aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

 

FILIPINAS

Cento e dezasseis dias em cativeiro

 

Foi em Maio de 2017, na cidade de Marawi, no sul das Filipinas que o Padre Teresito caiu nas mãos de um grupo jihadista. Na Catedral, um dos primeiros alvos dos terroristas, estavam 6 cristãos. Foram todos feitos reféns e um deles foi o padre Teresito, Ele contou à Fundação AIS como foi viver 116 dias praticamente com uma arma sempre apontada à cabeça…

Dia 23 de Maio de 2017. Era já quase de noite quando se escutaram os primeiros tiros na cidade. Foi em pânico que o padre Teresito e os cinco fiéis que com ele rezavam na Catedral de Marawi viram alguns homens de metralhadora em punho e com cara de poucos amigos junto à porta de entrada. Um deles, segurando um megafone, ordenava-lhes que saíssem do edifício. A cidade era já um campo de batalha.

Enfiados numa carrinha, passaram algumas horas de um lado para o outro, como se os captores estivessem a tentar enganar os soldados que, por certo, já estariam no encalço do grupo de cristãos. “Eles ordenaram-nos que contactássemos o governo para pararem de lutar contra os rebeldes”, descreveu o Padre Soganub recordando essas primeiras horas traumáticas. E assim fez.

O padre Teresito ligou para o seu bispo, D. Edwin de la Peña, e a outras autoridades, dizendo sempre esta mensagem: avisem o Presidente Duterte para mandar retirar as tropas, para não perseguir os jihadistas ou, caso contrário, os reféns serão todos mortos.

Nos dias seguintes, foram obrigados a mudar de esconderijo vezes sem conta. Em cada novo local para onde eram enviados, juntavam-se sempre mais e mais reféns. Numa altura, já em Junho, lembra agora o padre Teresito Soganub, chegaram a ser mais de uma centena. Alguns eram mulheres e crianças. Todos, porém, tinham uma coisa em comum: o medo.

Pensar a missão. O padre Teresito pensou vezes sem fim na sua missão, na fragilidade da própria vida, na incerteza de tudo. Cada dia podia ser o último. “Aprendi novamente a rezar…”, diz, revendo todos os momentos que passou desde essa tarde na Catedral de Marawi em 23 de Maio de 2017. “Ninguém quer experimentar algo assim.

Durante esses meses, vivi constantemente com a certeza da minha própria morte.” Foram dias de permanente oração. E de aprendizagem. A fé transfigurou o medo em força, em certezas. Pelo menos, na certeza de que Deus não abandona. “Isso ensinou-me humildade e respeito.”

A liberdade é o maior desejo de quem está preso. Todos os dias desejava voltar a não ser atormentado com a ameaça dos jihadistas que lhe apontavam as metralhadoras, lembrando que a fuga era um sonho impossível. Contudo, ela aconteceu. No dia 17 de Setembro de 2017, 116 dias depois de ter sido sequestrado na Catedral de Marawi, o padre Teresito pressentiu que as forças do governo estavam muito perto. Era de noite mas as luzes dos faróis dos blindados, dos carros da polícia mostravam que o acampamento dos jihadistas estaria de alguma forma cercado pelo exército. Era o momento para tentar a sorte. “Então eu disse a Deus e a mim mesmo: tenho que tentar agora. Deus me ajude!”

E um pequeno milagre aconteceu: durante longos 14 minutos, quando o padre Teresito e outro refém aproveitando um momento de desatenção saíram a correr do acampamento, nenhum tiro foi disparado. Dois anos depois, Marawi é ainda uma cidade esventrada, em ruínas. Na maior parte dos bairros não vive ninguém. É uma cidade fantasma. Dois anos depois, num balanço incompleto, é possível dizer que a guerra de Marawi causou 1300 mortos, que 40 por cento da cidade ficou destruída – incluindo a Catedral – e que 98 % da população continua deslocada, sem poder regressar a casa, pois os bairros estão quase todos por reconstruir… Para o padre Teresito, ficaram 116 dias de cativeiro em que aprendeu novamente a rezar.

 

ANGOLA

Bispos angolanos visitam missionários espiritanos em Roma

 

Os bispos angolanos deslocaram-se, em 15 de junho, um sábado, à Casa Geral dos Missionários Espiritanos, em Roma, para agradecer a missão espiritana “do passado e do presente em território angolano”.

O encontro contou com a presença do superior-geral, padre John Fogarty, bem como todos os conselheiros gerais e coordenadores de Serviços da Congregação, sediados em Roma.

D. Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, agradeceu a missão espiritana do passado e do presente em território angolano e confessou “que quase todos os bispos foram formados ou marcados por espiritanos, recordando ainda o imenso património que as dioceses e paróquias angolanas herdaram destes missionários a quem a Igreja e a sociedade angolanas tanto devem”.

O padre John Fogarty, em nome da congregação, falou das “páginas belas e ousadas de missão que foram escritas (e continuam a sê-lo) por terras de Angola há mais de 150 anos” e justificou a “excelente relação entre as duas entidades com o facto de haver três bispos espiritanos na Conferência Episcopal de Angola e São Tomé: D. Benedito Roberto, D. Gabriel Mbilingi e D. Belmiro Chissengueti, todos ali presentes”.

 

BRASIL

Presidente da República participou em ato de consagração do país ao Imaculado Coração de Maria

 

presidente da República do Brasil participou em 23 de maio num ato de consagração do país ao Imaculado Coração de Maria, no Palácio do Planalto.

Uma nota da Presidência destaca a presença de Jair Bolsonaro e do bispo D. Fernando Arêas Rifan, atual ordinário da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

Durante a celebração, no Salão Leste do Palácio do Planalto, o chefe de Estado assinou o ato de consagração do Brasil, “pedido da Frente Parlamentar Católica”.

Na cerimónia estavam ainda os ministros da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto, e do GSI, Augusto Heleno, bem como representantes de movimentos e comunidades católicas.

Segundo organizadores, o ato surge como resposta ao pedido feito por Nossa Senhora de Fátima, repetindo um gesto que foi levado a cabo por vários Papas e em diversas nações, no último século.

O testemunho dos videntes de Fátima regista que, na aparição de 13 de julho de 1917, a Virgem Maria lhes disse: “Para impedir a guerra virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados”.

“Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, registava Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’.

 

FRANÇA

Emoção marca primeira Missa após incêndio em Notre-Dame (c/vídeo)

 

O arcebispo de Paris, D. Michel Aupetit, celebrouem 15 de junho a primeira Eucaristia em Notre-Dame, dois meses após o incêndio de 15 de abril e disse que “a vida é mais forte do que a morte”, sublinhando a identidade da Catedral como “lugar de culto”, a sua “finalidade própria e única”.

Na celebração, por ocasião da Dedicação da Catedral, D. Michel Aupetit, sublinhou que o templo mesmo depois do incêndio “é uma maravilha”, tal “como Maria é uma maravilha para todos os cristãos”.

“Podemos realmente, por ignorância ou ideologia, separar a cultura e o culto?”, questionou o arcebispo, apresentando em seguida a sua resposta: “Digo-o com veemência, uma cultura sem culto torna-se uma incultura”.

É com muita emoção que estamos aqui, para celebrar a Dedicação desta Catedral, mas estamos profundamente felizes por poder celebrar aqui a Eucaristia: foi para isso que ela foi construída; é também uma mensagem de esperança, de agradecimento a todos os que se emocionaram, aos que vieram a esta Catedral, símbolo da nossa França e símbolo também das suas raízes cristãs”, referiu, na saudação inicial D. Michel Aupetit, arcebispo de Paris.

“Se o lado maternal de Maria é um abrigo para os excluídos, a Catedral também é um porto de abrigo para os cristãos”, frisou o arcebispo de Paris.

A primeira Missa depois do incêndio de 15 de abril contou com a participação de um grupo de 30 pessoas (entre sacerdotes, leigos, técnicos e jornalistas), com capacetes, por razões de seguranças.

A Catedral de Notre-Dame é propriedade do Estado, de acordo com lei francesa de separação Igreja-Estado de 1905, e o seu uso é atribuído à Igreja Católica.

O teto, que desabou no fogo, datava de 1326 e tinha um peso de 210 toneladas, assentes numa estrutura em madeira de carvalho.

A construção foi encomendada pelo bispo Maurice de Sully; a primeira pedra foi colocada na presença do Papa Alexandre III, que ficou em Paris de 24 de março a 25 de abril de 1163, durante o reinado de Luís VII.

 

CABO VERDE

Faleceu D. Paulino Livramento Évora, primeiro bispo cabo-verdiano

 

Faleceu em 16 de junho D. Paulino Livramento Évora, aos 88 anos, primeiro cabo-verdiano a ser ordenado bispo, informou a Diocese de Santiago de Cabo Verde.

O bispo emérito de Santiago de Cabo Verde nasceu na cidade da Praia, no dia 22 de junho de 1922, foi ordenado sacerdote em Portugal, após a formação nos Missionários Espiritanos, em Carcavelos, sendo o primeiro religioso da congregação missionária natural de Cabo Verde.

