aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

INDONÉSIA:

Esperança! 15 padres são ordenados no maior país muçulmano do mundo

 

Com 264 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do planeta – e a grande maioria dos habitantes, quase 88%, é de fé muçulmana, o que faz do país a maior nação islâmica do mundo. Embora a comunidade cristã some apenas 9% do total, acabam de receber a ordenação na Indonésia quinze sacerdotes e um diácono.

A ordenação mais recente foi em 20 de agosto, na província de Lampung, na diocese de Tanjungkarang.

O diácono e dez sacerdotes foram ordenados numa Celebração que reuniu mais de 200 padres e milhares de fiéis.

Cinco dias antes, o arcebispo da capital, Jacarta, D. Ignatius Suharyo Hardjoatmodjo, tinha celebrado a ordenação de dois sacerdotes salesianos e três diocesanos, entre os quais o pe. Albertus Monang Rianto Sidabutar, que, entrevistado pela agência Asia News, declarou que a sua vocação foi fortemente influenciada pelo exemplo de seu pároco, “um verdadeiro homem dedicado ao próximo, sempre sorridente e gentil com todos”.

Outro neo-sacerdote de Jacarta, o pe. Joseph Biondi Mattovano, destacou o incentivo de seu próprio pai ao sacerdócio:

“Quando eu era criança, o meu pai me fazia-me uma pergunta desafiadora toda vez que me levava à igreja: ‘Que tal se fosses sacerdote?’. Eu queria ser piloto e não lhe prestava atenção, mas, depois, na adolescência, comecei a participar ativamente na vida paroquial como acólito. Foi aí que nasceu o meu desejo de ser padre”. (Fonte Aleteia).

 

BRASIL:

 Barco-Hospital Papa Francisco é «um milagre» que chega a 700 mil pessoas no Rio Amazonas

 

O bispo de Óbidos (Brasil) afirmou que o Barco-Hospital Papa Francisco é “um milagre” e vão “poder atender muita gente, uma vez que vivem 700 mil pessoas ao longo do Rio Amazonas.

“Estamos aqui realmente diante de um milagre e, se Deus quiser, vamos poder atender muita gente! Aqui, nós poderemos, de facto, colocar a caridade em prática, indo ao encontro daqueles mais necessitados, dos pobres e sem condições e que precisam de um tratamento melhor”, disse D. Bernardo Bahlmann.

O Barco-Hospital Papa Francisco, com consagrados e médicos, vai proporcionar atendimento espiritual e básico de saúde, onde vão poder realizar exames preventivos ao cancro a cerca de 700 mil pessoas no Rio Amazonas, de mil comunidades ribeirinhas, situadas em 12 municípios, no Estado do Pará, norte do Brasil.

“Muita gente, sobretudo no interior, já não vai mais para a cidade procurar um médico e fica doente em casa. Se as pessoas não vão até o hospital, o hospital vai até eles. E assim nasceu essa ideia, que se tornou um sonho e que surgiu às margens do Rio Amazonas, olhando pra ele”, disse o bispo de Óbidos e presidente da CNBB Norte 2 (Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros).

Esta iniciativa começou a ganhar forma em 2013, durante as Jornadas Mundiais da Juventude que tiveram lugar no Rio de Janeiro, no Brasil.

Na altura, Francisco visitou um hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, no Rio de Janeiro, e perguntou ao responsável pela instituição, o frei Francisco Belotti, se eles estavam presentes na região da Amazónia, e encorajou a congregação a criar um projeto naquele território.

A embarcação tem consultórios, centro cirúrgico, laboratórios, enfermaria e salas especiais, como de vacinação, para além de equipamentos para realizar os exames e os casos mais complexos vão ser encaminhados para os hospitais de base de Óbidos, Juruti e Alenquer.

        O padre Vilson Groh, presidente de um instituto que procura sensibilizar o mundo empresarial a compreender a realidade das periferias em Florianópolis/SC, destaca a importância desta iniciativa que na véspera de Sínodo da Amazónia dá o exemplo ao outro extremo do Brasil para “sacudir também o rosto do sul” do país.

“Pensar numa Igreja de rosto Amazónico, é pensar em uma Igreja que vai ter que sacudir o rosto do Sul. Eu tenho uma esperança enorme nessa perspetiva, de que sejamos capazes de ouvir o espírito de um rosto amazónico que vem ao encontro de uma grande conversão nossa do Sul para um novo olhar sobre a dimensão da Igreja”, desenvolveu o sacerdote.

D. Bernardo Bahlmann e frei Francisco Belotti apresentaram o projeto ao Papa em novembro de 2018, no Vaticano.

 

FILIPINAS:

Bispos católicos realçam «imperativo» cristão de «salvaguardar a Casa Comum»

 

A Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas (CBCF) dedicou uma carta pastoral à questão das alterações climáticas, para apelar à implementação de ações concretas que invertam o ciclo de devastação do planeta.

No documento, publicado pelo portal Vatican News, os bispos filipinos desafiam as comunidades a uma “conversão ecológica” e a serem capazes de “escutar o grito da Terra e dos mais pobres e a agirem juntos para mitigar os efeitos nocivos das alterações climáticas”.

“Dada a elevada taxa de pobreza nas Filipinas, a necessidade de cuidar do ambiente é fundamental. Pobreza e degradação ambiental são dois polos que se reforçam mutuamente”, frisa o presidente da CBCF, o arcebispo Romulo Valles.

Dividida em oito partes, a referida carta enumera várias práticas que persistem no território das Filipinas e que ameaçam o equilíbrio ambiental e humano, desde uma “atividade mineira irresponsável, a construção de barragens, a crescente dependência da energia baseada em combustíveis fosseis, como o carvão”.

“Vários estudos indicam que as Filipinas são um dos territórios mais vulneráveis às alterações climáticas”, realça D. Romulo Valles, para quem é essencial “ativar a ação climática em nome do planeta” e também “em nome de todos quantos não têm voz” no mundo.

Os bispos católicos não omitem a responsabilidade da Igreja Católica nesta matéria, mas pedem que também as instituições católicas retirem o seu investimento de projetos relacionados com o uso de “energias sujas”, como “centrais elétricas impulsionadas a carvão, as companhias mineiras e outros projetos destrutivos deste género”.

“O desinvestimento desde género de projetos tem de ser encorajado”, pode ler-se.

Na base do texto daquele organismo da Igreja Católica nas Filipinas está a encíclica ‘Laudato si’, que o Papa Francisco dedicou às questões ecológicas.

 “Temos o imperativo moral de agir juntos e de forma decisiva de modo a salvaguardarmos a nossa casa comum. Trata-se de uma responsabilidade e de um dever de todos os cristãos”, referem os responsáveis católicos das Filipinas.

 

INGLATERRA E PAÍS DE GALES:

Bispos desafiam católicos a dar o exemplo através de uma «espiritualidade ecológica»

 

Os bispos católicos de Inglaterra e País de Gales publicaram um documento conjunto onde apelam à mobilização das comunidades cristãs rumo a um cuidado renovado com a Criação e com o meio-ambiente.

No comunicado, em destaque no portal ‘Vatican News’, aqueles responsáveis retomam a encíclica ‘Laudato si’, do Papa Francisco para apelar ao desenvolvimento de “uma espiritualidade ecológica cristã” que permita ir ao encontro dos desafios da atual crise ecológica, e que seja posta em prática desde logo “na vida pessoal e familiar”.

