruz foi de oração e união constante com Deus, onde quer que se encontrasse, aproveitava todas as oportunidades, momentos em que não estava ocupado com alguma outra coisa ou conversa para orar. O Terço e o Breviário acompanhavam-no sempre, recitou o breviário enquanto lhe foi permitido, as contas do Terço não paravam de lhe passar pelos dedos, chegando a medir as distâncias percorridas pelos Terços que rezava.

A característica dominante de toda a ação sacerdotal do P. Cruz foi sem dúvida o Apostolado, uma vida de peregrinação, de norte a sul do país, Açores e Madeira, em 1942. Por todos os lugares emanava a sua bondade, caridade e amor a Deus, a Nossa Senhora, a sua devoção ao Santíssimo Sacramento era por todos conhecida.

O Padre Cruz tornou-se também ele um peregrino de Fátima e fervoroso defensor do milagre que ali aconteceu. Falou intensamente de Fátima, e ajudou a afastar a ideia de crendice popular entre os círculos católicos, entre a classe social mais elevada que, pela sua influência, foram sendo esclarecidos. Já em 1913, o Padre Cruz tinha dado a Primeira Comunhão e confessado Lúcia, por o Pároco se negar a dar-lhe a Comunhão, achando-a muito pequena (seis anos). Posteriormente, em 1918, e a pedido do Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo, o Padre Cruz foi a Fátima com a missão de interrogar as crianças e certificar-se que Nossa Senhora mais uma vez queria salvar Portugal. Ali, dirigiu-se aos videntes com toda a sua ternura, aconselhou-os a serem bons, fugir das más companhias, ensinou-lhes várias jaculatórias, e rezou o terço com eles.

A todos abordava de igual forma, crentes e descrentes, sem olhar a classes sociais, mas sempre dedicando especial atenção aos “seus” presos, doentinhos, pobres, muitos que só a ele se confessariam, distribuindo conforto espiritual e material. Não ia a nenhum lugar, sem se deslocar à cadeia e hospital desse sítio. No final das Missas, sempre tinha esmola para distribuir, ou mandava dar esmola, se ele próprio não pudesse, ou não estivesse em tal local.

O “Santo” Padre Cruz, faleceu aos 89 anos de idade, em 1 de outubro de 1948, depois de uma longa existência, em que se tornou exemplo vivo das mais sublimes virtudes e dum intenso amor a Deus e ao próximo. O seu funeral foi verdadeira apoteose em Lisboa, o percurso da Sé de Lisboa até jazigo dos seus irmãos jesuítas no Cemitério de Benfica, onde, por vontade própria, quis ficar sepultado, moveu multidões.

O Processo Informativo Diocesano sobre a Fama de Santidade e das Virtudes do Padre Cruz foi enviado para a Santa Sé em 1965 e os escritos do Padre Cruz (recolha de correspondência, notas, orações, etc.) aprovados por Decreto promulgado pela Congregação das Causa dos Santos em 1971.

A Vice-postulação da Causa de Beatificação e Canonização do Padre Cruz e a nova Comissão Histórica, nomeada no início de 2019, trabalham para que avance o que falta no processo e este dê entrada na Santa Sé, com vista à Beatificação do Padre Cruz.

Secretariado da Causa de Beatificação e Canonização do Padre Cruz

 

AÇORES:

Bispo convida jovens a «rejuvenescer Igreja diocesana»

 

O bispo de Angra convidou os jovens a serem “os primeiros” a oferecer “sonhos e entusiasmo, a sua coragem e o dinamismo da sua fé” para ajudarem a “rejuvenescer a Igreja diocesana” que começa uma “caminhada sinodal”.

“A caminhada sinodal que vamos iniciar tem os olhos postos nos jovens e por isso queremos ser Igreja segundo os seus ideais que uma vez em comunhão com Jesus de Nazaré rasgam novos horizontes para a Igreja do futuro”, escreveu D. João Lavrador na sua nova nota pastoral.

No documento, o responsável assinala que os jovens começam a “entusiasmar-se” pela sua participação na próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude que o Patriarcado de Lisboa vai receber em 2022.

O bispo dos Açores explica que o ano pastoral 2019/2020 que está a começar é o primeiro da “caminhada sinodal” que vai ter como lema ‘a beleza de caminharmos juntos em Cristo’ e para a qual convoca “todos os batizados” para que façam a reflexão interna e com a sociedade.

“Que todos e cada um dos cristãos se sintam empenhados em oferecer o seu contributo para o rejuvenescimento da nossa Igreja e das nossas comunidades”, acrescenta.

Na nota pastoral o bispo diocesano explica que a caminhada sinodal começa por “escutar, ver e analisar a realidade envolvente”, e, neste contexto, “todos os batizados e mesmo outras pessoas de boa vontade” são chamados a refletir sobre a realidade que a Igreja Católica é “no âmbito social, cultural e eclesial”.

“Ajudados por alguns textos e com um conjunto de interrogações que vão ser lançadas, contribuiremos para um juízo mais aprofundado da situação concreta em que se encontram os Açores e nomeadamente a Igreja diocesana com as suas comunidades e fiéis”, desenvolveu, adiantando que as respostas devem ser enviadas para a Comissão Coordenadora da Caminhada Sinodal.

D. João Lavrador quer um “melhor” diálogo com o mundo de hoje “oferecendo-lhe uma Igreja mais próxima e atenta, acolhedora e em atitude de serviço à pessoa e à sociedade”, por isso, incentiva a que se “estimulem” os diversos grupos e pessoas da sociedade e da cultura para que debatam os temas propostos e ajudem “com a sua sensibilidade”.

Os sacerdotes, acrescenta, têm “um papel imprescindível” no caminhar sinodal e revela-se “seguro” que todos irão “dedicar o melhor das suas energias e capacidades” na mobilização, no acompanhamento, na formação, na coordenação e na experiência de comunhão e corresponsabilidade que “se exigem neste percurso eclesial”.

O bispo assinala que no início de um ano pastoral, que vai começar oficialmente a 6 de outubro na Diocese de Angra, “há um desafio à criatividade” e essa novidade “brota sem dúvida” das capacidades pessoais partilhadas na comunidade, mas “sobretudo da ação do Espírito de Deus que continuamente renova a Sua Igreja”.

Na nota pastoral ‘A beleza de caminharmos juntos em Cristo’, divulgada pelo sítio online diocesano ‘Igreja Açores’, D. João Lavrador solicita também “a atenção” para os encontros de apresentação do plano pastoral 2019/2020 e já tinha convidado a diocese para as formações nas três vigararias, nos dias 9, 10 e 12 de setembro.

 

FÁTIMA:

Comemorações dos 175 anos do Apostolado da Oração

 

Para comemorar os 175 anos do Apostolado da Oração (AO) realiza-se, em Fátima, dias 19 e 20 de outubro, um colóquio sobre o Coração de Jesus e a peregrinação nacional àquele santuário mariano.

As iniciativas são organizadas, conjuntamente, pela Conferência Episcopal Portuguesa, Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal (Apostolado da Oração) e Santuário de Fátima.

O colóquio, que se realiza no Centro Pastoral de Paulo VI, conta com intervenções de D. José Ornelas, bispo de Setúbal e antigo Superior-Geral da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos); padre Manuel Morujão, sj, superior da Comunidade da Faculdade de Filosofia e do Apostolado da Oração, em Braga; padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima; Sérgio Filipe Ribeiro Pinto, professor da Universidade Católica Portuguesa, e o padre José Frazão, sj, Provincial da Companhia de Jesus em Portugal.