Nomeado bispo de Santiago de Cabo Verde no dia 21 de abril de 1975, a ordenação episcopal de D. Paulino Livramento Évora decorreu no dia 1 de junho do mesmo ano, tendo permanecido como bispo da diocese até ao dia 22 de julho de 2009.

 

EGITO

Arqueólogos descobrem ruínas

do que seria a igreja cristã mais antiga do Egito

 

Uma escavação das ruínas de uma antiga basílica cristã levou à descoberta do que os especialistas acreditam ser a igreja cristã mais antiga do Egito. A equipa, liderada pelo Dr. Krzysztof Babraj, do Museu de Arqueologia de Cracóvia, está esperançosa de que o novo sítio arqueológico possa oferecer novos dados sobre a disseminação do Cristianismo através do Egito e da área circundante do Mediterrâneo.

Segundo o site First News, a equipa polaca trabalha desde 2000 no local das ruínas, no antigo porto de Tide, que servia a cidade de Alexandria. Eles, inclusive, já desenterraram uma capela funerária no mesmo local, o que rendeu uma das maiores coleções de fragmentos de cerâmica já encontrados no Egito.

Durante o apogeu do Império Romano, Marea era uma movimentada cidade portuária no Lago Maeortis, agora conhecido como Lago Mariout. O porto estava ao serviço de Alexandria e foi identificado por fontes sobreviventes como uma comunidade urbana rica, que entrou em declínio após a conquista árabe do Egito e acabou por ser abandonada após um terremoto.

A equipa diz que os restos da igreja que estão sob a basílica datam de meados do século IV. O Dr. Krzysztof declarou ao First News:

“No final da última temporada de pesquisas, encontramos sob o piso da basílica os restos de uma parede, que se revelaram ser as paredes externas de uma igreja ainda mais antiga. Este é um dos mais antigos templos cristãos descobertos no Egito até agora.”

Descobriu-se que a igreja que está debaixo da basílica foi construída com paredes em forma de cruz. As câmaras do edifício estavam completamente cheias de detritos da basílica arruinada e não foram exploradas até agora.

Com uma área de 22 por 13 metros, a igreja era ricamente ornamentada por azulejos policromados. Como a igreja foi construída a partir de calcário, a equipe foi capaz de determinar a idade do local a partir dos testes com a cerâmica encontrada dentro dela.

Se a data estiver correta, isso significaria que a antiga igreja seria do tempo em que Roma adotou o Cristianismo pela primeira vez. O fato de aparecer em uma cidade portuária de alto tráfego torna isso ainda mais significativo, pois pode ter sido um dos primeiros centros de evangelização do Mediterrâneo.

 

ISRAEL E PALESTINA

Bispos da Terra Santa dizem que fórmula dos dois Estados se tornou «retórica vazia»

 

Os bispos católicos da Terra Santa defenderam em meados de maio, num comunicado, um novo caminho para o fim do conflito israelo-palestino, considerando que a fórmula dos dois Estados se transformou em “retórica vazia”.

“Todos os discursos sobre uma solução política parecem retórica vazia, na situação atual”, assinalam os responsáveis, no final de uma assembleia conjunta, propondo “uma visão segundo a qual nesta Terra Santa todos têm plena igualdade” como condição fundamental para uma paz justa e duradoura, qualquer que seja a solução política adotada.

“No passado vivemos juntos nesta terra, por que não podemos viver juntos também no futuro?”, questionam.

A Assembleia dos bispos católicos da Terra Santa espera respostas políticas e sociais baseadas “no bem comum de todo”, sem distinção.

Nós, os chefes das Igrejas na Terra Santa, estamos ao lado de todos os que vivem nesta terra, antes de tudo como seres humanos. Procuramos saída para uma situação permanente de guerra, ódio e morte. Procuramos indicar o caminho para uma nova vida nesta terra, fundamentada nos princípios de igualdade e amor”.

O texto coloca em dúvida se “a diplomacia internacional e o processo de paz tenham alguma vez sido baseados na justiça e na boa vontade”.

 

TAIZÉ

Abusos Sexuais: Prior denuncia cinco casos acontecidos há pelo menos 30 anos

 

O prior da comunidade ecuménica de Taizé, em França, denunciou hoje cinco casos de abusos sexuais acontecidos no local, há pelo menos 30 anos, e informou dos mesmos a Procuradoria da República.

