28º Domingo Comum

13 de Outubro de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai a minha prece, M. Carneiro, NRMS 102

Salmo 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus está aqui connosco na Eucaristia. Quer que sejamos uma nova criatura, parecidos com Ele. Para isso ensina-nos com a Sua doutrina e enche-nos da Sua graça pelos sacramentos, em especial a Penitência e a Eucaristia.

 Reconheçamos a nossa pouca correspondência e peçamos perdão.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Naaman era general do rei da Síria e tinha vindo a Israel para ser curado da lepra. Quer agradecer ao profeta Eliseu esta graça que recebera.

 

2 Reis 5, 14-17

 

Naqueles dias, 14o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra. 15Naamã foi ter novamente com o homem de Deus, acompanhado de toda a sua comitiva. Ao chegar diante dele, exclamou: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo». 16Eliseu respondeu-lhe: «Pela vida do Senhor que eu sirvo, nada aceitarei». E apesar das insistências, ele recusou. 17Disse então Naamã: «Se não aceitas, permite ao menos que se dê a este teu servo uma porção de terra para um altar, tanto quanto possa carregar uma parelha de mulas, porque o teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel».

 

O episódio cheio de beleza e vivacidade é tirado do chamado ciclo de Eiseu (2 Re 2, 13 – 13, 30), tem um paralelo semelhante nos Evangelhos, não tanto nas curas dos leprosos dos Evangelhos, como se lê no Evangelho de hoje, mas antes na cura do cego de Jo 9, que se banha na piscina de Siloé.

17 Uma porção de terra, isto é, de terra santa, terra que pertence ao verdadeiro e único Deus, Yahwéh, o único capaz de fazer milagres. Esta terra levada como relíquia vai continuar no futuro costume da piedade cristã de os peregrinos da Terra Santa trazerem consigo um punhado de terra.

 

Salmo Responsorial    Sl 97 (98), 1-4 (R. cf. 2b)

 

Monição: Este salmo canta a salvação que Deus oferece a todos os povos e não apenas a Israel.

 

Refrão:     O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

 

Ou:           Diante dos povos

                manifestou Deus a salvação.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel.

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta leitura S.Paulo lembra que se morremos com Cristo também com Ele viveremos.

 

2 Timóteo 2, 8-13

 

Caríssimo: 8Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho, 9pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada. 10Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; 12se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; 13se O negarmos, também Ele nos negará; se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.

 

Este belo trecho da leitura é uma boa lição de optimismo, baseado na fé, para as horas de provação e de perseguição, bem como um magnífico hino de apelo à fidelidade a toda a prova (vv. 11-13).

8 «Segundo o meu Evangelho». Não parece que se trata do Evangelho de Lucas, discípulo de Paulo, mas do Evangelho que Paulo prega, a boa nova da salvação em Cristo, exposto com os acentos próprios do Apóstolo das Gentes. No Novo Testamento o termo Evangelho não se refere ao Evangelho escrito.

9 «Cadeias como um malfeitor». Segundo a opinião corrente, S. Paulo está no 2.º cativeiro romano, pelo ano 67, no fim da sua vida, em plena perseguição de Nero contra os cristãos, considerado pelo historiador pagão, Suetónio (Vida dos 12 imperadores, Nero, 16), como pertencentes a uma «superstição nova e maléfica».

 

Aclamação ao Evangelho        cf.1 Tes 5, 18

 

Monição:  Jesus ensina-nos que devemos ser agradecidos por tantas maravilhas que Deus nos deu e nos dá todos os dias.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Em todo o tempo e lugar dai graças a Deus,

porque esta é a sua vontade a vosso respeito em Cristo Jesus.

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 11-19

 

Naquele tempo, 11indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. 13Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». 14Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. 15Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. 17Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?» 19E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

 

Os Sinópticos referem a cura de leprosos, mas só Lucas relata o episódio da cura dos dez leprosos, que condiz bem com a sua visão universalista da salvação, ao registar que o curado agradecido era um samaritano.

12 «Conservando-se a distância». A própria Lei prescrevia, a fim de evitar o contágio, o isolamento do doente (cf. Lv 13, 45-46) e também um certificado de cura passado pelos sacerdotes (cf. Lv 14, 2 ss), a fim de poder vir a ser reintegrado no convívio social.

