29º Domingo Comum

D. M. das Missões

20 de Outubro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, Senhor, vinde em meu auxílio, A. Cartageno, NRMS 90-91

Salmo 16, 6.8.9

Antífona de entrada: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A mensagem do Santo Padre - “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” - conduz-nos ao mistério do nosso ser cristão, mergulhado na beleza da comunhão Trinitária, experienciado no amor oblativo de Deus, e feito doação no serviço de todos os homens e mulheres.

O batismo conduz-nos à Eucaristia, a Eucaristia renova e celebra sempre esta comunhão e nos impele à missão constante e permanente, no dinamismo do Espírito que nos potencia para ver, sair e dinamizar.

A comunhão Trinitária torna-se em nós um permanente oceano de vida que nos impele a sair, a repartir vida, a partilhar o Evangelho da Alegria e da paz. Faz-nos perceber que o nosso ser e missão de cristãos é um constante dinamismo de vida nova e renovada que necessariamente deve fluir em todos os espaços e para todos.

Celebrar bem traduz-se no impacto positivo que Deus tem na vida concreta e na visibilidade de entrega amorosa. Ser batizado implica responder com a vida à proposta de santidade, que leva em si a coerência da vida, capaz de atrair, de tocar e persuadir.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus conta com cada um de nós. Chama e convida a sair. Sair de si, sair para se doar. Diz-nos que o segredo se encontra na comunhão permanente com Ele.

 

Êxodo 17, 8-13

 

8Naqueles dias, Amalec veio a Refidim atacar Israel. 9Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão». 10Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiram ao cimo da colina. 11Quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel ganhava vantagem; 12mas quando as deixava cair, tinha vantagem Amalec. Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo para que ele se sentasse, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol 13e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.

 

O livro do Êxodo não cessa de exaltar a Providência divina em favor do povo que, liberto da opressão do Egipto, é guiado a caminho da terra prometida; não só o alimenta e lhe mata a sede, como também o livra das mãos dos inimigos.

8 «Amalec», isto é, os amalecitas, um tradicional inimigo de Israel, espalhado pelo norte do Sinai e a sul do Négueb, até aos tempos de Ezequias, em que foi completamente apagada a sua memória (cf. v. 14). Aqui aparecem como um grupo inimigo, que disputaria os escassos oásis do deserto com as suas fontes e pastagens. «Refidim», lugar incerto a SW da península do Sinal, um lugar de passagem dos israelitas a caminho do monte Horeb (Sinai).

9 «Com a vara de Deus na mão...» Alguns pensam, e com razão, que Moisés, no cimo do monte, não se limitou a rezar de braços abertos, mas que, com a vara, ia fazendo sinais para a planície, a fim de Josué conduzir bem o combate. De qualquer modo, ao lermos o Êxodo, é contraproducente fixarmo-nos no rigor histórico dos relatos, embora estes tenham atrás de si tradições de valor. Queremos chamar a atenção para o perene valor paradigmático do gesto de Moisés. Ele torna-se uma imagem de Cristo mediador e do valor da oração de intercessão. Os Padres vêem na vara de Moisés uma figura da Cruz, que vence os inimigos do homem: demónio, o pecado e a morte. Por outro lado, também se pode ver, nas figuras de Aarão e Hur, o poder religioso, e, em Josué, o poder político-militar, ambos os poderes concentrados em Moisés, que haveriam de vir a diversificar-se.

 

Salmo Responsorial    Sl 120 (121), 1-8 (R. cf. 2)

 

Monição: Que maravilha é confiar n’Aquele que auxilia, que não dorme, que guarda, que está ao nosso lado, que nos abriga!

 

Refrão:        O nosso auxílio vem do Senhor,

                     que fez o céu e a terra.

 

Levanto os meus olhos para os montes:

donde me virá o auxílio?

O meu auxílio vem do Senhor,

que fez o céu e a terra.

