aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VATICANO:

 D. Ivo Scapolo é o novo núncio apostólico em Lisboa (atualizada)

 

O Papa nomeou em 29 de agosto o arcebispo italiano D. Ivo Scapolo, de 66 anos, como novo núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Portugal, anunciou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O responsável, que desde 2011 era o representante diplomático do Papa no Chile, sucede no cargo a D. Rino Passigato, que apresentou a sua renúncia após ter superado o limite de idade estabelecido no Direito Canónico.

A Conferência Episcopal (CEP) congratula-se com esta nomeação e deseja a D. Ivo Scapolo “um frutuoso ministério pastoral como representante da Santa Sé junto da Igreja em Portugal e nas relações diplomáticas com o Estado Português”.

“Evocando alguns preceitos simples e elementares que o Papa Francisco formulou em forma de decálogo no recente encontro com os núncios apostólicos, desejamos que D. Ivo Scapolo exerça a sua missão entre nós como «homem de Deus, de Igreja, de zelo apostólico, de reconciliação, do Papa, de iniciativa, de obediência, de oração, de caridade ativa, de humildade»”, refere a nota, assinada pelo secretário da CEP, padre Manuel Barbosa.

D. Ivo Scapolo nasceu em Pádua, a 24 de julho de 1953, e foi ordenado sacerdote a 4 de junho de 1978; entrou no serviço diplomático da Santa Sé em 1984 e exerceu missão nas representações pontifícias de Angola, Portugal, Estados Unidos da América e na secção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano.

Como núncio apostólico, representou a Santa Sé na Bolívia (2002-2008), Ruanda (2008-2011) e Chile (2011-2019).

A Igreja Católica no Chile foi afetada nos últimos anos por uma crise provocada por casos de abusos sexuais, que levaram à renúncia de vários bispos e à intervenção do Papa Francisco.

 

VATICANO

«A economia de Francisco» inspira estudantes portugueses que vão estar com o Papa em Assis

 

Os estudantes Tomás Virtuoso e Mariana Morais Sarmento, da Universidade Católica Portuguesa, vão participar no encontro mundial ‘A economia de Francisco’ que o Papa vai promover com estudantes e empresários em março de 2020, em Assis.

“O desafio é como é que podemos no meio de uma economia que traz mais riqueza ao mundo do que nunca, que tirou milhões e milhões de gente da pobreza, como é que podemos continuar a garantir a dignidade das pessoas”, afirma Tomás Virtuoso que quer participar “a partir da condição de jovem economista” mas não deixa de ser “um católico profundamente apaixonado pela Igreja” e por tudo o que “ensina, com vontade de fazer pontes” com o que acontece na sociedade.

O comité organizador do encontro está a preparar o evento com peritos de todo o mundo, onde estão dois professores portugueses: Américo Mendes da Católica Porto Business School e Ricardo Zózimo da Nova School of Business & Economics.

 

VATICANO:

Papa abençoa terços para vítimas da guerra na Síria

 

O Papa presidiu a um encontro de oração no Vaticano, no dia em que o calendário católico assinala a solenidade da Assunção de Maria, e abençoou terços para as comunidades sírias.

“Peço-vos que acompanheis com a oração o gesto que vou cumprir: abençoarei um grande número de rosários destinados aos irmãos da Síria, por iniciativa da associação Ajuda à Igreja que Sofre”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Após a recitação da oração do ângelus, o Papa explicou que os seis mil terços, por si abençoados, vão ser distribuídos pelas comunidades católicas na Síria como sinal da sua “proximidade”, especialmente para as famílias que “perderam alguém por causa da guerra”.

“A oração feita com fé é poderosa. Continuemos a rezar o rosário pela paz no Médio Oriente e pelo mundo inteiro”, acrescentou.

Na sua reflexão anterior, o Papa destacou que a solenidade da Assunção de Maria quer ser um “apelo para todos, especialmente os que são afligidos por dúvidas e tristezas, vivendo com a cabeça baixa”.

Na vida é importante procurar coisas grandes, de outra forma perdemo-nos, por trás de tantas coisas pequenas. Maria demonstra-nos que, se queremos que a nossa vida seja feliz, no primeiro lugar deve ser colocado Deus, porque só Ele é grande”.

Francisco evocou depois as populações da Ásia meridional que foram “duramente atingidas” pelas monções; só na Índia, as chuvas já provocaram 184 mortos e um milhão de deslocados.

“Rezo pelas vítimas e os desalojados, por todas as famílias que ficaram sem casa. Que o Senhor lhes de força a eles e a quantos os socorrem”, desejou.

A intervenção evocou ainda a celebração do centenário do restabelecimento das relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Polónia, que se assinala hoje em Czestochowa.

 

 

VATICANO:

No Consistório 2019, há novo cardeal português D. José Tolentino Mendonça

 

O novo cardeal português, D. José Tolentino Mendonça, disse hoje que a nomeação do Papa Francisco é um chamamento para um “serviço mais radical”, ao Papa e a toda a Igreja.