“A Terra está a lançar sobre nós o seu lamento, por todo o mal que lhe temos infligido, devido ao uso irresponsável dos recursos que Deus concedeu ao planeta. Nós comprometemo-nos e convidamos todos a comprometerem-se na resolução deste desafio urgente”, referem os membros da Conferência Episcopal de Inglaterra e Gales.

Com esta posição, os prelados querem passar das palavras “aos atos” e reforçar a preocupação que a Igreja Católica tem manifestado em relação à degradação do planeta, e a fenómenos como as alterações climáticas e a delapidação desenfreada dos recursos naturais.

Em termos de projetos concretos, a Igreja Católica em Inglaterra e no País de Gales tem procurado “encorajar indivíduos, famílias e comunidades a promoverem hábitos de vida e de consumo “mais sustentáveis”.

Exemplo disso mesmo são as escolas católicas no território – “mais de 4500 estabelecimentos de ensino já passaram da utilização dos chamados “combustíveis fósseis” para o recurso a energias renováveis, como o gás e a eletricidade”.

De acordo com o mesmo documento, os bispos católicos de Inglaterra e País de Gales estão também a desafiar as comunidades a partilharem as suas histórias de sucesso, relacionadas com a defesa do meio ambiente e a implementação de práticas mais sustentáveis.

Testemunhos que podem passar por iniciativas “tão simples” como “a manutenção de um jardim comunitário”, a “instalação de postos de bicicletas”, a “não utilização do plástico”, o “desenvolvimento de novas formas de redução de resíduos” ou mesmo “a plantação de uma árvore”.

 

BRASIL:

Bispos criticam «ideologias que colocam em xeque» o valor da Família

 

A Igreja Católica no Brasil diz que é preciso testemunhar e defender o valor da família, numa época marcada por “ideologias que colocam em xeque a compreensão desta instituição”.

Numa vídeo-mensagem publicada online, D.Walmor Oliveira, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recorda que a família é a “célula originária da sociedade” e “a primeira escola de amor, onde se aprende a viver em fraternidade com o outro”.

O também arcebispo de Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais, frisa ainda que é na família “que se aprende em primeiro lugar, e de maneira determinante, os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência pacífica e construtiva”.

“É preciso cuidar muito, cuidar bem da família”, salienta aquele responsável, que apela a todas as comunidades para que saibam cuidar e valorizar este bem a todos os níveis.

O objetivo é também refletir sobre os desafios atuais daquele que é o primeiro espaço de formação na sociedade, através de momentos de debate, de partilha de experiências e de oração.

“Que se busque, junto das comunidades de fé, desenvolver que contribuam para fortalecer a instituição familiar”, exorta D.Walmor Oliveira, que considera esta semana nacional “uma oportunidade de ouro para agir a partir desta interpelação”.

“Jesus, que tudo pode, é Rei do Universo, Filho de Deus, escolheu nascer pobre, entre os pobres, longe de qualquer conforto ou comodidade, mas escolheu nascer numa família. O Mestre mostra assim o que de facto importa, o amor que se vive no contexto familiar, a primeira escola de cada pessoa”, acrescenta.

A Semana Nacional da Família no Brasil tem presente de modo particular as dificuldades por que passam hoje muitos casais, feridos por situações de conflito e rutura, e em consequência muitos filhos que são obrigados a viver o contexto dramático da separação.

“Uma multidão de órfãos, filhos de pais vivos”, destaca D. Jaime Spengler, vice-presidente da CNBB, que aponta para o ambiente depreciativo que rodeia a família.

E acrescenta: numa época em que “somos desafiados por ideologias que colocam em xeque a nossa compreensão da instituição familiar” é fundamental “dar testemunho do que representa constituir e promover uma família”.

 

CUBA:

Faleceu o cardeal Jaime Ortega

 

Faleceu em 26 de julho aos 82 anos o cardeal Jaime Ortega, arcebispo emérito de Havana, que acolheu em Cuba os Papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Numa carta publicada na página da internet da Arquidiocese de Havana, o atual arcebispo, D. Juan de la Caridad García Rodríguez, informa sobre o falecimento do cardeal Ortega, referindo que ficam na memória as suas “qualidades pessoais e o seu infatigável zelo pastoral”.

“Começando a sentir-se a sua ausência física, recordam-se, com afeto agradecido, as suas qualidades pessoais e o seu infatigável zelo pastoral”, escreve D. Juan Rodríguez.

Nascido a 18 de outubro de 1936, foi ordenado sacerdote no dia 2 de agosto de 1964, na catedral de Matanzas, e bispo na mesma catedral no dia 14 de janeiro de 1979.

“Não é oportuno, nem possível diante da natureza desta hora, abarcar a obra fecunda dos seus anos como sacerdote na Diocese de Matanzas e como bispo na Diocese de Pinar del Río e na Arquidiocese de Havana”, escrever o atual arcebispo da capital cubana.

D. Juan Rodríguez acrescenta que os sentimentos de “carinho e gratidão” em relação ao cardeal Ortega são confirmados por saber que “ele permanecerá” com os cubanos na memória do seu “amável sorriso, a sua inteligência clarividente e o testemunho de um sacerdócio entregue e por vezes sofrido”.

O cardeal Jaime Ortega foi arcebispo de Havana durante 34 anos, onde criou novas paróquias, reconstruiu igrejas e criou a Cáritas Cubana.

Antes, após a ordenação sacerdotal, foi chamado, durante 8 meses, para as Unidades Militares de Ajuda à Produção, em 1966, onde Fidel Castro enviava opositores aos ideais da revolução cubana.

O antigo arcebispo de Havana foi presidente da Conferência dos Bispos Católicos de Cuba por quatro vezes, vice-presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano) e consultor da Pontifícia Comissão para a América Latina.

No seu episcopado, acolheu o Papa São João Paulo II na sua viagem a Cuba em janeiro de 1998, Bento XVI em março de 2012 e o Papa Francisco em setembro de 2015 e depois na breve passagem pela Ilha no dia 12 de fevereiro de 2016, para se encontrar com o Patriarca de Moscovo Kiril.

 

VENEZUELA:

Arcebispo de Mérida denúncia «situação atípica e sem precedentes»

 

 O arcebispo de Mérida e administrador apostólico de Caracas afirmou que a Venezuela vive uma “situação atípica e sem precedentes” de carência e a Igreja Católica “é a única instituição que permanece intacta” e vai continuar ajudar a população.

“É muito triste. Estamos numa situação atípica e sem precedentes, que não é o produto de uma guerra, nem de um conflito bélico, nem de uma catástrofe natural, mas com consequências semelhantes”, disse o cardeal Baltazar Porras, em entrevista à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Na informação enviada à Agência ECCLESIA, pelo secretariado português da AIS, o arcebispo de Mérida afirma que o regime político que lidera a Venezuela “destruiu o país e gerou um conflito social que está a aumentar”.

“As pessoas abandonam o país devido à situação económica, às ideias políticas, à perseguição… Não há nenhum tipo de segurança jurídica. Há também falta de emprego e de cuidados de saúde, não sendo possível levar para casa o mínimo para o sustento da família”, explicou.

Segundo o cardeal venezuelano a Igreja “é a única instituição que permanece intacta”, mas com “pressões”, pela proximidade com as pessoas e a coragem de apontar as falhas do regime enquanto outros parceiros sociais “não falam desta crise por medo”, porque o Governo “ameaça, encerrou os média e ataca as empresas”.