No dia 20 de outubro, Dia Mundial das Missões, realiza-se a Peregrinação Nacional Comemorativa dos 175 anos do AO e a Peregrinação Nacional de encerramento do Ano Missionário ao Santuário de Fátima.

O colóquio e peregrinação destinam-se a membros do Apostolado da Oração; sacerdotes, diáconos, seminaristas e agentes pastorais; Congregações religiosas e Institutos de vida consagrada que vivem a espiritualidade do Coração de Jesus; a todos os interessados em conhecer e aprofundar a espiritualidade do Coração de Jesus; Congregações religiosas ad gentes e movimentos apostólicos a elas associados e a todas as dioceses empenhadas na dinamização do Ano Missionário, convocado pela Conferência Episcopal Portuguesa.

As comemorações dos 175 anos do AO iniciaram-se em outubro de 2018, com um conjunto de Encontros de Formação para Responsáveis do Apostolado da Oração e de Retiros em Silêncio, centrados na espiritualidade do Coração de Jesus.

Um dos pontos altos das comemorações foi a peregrinação internacional a Roma, de 26 a 30 de junho de 2019, que inclui uma audiência com o Papa Francisco.

 

LEIRIA-FÁTIMA:

Ação Católica Rural destaca prioridade da ecologia nos «grandes temas da atualidade»

 

A Ação Católica Rural (ACR) em Portugal elegeu a nova equipa nacional, para o triénio 2019-2022, na Assembleia Nacional de Delegados, que decorreu no Seminário Diocesano de Leiria, de onde saíram “desafios à Igreja e ao movimento”.

O movimento informa que o lema ‘Ser e viver para transformar…’ vai orientar o caminho para o triénio até 2022 e a ACR reafirma a vontade de seguir a sua “missão eclesial e social”.

Da 19.ª Assembleia Nacional de Delegados, foram apresentados diversos “desafios à Igreja e ao movimento”, como “responder aos grandes temas da atualidade” e a ACR destaca a “problemática global da ecologia e da ecologia integral”, lembrando que o Papa Francisco “sensibilizou” a Igreja com a encíclica ‘Laudato Si’.

O movimento católico pretende também “conceder aos jovens protagonismo” nos caminhos da Igreja, sendo necessário “apoiá-los” nas suas iniciativas e fazendo caminho intergeracional: “A evangelização requer redes comunitárias”.

A Acção Católica Rural quer “estar a par da vida e dos problemas concretos das pessoas” sem medo de conhecer a sua vida e o seu trabalho e as paróquias e movimentos “devem ser voz” agitando as consciências das comunidades, pois o que não fazemos é também uma forma de violência.

“Intervir no meio, com base na Doutrina Social da Igreja (DSI) e colocando em prática a Revisão de Vida, assumindo o papel essencial dos leigos nesta ação, em comunhão com a Igreja e procurando trabalhar com outros Movimentos Eclesiais e com a sociedade civil”, desenvolve sobre outro desafio.

Para além de procurar “novas linguagens e novos lugares”, que vão ao encontro das pessoas, a ACR quer também “investir fortemente na formação integral dos militantes”.

Do programa da assembleia que reuniu 110 delegados e participantes destacam-se também para as conferências ‘Que anúncio? Para quem?’, pelo jornalista António Marujo, e ‘Evangelizar: que caminho?’, pelo bispo auxiliar do Porto D. Armando Domingues.

A Ação Católica Rural foi criada pelo Papa Pio XI, em 1922, e está em Portugal desde 1933. É um Movimento “formado e dirigido por leigos jovens e adultos, abrangendo na sua ação adolescentes e crianças” e “obedece às características gerais” da Ação Católica dedicando-se de forma organizada à “evangelização e promoção do meio rural” com um método de Revisão de Vida – ver, julgar, agir.

 

BRAGA:

Dia arquidiocesano do catequista

 

A Arquidiocese de Braga promoveu em 14 de setembro o dia do catequista, com o lema «Sair em Missão com Alegria», na cripta da Basílica de Nossa Senhora do Sameiro.

Nesta iniciativa, organizada pelo Departamento Arquidiocesano da Catequese, o diácono Paulo Campino, na parte da manhã, fez uma conferência sobre “O catequista discípulo acompanhante”, pelas 10h00.

Uma hora depois, às 11h00, os participantes tiveram oficinas de oração, ateliês e a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação, antes da pausa para almoço às 13h00

Da parte da tarde, a partir das 14h30, teve lugar um concerto orante intitulado «EnCANTAR com esperança».

 

AÇORES:

Serviço Diocesano de Liturgia quer reforçar valor da Eucaristia e da Adoração junto dos mais novos

 

O diretor do Serviço de Liturgia de Angra disse que pretende recentrar as comunidades diocesanas, sobretudo os mais novos, na importância dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia e na Adoração Eucarística e vai propor subsídios próprios.

“Infelizmente esta é uma dimensão que ainda não está muito desenvolvida entre nós; Na catequese há poucos momentos para ensinar a rezar, a fazer silêncio e a fazer adoração”, afirmou o padre Marco Luciano Carvalho ao sítio online ‘Igreja Açores’.

O sacerdote explicou que quer recentrar as comunidades cristãos no reconhecimento da importância dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia e dinamizar também a Adoração Eucarística, sobretudo junto dos mais novos, e vai aproveitar a preparação para o Congresso Eucarístico Internacional, que vai envolver “uma grande formação espiritual”.

O delegado diocesano ao Congresso Eucarístico Internacional 2020 adiantou também que vai propor subsídios próprios para a Diocese de Angra, a partir dos materiais do encontro que vai decorrer de 13 a 20 de setembro, em Budapeste, na Hungria.

“Vou enviar muitos dos subsídios que estão a ser preparados pelo Secretariado Nacional; outros em que só existem linhas orientadoras irei trabalhá-los para depois partilhar com todas as paróquias e ouvidorias para que aproveitemos este momento que antecede o congresso para beneficiar dos frutos”, desenvolveu, destacando que têm “de tirar proveito dele” porque “não pode ser algo que se passe lá fora”.

‘Todas as minhas fontes estão em ti: Eucaristia fonte da nossa vida e da nossa missão cristã’ é o tema do congresso internacional, a diocese insular vai ter no “máximo cinco representantes” e as inscrições, que têm de ser feitas com o padre Marco Luciano Carvalho, terminam a 31 de dezembro deste ano.

“Pretende-se com esta indicação nacional que os participantes percebam que as catequeses são exigentes e quem vai estar no Congresso terá que ter disponibilidade para todos os momentos formativos”, realçou o sacerdote.

O diretor do Serviço de Liturgia de Angra sublinha que o encontro em Budapeste é uma oportunidade para a “renovação da importância da Eucaristia” mas também “de outros momentos como a Adoração”.

“Faremos para o efeito cadernos e esquemas de oração e de adoração que faremos chegar a toda a gente”, referiu o sacerdote, após a reunião nacional deste setor em Fátima, no início do 45º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica.

O Serviço Diocesano de Liturgia de Angra vai promover formações em diversas ilhas do Arquipélago dos Açores e já tem agendadas atividades em São Miguel, Pico, Faial, Flores ou Corvo, lê-se no sítio ‘Igreja Açores’.

 

LISBOA:

AIS, Fundação pontifícia publica «Bíblia para as crianças» há 40 anos

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre publica há 40 anos uma ‘Bíblia para as crianças’, que já foi traduzida em “191 línguas” e, nalguns casos, é o único livro que muitos menores têm.

