aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

 

PORTUGAL

Comissão Paritária prevista na Concordata tem novos presidentes

 

D. José Alves, arcebispo emérito de Évora, foi nomeado presidente da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária prevista na Concordata, confirmou à a Nunciatura Apostólica em Portugal.

De acordo com a Nunciatura Apostólica em Portugal, a indicação do novo presidente da delegação da Santa Sé aconteceu por ocasião do aniversário da assinatura da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, que ocorreu no dia 18 de maio de 2004.

A delegação da Santa Sé na Comissão Paritária é constituída, para além do presidente, D. José Alves, pelo padre Manuel Saturnino da Costa Gomes, prelado auditor do Tribunal da Rota Romana, e Paulo Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto

D. António Montes, bispo emérito de Bragança-Miranda, foi o presidente da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária desde 2011, deixando agora de exercer estas funções “a seu pedido”, referiu a Nunciatura.

A Comissão Paritária iniciou funções em 2006, dois anos após a assinatura da Concordata, tendo sido o primeiro presidente da delegação da Santa Sé D. João Alves, antigo bispo de Coimbra e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

A embaixadora Maria José Teixeira de Morais Pires preside à delegação portuguesa na Comissão Paritária, indica o comunicado do Conselho de Ministros de 27 de junho de 2019.

 

PORTUGAL

Papa aceita renúncia ao cargo do núncio apostólico em Portugal por limite de idade

 

O Papa aceitou em 4 de julho a renúncia ao cargo do núncio apostólico (representante diplomático) da Santa Sé em Portugal, D. Rino Passigato, por ter atingido o limite de idade determinado pelo direito canónico, de 75 anos.

Num curto comunicado, na sala de imprensa da Santa Sé, refere-se que “o Papa aceitou a renúncia ao cargo do núncio apostólico em Portugal, apresentada por sua excelência o monsenhor D. Rino Passigato, arcebispo titular de Nova César”.

D. Rino Passigato, arcebispo natural de Bovolone, Itália, foi nomeado como representante diplomático do Papa em Portugal no dia 8 de novembro de 2008, em substituição do também italiano D. Alfio Rapisarda.

Ordenado padre em Verona, no dia 29 de Junho de 1968, foi nomeado arcebispo titular de Nova César em 1991 e pró-núncio apostólico no Burundi.

Antes de chegar a Portugal, passou pelas nunciaturas apostólicas da Bolívia (entre1996 e 1999) e do Peru (1999 – 2008).

Em junho, numa cerimónia em que foi condecorado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com a Cruz de São Jorge, D. Rino Passigato abordou com os jornalistas a sua passagem por Portugal.

O arcebispo italiano destacou a passagem pelo nosso país como a concretização de um desejo antigo e o culminar “de uma longa vida de serviço diplomático à Santa Sé, de 45 anos e meio”.

“Portugal foi para mim a realização de um sonho, de um desejo, e o coroar de uma vida dedicada a este serviço”, apontou D. Rino Passigato, que durante os últimos meses da sua missão em território português trabalhou na concretização de um relatório sobre o ponto da situação da Igreja Católica e do país.

 

LAMEGO

Jornada da família no Santuário de Santa Eufémia

 

A Diocese de Lamego promoveu em 23 de junho o Dia da Família Diocesana, no Santuário de Santa Eufémia, em Penedono.

É numa ampla área de 8 hectares de terreno, pertença da Fábrica da Igreja de Penedono que está edificado o santuário da Virgem Mártir Santa Eufémia e a área divide-se em vários espaços.

A capela cuja construção atual será do início século XIX, (1809 segundo a inscrição que está no brasão do frontal) nada apresenta da primitiva construção, tem uma planta em forma retangular, com 4 portas.

O encontro contou com a presença de “grande parte” das paróquias da diocese, quando decorre o Ano Pastoral sob o lema “Igreja Chamada e Enviada”.

Ao fim da manhã, D. António Couto, bispo de Lamego, presidiu à Eucaristia e, na homilia, lembrou “todos aqueles que, estando doentes, não se puderam deslocar até ali” e referiu a participação da jovem da diocese Catarina Duarte no XI Fórum Internacional da Juventude, que decorreu em Roma.

 “D. António lançou, assim, o desafio a toda a Igreja de Lamego para que vá ao encontro de todos, mas personalizadamente, tal como qualquer cristão africano o faz”, acrescenta o jornal.

Após a Missa, o Dia da Família Diocesana contou com momentos de convívio, ao almoço, a atuação da Filarmónica de Penedono e terminou com a oração de envio presidida por D. António, onde “foram distribuídas pagelas com uma oração a Santa Eufémia, rezada por todos, em uníssono”.

 

PORTALEGRE-CASTELO BRANCO

Diocese peregrinou à Cova da Iria

 

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco peregrinou em 25 de maio ao Santuário de Fátima, onde o seu bispo, D. Antonino Dias, deixou apelos à ação em favor dos “mais frágeis e excluídos”.

“Comprometer-nos com a transformação da humanidade é estarmos atentos aos mais frágeis e excluídos, lutarmos pela verdade, pela justiça e pela paz, sermos mais solidários, pacíficos e pacificadores, imparciais e sinceros”, referiu o bispo de Portalegre-Castelo Branco, na homilia da Missa a que presidiu no Recinto de Oração.

A Cova da Iria recebeu cerca de 30 grupos, oriundos de oito países, incluindo os participantes na Peregrinação Nacional dos Pescadores.

 

SANTARÉM

Bispo alerta para necessidade de entendimento na questão dos refugidos

 

O bispo de Santarém assinalou em 20 de junho o Dia Mundial dos Refugiados, uma iniciativa da ONU, alertando para a necessidade de um entendimento que permita dar a estas pessoas garantias “de dignidade, de esperança, de garantia de direitos humanos”.

“Somos convidados a colocarmo-nos do lado de Cristo a olhar a multidão e a considerar que é possível o milagre da alimentação para todos”, referiu D. José Traquina, na homilia da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como Corpo de Deus.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana recordou as quase 70 milhões de pessoas refugidas, “obrigadas a abandonar as suas casas por causa da guerra, conflitos ou violência”.

“Em cinco meses deste ano terão morrido no Mar Mediterrâneo 600 pessoas a tentar chegar à Europa”, lamentou o responsável católico, antes de aludir à falta de consenso nos países da Europa quanto a opções políticas e humanitárias no apoio a imigrantes e refugiados

“Nalguns países é considerado crime auxiliar um refugiado. A Cáritas manifestou preocupação pelas formas de ‘repressão a migrações irregulares’, a chamada ‘criminalização da solidariedade’ que se tem difundido pela Europa”, advertiu D. José Traquina.

A homilia sublinhou que Jesus Cristo se interessou “pela multidão de pessoas”, não só “famintas de pão, mas carenciadas”.

“É verdade que a população do mundo aumentou, é verdade que muitas pessoas passam fome, mas também é verdade que são produzidos muitos alimentos que, por excesso, não chegam a ser consumidos”, observou.

 

VILA REAL

Apresentação de D. António Augusto Azevedo à diocese

 

O novo bispo da Diocese de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, tomou posse da Diocese, no dia 30 de junho, às 16h00, naquela diocese do norte de Portugal.