“Há vários anos que sofremos pressões de forma subtil, também ameaças verbais e perseguição às obras de caráter social, como a Cáritas. As paróquias recebem ataques do próprio Governo, dos conselhos comunitários e dos grupos pró-governamentais chamados ‘coletivos’”, exemplifica.

O administrador apostólico de Caracas (nomeado a 9 de julho de 2018) dá ainda como exemplo que na capital do país, “nas áreas populares”, os ‘coletivos’ estão à porta das paróquias “a ouvir o que o sacerdote diz na homilia e se não gostam começam as ameaças”.

“Dói-nos ver o nosso povo assim. Com o fenómeno da emigração, os que ficámos somos órfãos de afeto, porque a família e o ambiente em que vivemos desapareceram”, acrescentou, adiantando que o objetivo da Igreja Católica é continuar a ajudar as populações, especialmente os mais fragilizados.

D. Baltazar Porras revelou também que a Igreja Católica está preocupada que “o número de pessoas presas, torturadas, mortas e desaparecidas tenha vindo a aumentar” desde “o fenómeno (Juan) Guaidó”, o presidente da Assembleia Nacional que se proclamou presidente interino da Venezuela.

Neste contexto, refere que são ações onde “não estão envolvidos apenas altos oficiais militares” mas também “parte da população”, e, acrescenta que alguns organismos do Estado “são como uma polícia nazi, o que gera medo entre a população”.

À fundação pontifícia AIS, o arcebispo de Mérida referiu que “algo nunca antes conhecido” é a realidade do “exílio de tantos venezuelanos”, com previsões de quatro milhões de venezuelanos emigrados, principalmente na Colômbia, Peru, Chile e o estado norte-americano da Florida.

 

ERITREIA:

Fundação pontifícia alerta para «repressão» de fiéis em igrejas e expulsão de religiosas

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alerta que continua a “repressão” na Eritreia com “prisão de fiéis” e “expulsão de diversas irmãs” que trabalhavam e viviam em centros de saúde, “deixando-as no mais completo abandono”.

“Privar a Igreja de cuidar dessas instituições é minar a sua própria existência e expor os seus trabalhadores à perseguição religiosa”, escreveram os quatro bispos da Eritreia numa carta ao ministro da Saúde, Amna Nurhusein.

O secretariado português da AIS divulga que os bispos consideraram “profundamente injusto” o Governo ter encerrado unidades de saúde, algumas com mais de 70 anos de atividade.

O Governo eritreu interditou três hospitais, dois centros de saúde e 16 clínicas e os soldados “confiscaram os centros de atendimento médico” administrados pela Igreja Católica e forçaram os pacientes a deixarem esses espaços.

A AIS contabiliza que o encerramento dessas estruturas hospitalares “deixa cerca de 170 mil pessoas sem atendimento” e as situações “mais recentes”, a expulsão de diversas irmãs que trabalhavam e viviam em centros de saúde, foi registado por organizações de defesa dos direitos humanos que denunciaram com fotografias publicadas nas redes sociais.

Na informação divulgada hoje, a fundação pontifícia alerta também para a situação de fiéis, onde se contam mulheres grávidas e algumas crianças, que foram detidos numa igreja em Keren, a segunda cidade “mais importante do país”, por diversos agentes de segurança.

“Fazem temer a possibilidade de se estar efetivamente perante uma onda de repressão contra a comunidade cristã na Eritreia”, acrescenta a AIS, considerando que estes incidentes colocam a Eritreia “no centro das preocupações” sobre liberdade religiosa.

O Departamento de Estado Norte-Americano colocou a Eritreia na lista dos “Países de Especial Preocupação” por causa das graves violações da liberdade religiosa, em janeiro de 2018, lembra a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

 O governo da Eritreia decidiu nacionalizar as estruturas hospitalares da Igreja Católica, numa decisão contestada pelos bispos locais.

O executivo aplicou uma lei aprovada em 1995, que nunca tinha entrado em vigor; entre 2017 e 2018, foram fechadas oito clínicas católicas.

O portal Vatican News assinala que esta medida é vista como uma “retaliação” contra a Igreja Católica, que assiste em particular as classes mais pobres, sem distinção de etnia ou religião.

Em abril deste ano, os bispos católicos publicaram uma Carta pastoral, na qual pediam “um processo de reconciliação nacional que garantisse justiça social” para todos.

 

IRAQUE:

Igreja em Qaraqosh é «sinal de esperança» para as famílias cristãs

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que a “reinauguração” da igreja dos Santos Benjamim e Sara foi um “sinal de esperança” para a comunidade cristã em Qaraqosh, no Iraque.

A reinauguração do templo, que foi totalmente reconstruído, é um símbolo claro da vontade das famílias cristãs de regressarem às suas terras, às suas zonas de origem.

A AIS contextualiza que a igreja tinha sido destruída pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico “durante o vendaval de violência que assolou a região após o mês de agosto de 2014 e que levou à expulsão dos cristãos que viviam na região”.

“Ressurreição da própria comunidade cristã local”, afirma o padre George Jahola, lembrando que em 2014 quando tiveram que abandonar igrejas e casas, a cidade de Qaraqosh “contava com cerca de 50 mil habitantes cristãos” e “foi reduzida a metade, apenas cerca de 26 mil cristãos retornaram”.

A AIS acrescenta que a reinauguração do templo, na Solenidade da Assunção, a 15 de agosto, “é também sinal de que uma das páginas mais negras da história do cristianismo no Iraque está ultrapassada” mas ameaças aos cristãos e a outras minorias religiosas na região, como os Yazidis, “permanece bem viva”.

“O Cristianismo no Iraque, uma das Igrejas mais antigas, está perigosamente próximo da extinção. Antes de 2003 chegávamos ao milhão e meio, 6% da população do Iraque. Hoje talvez já nem cheguemos aos 250 mil. Talvez menos. Os que permanecem têm de estar prontos a enfrentar o martírio”, disse o arcebispo católico caldeu de Erbil, no início de agosto.

Na entrevista à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, D. Bashar Warda questionou se poderá um povo “inocente e pacífico” ser perseguido e eliminado por causa da sua religião.

“O mundo será cúmplice da nossa eliminação por não querer dizer a verdade aos nossos perseguidores?”, perguntou ainda o arcebispo católico caldeu de Erbil.

A Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos da América calcula que cerca de 15 mil combatentes jihadistas permanecem no Iraque, divulga a AIS.

 

SÍRIA:

«A maior catástrofe humanitária desde a Segunda Guerra Mundial» – Núncio apostólico da Santa Sé

 

O núncio apostólico na Síria disse que a carta do Papa Francisco ao presidente Bashar al-Assad “é um convite para duplicar os esforços” para acabar com “o grande sofrimento da população e protegê-la”, depois de nove anos de guerra.

“A carta tem um valor humanitário e de proximidade ao sofrimento da população civil, particularmente o povo da província de Idlib. Se os combates não cessarem corre-se o risco de uma catástrofe humanitária de proporções enormes, a região há cerca de três mil civis”, disse D. Mario Zenari.

O Papa Francisco enviou uma carta ao presidente da Síria onde expressa a sua preocupação pela “situação humanitária” no país, nomeadamente em Idlib, uma cidade no noroeste da Síria, a 300 quilómetros da capital Damasco, e foi entregue pessoalmente a Bashar al-Assad pelo cardeal Peter Turkson, esta segunda-feira.