“Tive conhecimento, com uma grande tristeza, de casos implicando irmãos. Mesmo se são antigos, em Comunidade pensámos que deveríamos falar deles. Refiro-me a cinco casos de agressões de carácter sexual cometidas sobre menores, nos anos 50 a 80, por três irmãos diferentes, dois dos quais morreram há mais de quinze anos”, indica o irmão Alois, numa nota divulgada online.

O responsável indica que já ouviu as vítimas, integrando a comunidade ecuménica no esforço da sociedade e da Igreja de chegar a “uma clarificação sobre abusos e agressões sexuais, nomeadamente de menores de idade e de pessoas frágeis”.

A localidade de Taizé acolhe há várias décadas, todas as semanas, milhares de jovens de diversos países.

“Entre jovens ou entre jovens e adultos, participantes nos encontros, podem ter ocorrido violações da integridade humana. Quando somos informados destas situações, procuramos escutar as vítimas e também alertar as autoridades competentes, judiciais e eclesiais”, assinala o irmão Alois.

O prior da comunidade destaca a “gravidade de qualquer atentado à integridade humana” e sublinha que a lei francesa exige que se comuniquem às autoridades todos os casos, independentemente da época em que os atos tenham sido cometidos.

Se falo hoje é porque devemos isso às pessoas vítimas, aos seus familiares e próximos e a todos os que procuram em Taizé um espaço de confiança, de segurança e de verdade”.

O comunicado é acompanhado por uma nota, na qual se indica que “qualquer agressão, antiga ou mais recente, cometida contra uma pessoa menor ou maior de idade, seja por um irmão que tenha abusado da sua ascendência moral ou por qualquer outra pessoa, pode ser comunicada ao endereço protection@taize.fr ou a uma associação de apoio à vítima”.

 

NIGÉRIA

Irmãs de Nossa Senhora de Fátima pedem ajuda aos «amigos de Portugal» contra clima de terror no norte do país

 

As irmãs da congregação de Nossa Senhora de Fátima, presentes atualmente na Nigéria, publicaram um vídeo através da Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) onde pedem a ajuda de Portugal para os desafios do país.

Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, a irmã Florence Golam, madre superiora da congregação, destaca de modo particular o contexto dramático em que vivem as comunidades “no norte do país”, devido à ação do grupo fundamentalista islâmico ‘Boko Haram’.

Desde há vários anos, o ‘Boko Haram’ tem procurado estabelecer pela força um califado islâmico no norte da Nigéria, maioritariamente cristão.

“Às vezes dizemos que é uma questão política, mas há sempre uma espécie de interferência religiosa”, realça a irmã Florence Golam.

Em conjunto com outras 11 religiosas da congregação de Nossa Senhora de Fátima, entre as quais algumas noviças, a madre superiora pede “aos amigos de Portugal” para que rezem por todas as pessoas da Nigéria.

“Lembrem-se de nós nas vossas orações, para que nós, fortalecidas com o poder de Deus, possamos enfrentar os desafios dos nossos tempos”, refere aquela responsável.

A congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Fátima tem como missão “rezar pela paz e evangelizar” as comunidades do norte da Nigéria, em particular na Diocese de Pankshin.

Uma tarefa que, segundo a madre superiora, “estão dispostas a cumprir contra todos os riscos”.

“Tanto as minhas irmãs como as noviças estão dispostas a fazer frente aos desafios, mesmo que para tal tenhamos de morrer”, frisa a irmã Florence Golam.

A Fundação AIS está atualmente a apoiar a congregação na construção de uma nova capela, contando para isso com o contributo de inúmeros benfeitores espalhados pelo mundo.

O projeto tem como objetivo proporcionar às 65 irmãs consagradas a Nossa Senhora de Fátima um novo local de culto aberto a “toda a comunidade” e que ao mesmo tempo “possa funcionar como centro de vida cristã da Diocese de Pankshin”.

Em resposta à mensagem destas irmãs, a Fundação AIS abriu uma campanha em Portugal para todos os seus benfeitores e amigos, para que “possam adotar na oração as 65 irmãs consagradas a Nossa Senhora de Fátima”.

De acordo com a organização não governamental ‘Portas Abertas’, no último ano mais de 4 mil cristãos foram mortos por causa da sua fé, com a Nigéria a encabeçar a lista de países com mais assassinatos.

 

BURQUINA FASO

Quatro pessoas mortas num ataque a uma igreja Católica

 

Um grupo de homens armados atacou no domingo, 26 de maio, uma igreja Católica em Toulfé, no norte do Burquina Faso, onde matou quatro pessoas e feriu gravemente duas.