No final da eucaristia, D. António Azevedo ficou na Sé a receber os cumprimentos das autoridades e convidados.

O Papa Francisco nomeou D. António Augusto Azevedo bispo da Diocese de Vila Real, a 11 de maio.

Na saudação dirigida aos novos diocesanos, D. António Augusto Azevedo considera “uma grande honra” e “motivo de alegria” ser bispo das gentes de Trás-os-Montes e Alto Douro por quem tem “admiração pelo caráter e a cultura”.

Natural de Avioso, (concelho da Maia – Porto), D. António Augusto Azevedo tem 56 anos, foi ordenado padre a 13 de julho de 1986 e, após o curso de Teologia, estudou Filosofia na Universidade Pontifícia Gregoriana, de Roma.

Antes de ser nomeado bispo auxiliar do Porto, no dia 9 de janeiro de 2016, o sacerdote lecionou na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Centro de Cultura Católica e no Curso de Pastoral do Seminário Maior, sempre no Porto, tendo colaborado ainda com a Escola de Direito e da Faculdade de Educação e Psicologia da UCP.

O bispo auxiliar do Porto sucede a D. Amândio Tomás, bispo de Vila Real desde maio de 2011, onde foi também, durante três anos, coadjutor.

 

LEIRIA-FÁTIMA

Diocese prepara iniciativas com jovens

 

O bispo de Leiria-Fátima reuniu-se, em meados de junho, com o seu Conselho Presbiteral e com os responsáveis das nove vigararias da diocese, num encontro marcado pela atenção à pastoral juvenil no ano pastoral 2019/2020.

“A oferta da Igreja tem de ser grande e alargada, sem se fixar no mesmo esquema para todos”, disse D. António Marto, numa intervenção divulgado pelo serviço diocesano de informação.

O cardeal português explicou que se deve propor “um leque alargado de alternativas, mais à base de experiências de vida do que da doutrina”, uma vez que é nelas que eles se envolvem e se formam.”

O responsável da pastoral juvenil diocesana, que participou na reunião, anunciou para o novo ano pastoral o fórum ‘Jovens, oportunidades e desafios’ para animadores deste setor, no dia 5 de outubro.

A Diocese de Leiria-Fátima está a viver o primeiro ano de um biénio pastoral dedicado ao tema ‘Jovens, Fé e Vocação’ e uma das iniciativas são encontros do bispo diocesano com os jovens que vão continuar e já foram agendadas novas datas, entre janeiro e março de 2020.

O diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil adiantou também que vão promover uma festa da juventude nos dias 25 e 26 de julho do próximo ano pastoral.

Foram “apreciadas positivamente” o itinerário de catequese com adolescentes com vista à Jornada Mundial da Juventude 2022, que vai ter lugar em Lisboa, entre outras publicações como um livrinho de orações ou outros apoios a oferecer às famílias na visita pascal, em cada ano.

D. António Marto e os responsáveis (vigários) das nove vigararias da diocese de Leiria-Fátima fizeram uma avaliação positiva do atual ano pastoral, mas “deseja-se mais e melhor envolvimento e acompanhamento dos jovens”.

No encontro, que decorreu esta terça-feira, os participantes assinalaram ainda a importância de valorizar os movimentos juvenis que existem e as iniciativas como o voluntariado, peregrinações, retiros, grupos paroquiais, sendo também decisivo para o trabalho com os jovens “a identificação de animadores com talento e o cuidado na sua formação”.

Na semana anterior, o bispo de Leiria-Fátima reuniu-se com o Conselho Presbiteral e da agenda constaram os programas da pastoral juvenil para o próximo ano, bem como as “experiências e dificuldades” dos conselhos económicos e pastorais das paróquias e a “problemática das festas religiosas”.

Sobre o universo da juventude destaca-se que vão dar “continuidade” às iniciativas de comunicação e à “disponibilização de materiais de apoio” aos grupos e animadores na plataforma ‘Vitamina K’.

 

AVEIRO

Participação nas Missas dominicais na diocese caiu 44 por cento desde 2001

 

Um inquérito da Diocese de Aveiro, realizado pelo padre Licínio Cardoso, coordenador da Pastoral na Diocese de Aveiro, revela que nos últimos 18 anos quase 30 mil pessoas deixaram de ir à Missa dominical no território.

 “A primeira constatação que fazemos é que em 2001 tínhamos cerca de 66 mil pessoas que habitualmente iam à Eucaristia dominical, e agora notamos que há um abaixamento para as 37 mil pessoas, cerca de 44 por cento”, indica o sacerdote.

Para aquele responsável, parte destes números está relacionada “com a demografia, com a taxa de natalidade”, pois é visível a existência de “assembleias cada vez mais envelhecidas”.

No entanto, o padre frisa que a quebra populacional não explica tudo e considera fundamental um trabalho de recuperação a vários níveis, a começar pela formação cristã.

Por um lado, “há um universo de gente que se declara cristã, que se considera católica, mas para quem o Domingo e a Eucaristia já não têm aquele valor que devem ter, como Dia do Senhor, como dia da comunidade que se reúne”.

“Vemos também que os miúdos passam pela Catequese, mas Jesus passou ao lado. Então a nossa grande aposta vai passar pela família, queremos implementar a catequese familiar ou catequese com famílias”, aponta ainda o coordenador da Pastoral da Diocese de Aveiro, que destaca também o contexto dos jovens, cada vez mais fora da prática cristã.

“Paróquias onde o esquema do crisma é a meta, é evidente que nesses meios a baixa da prática cristã é maior. Temos de conseguir fomentar um maior envolvimento dos jovens”, acrescenta.

 “É de facto uma luta, a questão do tempo. Se calhar temos de pensar em alternativas para valorizar a Eucaristia, independentemente de ser ou não ao Domingo”, admite o mesmo responsável.

 “Nota-se que há uma dupla questão sobre a linguagem: a nossa linguagem sacramental não impacta hoje nas pessoas, porque as pessoas desconhecem essa linguagem. Depois temos uma linguagem sacramental muito associada ao moralismo, de quem pode e quem não pode, de quem é regular ou de quem é irregular”, analisa o padre Licínio Cardoso.

Este responsável defende a importância de “reinventar” a linguagem pastoral, mas sem com isso pôr em causa o que é essencial, o sentido da fé, dos sacramentos e da liturgia.

“As pessoas muitas vezes quando falam disso querem a simplificação não da linguagem mas dos conteúdos. Nós, como alguém já disse, não podemos descafeinar a exigência do Evangelho, não podemos torná-la light. Temos é que a apresentar um pouco mais como o Papa, que vai reinventando o discurso, mas o substrato é sempre o mesmo. E esta nossa capacidade de reinventar está um pouco mais complicada”, concede o sacerdote.

Ao longo dos próximos meses, os dados do inquérito vão ser cruzados ao nível das paróquias e arciprestados, uma vez que agora só estão reunidos “números absolutos por concelho”, sendo que os casos mais complicados dizem respeito às regiões de Ílhavo e de Aveiro, onde a participação na Missa dominical está pouco acima dos 9 por cento; por outro lado, Vagos é o concelho de Aveiro onde a adesão às celebrações é mais elevada, estando situada acima dos 20 por cento.