“Foi mais uma demonstração do quanto Papa Francisco tem no seu coração o destino da população síria e o quanto seja sensível aos seus sofrimentos que já duram nove anos”, assinala o cardeal italiano que integrou a comitiva.

Para D. Mario Zenari a carta é um convite para “duplicar os esforços” e, principalmente, para acabar com “o grande sofrimento da população civil e protegê-la” para encontrar uma solução política.

Desde abril deste ano, o combate pelo regime sírio ao que parece ser o derradeiro reduto dos rebeldes em Idlib já terá provocado a morte a pelo menos 700 civis e, segundo o núncio apostólico, “300 mil deslocados”.

“A primeira coisa a ser feita é a proximidade ao sofrimento e o chamado à observação dos direitos humanos internacionais que tem como prioridade a proteção da população civil e das infraestruturas como escolas, hospitais e mercados”, desenvolveu.

O povo sírio, acrescentou, “mesmo onde não caem bombas” declara-se sob “ameaça de uma guerra económica” porque existe a “bomba da pobreza” que segundo a ONU atinge cerca de “80% da população obrigada e viver abaixo da linha da pobreza”.

A guerra na Síria começou em 2011, em novembro desse ano o país foi suspenso da Liga Árabe, e sanções internacionais continuam, a 17 de maio deste ano o Conselho da Europa “decidiu manter as suas medidas restritivas contra o regime sírio e os seus apoiantes” até 1 de junho de 2020, “uma vez que continua a repressão da população civil”.

D. Mario Zenari assinala que “algumas sanções têm uma influência negativa” sobre a população e exemplifica com o inverno “muito rigoroso e longo” deste ano que se prolongou “até a Páscoa e não se encontrava gás e combustível para alimentar as pequenas estufas”.

“O embargo petrolífero e de seus produtos derivados teve um impacto muito negativo para a população”, sublinhou.

O núncio apostólico da Santa Sé salientou também que pelas suas “grandes proporções de mortos, feridos, de deslocados” a guerra na Síria “é a maior catástrofe humanitária provocada pelo homem desde a Segunda Guerra Mundial”

“Entramos no nono ano de conflito com sofrimentos inimagináveis para toda a população, de todas as fés, de todas as etnias. Os deslocados internos são mais de 6 milhões, e 5 milhões estão nos países vizinhos”, contabilizou ao sítio online ‘Vatican News’.

 

TIMOR-LESTE:

Papa eleva Díli a estatuto de arquidiocese

 

O Papa decidiu criar a Província Eclesiástica de Díli, em Timor-Leste, nomeando D. Virgílio do Carmo da Silva como primeiro arcebispo metropolita do território, anunciou hoje o Vaticano.

Esta circunscrição agrupa várias dioceses sob a égide duma principal, tendo à frente um arcebispo metropolita; em Timor-Leste, existem três dioceses católicas: Díli, Baucau e Maliana.

D. Virgílio do Carmo da Silva, religioso salesiano, foi nomeado bispo de Díli a 30 de janeiro de 2016, pelo Papa Francisco.

A decisão do Papa Francisco segue-se á criação da Diocese de Maliana, no início de 2010, e à instituição da Conferência Episcopal Timorense, em 2011.

O atual pontífice recebeu os bispos timorenses no Vaticano, em 2014, saudando a “construção duma nação livre, solidária e justa para todos”.

 

NIGÉRIA:

Pastores Fulani matam sacerdote católico na Diocese de Enugu

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que pastores Fulani assassinaram na última quinta-feira o padre Paul Offu, “um dos jovens e mais ativos sacerdotes” da Diocese de Enugu na Nigéria.

“Em plena estrada, enquanto estava a fazer uma visita a um amigo seu, sacerdote em Ihe Agbudu. Que mundo perverso e demoníaco”, refere o padre Modestus Onwumelu, numa nota enviada à hoje à Agência ECCLESIA,

A fundação pontifícia informa que o padre Paul Offu foi o segundo sacerdote católico “assassinado nos últimos meses” pelos pastores Fulani na Diocese de Enugu e “há relatos de outros ataques a sacerdotes, igrejas, escolas e indivíduos”.

“O medo e o sentimento de insegurança estão a aumentar cada vez mais na Nigéria por causa destes ataques terroristas levados a cabo por grupos de pastores nómadas cuja violência contra os proprietários de terras, camponeses e cidadãos inocentes, como o Padre Paulo, está a aumentar sem que haja algum fim a vista”, desenvolve a AIS.

“Por favor, rezem pelo eterno descanso da sua alma gentil”, pediu o padre Emmanuel Nkemjika Igweshi ao comunicar a morte do sacerdote católico “às mãos de alguns bandidos, supostamente Fulani, ao longo da estrada de Agbudu em Awgu”.

O padre Paul Offu que era, atualmente, responsável pela Paróquia de Santiago, em Ugbawka, tinha estado num encontro de todos os sacerdotes de Emene quando se dirigia para Agbudu onde ia participar numa vigília de oração, contou outro sacerdote.

A Fundação Ajuda À Igreja que Sofre divulga que atual Governo do presidente Buhari, da tribo Fulani, continua a promover leis que favorecem a pastorícia “livre e sem limites” em todo o país, como a lei ‘Ruga’, que foi “entretanto suspensa”, mas “enfrentou uma enorme resistência de um grande número de nigerianos”.

A AIS lembra que, “há pouco mais de um ano”, a Nigéria se “comoveu” com a morte de dois sacerdotes católicos e 15 fiéis, da Paróquia de Santo Inácio na Diocese de Makurdi, assassinados por pastores muçulmanos Fulani durante a Eucaristia.

Durante os ataques dos Fulani morreram mais de 100 mortes e cerca de 50 casas foram destruídas, nos primeiros quatro meses de 2018.

 

MÉXICO:

Bispos católicos alertam para «intolerância, xenofobia e discriminação»

 

A Conferência Episcopal do México (CEM) fez um apelo em defesa da “paz, igualdade e fraternidade” para os cidadãos que vivem nos Estados Unidos da América, depois de dois ataques em 3 e 4 de agosto.

“Pedimos aos cidadãos e às autoridades dos Estados Unidos e ao México que promovam um discurso de paz, igualdade, fraternidade e colaboração, já que ambos os cidadãos, como os estrangeiros que residem num país, eles fazem uma nação maior e mais forte”, escreveram os bispos mexicanos.

Em 3 e 4 de agosto, dois tiroteios provocaram dezenas de mortos e feridos nos Estados Unidos da América (EUA): 22 mortos, incluindo nove mexicanos, e 26 feridos num supermercado em El Passo, no Estado do Texas, junto à fronteira com o México, separada de Cidade Juárez pelo Rio Bravo del Norte (Rio Grande); e nove pessoas em Dayton, cidade do Ohio.

Na mensagem divulgada online, a CEM assinala que “é hora de parar” com os “atos violentos” e os bispos realçam que o “discurso de ódio gera apenas agressão e morte” e asseguram “proximidade e oração” aos familiares das vítimas e feridos, na mensagem publicada esta terça-feira.

Com tristeza vemos que esses atos de violência aumentam por causa daqueles que criam divisões, fecham o coração aos seus semelhantes e não reconhecem a dignidade humana que cada pessoa possui, independente da cor da sua pele ou nacionalidade”.