“Temos vários testemunhos de que é o único livro que as crianças têm, que recebem através da sua Igreja, do catequista. Aprendem a ler mas também aprendem a Palavra de Deus”, disse a diretora da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em Portugal.

Catarina Martins Bettencourt, numa entrevista à Agência Ecclesia, explica que há pais que “não têm capacidade para comprar livros”, para além de existirem zonas em que “não há a facilidade de adquirir um livro”, “não há livrarias como no Ocidente”.

Com “mais de 51 milhões de exemplares”, a ‘Bíblia para as crianças’ apresenta 98 textos, já foi traduzida em 191 línguas e alguns dialetos, que os bispos pedem para que “determinada comunidade não fique sem livros”, sendo distribuída em “mais de 140 países”.

Para Catarina Martins Bettencourt esta é “uma obra importante e impressionante” que com 40 anos é um “bestseller” e um projeto “muito bonito” porque é “uma Bíblia infantil”.

A fundação pontifícia ajuda as crianças a “crescerem na sua fé” e o serviço de evangelização de “catequistas, padres e irmãs espalhadas pelo mundo”.

A ideia da ‘Bíblia para as crianças’ surgiu no Ano Internacional da Criança de 1979, proclamado pela ONU, quando o seu fundador, o padre Werenfried van Straaten, teve a ideia desta oferta como resposta ao apelo do Papa: “Levem a Palavra de Deus aos mais fracos, às crianças que vivem na pobreza e necessidade em tantos países”.

A AIS é uma instituição pastoral “com o objetivo claro de ajudar a Igreja a permanecer viva junto da comunidade” como vão mostrar nos cinco documentários, sobre as dificuldades da Igreja e dos cristãos perseguidos em diversas regiões do mundo.

O trabalho desenvolvido pela Ajuda à Igreja que Sofre não seria possível sem o apoio de “mais de 300 mil benfeitores espalhados por todo o mundo” a concretizar “pedidos que chegam desde a formação de padres, religiosas, a construção ou reconstrução de igrejas, a impressão de literatura religiosa, do apoio às comunidades, aos refugiados”.

Neste contexto, assinala que, em 2018, “foram mais de 100 milhões de euros” que angariaram em todo o mundo e em Portugal a solidariedade “aumentou 5% relativo a 2017”.

 

BRAGA:

Ordenação de quatro novos sacerdotes é estímulo para contrariar «deficit» de vocações na região, diz arcebispo

 

O arcebispo de Braga ordenou em 13 de julho quatro sacerdotes – três diocesanos e um da Companhia de Jesus – numa celebração solene que teve lugar na Cripta da Basílica do Sameiro.

Na homilia da Eucaristia, D. Jorge Ortiga sublinhou a importância destas ordenações num tempo marcado por muitos desafios para a Igreja e para as comunidades católicas.

A começar pela falta de vocações ou pela dificuldade em reforçar um clero que está cada vez mais reduzido e envelhecido, com “um deficit de cerca de 10 sacerdotes entre os que morrem e os que são ordenados”.

“São muitas as necessidades e todos temos de nos sentir comprometidos. Somos cada vez menos sacerdotes e as atividades pastorais são mais diversificadas e complexas. É importante que ninguém ignore esta realidade”, frisou o arcebispo bracarense.

De acordo com aquele responsável, atualmente a Arquidiocese de Braga conta com 372 sacerdotes, 340 deles a residir no território e 32 fora.

Existem ainda 7 sacerdotes provenientes de Angola e outros 15 de diversos Institutos Religiosos, que têm neste momento a seu cargo 35 paróquias bracarenses.

“Em termos de média etária, temos 119 sacerdotes com menos de 50 anos, 140 entre 50 e 75 anos e 116 com mais de 75 anos. A média etária em 2012 era 58,86 anos e hoje é de 65,31 anos”.

 “Não poderemos continuar na lógica de ter um padre por cada paróquia. Existem várias hipóteses a ponderar e todos, de um modo sinodal, terão de aportar as suas reflexões, criando um clima de mudança e fazendo tudo com serenidade e sentido positivo”, defendeu.

“Também os sacerdotes não poderão continuar com esquemas tradicionais. Somos menos e as forças físicas diminuem. Teremos de, com alegria e dedicação, encontrar caminhos que não dependem apenas do Arcebispo e dos órgãos diocesanos”, acrescentou D. Jorge Ortiga.

Em relação aos novos sacerdotes, três deles completaram o seu percurso formativo no Seminário Maior de Braga: Fernando Carneiro, de 29 anos, natural de Guilhofrei, Vieira do Minho; Tiago Varanda, de 35 anos, natural de S. Pedro de Penude, Lamego; e Vítor Hugo Silva, de 26 anos, natural de Fânzeres, Gondomar.

O outro sacerdote ordenado, o agora padre jesuíta João Manuel Silva, de 35 anos, é natural de Braga e integra a Companhia de Jesus desde 2008.

Na hora de abordar este novo passo de vida, os quatro ordenados destacaram um momento há muito sonhado, e mostraram-se prontos para uma etapa que agora acarreta novas responsabilidades.

“Acho que a responsabilidade é um sentido que muitos jovens começam a perder e creio que é a parte fundamental da vida (…) a ordenação não é um fim, é o começo de uma vida de trabalho, de dedicação ao povo, às pessoas”, realçou o padre Victor Hugo Silva.

“Este caminho é o culminar de um processo de discernimento, já há oito anos que estou nesta caminhada, nesta decisão de caminho vocacional, e é um caminho de felicidade”, acrescentou o padre Fernando Carneiro.

Já o padre Tiago Varanda recorreu ao seu lema de ordenação, ‘Importa que Cristo cresça e que eu diminua’ para sublinhar a forma humilde como vai querer sempre entregar-se à vontade de Jesus.

“É Cristo que importa, não sou eu, é Cristo que importa que cresça no coração das pessoas e que seja ele o sentido da vida das pessoas, porque só ele salva”, apontou.

Este novo sacerdote, de 35 anos, tem a particularidade de ser cego desde muito jovem, devido a um glaucoma congénito que progressivamente lhe retirou a visão.

“É uma grande graça a Igreja poder acolher pessoas que visivelmente têm limitações mais notáveis, mas que apesar das dificuldades é possível também enfrentar os desafios do sacerdócio no nosso tempo”, sustentou.

Neste domingo, a Arquidiocese de Braga procedeu ainda ao envio de um sacerdote e de uma leiga para a paróquia de Santa Cecília de Ocua, Diocese de Pemba, Moçambique, no âmbito de um protocolo de cooperação missionária que foi estabelecido entre as duas dioceses.

 

BRAGANÇA-MIRANDA:

Diocese assinou contrato para a requalificação do Seminário de S. José

 

A Diocese de Bragança-Miranda vai avançar com as obras de requalificação do Seminário de S. José, no sentido de reconverter aquela estrutura numa nova “Casa Pastoral aberta a todos”.

Num comunicado publicado na sua página online, a diocese transmontana refere que “o contrato de empreitada para a primeira fase do projeto foi assinado” e o investimento global da obra está estimado em “1 milhão e 300 mil euros”.

O objetivo é requalificar o corpo central do Seminário de S. José para que possa funcionar como “uma casa do Presbitério” local, mas também “como casa de convívio e de formação permanente dos Pastores, em todas as fases da vida sacerdotal”.

No projeto destaca-se a inclusão de “uma biblioteca e de um auditório, além dos quartos para o alojamento completo”, com capacidade para 40 camas, “em articulação com a igreja de S. José, cozinha, bar e lavandaria do Seminário”.