 “Há mais pastoral para além dos números, mas não pode haver pastoral sem estes números porque eles indicam-nos a realidade em que estamos inseridos”, conclui o coordenador da Pastoral da Diocese de Aveiro.

 

LISBOA

Universidade Católica Portuguesa promove «política de tolerância zero» contra maus tratos e abusos

 

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) anunciou a sua intenção de promover uma política de “tolerância zero” em relação a maus tratos e abusos, especialmente sobre “menores e adultos em situações vulneráveis”.

Em comunicado divulgado pela instituição, a UCP “assume o compromisso de prevenir, detetar e atuar de forma contundente, no seu campo de ação, contra qualquer forma de violência”.

A instituição de ensino quer criar um “ambiente de proteção” utilizando diferentes ferramentas, como um “código de conduta, um protocolo de atuação, um programa de formação centrado nos procedimentos de deteção e notificação”.

“A proteção e o empoderamento das pessoas desfavorecidas e vulneráveis – independentemente da sua idade e circunstâncias – é uma responsabilidade partilhada por todos: cidadãos, profissionais e especialmente administrações públicas, entidades, instituições e organizações, mas também setor privado e terceiro setor”, assinala o documento orientador, que acompanha o comunicado.

Todas estas medidas “afetam as pessoas diretamente ligadas às atividades da entidade, especialmente se tiverem contacto direto com os grupos de referência”

 

ÉVORA

«A família é património da Humanidade» – D. Francisco Senra Coelho

 

O Santuário de Vila Viçosa acolheu em 25 de maio a peregrinação diocesana das famílias e o arcebispo de Évora disse que a família é um “património da Humanidade”.

“Ser família cristã é ser profética, uma alternativa ao mundo que nós percebemos que faz opções, faz escolhas, que são autodestrutivas. A família é um berço natural, com um valor insubstituível, é um património da humanidade”, disse D. Francisco Senra Coelho.

O prelado lembrou ainda a desertificação do Alentejo e a valorização que tem de ser feita à família para que ali continue a haver futuro.

“Ao promovermos este dia, que queremos que se torne tradição na nossa diocese, mas uma tradição viva e sempre renovada e empreendedora, sabemos que a família é um sinal profético.

A Igreja quer chamar à atenção à sociedade que deve proteger e valorizar a família e não deixar desinvestir neste interior do país para que haja à mesa da sociedade lugar para todos”, defendeu.

“É necessário que os filhos, os netos e os bisnetos ouçam com os olhos, para que as famílias mostrem a transmissão da fé às novas gerações, precisamos de ser discípulos missionários”, pediu.

No fim da sua homilia o arcebispo de Évora reforçou o valor da família cristã e pediu que sejam “abertas à vida” e que,” mesmo com menos sacerdotes” as famílias cristãs vão ter as igrejas cheias, com comunidades fervorosas “que vivem a fé, professam a Palavra e distribuem a eucaristia”.

Nesta celebração o arcebispo de Évora saudou também os casais que celebravam “na alegria e gratidão” os 25 e 50 anos de matrimónio.

 

BEJA

Diocese peregrina ao Santuário de Fátima

 

A Diocese de Beja realizou a sua peregrinação ao Santuário de Fátima, nos dias 29 e 30 de junho, e esta teve como tema «Com Maria adoramos o Pai, o Filho e o Espírito Santo».

O primeiro momento, foi às 15h00, é a concentração e celebração na Basílica da Santíssima Trindade; e depois, às 17h00, fez-se o desfile da Cruz Alta até à Capelinha das Aparições, onde, às 17h15, fizeram a consagração da Diocese de Beja a Nossa Senhora de Fátima e, pelas 21h30, rezaram o rosário.

O sábado encerrou, pelas 23h00, com a Via Sacra até aos Valinhos.

O segundo dia da peregrinação da diocese alentejana ao Santuário de Fátima encerrou, às 11h00, com a celebração da Eucaristia.

 

LISBOA

«Uma sociedade que atenta contra a vida não vai bem» – assistente espiritual dos Médicos Católicos portugueses (c/vídeo)

 

O assistente espiritual da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), padre Miguel Cabral, disse que uma sociedade que “atenta contra a vida não vai bem”, afirmando que o pedido de eutanásia é, “quase sempre, um pedido de ajuda”.

“Como podemos lutar por uma sociedade mais justa onde exista paz, quando na própria família não se respeita os mais velhos, os idosos, e se incentiva a possibilidade de legalizar a eutanásia”, disse o sacerdote, que também é médico oncologista, no contexto do novo livro ‘Reflexões sobre Ética Médica’.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o assistente espiritual da AMCP explicou que o pedido de eutanásia é, “em primeiro lugar e quase sempre”, um “pedido de ajuda” da pessoa que tem “dor, solidão”, que quer falar.

“A eutanásia é um pedido de ajuda na grande maioria dos casos”, frisou o padre Miguel Cabral destacando o exemplo de uma clínica em Espanha onde “mais de 95%” dos pacientes passado algum tempo de tratamento já não quer a eutanásia.

 “É preciso, muito antes de promover a eutanásia, promover o acesso, melhorar, os cuidados de saúde, melhorar as estruturas da saúde, promover leis que apoiem as famílias; Isso é mais importante, temos de caminhar por aí”, desenvolveu.

No livro ‘Reflexões sobre Ética Médica’ existe um capítulo sobre eutanásia com contributos da médica especialista em cuidados paliativos cuidados Isabel Galriça Neto, do presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, o juiz Pedro Vaz Patto, e do presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, Pedro Afonso.

Segundo o padre Miguel Cabral a “ética permite ver onde está o bem e o mal para o homem”, e salientou que existem coisas que “ajudam a ser mais homens, melhores pessoas, melhores uns para com os outros”, enquanto existem “outras propostas legislativas” que pretendem “acabar com o problema pela solução mais fácil”, mas que “nem sempre ou nunca é a mais correta”.

Na nova publicação, que foi apresentada este mês numa formação em ‘Ética Médica’, apresenta-se o princípio do “respeito incondicional pela vida humana” como fundamental, “desde a conceção até morte natural”, percorrendo “as etapas da vida humana e dilemas éticos”: “Da gestação ao embrião, o aborto, o cuidado da criança recém-nascida, o diagnóstico pré-natal, a empatia na relação médico-doente”.

A técnica, atualmente, permite “sonhar, fazer tantas coisas”, mas é importante saber que “nem tudo o que é tecnicamente possível é eticamente aceitável”.

O assistente espiritual da AMCP considera que não se podem fazer “determinadas coisas”, “mesmo que a técnica permita”, e deu como exemplo a ecografia, “uma técnica relativamente antiga”, que permite identificar se um bebé tem “uma malformação”, como a possibilidade da criança ter trissomia 21, e como é que não se vai “respeitar aquela vida por nascer”.

Em 10 anos de trabalho como oncologista, o entrevistado teve “algumas situações éticas” que o motivaram a estudar “mais aprofundadamente e fazer tese de doutoramento na área da bioética” e lembra o caso de uma mulher com cancro durante a gravidez.