‘Apelo de paz, igualdade, fraternidade e colaboração entre o México e Estados Unidos’ é o título do documento onde manifestam “grande dor” que sentem pela “violência contra pessoas inocentes” nos últimos dias, nos dois países, “provocados pela intolerância, a xenofobia e a discriminação”.

“Continuem a orar pelas vítimas de violências, pelos numerosos feridos e por suas famílias, para que encontrem o consolo da fé e da paz em Jesus Cristo”, pedem os bispos a todos os católicos e pessoas de boa vontade, na mensagem assinada pelo arcebispo de Monterrey e presidente da Conferência Episcopal do México, D. Rogelio Cabrera López, e o seu bispo-auxiliar e secretário-geral da CEM, D. Alfonso Miranda Guardiola.

No domingo, o Papa Francisco lamentou os tiroteios nos Estados Unidos da América convidando à oração pelas vítimas desta violência, após a recitação dominical da oração do ângelus; o presidente dos EUA, Donald Trump, esteve em El Paso e Dayton esta quarta-feira

 

JAPÃO:

Conferência Episcopal dinamiza oração pela paz

 

A Conferência Episcopal do Japão dinamiza ‘Dez dias de Oração pela Paz’, entre hoje e o dia 15, para refletir e rezar pela paz em sintonia com o Papa Francisco que vai visitar o país em novembro.

“A paz e a estabilidade internacional não podem ser baseadas numa falsa sensação de segurança, na ameaça de destruição recíproca ou de aniquilação total, ou simplesmente na manutenção de um equilíbrio de poder”, lê-se na mensagem assinada pelo presidente da Conferência Episcopal do Japão, D. Mitsuaki Takami.

Os bispos japoneses afirmam que a paz “deve ser construída” com justiça, desenvolvimento humano integral, “no respeito pelos direitos humanos fundamentais, na proteção da Criação”.

“Na participação de todos na vida pública, na confiança entre os povos, no apoio às instituições pacíficas, no acesso à educação e à saúde, no diálogo e na solidariedade”, acrescentam.

O documento contextualiza que a Igreja Católica no Japão celebra anualmente ‘Dez dias de Oração pela Paz’, a partir de hoje até dia 15 de agosto, para refletir e rezar pela paz, desde que “o Papa João Paulo II fez um apelo surpreendente pela paz em Hiroshima”, em 25 de fevereiro de 1981.

No documento, os bispos do Japão salientam que o Papa vai visitar “o Japão em novembro deste ano” – um anúncio feito por Francisco durante a sua viagem para o Panamá, para a Jornada Mundial da Juventude, a um jornalista japonês – “38 anos e 9 meses” depois do apelo de São João Paulo, e esperam que “envie uma nova mensagem de paz ao mundo”.

“Com o Papa Francisco, rezamos com todo o coração ao Deus da paz, para que possamos construir a paz participando plenamente do desenvolvimento integral de todos, pedindo a abolição das armas nucleares. Comecemos esta tarefa fazendo tudo o que for possível”, desenvolvem.

A Conferência Episcopal do Japão alerta que a “estabilidade baseada no medo simplesmente aumenta o medo” e compromete a confiança nas relações entre as nações, divulga o sítio online ‘Vatican News’

 

ÍNDIA:

40 peregrinos católicos foram agredidos a caminho do santuário mariano de Velankanni

 

Um grupo de 40 peregrinos católicos foi alvo de um ataque por radicais hindus na Índia, avança hoje o portal ‘Vatican News’.

Segundo o serviço informativo da Santa Sé, os peregrinos em causa “foram atacados, insultados e espancados” por militantes de um grupo radical hindu, quando se dirigiam ao santuário mariano de Velankanni, situado no Estado indiano de Tamil Nadu.

Recorde-se que este local de culto, considerado um dos locais de peregrinação mais importantes da Índia, e cujas festas decorrem entre 29 de agosto e 8 de setembro, teve origem na devoção de um grupo de marinheiros portugueses que, depois de terem escapado a uma tempestade em alto mar, ergueram ali uma igreja dedicada a Nossa Senhora.

A notícia deste ataque chega numa data (22 de agosto) em que a Organização das Nações Unidas assinala o primeiro dia mundial a favor das vítimas de perseguição religiosa.

Do lado da Igreja Católica na Índia, e pela voz do bispo de Thanjavur, já chegou uma “firme condenação do episódio ocorrido” no percurso para o santuário de Velankanni.

Para D. Devadass Ambrose Mariadoss, tratou-se de um episódio de violência “gratuita” que tem de merecer a condenação e a intervenção das autoridades responsáveis.

“Os cidadãos indianos são livres para praticar sua religião de acordo com as disposições constitucionais indianas. Mas essa liberdade passou a ser restringida nos últimos tempos, como mostra o incidente”, apontou o prelado.

Para já, seis pessoas foram presas pelas autoridades indianas, suspeitas de estarem relacionadas com as agressões, que terão ocorrido no dia 18 de agosto.

 

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:

Bispos católicos criticam detenção indeterminada de menores migrantes

 A Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América manifestou-se contra a detenção indeterminada de menores migrantes, rejeitando a nova regulamentação anunciada pela administração Trump.

Os bispos católicos falam numa medida “ilegal e desumana”, que elimina o tempo máximo de 20 dias de detenção para famílias de imigrantes irregulares.

D. Joe Steve Vásquez, bispo de Austin e presidente da Comissão para as Migrações da Conferência Episcopal dos EUA assinala que a nova legislação tem “consequências chocantes” para as crianças, as mais vulneráveis entre os migrantes.

“O regulamento vai prejudicar o bem-estar e o tratamento humano das crianças migrantes sob custódia federal”, adverte.

 

 

BISPOS DO MEDITERRÂNEO:

desafiados a debater atual crise migratória

 

Os bispos dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo vão encontrar-se em fevereiro de 2020 na cidade italiana de Bari, para debater a atual crise migratória e de refugiados.

O convite partiu do presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), D. Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia, e deverá decorrer entre os dias 18 e 23 de fevereiro, com a participação do Papa Francisco.

Em entrevista, D. Gualtiero Bassetti lembra que “as migrações são um fenómeno global, que vai além da Europa” e faz votos de que o encontro em causa permita “aos pastores de todo o Mediterrâneo” encontrarem “juntos” as soluções adequadas para este drama, que afeta hoje inúmeras pessoas.

Caso contrário “correremos o risco de chegar apenas a respostas parciais, que jamais chegarão à raiz do problema”, frisa o presidente da CEI. O Papa Francisco participará na conclusão desta “espécie de Sínodo”.

“Quando eu lhe falei acerca disto ele disse que já tínhamos tido uma reunião acerca da teologia da migração, dos problemas, e eu respondi que esta conferência será precisamente a aplicação dos aspetos teológicos que foram sugeridos, também pelo Papa”.

Para D. Gualtiero Bassetti, colocar em cima da mesa a questão das migrações e dos refugiados é não só fazer tudo para ir ao encontro do sofrimento das centenas de milhares de pessoas que têm atravessado o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor, muitas delas com o custo da própria vida, ainda contribuir para a salvaguarda da matriz cristã que esteve na génese da formação e desenvolvimento de todo um modelo europeu de vida.