17 «Onde estão os outros nove?» O relato deixa ver que Jesus não os curou logo e manda-os ir pedir o certificado da cura ainda antes de curados. Assim é posto em evidência o seu exemplo de fé, mas a verdade é que só um – e o mais desprezível, pois era samaritano – é quem deu exemplo de gratidão. Lucas, ao pôr em relevo a gratidão dum estrangeiro, também deixa ver a finíssima sensibilidade do Coração de Cristo, que fica contente com o agradecimento deste, e dorido com a ingratidão dos outros nove, que não estiveram para ter a maçada de voltar atrás para agradecer a cura.

 

Sugestões para a homilia

 

1) Jesus, tem compaixão de nós

2) Ide mostrar-vos aos sacerdotes

3) Onde estão os outros nove?

 

1) Jesus, tem compaixão de nós

A lepra era uma doença terrível que não tinha cura e ia deformando o corpo, tornando-o numa chaga viva. Obrigava quem a tinha a viver separado de toda a gente para não contaminar os outros. Só há pouco tempo se encontrou o remédio para ela.

Ela é com que um símbolo do pecado, que desfeia a alma e lhe dá a morte. Se pudéssemos ver uma alma em pecado mortal ficaríamos horrorizados. O Senhor deu-nos pelo baptismo a vida da graça, que nos torna semelhantes a Deus, participantes da Sua natureza divina como nos ensina S.Pedro (2 Petr1,4).Não devemos esquecer este tesouro que trazemos escondido. Um dia poderemos contemplá-lo quando virmos a Deus como Ele é.

Se temos a desgraça de cometer um pecado mortal devemos quanto antes ir ter com Jesus e dizer-lhe como os leprosos: Jesus, tem compaixão de nós. Ou como outro leproso do Evangelho, que se aproximou de Jesus dizendo: Senhor, se quiseres podes curar-me (Mt 8,2).

Jesus tem todo o poder e quer limpar-nos da lepra do pecado. Vai à procura da ovelha perdida para a reconduzir ao rebanho. É como o pai que acolhe o filho pródigo e manda trazer uma túnica nova para o vestir e fazer uma festa com a alegria do filho que voltou.

Temos de avivar a nossa fé no sacramento da penitência e acudir a ele muitas vezes. É a maneira de agradecer ao Senhor esta dádiva que entregou à Sua Igreja em domingo de Páscoa.

 

2 ) Ide mostrar-vos aos sacerdotes

Jesus diz aos leprosos: ide mostrar-vos aos sacerdotes- Era a eles que estava confiado o poder de comprovar a existência da lepra e a verificação da sua cura. É uma lei cheia de simbolismo.

Mais tarde Jesus iria confiar aos sacerdotes da Nova Aliança o encargo de sarar a lepra da alma. No domingo de Páscoa, ao aparecer aos Apóstolos no Cenáculo, o Senhor diz-lhes:  Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. Àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos (Jo 20,23).

Jesus não exclui nenhum pecado. Mesmo que alguém tivesse cometido os maiores crimes do mundo o Senhor quer perdoar se a pessoa está arrependida e se acusa com sinceridade.

Por outro lado Jesus ensina que só através dos sacerdotes se pode receber o perdão de Deus. Jesus faz deles juízes para avaliar das disposições do penitente. É muito bom poder abrir o coração para mostrar as chagas e poder receber o tratamento. E sairemos da confissão libertos dum peso e cheios da alegria de quem começa uma vida nova.

O Senhor perdoa através de homens como nós sujeitos às mesmas tentações. Conta-se de um penitente que foi confessar-se de muitos pecados graves que tinha cometido. Ia olhando para a cara que fazia o sacerdote. No final acrescentou: senhor padre, tenho ainda outro pecado que cometi agora. Ao ver que sorria pensei que também havia cometido esses pecados.

-Sorria ao ver a coragem com que os acusava –respondeu o sacerdote. Pela graça de Deus não os cometi. Mas sinto que podia ter também caído neles se Deus não me tivesse ajudado.