“É possível fazer tudo para salvar as duas vidas. Pode ser uma situação dramática o que não é possível é dizer que para salvar a mãe é preciso atentar contra a vida da filha. Temos de fazer o melhor possível”, acrescentou.

O tema ‘Ética Médica’ vai estar novamente em reflexão pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses que está a preparar um encontro de formação em outubro deste ano.

 

PORTO

Bispo inaugurou nova sede e livraria dos Salesianos

 

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, alertou para a necessidade de “uma sociedade de encontro” na inauguração dos novos espaços da Livraria Salesiana e da sede das Edições Salesianas, esta quinta-feira.

“Associo-me com muita alegria a esta bênção, não só por representar mais postos de trabalho mas, fundamentalmente, porque o trabalho aqui desenvolvido é aquele que mais edifica que é o trabalho da cultura e o trabalho do pensamento religioso”, disse na Livraria Salesiana.

O bispo do Porto alertou ainda para a sociedade que se desumaniza: “Corremos o risco de não sermos uma sociedade de encontro”.

O superior provincial dos Salesianos em Portugal sublinhou a ideia da cultura do encontro e contextualizou que esta missão editorial é feita “com a Igreja e como Igreja”, por isso é importante a presença de D. Manuel Linda.

Na sede das Edições Salesianas foi descerrada uma placa alusiva ao evento e o responsável pela Congregação Salesiana em Portugal recordou como se fundaram as Edições Salesianas, em 1947, pelo padre Humberto Pasquale.

O catálogo das Edições Salesianas centra-se na área da educação, animação de tempos livres e evangelização e as suas publicações, para além do Porto, podem ser encontradas em livrarias na cidade de Lisboa e de Évora.

 

AVEIRO

Diocese promoveu encontro dedicado ao Batismo

 

O Secretariado Diocesano de Liturgia de Aveiro promoveu no dia 1 de junho um encontro dedicado ao tema ‘O Batismo: Porta da Vida e do Reino, com momentos de encontro e formação, em Avanca.

O padre Luís Manuel Pereira da Silva, professor da Faculdade de Teologia da UCP, apresentou uma reflexão intitulada ‘O Batismo é a nossa primeira Páscoa’, sublinhando que este Sacramento não é algo do passado, mas uma presença permanente na vida dos católicos.

“Não fui batizado. Sou batizado”, referiu o sacerdote do Patriarcado de Lisboa.

A iniciativa, que congregou 400 participantes, terminou no final da oração de I Vésperas da solenidade da Ascensão do Senhor que congregou acólitos, leitores, catequistas, músicos, diáconos e presbíteros na igreja paroquial de Avanca.

“Estamos cientes de que a praxis nas comunidades paroquiais se revestirá de mais consistência, por uma maior consciência da vocação batismal individual, entrega e serviço a Deus e aos irmãos”, assinala a equipa coordenadora do Secretariado Diocesano de Liturgia de Aveiro, após este encontro.

 

BEJA

Bispo de Beja consagrou em Fátima a diocese a Nossa Senhora

 

O bispo de Beja consagrou a diocese alentejana a Nossa Senhora, durante a peregrinação daquela comunidade católica ao Santuário de Fátima que decorreu nos dias 29 e 30 de junho, subordinada ao tema “Com Maria adoramos o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

Na oração de consagração, no dia 29 de junho, D. João Marcos recordou “de modo especial” todas as “famílias” da região, “as crianças, os jovens, os idosos, os doentes, os imigrantes e deslocados das suas terras”, e também todos os “bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas” diocesanos.

“Virgem Maria, Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe Santíssima, em vossas mãos colocamos, cheios de confiança, a conclusão deste Ano Pastoral na nossa diocese. Conhecemos as nossas limitações e a nossa debilidade e entrevemos as dificuldades e a grandeza do trabalho a realizar para que nos tornemos realmente comunidades vivas e evangelizadoras, solidamente enraizadas na fé, dinamizadas pela esperança”, enunciou aquele responsável católico.

A Diocese de Beja prepara-se para assinalar no próximo ano o seu 250.º aniversário de restauração.

Durante a celebração eucarística de domingo, em Fátima, o bispo de Beja como que traçou o caminho para o futuro, recordando que a vida cristã implica uma entrega total e inegociável a Deus, a exemplo dos Pastorinhos.

 “Quando Jesus nos chama para O seguirmos, para vivermos segundo a vontade do Pai, não sobra espaço para negociar seja o que for: é pegar ou largar. Quem se propõe segui-Lo, levado por entusiasmos e boa vontade, esses serão os primeiros a abandoná-Lo nos momentos difíceis””, salientou aquele responsável católico.

 

O bispo de Beja lembrou depois a atitude dos Pastorinhos de Fátima, que após presenciarem as aparições de Nossa Senhora foram confrontados com vários desafios mas nunca desistiram daquilo que Maria lhes tinha pedido.

Jacinta, Lúcia e Francisco souberam resistir “aos confrontos com a família e com as autoridades para corresponderem à vontade e ao amor de Deus”, lembrou D. João Marcos, que alertou para o “perigo” de hoje se viver uma “escravatura efetiva que, sob a roupagem do amor, não nos deixa livres para amarmos a Deus”.

“O seguimento de Jesus não é para nos enchermos a nós mesmos, exige o esvaziamento de nós próprios e dos nossos projetos. Só assim seremos totalmente livres”, acrescentou.

D. João Marcos questionou ainda os participantes sobre “o verdadeiro sentido da peregrinação”, dirigindo-se de forma especial aos membros da Diocese de Beja.

“Porque viemos hoje a Fátima, porque nos sentimos bem aqui, sentimos paz e recuperamos forças ou para seguirmos Jesus? interpelou.

A Eucaristia em Fátima contou com a presença de uma candeia com a Luz de Belém, trazida para o Santuário por um grupo de Caminheiros do Corpo Nacional de Escutas.

Estes jovens estiveram na Cova da Iria por ocasião de uma iniciativa intitulada ‘Raide 100”, destinada a assinalar os 100 anos daquela secção específica do CNE, que integra escuteiros entre os 18 e os 22 anos.

 

FÁTIMA

Peregrinação militar nacional à Cova da Iria

 

A peregrinação militar ao Santuário de Fátima realizou-se nos dias 27 e 28 de junho e teve como lema «Procura a Paz e encontrá-la-ás».

A peregrinação foi ser presidida por D. Rui Valério, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, e começou com a concentração dos peregrinos na rotunda sul daquele santuário mariano.

Pelas 17hoo realizou-se uma via-sacra nos Valinhos e às 21h15, a concentração na Capelinha das Aparições que antecedeu o rosário e procissão eucarística presidida por D. Rui Valério.

Na sexta-feira, pelas 11h00, celebrou-se a missa na Basílica da Santíssima Trindade.

 

LISBOA

Associação Promotora da Criança aposta na educação de menores há 160 anos

 

O cardeal-patriarca de Lisboa disse em 31 de maio que a Associação Promotora da Criança é uma “obra feita na humildade e assim persistiu”, numa Eucaristia pelos 160 anos da instituição ligada às Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

“Uma obra que não dando nas vistas, e isso é bom sinal, quer dizer que é coisa séria, e que vive por si, ultrapassando regimes e crises, com bom propósito e bom espírito consegue sobreviver, é uma boa lição”, afirmou aos jornalistas à margem da celebração em Rio de Mouro.