 

Não permitirá que vacilem os teus passos,

não dormirá Aquele que te guarda.

Não há-de dormir nem adormecer

Aquele que guarda Israel.

 

O Senhor é quem te guarda,

o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.

O sol não te fará mal durante o dia,

nem a lua durante a noite.

 

O Senhor te defende de todo o mal,

o Senhor vela pela tua vida.

Ele te protege quando vais e quando vens,

agora e para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Que bela é uma vida que aprende na fonte da Palavra, na oração intensa, que se torna discurso visível em dimensão profética: anunciando e denunciando.

 

2 Timóteo 3, 14 – 4, 2

 

Caríssimo: 14Permanece firme no que aprendeste e aceitaste como certo, sabendo de quem o aprendeste. 15Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras; elas podem dar-te a sabedoria que leva à salvação, pela fé em Cristo Jesus. 16Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil para ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça. 17Assim o homem de Deus será perfeito, bem preparado para todas as boas obras. 4,1Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: 2Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta, com toda a paciência e doutrina.

 

A leitura contém o texto clássico da inspiração da Sagrada Escritura (v. 16) e um apelo formal e solene à pregação do Evangelho, com o recurso a uma fórmula jurídica semelhante à dos testamentos greco-romanos, de modo a que o herdeiro fique obrigado a cumprir a vontade do testador (4, 1: «conjuro-te» – diamartyromai).

16 «Toda a Escritura, inspirada por Deus, é útil…» (outra tradução possível: «toda a Escritura é inspirada por Deus e também é útil…). A Igreja sempre entendeu e ensinou que: «Todos os livros, tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, foram escritos sob a inspiração do Espírito Santo e, por isso, têm a Deus como autor e, como tais, foram confiados à Igreja» (Vaticano II, DV 11). Na tradução litúrgica, aparece a inspiração da S. E., – uma interacção divino-humana, um verdadeiro mistério pertencente à ordem sobrenatural – como uma afirmação indirecta, pois o acento é posto na sua utilidade sobrenatural: dar a sabedoria que leva à salvação (v. 15), «ensinar, persuadir, corrigir e formar segundo a justiça» (v. 16), e levar à santidade de vida de um homem de Deus perfeito (v. 17).

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 4, 12

 

Monição: O amor vê mais longe. O amor não se cansa nem cansa. A oração é o amor constante, permanente e perseverante que faz abrir portas e corações.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

A palavra de Deus é viva e eficaz,

pode discernir os pensamentos e intenções do coração.

 

 

Evangelho

 

Lucas 18, 1-8

 

1Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: 2«Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. 4Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; 5mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». 6E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... 7E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? 8Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?»

 

O tema central deste e do próximo domingo é o da oração. A parábola do juiz iníquo, exclusiva de Lucas, o evangelista da oração, é muito expressiva para mostrar a eficácia da oração e a necessidade que temos de insistir. Esta insistência não é para convertermos Deus, mas para nós nos convertermos a Ele, para nos abrirmos aos dons que Ele tem para nos dar, para nos colocarmos no nosso lugar de criaturas necessitadas de Deus. Compreende-se assim que Ele não nos dispense de clamar dia e noite e de «orar sempre sem desanimar» (v. 1).

7 «E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos que por Ele clamam dia e noite?» O contraste estabelecido pelo Senhor é flagrante. Como é que Deus não há-de escutar os nossos pedidos, sendo Ele um Pai amorosíssimo e infinitamente bom? A verdade é que não nos dispensa de clamar dia e noite e de «orar sempre sem desanimar» (v. 1).

8 «O Filho do homem encontrará fé sobre a terra? Para rezar e ser atendido é preciso fé, dessa «fé que transporta montanhas» (cf. Mt 17, 20). A falta de fé prevista para o fim dos tempos (cf. Mt 24, 10-12; 2 Tes 2, 3-5; 1 Tim 4, 1-3; 2 Tim 3, 1-9) não se revela só na negação das verdades reveladas por Deus, mas na perda do sentido da fé a nortear a vida.