A intenção da Diocese de Bragança-Miranda é abrir este espaço também à comunidade em geral, enquanto “lugar de retiros ou exercícios espirituais, de recoleções e de formação permanente dos Leigos”.

No mesmo local funcionará “o Instituto Diocesano de Estudos Pastorais, com cursos de Bíblia, Teologia, Liturgia, Pastoral, Direito Canónico, Espiritualidade e outras dimensões da cultura cristã”.

Para assegurar o desenvolvimento de toda esta estrutura, a diocese apela ao apoio das paróquias transmontanas, no sentido de chegar ao montante que é necessário para as obras de requalificação do Seminário de S. José.

A nota publicada pela Diocese de Bragança-Miranda retoma a carta pastoral publicada por D. José Cordeiro em 2015, intitulada “Seminário, Casa pastoral aberta a todos”, onde o bispo transmontano sublinha a importância de com a “ajuda comunitária”.

“A Diocese terá de conseguir o montante possível. Para isso, pedimos donativos aos sacerdotes e a todos os fiéis, especialmente às Instituições canónicas e a todas as pessoas de boa vontade”, pode ler-se.

No mesmo documento, D. José Cordeiro manifestava a esperança de que o Seminário de S. José pudesse continuar a cumprir a sua missão enquanto “coração da Diocese”, em termos educativos e formativos, em benefício dos membros do clero e dos leigos.

Atualmente os candidatos ao sacerdócio da diocese transmontana cumprem as etapas finais de formação no Seminário Maior Interdiocesano de S. José em Braga, junto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

No território permanecem os seminaristas que frequentam o ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano, e também os pré-seminaristas.

 

ALGARVE:

Bispo afirmou que «a vocação e a missão dos avós é decisiva» na família

 

O bispo do Algarve presidiu à Peregrinação dos avós ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Loulé.

Na homilia, afirmou que “a vocação e a missão dos avós é decisiva” na família, a cerca de 400 avós. “No seio da família, os avós são aqueles que habitualmente têm mais tempo para estar com os netos, para brincar com eles, oferecendo carinho e afeto”, disse D. Manuel Quintas, referindo que a relação com os netos é “importante para o equilíbrio afetivo e humano de quem está a crescer e precisa de amparo, de apoio”.

O bispo diocesano explicou que “a vocação e a missão dos avós é decisiva” como “suporte afetivo e financeiro também” na família, mas também é importante na Igreja e na sociedade.

“Há valores que o tempo não gasta, nem devemos deixar que gaste porque são fundamentais para a construção da sociedade, do convívio entre as pessoas. Não podemos renunciar a esses valores, a esses alicerces que são tão importantes para a construção até do mundo em que nós vivemos”, desenvolveu na homilia da Eucaristia do Dia Mundial dos Avós.

D. Manuel Quintas salientou a importância do “testemunho de fé” que os avós dão, a transmissão destes valores cristãos e humanos também “faz parte da vocação e da missão dos avós”.

Neste contexto, perguntou quantos devem “aos avós a iniciação à fé” e pediu aos cerca de 400 avós que não tenham medo de transmitir às novas gerações o que foi importante na sua vida.

“Os anciãos são como sentinelas que olham para o mundo que nos rodeia de um lugar um pouco mais elevado e por isso vêem mais longe. A vida vivida e a experiência da vida dá-lhes um olhar diferente sobre a própria vida e sobre as situações do mundo de hoje. Por isso, é importante escutá-los, ter em conta a sua opinião, seguir os seus conselhos”, desenvolveu.

No Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Loulé, D. Manuel Quintas observou que ser avô ou avó é “seguramente uma das maiores bênçãos de Deus” na vida daqueles que foram pais, “é a vida que se prolonga”.

“Quando às vezes, pela idade, pelo cansaço, a que normalmente se unem algumas fragilidades de saúde, pode parecer que a vida seja inútil, não é. Enquanto o coração bate é sinal que deve ser vivida com amor. Quando pensardes que já não tendes forças para fazer aquilo que antes fazíeis, podeis sempre rezar. Mesmo sem palavras podeis estar sempre unidos ao coração de Deus”, concluiu o bispo do Algarve.

A Peregrinação dos Avós foi uma iniciativa promovida pelo Departamento Diocesano da Pastoral Social do Algarve e começou com a recitação do Rosário presidida pelo diácono Luís Galante, responsável pelo organismo.

A Eucaristia terminou com uma oração pelos avós e contou com o canto do coro do infantil da Paróquia de São Bartolomeu de Messines.

O Dia Mundial dos Avós celebra-se anualmente na memória litúrgica de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus, a 26 de julho.

 

ÉVORA:

Vida Consagrada: Monges da Cartuxa encerram mosteiro de Évora

 

O arcebispo de Évora confirmou em finais de julho o encerramento do Mosteiro da Cartuxa de Évora, lamentando a perda para a vida consagrada em Portugal e assegura a vontade de manter o lugar para congregação monástica de clausura.

“Chegou à Arquidiocese a comunicação vinda do Capítulo Geral da Ordem Cartusiana de que não é possível continuar a manter em Évora a presença dos Cartuxos, dando vida a este monumento de vida contemplativa”, afirma D. Francisco Senra Coelho.

Quando chegou à arquidiocese de Évora, em setembro de 2018, o arcebispo assumiu que manter a Cartuxa era uma “prioridade”.

Tendo recebido a mensagem do encerramento, o arcebispo enaltece a “comunhão profunda com a Ordem Cartusiana, agradecendo a Deus o dom das cerca de seis décadas que os monges permaneceram em Évora, na sua segunda fase após a expulsão de 1834.

O Arcebispo de Évora afirma que será celebrada uma Eucaristia de ação de graças de despedida, que em breve anunciará, bem como “o programa da partida”.

O padre Antão, superior da comunidade monástica portuguesa em Évora, confirmou à revista Família Cristã, o encerramento “para efeitos burocráticos” a 31 de outubro.

“Os quatro Cartuxos partiremos para a Cartuxa de Barcelona no início de novembro”, disse o superior do mosteiro.

A vida eremítico-cenobítica de contemplação e trabalho na Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli foi reiniciada em 1960, por sete Cartuxos, entre eles um português, após a expulsão das ordens religiosas em 1834.

O Convento da Cartuxa eborense tinha sido mandado construir em 1587, pelo então arcebispo D. Teotónio de Bragança, para acolher a comunidade religiosa de São Bruno, sendo dedicado à Virgem Maria, sob a denominação “Scala Coeli” – “Escada do Céu”.

De acordo com o superior da comunidade, o encerramento do Mosteiro da Cartuxa de Évora deve-se à falta de vocações.

“É impensável voltarmos dentro de anos. Talvez em décadas… se a Igreja Católica ressuscitar na Europa”, afirmou em declarações enviadas por correio eletrónico à revista Família Cristã.

O superior confirma ainda a possibilidade de o espaço ser, no futuro, ocupado por uma congregação de vida monástica de clausura, estando em contactos para que esse objetivo se concretize.

O arcebispo assegura que, “com a brevidade possível”, encontrarão “outra comunidade monástica, contemplativa, masculina ou feminina, para que a Cartuxa” se mantenha como “lugar santo” e seja “uma presença de acompanhamento na oração” da cidade e da comunidade diocesana.

D. Francisco Senra Coelho manifesta que a notícia deve fazer refletir sobre o valor do silêncio nas comunidades cristãs, lamentando a perda para a “vida contemplativa masculina” em Portugal.