Segundo D. Manuel Clemente, a atual Associação Promotora da Criança, fundada por Teresa de Saldanha (1837-1916), “é muito demonstrativa do que é que as boas obras e as persistências conseguem realizar”.

A jovem aristocrata, destacou, “é uma figura de Portugal”, sobrinha do Marechal Saldanha, que se sensibilizou para o “problema da infância e da falta de formação, educação, instrução, sobretudo das raparigas, das moças”.

A Associação Protetora das Meninas Pobres, atualmente Associação Promotora da Criança, foi fundada em 1859 quando Teresa de Saldanha ainda era leiga; depois, inspirada pela espiritualidade Dominicana, participou na restauração a vida religiosa em Portugal, fundando a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, em 1868.

A persistência desta instituição centrada na caridade é um bom sinal para os tempos, “para quem o queira ver”, uma vez que na tradição cristã anda-se “em torno de um sinal que foi muito pouco reparado na altura: “Quem é que deu por Jesus há 2 mil anos entre Nazaré e Jerusalém?”

“Muito pouca gente e os que deram não foi com bom sentido. A verdade geralmente é simples, vale por si e não tem parangonas, nem as antigas, nem as modernas”, desenvolveu, no único centro que a instituição atualmente tem em Portugal, em Rio de Mouro (Sintra), quando em 1910 eram mais de 30 escolas por todo o país e ilha da Madeira.

A irmã Maria Celina Laranjeiro, presidente da direção da Associação Promotora da Criança, afirmou: “Começou por ser escola primária, casa de bordados e costura, que na altura era educação que se dava às meninas, depois durante muitos anos foi também um posto médico – com vacinação, pensos, pesagem de bebés, assistência às crianças – com sócias que eram enfermeiras e ensinavam as mães a fazer o cuidado das crianças”.

 “Mantém os estatutos originais adaptados à legislação atual. Os corpos gerentes são eleitos e confirmados em assembleia-geral, e trabalham gratuitamente”, assinalou a irmã Maria Celina Laranjeiro, na Quinta da Raposa, que é um “belo espaço” que as crianças “têm para o crescimento saudável e seu desenvolvimento”, que foi oferecida quando a associação fez 100 anos.

Para a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena este projeto “é sempre” visto com “muito carinho”, uma vez que “é uma forma de dar continuidade ao espírito de Madre Teresa de Saldanha e à sua obra pedagógica”.

 

BRAGANÇA-MIRANDA

Tribunais da Província Eclesiástica promoveram encontro anual

 

A diocese de Bragança acolheu o Encontro Anual dos Tribunais da Província Eclesiástica de Braga, no dia 28 de junho, uma sexta-feira, com o tema “Os Tribunais Eclesiásticos e os Gabinetes de Aconselhamento”.

“O objetivo deste encontro, além de fortalecer os laços entre todos, visa tomar consciência da necessidade de se criar, em cada diocese, uma estrutura estável diocesana ou interdiocesana, onde as pessoas possam dirigir-se”.

O encontro, que reuniu aqueles que trabalham habitualmente nos Tribunais Eclesiásticos, como Vigários Judiciais, Juízes, Notários e Defensores do Vínculo, contou com a intervenção do recentemente nomeado Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico Metropolitano de Braga, Doutor P. Mário Martins, que defendeu a articulação entre gabinetes diferentes. 

“Esta investigação preliminar ou pastoral deve desenrolar-se no âmbito da pastoral matrimonial diocesana de conjunto, isto é, supondo-se a articulação, caso existam, entre os diversos gabinetes de aconselhamento, em ordem a uma ajuda interdisciplinar e/ou complementar, que atenda ao bem dos cônjuges e das pessoas que temos diante de nós”, disse.

Também o cónego Silvério Pires, enquanto Vigário Judicial de uma diocese que conta com o serviço de um Tribunal Interdiocesano, falou de uma experiência de trabalho onde pode contactar com várias causas de várias proveniências e de diversos contextos familiares. 

“A pertinência de um serviço de aconselhamento de casais em situação de fragilidade ou divorciados numa instância diocesana e concretamente num tribunal eclesiástico, capaz de, como refere o cap. VIII da exortação apostólica Amoris Laetitia, ter esta preocupação de «acompanhar, discernir e integrar a fragilidade de tantas famílias em dificuldade»”, defendeu.

Coube ao anfitrião D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, a conclusão do encontro de partilha e debate.

“O sentido de partilha que o encontro refletiu, de forma tão familiar e próxima, que ajudou cada um a entender melhor como estes momentos e oportunidades são cruciais na articulação das dimensões jurídica e pastoral na Igreja e no acompanhamento das pessoas e das famílias em particular”, concluiu.

 

BRAGA

Portugal tem um novo santo em S. Bartolomeu dos Mártires

 

O arcebispo de Braga realçou em 6 de julho a sua alegria e o júbilo de toda a arquidiocese minhota pelo anúncio da canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires, figura que regeu os destinos da comunidade católica deste território no século XVI.

Numa carta pastoral dedicada a este momento, publicada na página online da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga saúda a decisão do Papa Francisco, depois de “um longo processo”, e destaca D. Frei Bartolomeu dos Mártires como alguém que, como santo, irá continuar a apelar “a uma vida de coerência evangélica”.

Um aspeto que o atual arcebispo bracarense considera fundamental num tempo em que a Igreja Católica enfrenta vários desafios e carece de uma nova “reforma”.

“A crise entrou na Igreja. Bartolomeu dos Mártires viveu um período idêntico e soube, como poucos, ler e ouvir os sinais dos tempos, empenhando-se na procura de respostas adequadas”. D. Jorge Ortiga recordou ainda o caráter firme e íntegro do antigo bispo que tomou conta dos destinos de uma região que hoje integra não só a Arquidiocese de Braga mas também as dioceses de Viana do Castelo, Bragança-Miranda e Vila Real.

“O seu compromisso com a mudança na Igreja não foi teórico nem retórico. Deu exemplo e exigiu, no seu ministério apostólico, um novo estilo de ser Igreja e um novo modo de encarar o quotidiano cristão. Foi um autêntico reformador. Creio que, nele, encontraremos a confirmação de que a renovação da Igreja não só apenas necessária mas possível e urgente”, aponta D. Jorge Ortiga.

D. Jorge realça ainda a interpelação que a canonização de D. Frei Bartolomeu dos Mártires deve representar para todos os cristãos, no sentido de buscarem sempre a santidade.

“Quando o Papa declara a santidade do Beato Bartolomeu dos Mártires está a dizer a toda a Igreja, e de um modo particular aos cristãos das dioceses que ele serviu (Braga, Viana do Castelo, Vila  Real e Bragança), que não só não devemos ter medo da santidade como devemos assumir um compromisso, pessoal e comunitário, de santidade”, pode ler-se.

De acordo com a Arquidiocese de Braga, a leitura solene do decreto através do qual o Papa Francisco promulgou a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires deverá acontecer no dia 10 de novembro, no início da Semana dos Seminários.

O evento será presidido por um Delegado Pontifício (representante do Papa) e terá lugar na arquidiocese minhota.