A perspetiva de um encontro organizado pela Igreja Católica, com a presença do Papa, em Itália, dedicado aos migrantes e refugiados, surge numa altura em que o Governo italiano tem dado mostras de uma insatisfação cada vez maior, face ao número de refugiados que tem batido à porta do país, a partir do Mediterrâneo.

O convite para este encontro em fevereiro de 2020 para debater a crise migratória no Mar Mediterrâneo é estendido a bispos de mais de 20 países diretamente implicados nesta questão.

Além da Itália estão em causa as nações da Albânia, Bósnia e Herzegovina, Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Gibraltar, Grécia, Itália, Malta, Israel, Montenegro, Turquia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Egito, Síria, Palestina, Líbano, Líbia, e também o Principado do Mónaco.

 

 

CABO VERDE:

A diáspora cabo-verdiana que está em Portugal é a que «mais contribuiu» para o desenvolvimento de Cabo Verde

 

O presidente da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santiago de Cabo Verde disse à Agência Ecclesia que a diáspora cabo-verdiana que está em Portugal é a que “mais contribuiu” para o desenvolvimento do país.

“Há um fenómeno interessante que está a acontecer: o regresso de segundas e terceiras gerações que querem investir, querem vir como empresários”, afirmou Emanuel Miranda a propósito da comunidade cabo-verdiana que está em Portugal.

Para o presidente da Comissão Justiça e Paz de Santiago o regresso de cabo-verdiano da diáspora “é um contributo enorme” para o país, sobretudo quando “precisa de investimento estrangeiro”.

Cerca de meio milhão de cabo-verdianos habitam as 10 ilhas do arquipélago e um milhão integra as comunidades da diáspora, sendo a maior a que está na América do Norte, que começou a emigrar no século XIX, e depois a que está em Portugal, onde a chegar na década de 70 do século XX.

Emanuel Miranda acrescentou que a diáspora cabo-verdiana “tem contribuído imensamente para o desenvolvimento do país” e para a sua “estabilidade social e económica”, não só com o envio de remessas e apoio para as famílias, mas também “através de quadros” que são formados no exterior e contribuem “com os seus conhecimentos em vários setores de atividade”.

        O presidente da Comissão Justiça e Paz de Santiago disse que quem saiu para os EUA foi “com a ideia de ficar e levar as suas famílias”. “Normalmente quem vai para Portugal vai sempre com a ideia de regressar e um dia trazer tudo o que conseguiu e contribuir para o desenvolvimento” de Cabo Verde, lembrou.

A Comissão Nacional Justiça e Paz foi instituída pelo cardeal D. Arlindo Furtado, bispo de Santiago, em maio de 2018 e tem no seu programa o objetivo de divulgar a Doutrina Social da Igreja e “analisar e propor soluções para as questões sociais relacionadas com a justiça e a paz”.

“Temos como propósito produzir um relatório sobre as situações de justiça e paz em Cabo Verde, incluindo a diáspora cabo-verdiana”, afirmou.

Emanuel Miranda disse que a comissão “não quer ser simplesmente ser mais uma organização a trabalhar estas questões”, mas deseja ser “complementar” às que já estão no terreno, colaborando com a “perspetiva da Doutrina Social da Igreja”.

O alcoolismo e a criminalidade juvenil são duas questões “muito preocupantes” da sociedade cabo-verdiana que vão ser analisados pela Comissão Nacional Justiça e Paz.

“Temos de compreender o que está subjacente às situações que vivemos no país, que infelizmente incluem o alcoolismo e a criminalidade juvenil. São questões muito preocupantes neste momento que carecem de atuação por parte da Igreja”, sublinhou.

O presidente da Comissão Justiça e Paz de Cabo Verde referiu que a Igreja Católica tem de atuar “não só através do trabalho que o clero vem fazendo”, mas também “é preciso que os leigos se juntem às autoridades eclesiásticas” na ajuda à resolução desses “grandes males sociais”.

 

MADAGASCAR:

Banho da multidão do Papa Francisco

 

O Papa encerrou a sua quarta viagem ao continente africano em 10 de setembro, na nunciatura em Madagáscar, onde saudou uma dezena de idosas pobres, representando as pessoas assistidas todas as sextas-feiras pela representação diplomática em Antananarivo.

O padre Joaquim António Magalhães, religioso dehoniano que foi missionário na maior ilha africana, destaca o “banho de multidão” que Francisco recebeu, fruto do “crescimento espantoso” do Cristianismo.

“Os malgaxes dão uma grande importância às mediações”, dos homens que “estão ao serviço de Deus e da Igreja”, precisa.

O religioso português fala de uma comunidade católica muito presente no território através da sua ação social, as suas escolas e hospitais, além de todo o trabalho em favor da “pacificação” e da normalização da vida política, afetada por vários golpes de Estado.

Outro foco de preocupação é a “destruição da floresta”, como foi sublinhado pelo Papa.

Para o padre Joaquim António Magalhães, a Igreja “tem uma responsabilidade muito importante”, para a construção da justiça social.

“O problema de fundo é a pobreza”, com uma “minoria a explorar a maioria”, denuncia.

O Papa volta a Roma depois de pedir, em África, caminhos inovadores capazes de questionar o atual modelo económico-financeiro, tornando os povos protagonistas da construção de um futuro mais justo, mais solidário, mais respeitador da dignidade da vida, da natureza, das culturas e das tradições.

 

MOÇAMBIQUE:

Missionários portugueses sublinham mensagens em favor da paz e justiça social

lançadas por Francisco

 

A viagem do Papa Francisco a Moçambique, Madagáscar e Maurícia, ficou marcada, na opinião de dois missionários portugueses pelas mensagens em favor da paz e justiça social.

Frei Armindo Carvalho, atual ministro provincial dos Franciscanos em Portugal, foi missionário em Moçambique entre 1966 e 2004, tendo acompanhado com particular atenção a passagem do Papa pelo país lusófono, na expectativa de que possa dar vida a um real acordo de paz, um sonho para uma população “massacrada por interesses” alheios.

A 1 de agosto, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram um acordo de cessação das hostilidades, para o fim formal dos confrontos entre as forças governamentais e o braço armado do principal partido da oposição.

“Um marco, que saudamos e esperamos decisivo, plantado pelos corajosos na senda da paz que parte daquele Acordo Geral de 1992 em Roma”, declarou Francisco, em Maputo.

Frei Armindo Carvalho evoca um país com riquezas naturais, marcado pela instabilidade política, apesar do seu povo “pacífico e fraterno”, e destaca a mensagem de “reconciliação” deixada pelo Papa.

O religioso franciscano sublinha ainda o encontro com a juventude moçambicana, “generosa e alegre”, que precisa de “modelos de vida”.

Foi visível o “encanto e entusiasmo” dos momentos de celebração litúrgica.

“Hoje são os próprios moçambicanos que são missionários” nas comunidades católicas, com uma atividade “muito forte” dos leigos, acrescenta.

 

REPÚBLICA MAURÍCIA:

Papa encerra quarta viagem ao continente

em defesa de novo modelo de desenvolvimento

 

O Papa concluiu no dia 9, na República da Maurícia o programa da sua quarta viagem ao continente africano, iniciada a 4 de setembro, na qual lançou várias mensagens em defesa de um novo modelo de desenvolvimento.