Animemos os nossos amigos a irem à confissão e a aproveitar a alegria e paz que nos dá este sacramento. Na história de Naaman, referido na primeira leitura, a Bíblia conta que ele reagiu mal ao que o profeta Eliseu lhe mandou fazer para se curar: lavar-se sete vezes no rio Jordão. E foram os criados que o chamaram à razão: se vos tivesse mandado fazer uma coisa muito difícil ainda vá que a não fizésseis. Mas é tão fácil o que vos mandou para vos curar. Naaman acabou por atender à sugestão dos criados e alcançou o milagre da cura. O mesmo temos de dizer aos nossos amigos.

 

3) Onde estão os outros nove?

Jesus louva o leproso que regressa para agradecer e estranha que os outros nove não tenham feito o mesmo. A gratidão é uma virtude muito agradável a Deus. Devemos permanecer continuamente em ação de graças -lembra o Apóstolo S.Paulo (1 Tess 2,13)

O general Naaman queria agradecer a Eliseu a cura milagrosa. Em vez duma oferta material que o profeta não quis aceitar, ele promete começar uma vida nova, prestando culto ao Deus de Israel, reconhecendo-O como único Deus verdadeiro.

A melhor forma de agradecer o perdão de Deus no confessionário é viver o propósito de emenda e lutando a sério por ser santos.

Saibamos reconhecer e agradecer tantas maravilhas que Deus nos concede. Louvemo-Lo pelos prodígios dos sacramentos e de modo particular pelos dois que podemos receber mais vezes: a Penitência e a Eucaristia.

Ambos estão interligados. Para receber bem a Eucaristia é preciso lavar a nossa alma. A melhor maneira de nos dispormos para receber o Senhor é a confissão frequente. Quando vamos para um banquete procuramos ir com roupa nova e bem asseados. Assim também para participar no banquete que Jesus prepara para nós, em que nos dá o Pão da vida eterna, o Seu Corpo e o Seu Sangue.

S.Paulo prevenia os cristãos na Carta aos Coríntios:

Todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada um a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice, porque aquele que o come e bebe não distinguindo o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação (1 Cor 11,27-28).

    Ajudemos os nossos amigos a receber bem a Jesus. E peçamos a Nossa Senhora que nos ensine a comungar e a tratar bem a Jesus vivo na hóstia consagrada. Peçamos nos ensine e a agradecer bem a comunhão, fazendo companhia a Jesus e falando com Ele depois de comungar.

 

Fala o Santo Padre

 

«É fácil ir ter com o Senhor para Lhe pedir qualquer coisa, mas voltar para Lhe agradecer...»

 

O Evangelho deste domingo convida-nos a reconhecer, com maravilha e gratidão, os dons de Deus. Ao longo da estrada que O leva à morte e à ressurreição, Jesus encontra dez leprosos, que vêm ao seu encontro, param à distância e gritam o seu infortúnio àquele homem em quem a fé deles intuiu um possível salvador: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!» (Lc 17, 13). Estão doentes, e procuram alguém que os cure. Em resposta, Jesus disse-lhes que fossem apresentar-se aos sacerdotes, que, segundo a Lei, estavam encarregados de constatar uma eventual cura. Desta forma, não Se limita a fazer uma promessa, mas põe à prova a sua fé. Pois, naquele momento, os dez ainda não estão curados; recuperam a saúde enquanto vão a caminho, depois de ter obedecido à palavra de Jesus. Então todos, cheios de alegria, se apresentam aos sacerdotes e seguem depois pela sua estrada, mas esquecendo o Doador, ou seja, o Pai que os curou por meio de Jesus, seu Filho feito homem.

Apenas uma exceção: um samaritano, um estrangeiro que vive marginalizado do povo eleito, quase um pagão. Este homem não se contenta com ter obtido a cura através da sua própria fé, mas faz com que uma tal cura atinja a sua plenitude voltando atrás para expressar a sua gratidão pelo dom recebido, reconhecendo em Jesus o verdadeiro Sacerdote que, depois de o ter erguido e salvado, pode fazê-lo caminhar acolhendo-o entre os seus discípulos.