“Coloquemos a vida e a obra do nosso novo santo no coração das nossas vidas, das comunidades paroquiais, das dioceses que serviu e de todo o país”, refere D. Jorge Ortiga, na conclusão da sua carta pastoral.

 

COIMBRA

Apresentação da obra «Caminhos na minha terra.

Uma história do Pai Américo»

 

A obra «Caminhos na minha terra. Uma história do Pai Américo» foi ser apresentada dia 28 de julho, no Seminário Maior de Coimbra, e o texto é da autoria do padre José Alfredo, reitor do Seminário Maior do Porto, e as ilustrações do pintor Avelino Leite.

A história divide-se em 9 capítulos curtos e o fio da narrativa é conduzido “por um pequeno de nome Francisco, natural de Campo, o local onde se deu o fatídico acidente de viação que viria a vitimar, dois dias depois (16 de Julho de 1956), o Pai Américo”.

Esta biografia do Padre Américo (1887-1956), em formato infanto-juvenil, é editada pela Editora Letras e Coisas.

Nesse dia, celebravam-se os 90 anos de ordenação presbiteral de Américo Monteiro de Aguiar, por D. Manuel Luís Coelho da Silva, Bispo de Coimbra e o padre Américo foi o fundador da Obra da Rua e a sua Causa de Beatificação segue o seu curso na Congregação para as Causas dos Santos, em Roma.

O livro terá uma distribuição pelas várias vigararias da Diocese do Porto, mas não só, e tem o apoio integral à edição da Irmandade dos Clérigos.

 

BRAGA

«Diário do Minho», 100 anos de presença cristã

apontada ao futuro

 

O jornal ‘Diário do Minho’ (DM), da Arquidiocese de Braga, recebeu em 30 de maio o ‘Prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão’, a título honorífico, nos seus 100 anos de existência, uma distinção do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

Damião Pereira, diretor de informação do DM, referiu à Agência ECCLESIA que a “identidade cristã” própria do jornal da Arquidiocese de Braga, obriga a olhar a realidade com “verdade, objetividade”.

“O Diário do Minho é um jornal como os outros. Aquilo que nos distingue são os critérios na valoração das notícias, a maneira de fazer, de tratar, a forma como procuramos explicar a quem nos lê”, assinala.

O responsável assume que “a aposta no digital é uma necessidade”, elogiando o “muito esforço” de toda a equipa ligada à publicação, que procura assegurar a “sustentabilidade do projeto”.

Para o futuro do Diário do Minho é fundamental o trabalho da Gráfica da empresa, que imprime cerca de 130 jornais regionais, além de livros, revistas e catálogos.

O padre Paulo Terroso, diretor do Departamento Arquidiocesano das Comunicações Sociais da Braga, sublinha que a Igreja local quer ter “uma palavra, no espaço mediático, na discussão pública”, fazendo “uma leitura, em chave cristã, da realidade”.

“O cenário é adverso, num duplo sentido: quer o jornal quer as gráficas, no país, vivem um contexto que não é fácil”, admite o sacerdote, para quem o DM é “um projeto que faz sentido para toda a arquidiocese”.

“O jornal, apesar de não ser lucrativo, é fundamental”, insiste.

Diretor do Diário do Minho de 1970 até 1997, monsenhor Silva Araújo realça que a passagem pelo jornal o levou a “contactar com outras pessoas, com outro mundo. Passei a ver a realidade de outra maneira, por outro prisma”.

As memórias do sacerdote passam pelo tempo em que “grande parte do jornal era feito à mão”, recorda, ainda com “censura prévia”.

O autor apresenta-se como “defensor da imprensa da Igreja”, como forma de assegurar “liberdade” no tratamento dos temas.

Luísa Teresa Ribeiro, chefe de redação do DM, é minhota e trabalha num jornal que “sempre fez parte” das suas referências, admitindo que existe uma “agenda muito pressionante”, com uma “legítima expectativa”, por parte da comunidade, de que o jornal divulgue informação de caráter regional.

José Eduardo, editor de desporto, está no DM há 41 anos, procurando oferecer aos leitores um olhar mais centrado sobre a “realidade distrital”, com atenção à “imensidão” de modalidades e de equipas em competição, particularmente na formação.

O cónego João Aguiar Campos, antigo diretor do DM e do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, destaca que a “Igreja tem de comunicar, fora dos adros, fora dos templos, e os meios de comunicação social são imprescindíveis, para isso”.

O sacerdote destaca a importância de um jornalismo de proximidade, “muito vinculado à região”, sem que isso impeça de “olhar para mais longe”.

“Entre o local e o global, porque há questões universais, joga-se o futuro do jornal. Até porque se continuarmos apenas a pensar no nosso bairro ou na nossa rua, a curto prazo morremos”, adverte.

Para o antigo diretor do DM, um jornal em papel tem a missão de aumentar a “capacidade crítica” e de “interpretação”, para que as decisões da população sejam “informada”.

“Um meio de comunicação da Igreja tem de ser uma estrada de duas vias: revelar o mundo à Igreja e esta dizer ao mundo o que pensa sobre essas questões”, observa.

 

LISBOA

CNE «Escutismo Movimento Seguro» aprovada por unanimidade

 

O Conselho Nacional de Representantes do Corpo Nacional de Escutas (CNE) aprovou, por “unanimidade”, a determinação “Escutismo Movimento Seguro”.

“As preocupações do Corpo Nacional de Escutas com a proteção e segurança de crianças e jovens está patente no seu Programa Educativo, no Sistema de Formação Adultos no Escutismo e nas práticas que propõe para a escolha dos espaços em que decorre a dinâmica escutista, a relação entre pares, a Relação Educativa e as próprias atividades”, assinala o documento orientador, que assume o princípio de uma cultura de respeito pela privacidade e intimidade de cada indivíduo, em todas as circunstâncias.

A política determina que o CNE ofereça espaços de dormida diferenciados para adultos e crianças ou jovens, sublinhando que a relação educativa entre adultos e jovens é incompatível com a existência de relacionamento íntimo entre os mesmos. 

O movimento rejeita a existência de relações inapropriadas e, em casos de assédio ou abuso, obriga-se a reportar situações que infrinjam a legalidade.

“O CNE cumpre as disposições legais em vigor no que toca à proteção de crianças e jovens. Quando necessário, comunicará às autoridades competentes qualquer situação menos apropriada”, pode ler-se.

Proteção da criança e do jovem: termo usado para definir a salvaguarda e a promoção do bem-estar das crianças e dos jovens, que inclui, entre outros:

       proteção de abusos,

       prevenção de situações prejudiciais para a saúde ou para o seu desenvolvimento;

       garantia de que o Escutismo lhes oferece um ambiente saudável em que possam crescer e se desenvolver;

       tomada de medidas para promoção da segurança das crianças e dos jovens em todas as situações possíveis.

O CNE instrui ainda os seus responsáveis sobre a necessidade de os escuteiros (crianças, jovens e adultos) estarem familiarizados com as regras de segurança e sã convivência, de modo a poderem reconhecer e evitar situações de risco.