No dia 6 de outubro será ordenado presbítero, na igreja de São Francisco, em Évora, Paulo Fonseca, irmão da Cartuxa, que decidiu, posteriormente, ordenar-se na diocese.

 

LISBOA:

Catequese familiar e da adolescência são apostas para novo ano pastoral

 

A responsável pelo Setor da Catequese no Secretariado Nacional da Educação Cristão (SNEC), a psicóloga Cristina Sá Carvalho, disse que a catequese familiar e da adolescência e a formação dos agentes pastorais são prioridades para o próximo ano pastoral.

“Temos 20 dioceses territoriais, cada uma são um mundo de geografia física e geografia humana que é uma grande riqueza, mas também são 20 Igrejas num país pequeno. Temos de harmonizar com sabedoria e sensibilidade aquilo que é para todos e aquilo que depois é para cada um e em cada diocese”, afirmou.

A responsável pelo setor da Catequese no SNEC refere que existe um conjunto de projetos de trabalho para o novo ano pastoral 2019/2020, começando por destacar os que pretendem “incentivar e continuar a desenvolver a catequese familiar”, para além do projeto de “uma primeira Jornada da Catequese Familiar”.

Cristina Sá Carvalho explica que, na catequese familiar “os pais são catequizandos”, com uma dimensão de catequese de adultos, e também “são catequistas dos filhos” em casa; no modelo do SNEC, também têm “um grupo e catequista na paróquia” que faz a ligação com o catequista dos adultos, o qual “recapitula com as crianças e fá-las viver a dimensão comunitária”, que é “absolutamente necessária”.

No novo ano pastoral, realça a entrevistada, também que vão começar o projeto de preparação da Jornada Mundial da Juventude 2022, com o Patriarcado de Lisboa e os departamentos da Catequese em todas as dioceses.

Tem esta originalidade, uma coisa portuguesa, o nosso gosto e carinho nos processos de evangelização através da catequese. Estuda as mensagens anteriores dos Papas, mas mantém as características essenciais: querigmática, centrada em Jesus, de teor bíblico, também com dimensão experiencial”.

Um dos objetivos é passar da catequese de adolescente para uma “catequese de natureza projetual”, dando como exemplo o projeto ‘Say Eyes’, de adesão facultativa para os três próximos, até à Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2022, que vai manter “as características pedagógicas da catequese” e “fazê-la evoluir” para a “catequese projetual e de serviço”, mantendo o conjunto de “conteúdos doutrinais e de experiência relevantes” que estão no programa atual.

“A parte nossa, íntima, profunda, é verdadeiramente a mais importante. O desejo de aprender, a imaginação e a criatividade são coisas hoje na sociedade muito quartadas mesmo nas crianças pequenas e é tristíssimo”, observou a psicóloga Cristina Sá Carvalho.

 

BRAGA:

Faculdade de Teologia promove Curso de Pastoral Juvenil

 

A Faculdade de Teologia, no Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, vai realizar um Curso de Pastoral Juvenil, aos sábados, a partir de 19 de outubro, no novo ano académico 2019/2020.

“O curso foi pensado tendo em vista todos aqueles que têm o desejo levar o Evangelho aos jovens, pelo que se destina não só aos sacerdotes e animadores da pastoral juvenil, mas também outros crentes com interesse por esta temática, como sejam encarregados de educação, professores e outros”, explica a Faculdade de Teologia, divulga a Arquidiocese de Braga.

O Curso de Pastoral Juvenil começa no dia 19 de outubro e as formações são bimensais, aos sábados das 09h30 e as 16h00, entre o próximo mês e junho, exceto em dezembro e abril, com um núcleo temático e objetivos diversificados.

A Faculdade de Teologia cita a Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Cristo Vive’ e assinala que “nas estruturas habituais, muitas vezes os jovens não encontram resposta para as suas inquietudes, necessidades, problemas e feridas”.

“A proliferação e o crescimento de associações e movimentos com caraterísticas predominantemente juvenis podem ser interpretados como uma ação do Espírito que abre novos caminhos. Mas é necessário um aprofundamento da sua participação na pastoral de conjunto da Igreja, bem como uma maior comunhão entre eles e uma melhor coordenação da atividade”, escreveu o Papa no documento publicado depois do Sínodo dos Bispos dedicado à juventude.

A Faculdade de Teologia adianta que as inscrições devem ser feitas na sua secretaria e para mais informações podem ser usado o endereço de correio eletrónico  secretaria.facteo@braga.ucp.pt.

 

AÇORES:

Serviço Diocesano de Liturgia quer reforçar valor da Eucaristia e da Adoração junto dos mais novos

 

O diretor do Serviço de Liturgia de Angra e pretende recentrar as comunidades diocesanas, sobretudo os mais novos, na importância dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia e na Adoração Eucarística e vai propor subsídios próprios.

“Infelizmente esta é uma dimensão que ainda não está muito desenvolvida entre nós; na catequese há poucos momentos para ensinar a rezar, a fazer silêncio e a fazer adoração”, afirmou o padre Marco Luciano Carvalho ao sítio online ‘Igreja Açores’.

O sacerdote explicou que quer recentrar as comunidades cristãos no reconhecimento da importância dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia e dinamizar também a Adoração Eucarística, sobretudo junto dos mais novos, e vai aproveitar a preparação para o Congresso Eucarístico Internacional, que vai envolver “uma grande formação espiritual”.

O delegado diocesano ao Congresso Eucarístico Internacional 2020 adiantou também que vai propor subsídios próprios para a Diocese de Angra, a partir dos materiais do encontro que vai decorrer de 13 a 20 de setembro, em Budapeste, na Hungria.

“Vou enviar muitos dos subsídios que estão a ser preparados pelo Secretariado Nacional; outros em que só existem linhas orientadoras irei trabalhá-los para depois partilhar com todas as paróquias e ouvidorias para que aproveitemos este momento que antecede o congresso para beneficiar dos frutos”, desenvolveu, destacando que têm “de tirar proveito dele” porque “não pode ser algo que se passe lá fora”.

‘Todas as minhas fontes estão em ti: Eucaristia fonte da nossa vida e da nossa missão cristã’ é o tema do congresso internacional, a diocese insular vai ter no “máximo cinco representantes” e as inscrições, que têm de ser feitas com o padre Marco Luciano Carvalho, terminam a 31 de dezembro deste ano.

“Pretende-se com esta indicação nacional que os participantes percebam que as catequeses são exigentes e quem vai estar no Congresso terá que ter disponibilidade para todos os momentos formativos”, realçou o sacerdote.

O diretor do Serviço de Liturgia de Angra sublinha que o encontro em Budapeste é uma oportunidade para a “renovação da importância da Eucaristia” mas também “de outros momentos como a Adoração”.

“Faremos para o efeito cadernos e esquemas de oração e de adoração que faremos chegar a toda a gente”, referiu o sacerdote, após a reunião nacional deste setor em Fátima, no início do 45º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica.

O Serviço Diocesano de Liturgia de Angra vai promover formações em diversas ilhas do Arquipélago dos Açores e já tem agendadas atividades em São Miguel, Pico, Faial, Flores ou Corvo, lê-se no sítio ‘Igreja Açores’.

 

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA:

considerada melhor Universidade em Portugal pela «Times Higher Education»

 

A ‘Times Higher Education – THE’ considerou a Universidade Católica Portuguesa (UCP) com a melhor das 13 instituições do Ensino Superior nacionais que integram a edição de 2020.