“O meu primeiro sentimento, que ainda ressoa no meu coração, é aquela frase, aquele imperativo que Jesus dizia no Evangelho de ontem: ‘procura o último lugar’. Senti isso com muita clareza nesse chamamento que o Santo Padre me faz e que, de facto, é um chamamento ainda para um serviço mais radical e com uma humildade muito grande na colaboração com o Santo Padre e com a unidade de toda a Igreja”, referiu, em declarações ao portal ‘Vatican News’.

O Papa anunciou em 1 de setembro, pouco depois do meio-dia de Roma, a decisão de convocar um Consistório para a criação de 13 cardeais, a 5 de outubro, entre eles o arquivista e bibliotecário da Santa Sé, D. José Tolentino Mendonça.

Biblista, investigador, poeta e ensaísta, o sexto cardeal português do século XXI era vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa quando foi convidado por Francisco para pregar o retiro de Quaresma da Cúria Romana, em 2018; em julho do mesmo ano, o Papa nomeou-o arquivista e bibliotecário da Santa Sé.

Consultor do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé), foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, a respeito do seu trabalho no Arquivo e Biblioteca da Santa Sé, o futuro cardeal destacou que a sua missão é “colaborar” com o Papa.

“Isso é muito bonito de ver, porque, no espírito de todos nós, as duas comunidades que trabalham diariamente nestas instituições, há esse serviço: nós somos colaboradores do Papa. Isso dá um sentido à nossa missão, que não teria se fosse só um projeto individual. Mas, mais importante até do que esta pessoa ou aquela, é estarmos todos juntos a colaborar para que o Papa possa governar a Igreja e ser a figura de Pedro, hoje”, indicou.

O próximo consistório acontece na véspera da celebração inaugural da assembleia especial Sínodo dos Bispos dedicado à Amazónia; entre os novos cardeais, há oito pertencentes a ordens religiosas missionárias.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em 1965 na localidade de Machico, no Arquipélago da Madeira, foi ordenado padre em 1990 e bispo no dia 28 de julho de 2018, no Mosteiro dos Jerónimos, quando completava 28 anos de sacerdócio, recebendo simbolicamente a sede episcopal de Suava, no norte de África.

O consistório de 5 de outubro vai ser o sexto do atual pontificado, após os realizados a 22 de fevereiro de 2014, 14 de fevereiro de 2015, 19 de novembro de 2016, 28 de junho de 2017 e 28 de junho de 2018.

 

VATICANO:

Viagens do Papa Francisco

 

O Papa fez até hoje 31 viagens internacionais, nas quais visitou 47 países, passando pelo Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Perú, Bélgica, Irlanda, Lituânia, Estónia, Letónia, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bulgária, Macedónia do Norte, Roménia, Moçambique, Madagáscar e Maurícia; as cidades de Estrasburgo (França), onde esteve no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia), Sarajevo (Bósnia-Herzegovina) e Lesbos (Grécia).

 

VATICANO:

Papa vai visitar o Japão, cumprindo sonho antigo

 

O Vaticano anunciou em 13 de setembro que o Papa vai visitar a Tailândia e o Japão, de 19 a 26 de novembro, na 32ª viagem internacional do atual pontificado.

A convite do governo do Reino da Tailândia e dos bispos católicos, o pontífice visitará o país de 20 a 23 de novembro; o mesmo convite foi feito pelo governo e o episcopado do Japão, para uma viagem que decorre de 23 a 26 de novembro, com passagens pelas cidades de Tóquio, Nagasáqui e Hiroxima.

Francisco tinha manifestado a intenção de visitar o Japão a 12 de setembro de 2018, num encontro com membros da associação “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai”: “Gostaria de anunciar a minha vontade de visitar o Japão no próximo ano. Esperemos que se possa realizar”.

A viagem do Papa ao Japão é a primeira de um pontífice desde 1981, quando João Paulo II visitou o país, e a segunda na história.

Em 2017, o primeiro-ministro Shinzo Abe convidou Francisco para visitar o Japão, sublinhando o empenho comum por um mundo sem armas nucleares.

O lema escolhido para a viagem ao Japão é “Proteger cada vida”, uma das frases contidas na oração que conclui a Encíclica ‘Laudato si’ sobre a ecologia integral.

“A exortação é respeitar não apenas a dignidade de cada pessoa, mas também o meio ambiente, sobretudo num país, como o Japão, que enfrenta o problema persistente da ameaça nuclear”, adianta o portal de notícias do Vaticano.

Após a expulsão dos missionários portugueses em 1639, o Cristianismo nipónico entrou numa vivência de clandestinidade que se prolongou até à reabertura do império ao Ocidente, na segunda metade do século XIX.