 

PORTO

Bispo presidiu a exéquias de Agustina Bessa-Luís

 

O bispo do Porto presidiu, no dia 4 de junho, às exéquias de Agustina Bessa-Luís, escritora que faleceu no dia 3, aos 96 anos de idade.

O corpo ficou em câmara ardente a partir das 10h30” de terça-feira, dia 4, na Catedral do Porto, onde foram celebradas as exéquias, pelas 16h00, sob a presidência de D. Manuel Linda.

Finda a cerimónia religiosa, “o corpo seguiu para o cemitério do Peso da Régua, onde foi sepultado na intimidade da família”.

Na homilia da sua entrada solene na Diocese do Porto, a 15 de abril de 2018, D. Manuel Linda citou a escritora, para sustentar que ser presença de Igreja neste mundo passa por “comover [os corações] para desconvocar a angústia e aligeirar o medo”.

Agustina Bessa-Luís, natural de Vila Meã, no Concelho de Amarante, recebeu em 2004 o ‘Prémio Camões’, cujo júri destacou uma obra que “traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável, contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.

Em comunicado, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, presta homenagem á figura de “criadora” e “cidadã”, como “retrato da força telúrica de um povo”.

O Governo, por indicação do primeiro-ministro, António Costa, decretou um dia de luto nacional para a terça-feira, dia do funeral.

 

IGREJA

Associações de Médicos Católicos promovem consagração ao Coração de Jesus

 

A Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC) promoveu sexta-feira, 19 de junho uma consagração dos seus membros ao Coração de Jesus.

Alguns dias depois, um grupo de médicos de várias nacionalidades, que integra médicos portugueses, foi recebido em audiência pelo Papa Francisco.

Bernard Ars, presidente da FIAMC, explica que a consagração dos médicos católicos ao Coração de Jesus quer ser um sinal da necessidade de que a “profissão médica tenha raízes na profundidade do ser e construa em silêncio e serenidade, do coração, os fundamentos da vida”.

“O mundo da medicina está farto de um tempo cronometrado, sujeito à norma exclusiva de desempenho. A prática clínica é colocada num turbilhão de tarefas administrativas e mensagens ruidosas que não encorajam a reflexão ou a busca de significado”, adverte o responsável.

 

AVEIRO

Bispo incentiva à «oração comunitária» pela santificação dos sacerdotes

 

O bispo de Aveiro pediu, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que se promovam “momentos de oração comunitária” nas paróquias pela “santificação dos sacerdotes, porque um sacerdote santo faz santo o povo que lhe foi confiado”, “As comunidades cristãs, ao mesmo tempo que dão graças a Deus pelo dom do sacerdócio, devem empenhar-se em descobrir, acarinhar e ajudar a crescer novas vocações para o sacerdócio e para a vida consagrada”, lê-se na mensagem publicada no sítio online da diocese.

D. António Moiteiro explica que a Igreja celebra anualmente o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

“Onde for possível, haja momentos de oração comunitária nas paróquias pela santificação dos nossos sacerdotes, porque um sacerdote santo faz santo o povo que lhe foi confiado”, incentiva o responsável.

O Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes “deve ser um momento importante de espiritualidade e de fraternidade sacerdotal” e também uma ocasião para agradecer o dom dos sacerdotes e diáconos da Diocese de Aveiro, realça o seu bispo.

“Trata-se, de facto, de uma preciosa ocasião para os presbíteros fazerem memória do dom recebido, redescobrirem-no de maneira nova e partilharem as dificuldades e as alegrias do ministério pastoral”, escreve D. António Moiteiro.

O bispo de Aveiro assinala que o “pastor da comunidade cristã compromete”, em primeiro lugar, a sua fé e a sua caridade; “não pode ter a intenção de as fortificar nos outros, se primeiro não as possuir em si mesmo”, como “não é capaz de infundir ânimo e fortaleza” se ele “não tiver uma grande esperança”

“Jesus definiu-se a si mesmo como pastor, e com esta imagem quis fazer-nos compreender em que consiste o ministério do seu sacerdócio: Guiar o rebanho pela sua palavra e garantir a verdade do seu ensino pelo testemunho do dom de si mesmo”, explica, na mensagem para o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

 

LISBOA

Publicações: Lançamento da obra «Moinho da Memória» de D. Carlos Azevedo

 

A obra «Moinho da Memória – História, Religião e Política» da autoria de D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício para a Cultura, foi lançada no dia 6 de junho no Auditório da Paróquia de São Tomás de Aquino, em Lisboa.

Com a presença do autor, «Moinho da Memória – História, Religião e Política» tem a chancela da «Paulus Editora» e foi apresentado pelo jornalista António Marujo.

Na introdução do livro, D. Carlos Azevedo realça que as reflexões são o fruto de “algumas horas passadas junto do moinho das fontes para lhes retirar o alimento orientador dos passos em ordem a um futuro novo”.

O leitor “facilmente se apercebe dos contextos motivadores destes trabalhos, nascidos como serviço” a quem interpelou o autor “para refletir ou dar a conhecer personagens e factos marcantes da memória, necessitada de ser reavivada”, lê-se.

«Culto do Espírito Santo: dar lugar carnal à utopia», «Necessidade da Igreja sair do paradigma constantiniano»; «“Macaco do papa”: a visão crítica dos núncios em Portugal para com o Patriarca de Lisboa (1717-1754)»; «Paulo VI acolhe os movimentos de libertação em 1970: antecedentes e reações em Portugal»; «Carácter inovador do múnus pastoral de Dom Sebastião Soares de Resende e o seu contributo no II Concílio do Vaticano» e «Fiel crítica política de um católico: coerência evangélica de Dom António Ferreira Gomes, antes e depois de abril» são alguns dos dez capítulos da obra.

 

 

LISBOA

Academia Portuguesa de História

acolhe sessão «em torno das aparições» de Fátima

 

A Academia Portuguesa de História, em Lisboa, promoveu em 12 de junho uma sessão dedicada a Fátima e às Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Este evento teve como título ‘Em torno das aparições marianas: um estudo histórico’, e como orador o padre Aires Gameiro, membro honorário da Academia Portuguesa de História e que integra a congregação da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus.

O sacerdote, formado em Teologia e em Psicologia, com doutoramento em Teologia Pastoral da Saúde, é autor da obra ‘De Guadalupe a Fátima com Maria e Seus Dizeres: Ensaios, peregrinações e narrativas’, editada durante este ano.

 

ALGARVE

Escuteiros: «Viveis totalmente a dimensão do serviço e da dedicação aos outros» – Bispo do Algarve

 

O bispo do Algarve afirmou que o Corpo Nacional de Escutas “continua a ser perfeitamente atual nos valores que propõe e na pedagogia que apresenta, sobretudo porque proporciona uma educação integral e integradora”, no dia do movimento católico.

“Vós, escuteiros, pela vossa própria formação, pelo vosso próprio ideal, viveis totalmente esta dimensão do serviço e da dedicação aos outros”, disse D. Manuel Quintas, em 26 de maio, na homilia da Eucaristia.

O bispo diocesano realçou a colaboração dos escuteiros católicos em iniciativas de “solidariedade para ajudar os outros” ou para “purificar e limpar os ambientes de tudo aquilo que deteriora e deturpa a beleza da natureza”.