Na mais recente edição deste ranking, a UCP sobe 300 lugares, ocupando agora a posição 351 a nível mundial, “com destaque para o desempenho em investigação e impacto”, assinala uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, considera que este resultado “demonstra a competitividade da estratégia de I&D da Universidade Católica e também o valor do sistema científico nacional”.

“Sobretudo, trata-se do reconhecimento do trabalho notável da comunidade académica da UCP”, acrescenta.

Desde 2010, o Times Higher Education World University Rankings passou a ser realizado, em parceria, com a Thompson

 

AVEIRO:

Desafios colocados pela ideologia do género exigem «formação antropológica séria» – D. António Moiteiro

 

O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, D. António Moiteiro, disse à Agência ECCLESIA que é necessário promover a formação de professores e catequistas para responder a desafios como o da “ideologia do género”

“Estas distinções, o que significa o ser humano na sua essência, a construção do ser humano, tudo isso passa por uma formação antropológica séria, como também todos os outros campos da teologia”, realçou o bispo de Aveiro, no lançamento do novo ano letivo e pastoral.

D. António sublinhou a importância da “questão da formação” nos planos da comissão episcopal, que abrange setores como a Catequese, a Escola Católica ou a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

“Temos de continuar a insistir na formação de catequistas, de professores de EMRC, de professores das nossas escolas católicas. Esta dimensão é fundamental, porque é aqui que se joga o futuro”, aponta D. António Moiteiro.

No final do mês de agosto, a Conferência Episcopal Portuguesa divulgou no seu site oficial o documento sobre ideologia do género, publicado em 2013, no qual se questiona a “difusão” da mesma no ensino.

“Este [ensino] é encarado como um meio eficaz de doutrinação e transformação da mentalidade corrente e é nítido o esforço de fazer refletir na orientação dos programas escolares, em particular nos de educação sexual, as teses dessa ideologia, apresentadas como um dado científico consensual e indiscutível”, assinala o documento, que é retomado num momento em que se debate, em Portugal, o novo despacho da identidade de género nas escolas.

Mais de 34 mil pessoas subscreveram uma petição pública pela “suspensão imediata” do despacho nº 7247/2019, publicado a 16 de agosto pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, e o secretário de Estado da Educação, João Costa, considerando que o mesmo “oficializa a implementação da Ideologia de Género nas escolas”.

Outro tema abordado pelo presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé foi a preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que Portugal vai receber em 2022.

 “Precisamos de preparar os adolescentes de hoje, que vão ser os jovens de amanhã”, assinalou o bispo de Aveiro, destacando o papel do projeto ‘Say Yes’, criado pelo Setor da Catequese do Patriarcado de Lisboa e disponibilizado a todo o país, com a duração de três anos.

Fernando Moita, novo diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), realça, a este respeito, a importância de construir um “roteiro, um itinerário formativo, catequético, com os adolescentes”.

O responsável, que assumiu funções no início de setembro, aponta como missão da Igreja Católica, neste setor, ajudar os jovens e adolescentes a construir “um projeto de vida”, desejando que “a Educação Cristã seja uma realidade qualificante, qualificadora”, nas comunidades paroquiais e escolares”.

António Cordeiro é o novo coordenador do Departamento de Educação Moral e Religiosa Católica no SNEC e promete atenção às “várias dinâmicas” que se vão implementando na preparação para a JMJ 2022.

“Nós queremos que os alunos, na nossa disciplina, façam um percurso de crescimento para a plenitude”, precisa.

O novo ano letivo promete ser “especial” para a disciplina de EMRC, que vai assinalar o 10.º aniversário do encontro para

A Petição pública pela suspensão dos alunos no Secundário e o 20.º para alunos do 1.º ciclo despacho da identidade de género nas escolas reuniu mais de 32 mil assinaturas.

 

CORPO NACIONAL DE ESCUTAS:

Centenário do escutismo católico nacional arranca com a Jornada Mundial da Juventude em 2022

 

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) vai assinalar em 2023 cem anos de existência e está a preparar um plano de comemorações que tem arranque previsto um ano antes, aquando da jornada mundial da juventude em Lisboa.

Para os escuteiros católicos, as JMJ em Lisboa são a ocasião ideal para o arranque das comemorações do primeiro centenário do escutismo católico português, e nesse sentido pretendem enviar o referido plano às Regiões escutistas às dioceses, e também ao Patriarcado de Lisboa na qualidade de anfitrião do grande encontro mundial de jovens católicos, em 2022.

De momento tudo está ainda a ser estudado e numa fase embrionária, mas Ivo Faria considera que “as Jornadas não podem passar ao lado dos escuteiros que estão nos seus agrupamentos, nas suas dioceses” e faz votos de que “eles se motivem em grande força para esta iniciativa”

O mesmo responsável sublinha ainda que as JMJ “são fator de desenvolvimento e crescimento para os escuteiros, que são também jovens e os principais destinatários desta iniciativa”.

Ivo Faria sabe que os escuteiros irão estar na primeira linha de acolhimento e de todo o trabalho logístico que um evento desta natureza representa, o que por si só representa uma oportunidade.

“Vamos ter o mundo cá, não vai ser um Jamboree mas vão ser umas jornadas mundiais em que milhares de jovens, muitos deles escuteiros, vêm ao nosso país, e nós queremos acolher esses jovens com uma cor escutista”, assinalou.

Tendo em conta a componente celebrativa do primeiro centenário do Corpo Nacional de Escutas, Ivo Faria revela que o CNE gostaria de promover uma iniciativa numa ocasião em que tantos jovens estarão concentrados em Lisboa.

 “Gostaríamos de ter um evento que possa marcar o início das nossas celebrações…   mais que uma festa ou um dia, algo que seja o culminar de um percurso que os jovens fizeram nas jornadas e que marcará o arranque de uma etapa nova que há-de ser a celebração do centenário do escutismo católico no nosso país”, explicitou.

Foi no dia 27 de Maio de 1923 que o arcebispo de Braga D. Manuel Vieira de Matos e o Dr. Avelino Gonçalves fundaram o Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.

O movimento chegaria rapidamente a todas as Dioceses do país através das suas estruturas locais, os agrupamentos, que abriam nas diversas comunidades paroquiais.

Hoje com 75 mil elementos, o CNE é a maior organização de juventude no nosso país e, desde 1983, reconhecido com Instituição de Utilidade Pública.

 

FÁTIMA:

Associação de Canonistas promove encontro sobre causas matrimoniais

 

A Associação Portuguesa de Canonistas promoveu, de 4 a 7 de setembro o 12.º encontro nacional causas matrimoniais, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, Fátima.

Durante os trabalhos, a associação elegeu os órgãos Sociais para o quadriénio 2019-2023.

“O presente encontro é organizado pela Associação Portuguesa de Canonistas, com o fim de proporcionar aos juízes, advogados e outros licenciados em Direito, psicólogos e psiquiatras um aprofundamento nos temas de Direito Canónico”, assinala uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O juiz Pedro Vaz Patto proferiu a primeira conferência, sobre “Proteção de Dados na Igreja Católica”.

Já o cónego Silvestre Marques abordou, em duas conferências, o tema da “incapacidade”, no Direito Canónico, seguindo-se a discussão de casos: “falta de discrição de juízo”, “incapacidade para consentir por causas de incapacidade e “erro acerca de uma qualidade da pessoa”.

Após os trabalhos por grupos, até sábado, decorreram o plenário e encerramento do encontro.