 

Sugestões para a homilia

 

“Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”.

Urgente: Permanecer firme e dinâmico.

A necessidade de orar sempre sem desanimar.

 

 “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”.

Com este título envia o santo Padre a mensagem para o dia mundial das missões. A consciência de que o nosso ser e missão, batizado no mistério de Deus, na sua comunhão trinitária, está vinculado à “fisionomia” de Cristo Jesus, o Verbo feito Carne, feito Homem. E assim, perceber mais facilmente até onde chega esse dinamismo que marca a nossa personalidade e a nossa missão. Um vínculo profundo com Deus e com os irmãos.

Ser batizado leva em si a exigência de responder com a vida toda e toda a vida à pergunta essencial que o batismo exige: queres ser santo? Santidade que corresponde ao dinamismo da misericórdia e da graça que brota generosa e indiscutivelmente para todos, mas que supõe a docilidade preciosa e bela da nossa liberdade, na adesão, na aceitação e no caminho constante para se adquirir aquela maturidade humana e cristã que este desafio supõe. Uma maturidade que nos leva a amar e servir todas as pessoas para além das simpatias, dos nossos gostos e interesses pessoais, para além dos caminhos árduos, dos obstáculos e das lutas. Uma santidade que respira vida em oração constante e permanente. Uma santidade contagiante!

Aos seus discípulos, a todos nós, confiou Cristo esta missão: ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho. Ide por todo o mundo e levai o olhar, o sentir e o amar de Deus. Ide e levai o Evangelho que supõe ser vivido na conversão e dinamismo de uma transformação radical, na vida pessoal e comunitária. Tornai visíveis os sinais que a presença de Cristo revela: acolhimento do evangelho, conversão, santidade, justiça, dignidade humana. A vossa vida seja anúncio da Palavra de Deus e do Seu Evangelho, sempre útil para ensinar, persuadir e corrigir. Vida doada no quotidiano discreto e cheio de maturidade, ou doada na sua forma mais eloquente: evangelho escrito nas lágrimas, no suor e no sangue.

 

Urgente: Permanecer Firme e Dinâmico.

É sempre urgente o ser e a missão do Cristão. Cada vez mais importante descobrir a nossa essência de cristãos, o dinamismo existencial de cada pessoa que se ilumina de forma tão rica, coerente e bela, numa antropologia iluminada pelo projeto da Criação, e sobretudo pela Encarnação de Deus. A nossa missão não resultará se o nosso ser cristão não estiver bem iluminado por esta profundidade antropológica. E hoje diante de tantas ideologias, sem verdadeira fundamentação científica, com veladas traições ao ser humano e a um humanismo autêntico e integral! Porque atraiçoar esta coerência antropológica significa atraiçoar o belíssimo projeto da criação, significa atraiçoar o ser humano, a natureza, a criação. Significa poluir, gerar caos e destruir.

O discípulo de Cristo percebe que é enviado, convidado a sair para “lutar”. Temos sobretudo de nos saber defender e defender a riqueza da revelação e da autêntica tradição cristã. A liturgia da Palavra deste domingo faz-nos apelo a uma oração e a um combate persistentes. Significativo da 1-ª Leitura: Sair e combater. O Processo das mãos e da oração: Mãos levantadas, mãos caídas, mãos pesadas, mãos seguradas e mãos firmes. Uma oração exigida numa realidade concreta. Levantadas e avanço; caídas e retrocesso. Mãos apoiadas e seguradas, mãos que se unem, o pessoal e o comunitário. Mãos firmes, na unidade, trazem vitória. A frescura da parábola de Jesus, na persistência de uma pobre viúva, aparentemente ineficaz e indefesa, diante de um juiz de coração sem Deus e sem humanidade, mas que cede depois de tanta insistência, persistência e paciência. Ou a 2-ª Leitura: permanecer firme na fidelidade, no conhecimento e conteúdo da fé, na revelação e na autêntica tradição, beber e saciar-se da Palavra de Deus, e daí perceber que “é útil para ensinar, corrigir, persuadir, formar segundo a justiça”, de forma constante e permanente:” insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça, e exorta, com toda a paciência e doutrina”.