Os ocidentais encontraram então os ‘kakure kirishitan’, cristãos escondidos, em grupos dispersos e isolados que se congregavam sobretudo em áreas remotas, conservando a fé ao longo de várias gerações sem clero nem pessoal religioso.

Este é um fenómeno muito caro ao Papa Francisco, que na sua juventude sonhava ser missionário no Japão, algo que foi impossível devido aos seus problemas de saúde.

Na Tailândia, o lema da viagem é “Discípulos de Cristo, discípulos missionários”; em 2019 assinalam-se os 350 anos da instituição do Vicariato Apostólico de Siam, que marcou o início da presença da Igreja Católica no país.

Também neste caso, a missionação está ligada à presença portuguesa, particularmente visível na igreja de São José e aldeia de Ayuthaya.

O primeiro Papa a visitar a Tailândia foi São João Paulo II, em 1984.

 

VATICANO;

Relatório dos cristãos Perseguidos apresentado denuncia contexto de «genocídio»

 

O subsecretário do Vaticano para as Relações com os Estados abordou hoje as conclusões de um estudo independente dedicado à perseguição aos cristãos, uma problemática que está a tomar proporções cada vez mais “alarmantes” em todo o mundo.

Nas declarações divulgadas hoje pela Santa Sé, o padre Antoine Camilleri salientou a importância deste trabalho para “uma crescente consciencialização à volta do problema da discriminação e perseguição motivada pela crença religiosa” e para denunciar “o contexto trágico em que vivem os cristãos em diversas partes do mundo”.

“Não podemos ignorar o facto de que a perseguição religiosa atinge hoje em larga escala uma variedade de comunidades religiosas, grupos e indivíduos. Infelizmente, muitos destes crimes parecem continuar impunes e a persistir sob pouco mais do que o olhar envergonhado da comunidade internacional”, frisou aquele responsável.

O ‘Relatório sobre a Perseguição aos Cristãos’, apresentado em Roma, trata-se de um projeto promovido pelo secretário de Estado para Assuntos Externos do Reino Unido, Jeremy Hunt, e contou com o contributo do bispo anglicano de Truro, Philip Mounstephen.

Neste trabalho, é demonstrado que atualmente uma em cada três pessoas sofrem de perseguição religiosa em todo o mundo, sendo que 80 por cento das vítimas são cristãs.

Quanto às regiões ou países onde a situação é hoje considerada mais grave, o relatório aponta para os territórios do Médio Oriente e do Norte de África, onde a perseguição atinge um nível tão extremo que, de acordo com os parâmetros da ONU, pode ser considerada como “genocídio”, realçou o representante do Vaticano.

“A dramática realidade da perseguição religiosa suscita enorme preocupação na Santa Sé, não só por causa dos cristãos que sofrem, mas também pela situação de todos quantos partilham uma determinada crença”, sublinhou o padre Antoine Camilleri, que apela não só aos líderes religiosos, mas também aos políticos que se empenhem na erradicação deste mal.

“É crucial que se reconheça a responsabilidade dos líderes religiosos na promoção de uma coexistência pacífica, através do diálogo e da compreensão mútua, para que as respetivas comunidades e crentes respeitem aqueles que professam uma fé diferente, em vez de fomentarem a agressão e a violência”, defendeu o sacerdote.

No final de 2018, a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre publicou também um relatório sobre a Liberdade Religiosa, que denunciava um aumento das violações a este direito e uma deterioração da situação das minorias religiosas, apresentando inclusivamente uma “lista negra” de países com violações significativas.

Relação essa que destacava 20 nações: Brunei, Cazaquistão, China, Coreia do Norte, Eritreia, Iémen, Índia, Iraque, Líbia, Maldivas, Mauritânia, Mianmar, Nigéria, Palestina, Paquistão, Quirguistão, Rússia, Sudão, Tajiquistão, Turquemenistão.

“Os governos devem perguntar a si mesmos até que ponto estão realmente empenhados na defesa da liberdade religiosa e no combate à perseguição baseada na religião ou na crença. Quantos é que refreiam o ímpeto de condenar estes atos, ou mesmo condenando colaboram política, económica, comercial e militarmente neles, ou simplesmente fecham os olhos a alguns dos mais acérrimos violadores deste direito fundamental?”, questionou o subsecretário do Vaticano para as Relações com os Estados.

O padre Antoine Camilleri destacou ainda, durante a mesma conferência de imprensa, a urgência de combater “outras formas de discriminação e perseguição religiosa que, mesmo menos radicais ao nível da perseguição física, são igualmente cerceadoras de uma vivência plena da liberdade religiosa, e da prática ou da expressão de convicções, quer em privado quer em público”.

“Aqui refiro-me à tendência crescente, mesmo nas democracias consolidadas, de criminalizar ou penalizar os líderes religiosos por apresentarem os fundamentos básicos da sua fé, especialmente em áreas como a vida, o matrimónio ou a família”, completou

 

 

 


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