 

SANTARÉM:

Bispo anunciou ano jubilar em 2025, nos 50 anos da criação da diocese

 

O bispo de Santarém afirmou que “o mundo está em constante mudança e exige novas adaptações”, e todos vão encontrar “as melhores opções de caminho na ação pastoral”, e anunciou que vão viver um ano jubilar, em 2025.

“Com uma realidade social sempre com novas preocupações, mas com o nosso privilégio da vida à luz da Fé, assumamos o lema ‘Somos uma missão nesta terra’”, desafiou D. José Traquina, esta terça-feira, na Sé.

Na homilia, o bispo escalabitano afirmou que “será em conjunto” que vão encontrar “as melhores opções de caminho na ação pastoral”.

“Não podemos deixar de acompanhar o que existe na tradição cristã das nossas comunidades, mas temos de propor formação cristã para não nos sentirmos desgastados com uma religiosidade sem consequências na vida real das pessoas e da sociedade e, portanto, sem futuro”, desenvolveu.

D. José Traquina explicou que foi definido um objetivo para “atingir no ano jubilar” – ‘Diocese de Santarém: Igreja missionária que se renova e agradece’ – e ao longo dos próximos seis anos têm como lema ‘somos uma missão nesta terra’.

“Para o documento que elaborámos, houve consenso em que o nosso projeto pastoral devia ter como base a Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho). O Santo Padre, ajuda-nos a situar como crentes neste mundo em que vivemos”, explicou D. José Traquina que leu os números 2 e 3 do documento papal.

No próximo ano pastoral 2019-2020 a Diocese de Santarém vai privilegiar “o discernimento, dos sinais e da missão”, tendo Santo Inácio de Loyola, o fundador dos Jesuítas como referência, a humildade, “como virtude de referência”, e como palavra inspiradora, o verbo: “acolher”.

“Um ano para valorizar o Sacramento do Batismo e a vocação e missão dos Leigos”, acrescentou o bispo diocesano salientando que vão receber o Encontro Nacional dos Leigos 2019, no dia 23 de novembro, e a tudo “acresce os dinamismos dos organismos diocesanos”, como o Comité Organizador Diocesano da Jornada Mundial de Juventude em 2022, que foi nomeado esta terça-feira, a Escola de Formação Cristã, que vai apresentar “novas propostas de conteúdo e novo formato de participação” e os diversos secretariados que também vão apresentar seus programas.

O bispo de Santarém afirmou que “o êxito da missão da Igreja Diocesana depende de todos os cristãos”, das propostas de índole cultural e espiritual, e também dos que se empenham responsavelmente nos Corpos Sociais e gestão das Instituições de solidariedade social, na Cáritas e grupos socio-caritativos.

 

PORTO:

Bispo decreta a elevação a Paróquia da comunidade de Nossa Senhora da Boavista

 

O bispo do Porto decretou a elevação a Paróquia da comunidade católica de Nossa Senhora da Boavista, que até agora funcionava em regime experimental.

No decreto publicado na página online da Diocese do Porto, D. Manuel Linda destaca uma comunidade que, desde que começou a caminhar como paróquia experimental em 1973, tem crescido de forma estável, “em número e em vitalidade eclesial”.

O responsável católico recorda ainda a aposta que tem sido feita no seu desenvolvimento, com a criação de “estruturas essenciais e serviços indispensáveis ao seu funcionamento pastoral e social”.

“Nos termos do cânone 515 do Código de Direito Canónico e ouvidos favoravelmente o Conselho Episcopal, o Conselho Presbiteral, o Conselho de Consultores e os párocos das paróquias vizinhas, hei por bem decretar a elevação à categoria de paróquia a paróquia, até agora experimental, de Nossa Senhora da Boavista, Porto”, refere o bispo do Porto.

Depois de ser constituída como paróquia experimental, a comunidade católica da Boavista viu em 1977 ser “lançada e benzida a primeira pedra da nova igreja paroquial”, numa celebração que foi presidida pelo então vigário geral da Diocese do Porto, padre Serafim Gomes.

Quatro anos depois, a 31 de maio de 1981, a nova igreja foi inaugurada durante uma Eucaristia presidida pelo então bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes.

De acordo com D. Manuel Linda, os limites da Paróquia de Nossa Senhora da Boavista serão delimitados a Norte da “Via de Cintura Interna até à confluência com a Rua Central de Francos”, e a Sul pela “Rua de Pedro Hispano, desde a confluência com a Rua de Domingos Machado, até à confluência com a Avenida da Boavista”.

Quanto aos limites da Leste, estes serão determinados pela “Rua Central de Francos, desde a confluência com a Via de Cintura Interna, até à confluência com a Rua de Francos, Rua de Francos até à confluência com a Rua de Domingos Machado, e Rua de Domingos Machado”.

Já a Oeste, a nova paróquia abrangerá a “Avenida da Boavista, desde a confluência com Rua de Pedro Hispano, até à confluência com a Via de Cintura Interna”.

De fora do mapa da Paróquia da Boavista ficarão algumas artérias que até agora estavam ligadas a esta comunidade, no regime experimental, como as ruas São João de Brito e Beato Inácio de Azevedo, que passam a integrar a Paróquia de Ramalde; e as ruas Ciríaco Cardoso, da Argentina e João Grave, mais o Bairro Bessa Leite, que integrarão a Paróquia de Lordelo do Ouro.

Num outro decreto, D. Manuel Linda dá conta também da decisão de integrar definitivamente na Diocese do Porto, através de um processo de “incardinação”, o padre José Fernando Alves Carneiro, membro do Instituto dos Missionários da Consolata, que prestava serviço no território há vários anos.

“A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, tendo considerado atentamente as razões apresentadas, visto o voto do Superior Geral e a carta de aceitação do Ordinário do Porto, concedeu que o Sacerdote permaneça definitivamente separado do seu Instituto, de modo que, deposto o hábito religioso, seja incardinado na Diocese do Porto”, explicita o bispo do Porto.

 

GUARDA:

Diocese assina protocolo na área da gestão de arquivos

 

A Diocese da Guarda assinou +um protocolo com Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e o Arquivo Distrital da Guarda, tendo em vista o apoio técnico na área da gestão de arquivos.

A cerimónia aconteceu no auditório do Arquivo Distrital, com a presença de Silvestre Almeida Lacerda (Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas), Levi Manuel Coelho (Arquivo Distrital da Guarda) e D. Manuel Felício, bispo da Guarda.

“Este protocolo entre a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, o Arquivo Distrital da Guarda e a Diocese da Guarda, tem por objetivo a preservação, gestão, valorização e o acesso ao património arquivístico, produzido ou acumulado no sistema de Arquivo da Diocese da Guarda que integra ou venha a integrar o Arquivo Diocesano”.

 

LISBOA:

Médicos Católicos promovem formação em «ética»

 

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) vai realizar o segundo módulo/sessão do Curso de Formação em Ética Médica, a 19 de outubro, no Anfiteatro do Instituto São João de Deus, em Lisboa.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, a AMCP informa que vão refletir sobre temas como “gerir as pessoas na saúde, com ética e compaixão”, “a objeção de consciência na medicina”.

O programa estabelecido inclui conferências a cargo de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis, sobre temas como a relação médico-doente; a objeção da consciência na medicina; as decisões éticas centradas nas famílias; o impacto das notícias falsas (fake news) na saúde; a relação entre a ética médica e a doutrina da Igreja; e a ideologia de género.

Ao trazer o tema da ideologia de género para a ação de formação, a Associação dos Médicos Católicos Portugueses sublinha a importância de se promover na sociedade a harmonia entre a dimensão biológica e a dimensão psicológica/social da identidade sexual.