Como é importante saber agradecer, saber louvar por tudo aquilo que o Senhor faz por nós! Assim podemos perguntar-nos: somos capazes de dizer obrigado? Quantas vezes dizemos obrigado em família, na comunidade, na Igreja? Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, a quem está ao nosso lado, a quem nos acompanha na vida? Muitas vezes consideramos tudo como se nos fosse devido! E isto acontece também com Deus. É fácil ir ter com o Senhor para Lhe pedir qualquer coisa, mas voltar para Lhe agradecer... Por isso Jesus sublinha fortemente a falta dos nove leprosos ingratos: «Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» (Lc 17, 17-18).[…]

Para saber agradecer, é preciso também a humildade. Na primeira Leitura, ouvimos o caso singular de Naaman, comandante do exército do rei da Síria (cf. 2 Re 5, 14-17). Está leproso; para se curar, aceita a sugestão duma pobre escrava e confia-se aos cuidados do profeta Eliseu, que para ele é um inimigo. Naaman, porém, está disposto a humilhar-se. E, dele, Eliseu não pretende nada; manda-o apenas mergulhar na água do rio Jordão. Esta exigência deixa Naaman perplexo, até mesmo contrariado: poderá porventura ser verdadeiramente um Deus, Aquele que pede coisas tão banais? E estava para voltar a casa, mas depois aceita mergulhar no Jordão e, imediatamente, fica curado.[…]

É significativo que Naaman e o samaritano sejam dois estrangeiros. Quantos estrangeiros, incluindo pessoas doutras religiões, nos dão exemplo de valores que nós, às vezes, esquecemos ou negligenciamos! É verdade; quem vive a nosso lado, talvez desprezado e marginalizado porque estrangeiro, pode-nos ensinar como trilhar o caminho que o Senhor quer. Também a Mãe de Deus, juntamente com o esposo José, experimentou a separação da sua terra. Por muito tempo, também Ela foi estrangeira no Egito, vivendo longe de parentes e amigos. Mas a sua fé soube vencer as dificuldades. Conservemos intimamente esta fé simples da Santíssima Mãe de Deus; peçamos-Lhe a graça de saber voltar sempre a Jesus e dizer-Lhe o nosso obrigado pelos inúmeros benefícios da sua misericórdia.

Papa Francisco, Homilia, Praça São Pedro, 9 de outubro de 2016

 

Oração Universal

 

Na Eucaristia Deus quer encher-nos da Sua graça e da Sua fortaleza por meio de Seu Filho.

Unidos a Ele , peçamos cheios de confiança:

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

1-Pela Santa Igreja de Deus, para que difunda a verdadeira sabedoria

e o amor que vem de Cristo e todos se deixem atrair pela Sua luz, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

2-Pelo Santo Padre, para que a sua palavra seja escutada

por todos os cristãos e por todos os homens, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que proclamem com clareza a doutrina de Cristo,

animando a todos a amar a Jesus presente na Eucaristia, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

4-Pelos cristãos do mundo inteiro, para que apreciem

e recebam com frequência o Sacramento do Perdão, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

5-Por todos nós, para que manifestemos com entusiasmo a nossa fé

e a nossa devoção à Eucaristia, na Santa Missa, na comunhão,

e na visita a Jesus no sacrário, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

6-Por todos os que se encontram no Purgatório, purificando-se dos pecados,

para que o Senhor lhes abra as portas do Céu, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

 

Senhor, que nos chamastes à santidade em Cristo, Vosso Filho, e através da Eucaristia e da Penitência nos encheis da Sua graça, ajudai-nos a amá-Lo sempre mais.

Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Feliz o povo que sabe aclamar-vos, A. Cartageno, NRMS 87

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos à Virgem nos ensine a tratar bem a Jesus que agora vamos receber em nós.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 33, 11

Antífona da comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:    cf. 1 Jo 3,2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Guiados pela Luz e pela Graça de Jesus, vamos daqui com o desejo de renovar o mundo à nossa volta. 

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

2ª Feira, 14-X: A plenitude da filiação divina.

Rom 1, 1-7 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa: pretende um sinal e nenhum sinal lhes será dado, senão o de Jonas.

Jonas conseguiu a conversão dos habitantes de Nínive; Salomão era ouvido pela sua sabedoria (EV). Para nós, o sinal será sempre Jesus Cristo, ajuda para as nossas conversões: nEle encontraremos a sabedoria para todos os nossos problemas.

É a sua Ressurreição que lhe confere a plenitude da filiação divina: declarado filho de Deus em todo o seu poder, devido à sua Ressurreição de entre os mortos (LT). Também nós alcançaremos a plenitude da filiação divina: Cantai ao Senhor um cântico novo (SR). Agradeçamos a Nª Senhora que, com o seu fiat, nos abriu as portas da filiação divina.