Após seis dias em países marcados pela pobreza ou pela crise climática, Francisco condeno denominou-o como “modelo económico idolátrico”, defendendo uma maior proteção dos mais desfavorecidos e da natureza, além de desafiar a Igreja Católica a confiar nos “descartados”, apresentando como exemplo o missionário francês Jacques-Désiré Laval, do século XIX, que dedicou a sua vida aos antigos escravos na Maurícia.

Antes, em Madagáscar, Francisco elogiou a proximidade da Igreja Católica com o povo, desejando que “nunca se afaste” das pessoas que serve e que saiba levantar a sua voz contra “todas as formas de pobreza”

Em Antananarivo, o Papa criticou a corrupção e as desigualdades sociais que provocam situações de “pobreza desumana” no país, onde visitou a ‘Cidade da Amizade’, do projeto humanitário ‘Akamasoa’, iniciativa do padre vicentino Pedro Opeka, que realojou populações de lixeiras a céu aberto.

“Cada recanto destes bairros, cada escola ou dispensário é um cântico de esperança que recusa e faz calar toda a fatalidade. Digamo-lo com força: a pobreza não é uma fatalidade”, sustentou.

Num dos momentos altos da festa, o missionário argentino, antigo aluno de Jorge Mario Bergoglio, em Buenos Aires, acolheu Francisco no auditório de Manantenasoa, onde se reuniram cerca de 8 mil crianças e jovens, num clima de grande entusiasmo.

O Papa sustentou que só o “espírito de fraternidade” pode superar a miséria, a corrupção e o extremismo”, que ameaçam a dignidade humana e a natureza; junto de cerca de 100 mil jovens, que participaram numa vigília, alertou para ilusões de felicidade e falsos “caminhos fáceis” para a vida.

A viagem começou em Moçambique, numa visita de três dias centrada na necessidade de uma “nova página” na história do país lusófono, que promova uma viragem definitiva para um futuro democrático e de paz.

 

POLÓNIA:

Cracóvia recebeu encontro europeu da Comunidade de Santo Egídio

 

A Comunidade católica de Santo Egídio realizou o seu 9.º Encontro Europeu de Jovens em Cracóvia, que contou com a participação de uma delegação de Portugal, entre 19 e 21 de julho.

“Devemos entender e reagir. Levante-se! Reaja, isto é, torne-se grande por dentro. Reagir significa falar, entrar em diálogo. Cada um de nós pode transformar a angústia experimentada em Auschwitz em algo diferente: Depois de ver as consequências da desumanização, tentamos construir algo humano”, disse o presidente da comunidade, Marco Impagliazzo, no final do encontro.

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, a Comunidade de Santo Egídio Portugal informa que 1000 jovens de 16 países europeus estiveram em Cracóvia para participar num encontro “oitenta anos após a eclosão da Segunda Guerra Mundial”.

‘A amizade global para viver juntos em paz’ foi o lema agregador entre 19 e 21 de julho onde os jovens “relembraram o horror da Segunda Guerra Mundial, o abismo da Shoah e do Porrajmos (o extermínio de Roma e Sinti)”.

Segundo a comunidade católica, estes dias na cidade polaca foram “importantes para fortalecer uma sociedade inclusiva” e para que renasça “o sentimento de viver junto neste mundo globalizado”.

“Nestes últimos anos temos assistido a um ressurgimento do antissemitismo e do racismo, a difusão de slogans contra os refugiados e de atitudes intolerantes, especialmente entre os jovens, dos movimentos nacionalistas, soberanos e xenófobos, em toda a Europa”, observa Santo Egídio.

Em Cracóvia, os jovens ouviram o depoimento de Lídia Maksymowicz, sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz – Birkenau, onde esteve em da criança, e foi “vítima de experiências dos médicos nazistas”.

 

CHINA:

Vaticano confirma ordenação de primeiro bispo após acordo provisório com Pequim

 

O porta-voz do Vaticano informou em 22 de agosto que o bispo António Yao Shun foi ordenado na China, com mandato pontifício, o que acontece pela primeira vez desde a assinatura do acordo provisório com Pequim, em 2018.

O novo bispo de Jining/Wulanchabu, na Mongólia interior, foi consagrado a 26 de agosto e vai servir uma comunidade com cerca de 70 mil católicos; o bispo consagrante foi D. Paulo Meng Qinglu, da Diocese de Hohhot.

O portal de notícias do Vaticano sublinha que, neste momento, “todos os bispos católicos na China estão em plena comunhão com o Papa” e que a cerimónia de ordenação episcopal contou coma presença de “centenas de sacerdotes e religiosos provenientes das regiões vizinhas”.

 

CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS DE ÁFRICA E MADAGÁSCAR:

Cardeal Philippe Nakellentuba Ouédraogo é o novo presidente do Simpósio

 

O cardeal Philippe Nakellentuba Ouédraogo, arcebispo de Ouagadougou (Burquina Faso), é o novo presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM), sucedendo ao arcebispo angolano D. Gabriel Mbilingi.

O responsável foi criado cardeal em fevereiro de 2014, pelo Papa Francisco e é bispo desde 1996; nasceu a 25 de janeiro de 1945.

O primeiro vice-presidente do SECAM é D. Sithembele SIPUKA, bispo de Mthatha, na África do Sul; como segundo vice-presidente foi escolhido D. Lúcio Andrice Muandula, Bispo de Xai Xai, em Moçambique.

 

CABO VERDE:

Acordo para a instituição da disciplina de EMRC põe fim a «rutura» entre Igreja e Estado

 

O bispo de Santiago de Cabo Verde disse que o acordo jurídico que permitiu a instituição da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica no país põe fim a uma “rutura” entre Igreja e Estado.

“Havia uma rutura. A Igreja e o Estado viviam, em termos de instituições, quase costas voltadas”, afirmou o cardeal Arlindo Furtado na Praia, capital de Cabo Verde.

O bispo de Santiago considera que vão ser sobretudo as famílias a “ficar agradecidas à Igreja e também ao Estado” pela assinatura de um acordo que permite iniciar neste ano letivo a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

No dia 10 de junho de 2013 foi assinada a Concordata entre a Santa Sé e o Estado de Cabo Verde, regulando as relações entre os dois estados e a presença da Igreja Católica nas dioceses cabo-verdianas, nos diferentes setores da sociedade.

Na Lei de Liberdade Religiosa de Cabo Verde, de 16 de maio de 2014, indica-se que as “escolas e comunidades e organizações religiosas reconhecidas” podem requerer o ensino da respetiva Educação Moral e Religiosa, de forma “opcional e não alternativa”.

As duas dioceses de Cabo Verde, Mindelo e Santiago, iniciam no ano letivo de 2019/2020, em 13 escolas dos vários distritos, a disciplina de EMRC no 1º, 5º e 9º ano, para além de a continuar a oferecer nas sete escolas católicas do país.

Para o cardeal D. Arlindo Furtado, a introdução da disciplina no sistema educativo cabo-verdiano vai “produzir resultados na educação das crianças, adolescentes e jovens” e constituir um “apoio à família, que muitas vezes se vê desorientada sem saber como lidar com os filhos, sobre determinadas temáticas”.

“As famílias, mesmo de outras confissões, já estão a pedir que os filhos frequentem as escolas onde haja esta formação, porque sabem que a Igreja não faz proselitismo, mas transmite valores humanos, universais, cristãos”, sublinhou.

O cardeal de Cabo Verde disse também que a disciplina vai aproximar as famílias da Igreja Católica e valorizou o trabalho dos professores que se preparam para iniciar a lecionação de EMRC.