“Cresceis com o ideal do bem, daquilo que é bom, da beleza, da verdade no vosso coração”, afirmou, desafiando-os a “acolher” o escutismo como “uma escola por excelência de vida” e a aprender as regras que “o escutismo propõe e os valores que defende para viver”.

“Para atingir a verdadeira realização pessoal, humana e cívica também, e, sobretudo, para crescer na corresponsabilidade comum”, acrescentou.

Na homilia, D. Manuel Quintas desejou que o escutismo no Algarve “continue a ser um movimento que acolhe, que ajuda a crescer, que está atento” e que escuta as necessidades “a todos os níveis e procura também corresponder de diferentes maneiras e de diferentes modos”.

“Vamos pedir ao Senhor que abençoe este movimento na nossa diocese”.

Pelos 96 anos do CNE em Portugal, dos 87 anos de presença na região algarvia e dos 50 de vida do escutismo em Loulé, os escuteiros católicos do Algarve celebraram o Dia do CNE com dois dias de atividades, a 25 e 26 de maio.

 “Neste Dia do CNE, somos todos chamados a vivê-lo com a alegria de quem vive a Mãe Soberana e com a arte de quem vive para construir um mundo melhor. Quinze dias após a festa da grande Mãe Soberana desafiámos todos os escuteiros a encher novamente de alegria as ruas da cidade de Loulé. Viva a Mãe Soberana! Viva o CNE!”, disse o chefe regional do Algarve José Cercas Vicente, que está a concluir o último triénio de um conjunto de três como responsável.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, informa ainda que depois da Eucaristia, os escuteiros participaram num jogo com vários postos e, após o almoço, e desmontagem do campo concluíram a atividade que contou com a participação de cerca de 750 escuteiros de 20 dos 35 agrupamentos no Algarve.

Atualmente, com quase 2400 elementos, o Corpo Nacional de Escutas foi fundado em 1932 no Algarve pelo cónego José Augusto Vieira Falé.

 

AÇORES

Bispo desafiou os peregrinos a imitarem a impulsionadora do culto ao Senhor Santo Cristo

 

D. João Lavrador presidiu à abertura das festas do Senhor Santo Cristo, na Ilha de São Miguel, e desafiou os “peregrinos a imitarem madre Teresa da Anunciada”, a impulsionadora deste culto.

“Ela não o deixou atrás das grades, lá dentro, com as irmãs… é isso que peço aos peregrinos: que sejam como Madre Teresa e consigam levar esta boa notícia de Cristo ressuscitado, esta boa nova do Evangelho a uma humanidade que está ferida e tanto precisa dela”, disse o Bispo dos Açores.

Desta forma, dava início às festas deste ano, em que o santuário celebra 60 anos de elevação a santuário diocesano e tem como lema “Ai de mim senão evangelizar”, e reforçou o espírito de festa.

“Que este momento seja propício a que nos sintamos verdadeiramente em festa e sejamos capazes de transformar em alegria e esperança toda a dor e o sofrimento que trazemos”, afirmou.

Este ano as festas são presididas, pela primeira vez, por D. José Avelino Bettencourt, Núncio Apostólico da Santa Sé na Arménia e na Geórgia e natural da ilha de São Jorge, que nessa manhã de 35 de maio fez as promessas dos peregrinos em redor do Campo de São Francisco. À tarde houve a procissão onde a imagem do Senhor Santo Cristo foi levada para o coro alto da igreja do Convento da Esperança para veneração dos peregrinos.

No domingo a Missa Campal com a presença da imagem e a procissão solene, durante a tarde, foram os pontos altos desta festa que reúne sempre milhares de fiéis em Ponta Delgada.

A procissão terminou no campo de São Francisco e a Imagem foi “devolvida” às irmãs que zelarão por ela durante todo o ano, ficando exposta no Coro Baixo do Convento da Esperança.

Encerrado no coro baixo do Convento ao longo de todo o ano, o Santo Cristo – uma imagem do “Ecce Hommo”, com mais de 400 anos, oferecida às freiras clarissas pelo Papa Paulo III – sai à rua apenas no quinto fim-de-semana a seguir à Páscoa e a devoção ao Santo Cristo foi introduzida em São Miguel pela madre Teresa D´Anunciada.

 

LISBOA

Ajuda à Igreja que Sofre regista aumento de donativos em Portugal

 

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) publicou agora o seu relatório anual relativo a 2018, ano em que apoiou 5019 projetos em 139 países, registando um aumento de 5% nos donativos em Portugal, face a 2017.

Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado português da AIS, assinala que os cerca de 3 milhões donativos recolhidos no país permitiram apoiar “diversíssimos projetos de ajuda aos cristãos em tantas partes do mundo”.

A responsável destaca o “apoio à comunidade cristã na Síria”, a continuação da ajuda para a “reconstrução das casas dos cristãos na Planície de Nínive”, assim como o apoio à sobrevivência e manutenção da comunidade cristã no Iraque e o apoio à Igreja na Índia.

Para a diretora da AIS em Portugal, importa “sublinhar e agradecer a enorme generosidade dos benfeitores e amigos” da instituição pontifícia, fundada no final da II Guerra Mundial pelo padre Werenfried van Straaten.

A nível mundial registam-se 111 milhões de euros de donativos que ajudam a responder a solicitações oriundas dos cinco continentes.

Segundo o relatório, “o apoio à construção foi dos mais significativos”, com 31,9% do total, registando-se ao longo de todo o ano de 2018 “mais de 2400 projetos relacionados com capelas, igrejas, seminários e conventos, e ainda habitações nas aldeias e vilas cristãs na Planície de Nínive, no Iraque”.

A ajuda de emergência e a refugiados atingiu 12,4%, a par com a ajuda de subsistência e formação de padres e religiosos.

 

ALGARVE

Bispo apresenta Eucaristia como antídoto para uma «cultura cada vez mais individualista»

 

O bispo do Algarve apresentou a Eucaristia como um antídoto para a cultura “individualista”, desafiando os católicos a assumir as consequências da sua fé.

“Numa cultura cada vez mais individualista como aquela em que estamos imersos nas sociedades ocidentais, a Eucaristia é uma espécie de antídoto que age nas mentes e nos corações dos crentes”, afirmou D. Manuel Quintas, no encerramento da procissão com o Santíssimo Sacramento que se realizou na quinta-feira à tarde do Corpus Christi, por algumas das principais ruas da baixa de Faro, da igreja de São Pedro para a Sé, no dia em que a Igreja celebra a solenidade do Corpo de Deus.

Numa intervenção divulgada pelo jornal diocesano, ‘Folha do Domingo’, o bispo do Algarve sustentou que, “perante o vazio criado pela falsa liberdade, a comunhão do Corpo de Cristo é remédio para iluminar a inteligência e fortalecer a vontade na redescoberta pelo gosto da verdade e do bem comum”.

“Cultivemos sempre mais o amor pela Eucaristia pela participação comunitária na Eucaristia dominical, pelo incremento da adoração eucarística nas nossas paróquias, pela visita frequente ao Santíssimo Sacramento”, apelou.

O cortejo litúrgico foi precedido por uma tarde de adoração eucarística na igreja matriz de São Pedro, orientada pelas três paróquias da cidade de Faro.

 

 


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