 

A necessidade de orar sempre sem desanimar.

Diz-nos o Papa Bento XVI: “A oração atravessa toda a vida de Jesus (…) e hoje gostaria de começar a olhar para Jesus, para a sua oração, que atravessa toda a sua vida, como um canal secreto que irriga a existência, as relações e os gestos, e que O guia, com firmeza progressiva, rumo ao dom total de Si mesmo, segundo o desígnio de amor de Deus Pai” (Bento XVI, audiência de 30/11/2011).

Oração centrada na Palavra de Deus, na leitura orante da sagrada Escritura. Ela é um dom a ser acolhido com compromisso, constância, persistência e permanência contínua. “Hoje, os cristãos são chamados a tornar-se testemunhas de oração, precisamente porque o nosso mundo se encontra muitas vezes fechado ao horizonte divino e à esperança que contém o encontro com Deus. Na amizade profunda com Jesus e vivendo nele e com Ele a relação filial com o Pai, através da nossa oração fiel e constante, podemos abrir janelas para o Céu de Deus. Aliás, ao percorrer o caminho da oração, sem uma consideração humana, podemos ajudar outros a percorrê-lo: também para a oração cristã é verdade que, caminhando, se abrem veredas (…), eduquemo-nos para uma relação intensa com Deus, para uma prece que não seja esporádica, mas constante, cheia de confiança, capaz de iluminar a nossa vida, como nos ensina Jesus. E peçamos-lhe que possamos comunicar às pessoas que estão próximas de nós, àqueles que encontramos ao longo do nosso caminho, a alegria do encontro com o Senhor, Luz para a nossa existência” (Bento XVI, audiência de 30/11/2011).

Oração que nos leva à Fonte Trinitária do nosso batismo e que nos configura sempre a nossa identidade e missão. Oração que tem um itinerário eucarístico, que nos leva a percorrer todos os espaços da vida, a iluminar e curar todas as dimensões, que é geradora do testemunho de coerência e de amorosa convicção, que é anunciadora entusiasmante da presença viva do Ressuscitado.

Uma oração vivenciada nas dimensões da fé, da esperança e da caridade, elementos fundamentais da proposta cristã, apoiadas pelas virtudes humanas, diálogo promissor na relação com as pessoas e com as estruturas sociais e eclesiais. Oração que nos faz descobrir os nossos dons e talentos e as prioridades e oportunidades. Oração geradora de fortaleza na relação das nossas capacidades e engenhos com a ação da graça de Deus.

Maria, missionária de excelência, destinada por Seu Filho para ensinar no magistério da sua maternidade, tem um apelo constante ao segredo da missão: oração, conversão e santidade. Disse-nos que a oração e a nossa entrega pessoal tem a capacidade de transformar radicalmente o mundo.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE

O PAPA FRANCISCO

PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2019

[20 de outubro de 2019]

 

Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo

 

Queridos irmãos e irmãs!

Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

O título desta mensagem – «batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo» – é o mesmo do Outubro Missionário. A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 48).

A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)!

Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom da vida e, desde sempre, deu como destino a cada um dos seus filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6).

Esta vida é-nos comunicada no Batismo, que nos dá a fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Por conseguinte, neste sentido, o Batismo é verdadeiramente necessário para a salvação, pois garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com a sua plenitude na Eucaristia –, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher à espera de conversão e salvação. Com efeito, o Batismo é promessa realizada do dom divino, que torna o ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, no Batismo, é-nos dada a paternidade primordial e a verdadeira maternidade: não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como mãe (cf. São Cipriano, A unidade da Igreja, 4).