As dioceses do Mindelo e de Santiago nomearam uma Comissão para a Implementação da Disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, que reuniu os primeiros 39 professores num encontro de formação, durante cinco dias, na cidade da Praia.

Fernando Moita, diretor do SNEC, destacou à Agência ECCLESIA a “originalidade” do projeto, porque é a “primeira vez que vai ter esta disciplina no seu sistema educativo” e por estar em causa a formação de professores da “primeira hora”.

“Para nós, que viemos de Portugal, foi um enriquecimento porque mostrou um ímpeto pelo que começa, a novidade e ao mesmo tempo a ansiedade que não nos deixa ir exageradamente confiantes”, sublinhou.

O SNEC, por mandato da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, respondeu afirmativamente ao pedido de colaboração na formação e professores e à partilha de “recursos didáticos” que existem em Portugal.

“De acordo com os projetos e as necessidades que nos chegarem de Cabo Verde, o SNEC estará recetivo a convidar professores de Cabo Verde para participarem em formações em Portugal ou a voltarmos a participar numa outra edição desta formação”, concluiu Fernando Moita.

 

SÍRIA:

Famílias cristãs vão receber terços abençoados pelo Papa Francisco

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) distribuiu seis mil terços pelas famílias cristãs da Síria, numa grande iniciativa internacional, no dia 15 de setembro.

A AIS assinala que o Papa Francisco deu o “apoio pessoal” a esta campanha quando abençoou os terços que foram distribuídos às famílias da Síria, um país “dilacerado por um violento conflito armado desde 2011”.

No dia 15 de agosto, o Papa explicou que os terços são sinal da sua “proximidade”, especialmente para com as famílias que “perderam alguém por causa da guerra”, após a recitação da oração do Ângelus, e com o presidente executivo internacional da fundação ao seu lado.

A AIS assinalou que a distribuição dos seis mil terços, “produzidos por famílias cristãs em Belém e na cidade de Damasco, “é apenas uma das faces visíveis de toda a solidariedade” com a Síria.

“O apoio às famílias em maior carência, com a distribuição de alimentos e medicamentos, mas também o auxílio na educação e formação de crianças e jovens, ou a reconstrução de igrejas e templos, além das iniciativas de apoio pastoral, são sinais inequívocos de solidariedade para com uma das comunidades cristãs mais atingidas pela violência nos tempos recentes”, desenvolve, sublinhando que “há dezenas de projetos de assistência pastoral e de emergência”.

O secretariado português da fundação pontifícia realçou que a comunidade portuguesa também se associou a esta iniciativa, na sua peregrinação nacional ao Santuário de Fátima.

Neste contexto, o encontro na Cova da Iria teve um duplo significado: “Renova-se a consagração da Obra a Nossa Senhora de Fátima, repetindo-se o gesto do fundador da Ajuda à Igreja que Sofre, o padre Werenfried van Straaten, em 14 de setembro de 1967” e tiveram “um momento especial de oração pelos cristãos da Síria”.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre está a dinamizar uma campanha solidária de ajuda à educação de crianças e adolescentes sírias: “Mais de cinco milhões, desde o pré-escolar até ao secundário, precisam urgentemente de apoio especializado para ultrapassar o trauma da guerra; Cerca de 3 milhões de crianças nasceram durante a guerra.”

 

AMAZÓNIA:

Bispos da América Latina pedem intervenção «urgente» para travar catástrofe com «proporções planetárias»

 

Os bispos da América Latina emitiram um comunicado conjunto sobre a situação dos incêndios que têm estado a devastar a Amazónia.

No documento, publicado na página online do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), que representa a Igreja Católica em 22 países daquele território, os responsáveis católicos expressam a sua “preocupação com a gravidade desta tragédia”, com “proporções planetárias”.

Os membros do CELAM apelam a uma intervenção “urgente” da parte “dos governos dos países amazónicos, em especial do Brasil e da Bolívia”, e também da “Comunidade Internacional e das Nações Unidas”, para que “se tomem medidas sérias para salvar aquele pulmão do mundo”.

“O que está a acontecer na Amazónia não tem apenas um impacto local, ou mesmo regional, mas tem um alcance global. Se a Amazónia sofre, o mundo sofre”, frisam os bispos católicos da América Latina.

Recorde-se que para o mês de outubro está marcado um Sínodo dos Bispos da Igreja Católica precisamente dedicado à Amazónia, e centrado em grande medida na questão da proteção do meio-ambiente e das comunidades indígenas.

Para o CELAM, a “esperança” que advinha da proximidade desse encontro “está manchada pela dor desta tragédia natural”.

Aqueles responsáveis citam o ‘instrumento de trabalho’ que já foi desenvolvido, com as linhas orientadoras do Sínodo, e que recorda que “a floresta amazónica, de importância vital para o planeta”, vive “uma crise profunda” motivada pela mão “humana” e que tem na sua base a “cultura do descarte”.

Ao mesmo tempo, os bispos latino-americanos retomam as palavras do Papa Francisco para apelar “a todos os que ocupam posições de responsabilidade, no campo económico, político e social” e a “todos os homens e mulheres de boa vontade”, para que se afirmem como “guardiões da Criação”.

Nos últimos dias foram detetados inúmeros focos de incêndio na região da Amazónia, em especial na região que abrange o Brasil e a Bolívia.

As autoridades suspeitam que esta catástrofe natural teve início devido à ação humana, nomeadamente por causa da promoção de queimadas deliberadas na floresta.

O território da Amazónia, composto por uma área com cerca de cinco milhões e meio de quilómetros quadrados, integra a maior floresta tropical do mundo e o polo de biodiversidade mais representativo do planeta.

Este ‘pulmão do planeta’ está espalhado por uma zona natural que abrange países como o Brasil, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa.

 

ESPANHA:

Mais de 70 paróquias de Barcelona

consagram-se ao Coração de Jesus na Basílica do Tibidabo

 

Grande resposta que se manifesta no aumento de horas santas e adoração nas suas diversas modalidades se sucedem nas igrejas de Barcelona.

Concluída a renovação da Consagração de Espanha ao Sagrado Coração, que reuniu mais de 12.000 fiéis no Cerro de los Ángeles em 30 de junho, muitas famílias de Barcelona acudiram no dia 7 de julho ao Templo do Tibidabo para coroar este ato com a Consagração das Famílias.

Mais de quinhntas pessoas abarrotaram a basílica do Sagrado Coração do Tibidabo numa eucaristia que culminou com a renovação da consagração. Depois do congreso eucarístico de 1961, o templo foi declarado basílica e e considerado o Montmartre espanhol pela sua analogía con o Sacré Coeur de Paris. Ambos os templos foram garantes da adoração perpétua e um bastião do amor e devoção ao Coração de Jesus nas cidades particularmente paganizadas.

Foi precisamente entre estas famílias, de longa tradição adoradora, onde surgiu grande número de fieis que durante meses trabalharam para que la maior quantidade de pessoas se consagrassem ao Coração de Jesus e o entronizassem nos seus lares da Cidade Condal.

O balanço é extraordinário pela grande resposta que suscitou: mais de setenta paróquias consagraram-se até à data nos últimos meses com a consequente regeneração do amor por a eucarística que suscitou e que se manifesta no aumento de horas santas e adoração nas suas diversas modalidades sucedem-se nas igrejas de Barcelona.

 


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