 

3ª Feira, 15-X: O Evangelho, fonte de salvação.

Rom 1, 16-25 / Lc 11, 37-41

Eu não me envergonho do Evangelho, que ele é a força de Deus para a salvação de todo o crente.

O Evangelho é a fonte de toda a nossa salvação (LT). Mas, infelizmente, podemos esquecer-nos de Deus, podemos não dar-lhe toda a glória, trocamos a verdade de Deus pelos nossos interesses (LT). As suas palavras não são palavras cujo sentido se não perceba (SR).

A Boa Nova, pregada por Cristo também nos pode ajudar a cuidarmos muito o nosso interior (EV), para evitar que a nossa vida seja apenas uma 'fachada', para que os nossos sentimentos sejam os de Jesus.

 

4ª Feira, 16-X: A conversão do coração.

Rom 2, 1-11 / Lc 11, 42-46

Pelo teu coração, duro e impenitente, estás a acumular sobre ti a indignação do coração.

O coração pode endurecer na medida em que julga os outros sem piedade, esquecendo-se dos seus próprios defeitos (LT). E também por perder-se no cumprimento de detalhes insignificantes, esquecendo que o mais importante é o amor de Deus (EV).

Nos nossos tempos, esta atitude da mente e do coração corresponde talvez à perda do sentido do pecado (S. João Paulo II). Jesus convida-nos à conversão e ao arrependimento, que é indispensável para atacar a dureza do coração (3º mistério luminoso do santo Rosário), além da entrada no Reino de Deus, isto é, na vida Jesus.

 

5ª Feira, 17-X: Expiação pelos nossos pecados e pelos alheios.

Rom 3, 21-29 / Lc 11, 47-54

Deus apresentou-se como aquele que expia os pecados pelo seu sangue derramado na Cruz.

Todos pecámos e ficámos privados da glória de Deus. Mas Jesus expiou pelos pecados de todos, pelo seu Sangue derramado na Cruz (LT). Mas em vós está o perdão (SR). Correspondamos à sua misericórdia, expiando pelos nossos pecados e pelos alheios.

Deus vai pedir contas a esta geração do sangue de todos os profetas, desde a criação do mundo (EV), e também pelo seu Sangue. Vivamos melhor a santa Missa, na qual se reparam os pecados do mundo. Desagravemos os Corações de Jesus e de Maria, pelas muitas ofensas que se cometem diariamente, como nos pede Nª Senhora.

 

6ª Feira, 18-X: S. Lucas: O seu contributo.

2 Tim 4, 9-17 / Lc 10, 1-9

Escolhestes S. Lucas para revelar, com a sua palavra e com os seus escritos, o mistério do vosso amor pelos pobres.

S. Lucas transmitiu-nos, com a sua palavra e os seus escritos (Oração), os ensinamentos de Jesus (EV), e a vida da primitiva cristandade (Actos dos Apóstolos), e acompanhou S. Paulo nas suas viagens apostólicas, até à prisão deste em Roma (LT). Os vossos santos, Senhor, proclamem a glória do vosso reino (SR).

A ele devemos um melhor conhecimento da vida de Jesus, como a sua de vida infância, algumas parábolas (Filho pródigo...). E mais pormenores da vida de Nª Senhora, relatados nos mistérios Gozosos e Luminosos do Rosário, e na Via Sacra.

 

Sábado, 19-X: Deus bem sabe o que nos convém a cada um de nós.

Rom 4, 13. 16-18 / Lc 12, 8-12

Contra toda a esperança humana, Abraão teve esperança e acreditou. Por isso, tornou-se pai de muitas nações.

Abraão não vacilou, apesar de ser muito idoso e sua mulher estéril, porque se apoiou firmemente no poder e na misericórdia divinas (LT). O Senhor recorda a sua Aliança para sempre (SR).

O Senhor permite, às vezes, que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento. Se assim acontece, é porque há uma razão mais elevada que não compreendemos. O Espírito Santo ensinará na hora própria o que haveis de dizer (EV). Deus sabe melhor o que nos convém. Como Nª Senhora digamos: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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