Assim, a nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios de Espírito Santo para a reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e do valor intrínseco de cada vida humana desde a conceção até à sua morte natural. O secularismo difuso, quando se torna rejeição positiva e cultural da paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal autêntica, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a diferença fica reduzida a ameaça infernal, tornando impossível qualquer aceitação fraterna e unidade fecunda do género humano.

O destino universal da salvação, oferecida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir a superação de todo o fechamento nacionalista e etnocêntrico, de toda a mistura do anúncio do Evangelho com os interesses económicos e militares das potências coloniais. Na sua Carta apostólica Maximum illud, o Papa lembrava que a universalidade divina da missão da Igreja exige o abandono duma pertença exclusivista à própria pátria e à própria etnia. A abertura da cultura e da comunidade à novidade salvífica de Jesus Cristo requer a superação de toda a indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente à chamada para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e da sua Igreja santa. Anunciando a Palavra de Deus, testemunhando o Evangelho e celebrando a vida do Espírito, chamam à conversão, batizam e oferecem a salvação cristã no respeito pela liberdade pessoal de cada um, em diálogo com as culturas e as religiões dos povos a quem são enviados. Assim a missio ad gentes, sempre necessária na Igreja, contribui de maneira fundamental para o processo permanente de conversão de todos os cristãos. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa, a necessidade de salvação do pecado e a libertação do mal pessoal e social exigem a missão até aos últimos confins da terra.

A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário com a celebração do Sínodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia leva-me a assinalar como a missão, que nos foi confiada por Jesus com o dom do seu Espírito, ainda seja atual e necessária também para aquelas terras e seus habitantes. Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da Igreja, a fim de que nenhuma cultura permaneça fechada em si mesma e nenhum povo fique isolado, mas se abra à comunhão universal da fé. Que ninguém fique fechado em si mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade do homem e da mulher, rumo a uma conversão cada vez mais plena à Verdade do Senhor Ressuscitado, que dá a verdadeira vida a todos.

A este respeito, recordo as palavras do Papa Bento XVI no início do nosso encontro de Bispos Latino-Americanos na Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que desejo transcrever aqui e subscrevê-las: «O que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do Batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. (...) O Verbo de Deus, fazendo-Se carne em Jesus Cristo, fez-Se também história e cultura. A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas uma regressão. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado» [Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Insegnamenti III/1 (2007), 855-856].

A Maria, nossa Mãe, confiamos a missão da Igreja. Unida ao seu Filho, desde a encarnação, a Virgem colocou-se em movimento, deixando-se envolver-se totalmente pela missão de Jesus; missão que, ao pé da cruz, havia de se tornar também a sua missão: colaborar como Mãe da Igreja para gerar, no Espírito e na fé, novos filhos e filhas de Deus.

Gostaria de concluir com uma breve palavra sobre as Pontifícias Obras Missionárias, que a Carta apostólica Maximum illud já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia o Papa no seu compromisso missionário, prestam o seu serviço à universalidade eclesial mediante a oração, alma da missão, e a caridade dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta deles ajuda o Papa na evangelização das Igrejas particulares (Obra da Propagação da Fé), na formação do clero local (Obra de São Pedro Apóstolo), na educação duma consciência missionária das crianças de todo o mundo (Obra da Santa Infância) e na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Ao renovar o meu apoio a estas Obras, espero que o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 contribua para a renovação do seu serviço missionário ao meu ministério.

Aos missionários e às missionárias e a todos aqueles que de algum modo participam, em virtude do seu Batismo, na missão da Igreja, de coração envio a minha bênção.

Vaticano, 9 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2019.

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Peçamos a Deus Pai que nos enviou o seu Filho como Missionário na terra,

para que fortaleça o nosso coração, para que possamos ser seus discípulos missionários.

Oremos: Aceitai, Senhor, a nossa oração.