As situações em que essa harmonia não se verifica – designadas como «disforia de género» – são muito raras e devem ser acompanhadas individualmente por médicos e outros profissionais de saúde competentes e especializados.

A AMCP rejeita a apropriação desta condição médica por uma ideologia sem bases científicas, assente na proposição de que os sexos masculino e feminino são apenas uma construção mental e alerta para os perigos do impacto desta ideologia na educação, na política, na família e em outras áreas da sociedade.

A associação profissional católica considera que em Portugal se corre o risco de se tomarem decisões legislativas que, para além de não trazerem qualquer benefício em termos de saúde para as crianças e adolescentes com «disforia de género», impõem às escolas a doutrinação de professores e alunos com base numa ideologia que promove com radicalismo um mundo assexuado («a utopia do neutro»), desligado da realidade biológica, e que exclui as famílias e os profissionais da medicina de uma área fundamental que é a da identidade sexual humana.

O segundo módulo do Curso de Formação em Ética Médica é “aberto à participação de todos os interessados”, independentemente da área de formação ou profissional e também a estudantes, como na primeira sessão que contou com “uma centena de participantes”, em maio.

A AMCP foi fundada em 1915 encontra-se organizada regionalmente em núcleos que correspondem às dioceses portuguesas

 

FÁTIMA:

Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica dedicado à «missão»

 

O Secretariado Nacional de Liturgia (SNL) de Portugal promoveu, de 22 a 26 de julho, o Encontro de Pastoral Litúrgica, este ano centrado na missão, entre hoje e sexta-feira, em Fátima.

“É um encontro que nos vai ajudar a tomar consciência da dimensão da missão e incita na própria missão da Igreja e concretamente na dimensão litúrgica da Igreja que abarca no geral os sacramentos, toda a vida orante da Igreja e do crente”, disse o cónego Luís Manuel Pereira da Silva em declarações à Agência ECCLESIA.

‘Liturgia e Missão’ é o tema do 45.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, um projeto que tem sido sempre uma escola de oração e uma experiência orante de “ver como se faz, como se deve fazer e também buscar novas formas de oração para a vida da Igreja”.

“Toda a liturgia impulsiona a oração, toda a liturgia impulsiona a vida. Se aquilo que celebramos fica fechado em quatro portas e não se traduz na nossa vida, no nosso dia-a-dia, no nosso trabalho, na escola, na faculdade, na vizinhança, no bairro, é um puro consumo religioso, ou até na liturgia um consumo estético porque pode-se fazer uma liturgia muito bonita, uma coreografia de figurantes”, afirmou.

Segundo o cónego Luís Manuel Pereira da Silva encontram-se em Fátima “todas as pessoas mais ligadas à liturgia” e cria-se “um ambiente familiar e de grande proximidade” com os participantes para se poder “transmitir, partilhar experiências, animar os ânimos mais desanimados, incentivar”.

Do programa destacava-se, por exemplo, a conferência de D. José Manuel Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, sobre ‘O envio missionário nos sacramentos do serviço e da comunhão’, e ‘A dimensão litúrgica da missão’ que vai ser apresentada por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, no dia seguinte às 16h30.

“Pedimos aos oradores, que não deixem de fazer a ponte com a realidade. Estamos num encontro de pastoral litúrgica. Se fazemos uma conferência cientificamente cheia de notas de rodapé, corremos o risco de passarmos um bocadinho ao lado das pessoas”, desenvolveu o cónego Luís Manuel Pereira da Silva.

O diretor do Secretariado Nacional de Liturgia realça que o programa “privilegia o encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e presente” nas diferentes celebrações litúrgicas como as Eucaristias e a Liturgia das Horas, a Celebração Penitencial “com possibilidade de reconciliação sacramental individual e a leitura do Martirológio Romano”.

“A formação será orientada de acordo com a pedagogia litúrgica, bem formulada no Catecismo da Igreja Católica”, acrescenta o padre Pedro Ferreira.

O sacerdote, da Ordem dos Carmelitas Descalços, afirma que a renovação litúrgica “não se limita aos ritos e às preces” mas renova “a própria atividade missionária ad gentes”, assinalando que o aumento dos missionários leigos “é, certamente, um fruto da liturgia renovada”, que interpela os fiéis na língua mãe e “os envia em missão, em circunstâncias muito estranhas que apontam para a fé”.

O 45.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica da Igreja Católica em Portugal começa às 17h00 de 22 de julho e termina com a Missa na Basílica da Santíssima Trindade (11h00), no dia 26, e as inscrições podem ser realizadas online.

 

COIMBRA:

Diocese peregrina a Fátima com o lema «Celebrar e Acolher»

 

A peregrinação da Diocese de Coimbra ao Santuário de Fátima realizou-se no dia 20 de julho sob o tema do ano pastoral «Celebrar e Acolher».

O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, presidiu este sábado à peregrinação diocesana ao santuário de Fátima que considerou ser o “maior encontro” que têm e de onde levam “coragem” para propor outras “formas e caminhos de fé”.

“É muito fácil convocar as pessoas para virem em peregrinação ao santuário de Fátima, porque respondem em massa. Este é o maior encontro que temos, nada convoca nem agrega tanto como Fátima”, disse D. Virgílio Antunes.

Considerando a peregrinação como momento rico do ponto de vista “espiritual e pastoral”, para projetar o futuro, “abrir os horizontes, o coração e a vida para o ano que daqui a pouco aí estará”.

“Celebrar e acolher” foi o tema que a diocese levou para a peregrinação, coincidindo com a temática do plano pastoral que o prelado considera ser decisivo.

“Consideramos que é preciso caminhar, dar passo decisivos em direção ao Cristo, há uma massa imensa que não teve encontro e queremos convocá-los”, defende.

Na missa concelebrada por todo o clero diocesano, na Basílica da Santíssima Trindade, e onde participaram movimentos de apostolado, confrarias, irmandades e misericórdias, D. Virgílio Antunes apontou a “coragem” que era necessário levar de Fátima.

“De Fátima havemos de levar a decisão de trabalhar para que tudo o que fazemos na comunidade cristã tenha como meta a vida em Cristo por meio da fé; havemos talvez de ter a coragem de transformar muitas práticas religiosas e costumes para propor outras formas e caminhos de fé que podem ter porventura menos participantes e menor impacto mediático mas que claramente estão vocacionadas para ajudar a encontrar a crescer e a testemunhar a fé”.

Com os olhos postos na Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa em 2022, D. Virgílio não esconde que é necessário reflexão e preparação. 

“As propostas vão aparecer sobretudo a partir deste ano pastoral e fazer reflexão sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional, tema do sínodo, e programar tudo na perspetiva da JMJ. 

Não há programa nem dinamismo, mas este próximo ano é para desenvolver projetos e continuar… renovar a pastoral da juventude e vocações da nossa diocese”, adiantou.

Também a recentemente nomeada coordenadora do setor da juventude da diocese de Coimbra, Alice Cardoso, referiu à Agência ECCLESIA que falta motivação dos jovens. 

“Falta envolvência e é necessário motivar os jovens e perceber o que querem… A Igreja em Coimbra precisa de perceber que é preciso o trabalho dos jovens, um trabalho em conjunto com todos mas dando voz aos jovens.

Há uma procura dos jovens pelas atividades religiosas e de reflexão e isso é bom para uma preparação da JMJ Lisboa 2022 e haverá interesse em participar”, afirmou.

 


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