 

1 - Rezemos pelo Santo Padre, o Papa Francisco, que o Espírito Santo o ilumine

e em Jesus encontre a força necessária para reconstruir a Igreja de Cristo. Oremos

 

2 - Por todas as famílias, para que iluminadas pela luz de Jesus, sejam testemunho de fé

e de esperança para o mundo constantemente ameaçado pela má gestão do homem. Oremos.

 

3 - Pelos refugiados que vivem errantes e desenraizados da sua cultura e costumes,

para que encontrem o espaço de acolhimento e de paz,

onde possam desenvolver a possibilidade de fazer um mundo mais humano. Oremos.

 

4 - Pelos jovens que andam em busca do seu destino e vocação,

para que encontrem na oração e no encontro pessoal com Cristo,

o caminho certo para a realização dos seus sonhos e projetos, segundo a vontade de Deus. Oremos.

 

5 - Por todas as famílias que sofrem de violência a todos os níveis,

para encontrem em Cristo Senhor da Paz, um refúgio seguro. Oremos.

 

6 - Pelos missionários e missionárias que responderam ao apelo da missão,

para que possam testemunhar em todos os ambientes e situações a alegria do Evangelho. Oremos.

 

7 - Por todo os que lutam pela preservação do planeta,

e para que cada um de nós se sinta guardião

e cuidador desta grande tenda que é a Terra onde habitamos. Oremos.

 

Tornai-nos activos, Senhor, no campo da missão

e, para que todos os homens Vos conheçam,

fazei-nos orar em espírito e verdade,

permanecer firmes no que aprendemos e aceitámos

e dar testemunho da nossa fé em Jesus Cristo.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor...

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Senhor Jesus Cristo faz com que a tua presença em nossa vida nos encha de alegria e entusiasmo para dar seguimento ao teu pedido: “Ide por todo o mundo e anunciai a boa-nova”. Faz-nos compreender a vida como um dom maravilhoso a ser partilhado.

Queremos que o compromisso do nosso batismo se torne fecundo, pela nossa maturidade cristã, pela nossa responsabilidade no serviço da Igreja e dos irmãos. Faz-nos compreender que a nossa vida é uma missão importante.

Que nunca nos cansemos de crer, esperar e amar. Que nossos pés se tornem ágeis para ir ao encontro de todos. Que nossas mãos se estendam para orar, curar e partilhar em serviço simples, discreto e humilde.

Nossa Senhora vele por nós com aquele formoso Coração de Mãe Missionária e Evangelizadora.

 

Cântico da Comunhão: Senhor eu creio que sois Cristo, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 32, 18-19

Antífona da comunhão: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

Ou:    Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor, Louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a Palavra de Deus se concretize na nossa missão. Que estejamos sempre em saída, que levantemos as mãos para orar, para ajudar, para amar.

Que confiemos que o Todo-poderoso está connosco, está ao nosso lado, nos guarda, nos defende, não dorme nem adormece.

Que permaneçamos fiéis e firmes, ancorados na Palavra de Deus e na oração. Que vivamos os verbos ensinar, persuadir, corrigir, proclamar, exortar, amar e servir.

Que não nos assustemos da nossa pobreza, fragilidade. Antes nos sirvam para sermos persistentes, constantes, assíduos e confiantes na força da oração e no amor incondicional de Deus.

Que escutemos Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

29ª SEMANA

 

2ª Feira, 21-X: O segredo da felicidade.

Rom 4, 20-25 / Lc 12, 13-21

Depois direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para largos anos. Descansa, come, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou ter encontrado a felicidade na acumulação de bens materiais. No entanto, a felicidade verdadeira não reside nem na riqueza ou bem estar, nem na glória humana em qualquer obra humana por muito útil que seja, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor. O importante é: tornar-se rico aos olhos de Deus (EV).

Abraão foi feliz porque se convenceu plenamente de que Deus era capaz de fazer o que tinha prometido (LT): O juramento que fizera a Abraão, todos os dias da nossa vida (SR). Contamos com a ajuda de Nª Senhora, a Porta do Céu.

 

3ª Feira, 22-X: O pecado e a vigilância.

Rom 5, 12-15. 17-19 / Lc 12, 35-38

Felizes estes servos que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes.

A vigilância do coração é lembrada com insistência (EV), em comunhão com a de Jesus. O Espírito Santo procura despertar-nos para esta vigilância.

A vigilância é importante para podermos evitar qualquer tipo de pecado:  Assim, como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação, assim também pela obra justificadora de um só, virá para todos a justificação que dá a vida (LT). Quem comete um pecado arrasta os outros para o mal e, quem lutar, ajudará a melhorar. De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade (SR). A oração 'Lembrai-vos' ajuda o que mais precisa.

 

4ª Feira, 23-X: Preparação para o bom combate.

Rom 6, 12-18 / Lc 12, 39-48

Não reine o pecado no vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus desejos.

Em todos os tempos se trava um grande combate entre a carne e o Espírito. S. Paulo recorda-nos: Que o pecado deixe de reinar no vosso corpo mortal (LT). Contamos com a ajuda do Senhor: A nossa protecção está no nome do Senhor (SR).

Para este combate não podemos fazer como o servo brigão, destemperado na bebida e na comida, descuidado (EV). Por causa dos nossos descuidos, a nossa casa (a nossa vida) é arrombada. Devemos sim imitar o servo fiel, que faz aquilo que deve, cumprindo os seus deveres (EV). Contamos com a ajuda de Nª Senhora, refúgio dos pecadores.

 

5ª Feira, 24-X: Da escravidão do pecado para a liberdade.

Rom 6, 19-23 / Lc 12, 49-53

Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado.

O fogo é a energia transformadora das acções do Espírito Santo, do qual Jesus disse: Eu vim lançar fogo à terra e só quero que ele se tenha ateado (EV).

O Espírito Santo é quem nos dará a energia sobrenatural para darmos o salto de escravos do pecado para escravos de Deus (LT). No dia de Pentecostes, Ele deu a energia aos Apóstolos para transmitirem a Boa Nova. Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor, que é como a árvore plantada à beira das águas (SR). Invoquemos a Escrava do Senhor, para podermos viver com a liberdade própria dos filhos de Deus.

 

6ª Feira, 25-X: A actividade do Espírito Santo.

Rom 7, 18-25 / Lc 12, 54-59

Que homem infeliz que eu sou. Quem me libertará deste corpo de morte?

S. Paulo descreve uma realidade, que corresponde ao que nos acontece: Na verdade, o bem que eu quero, não o faço, mas o mal que não quero, é que pratico (LT).  O Espírito Santo, que faz nascer o homem interior (LT), ajuda-nos a santificar todo o nosso ser.

Para discernir melhor a vontade de Deus, o homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (EV), graças à prudência e à ajuda do Espírito Santo e dos seus dons: Ensinai-me o bem, o discernimento e a ciência. Jamais os esquecerei, porque neles me tendes dado a vida (SR). Peçamos ajuda a Nª Senhora do Bom Conselho.

 

Sábado, 26-X: Caminhos para obter mais frutos na nossa vida.

Rom 8, 1-11 / Lc 13, 1-9

Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar fruto a essa figueira mas não o encontrou.

A figueira é o símbolo de cada um de nós. E o Senhor procura constantemente bons frutos em nós: virtudes, boas acções, etc. Como poderemos produzir melhores frutos? O adubo fertilizante (EV) é o símbolo do Espírito Santo, Senhor que dá a vida. Quando somos dóceis, o Espírito Santo reside nos nossos corações, como num templo. Passamos a ser orientados por uma 'nova Lei': a lei do Espírito, que dá vida em Cristo Jesus (LT).

Em Nª Senhora, Deus encontra o fruto bendito do seu ventre, como repetimos constantemente em cada Avé-Maria.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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