A cidade de Toulfé fica a cerca de 67 quilómetros de Ouahigouya, a capital da região norte do Burquina Faso, e este foi o quarto ataque a cristãos neste mês de maio.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que ninguém reivindicou os ataques que ameaçam desorganizar as relações tradicionalmente pacíficas entre a maioria muçulmana e os cristãos que constituem um quarto dos habitantes do país.

Quatro católicos morreram num ataque a 14 de maio, na cidade de Ouahigouya, no norte do Burquina Faso, dois dias depois de terem sido mortos um sacerdote e cinco paroquianos na cidade de Dablo.

Desde o final de abril, homens armados assassinaram também um pastor protestante e cinco fiéis noutra igreja no norte do Burquina Faso.

O Governo acusou grupos terroristas que agem no país e na região próxima ao Sahel; Extremistas islâmicos no Mali utilizam o norte e o centro do país para ataques nos países vizinhos do Burquina Faso e do Níger.

O Burquina Faso é um dos cinco países – com o Mali, Mauritânia, Níger e Chade – que fazem parte do G5 do Sahel, um grupo que combate o terrorismo jihadista, numa região onde diferentes grupos fazem ataques e sequestros.

Há cinco anos, desde abril de 2015, que o Burkina Faso “tem sofrido ataques recorrentes dos jihadistas”, quando os membros de um grupo da Al Qaeda sequestraram um guarda de segurança romeno numa mina de manganês em Tambao, no norte do país africano.

Segundo o Centro de Estudos Estratégicos de África, divulga o sítio ‘Vatican News’ os atentados aumentaram “exponencialmente” três em 2015 para 12 em 2016, 29 em 2017 e 137 em 2018 e que são atribuídos a grupos da Al Qaeda como ao autodenominado ‘Estado Islâmico’.

 

IÉMEN

Igreja perseguida e o poder da oração

 

O Padre Tom esteve em cativeiro durante 554 dias. Foram 18 meses de sofrimento sem saber o que iria acontecer depois do violento ataque de um grupo de terroristas à casa das Irmãs Missionárias da Caridade em Áden, no Iémen. Durante o tempo de cativeiro, uma verdadeira eternidade, agarrou-se a Deus e celebrou a Missa todos os dias. Em silêncio.

O dia 4 de Março de 2016 poderia ter sido banal, quase sem história para a cidade de Áden, a capital do Iémen, se um comando jihadista não tivesse irrompido pela casa das Irmãs da Caridade, faltavam exactamente vinte minutos para as nove horas da manhã. Na casa funcionava um asilo para idosos e pessoas com deficiência.

O ataque. O Padre indiano Tom Uzhunnalil, que pertence à comunidade salesiana, recordava tudo o que aconteceu nesse dia. Ao escutar o primeiro tiro apercebeu-se que a casa estava a ser atacada. Sem ter tido tempo para esboçar uma resposta, o Pe. Tom foi logo agarrado por um dos jihadistas que o amarrou a uma cadeira.

 Entretanto, quatro das cinco Missionárias da Caridade que tomavam conta do lar foram assassinadas a sangue-frio pelos jihadistas. Duas delas foram mortas mesmo ao lado do Pe. Tom. “Eu só rezei a Deus para ser misericordioso para com as irmãs e ter piedade dos perseguidores. Não chorei, nem tive medo da morte.”

O ataque foi brutal. Impiedoso. Além das quatro religiosas, os terroristas assassinaram ainda outras 12 pessoas, utentes do asilo. Eram velhos e pessoas com deficiência. Foram mortos como se fossem adversários, como se fossem inimigos.

O Pe. Tom Uzhunnalil foi enfiado na bagageira do carro da missão e levado dali. “Senti grande angústia. Rezei a Deus para perdoar os assassinos e pedi ao Senhor que me desse a graça e a força de aceitar a sua vontade e permanecer fiel a Deus, para ser fiel à missão para a qual Ele me quis aqui, nesta terra.”

Orações de memória. Tinha começado o seu cativeiro que se iria prolongar por um total de 554 dias. Os terroristas queriam um resgate. Obrigaram o Pe. Tom a fazer vídeos, dando a ideia de que estaria a ser maltratado e fizeram até correr a notícia de que pretendiam crucificá-lo.

Sozinho, mal conseguindo comunicar com os seus captores, que falavam árabe entre si, o Pe. Tom passou a maior parte do tempo amarrado de mãos e pés. “Era prisioneiro e estava o dia todo sentado no chão, com as mãos e pernas amarradas.” Aos poucos, o Pe. Tom perdeu até a noção do tempo.

Preso, sem qualquer possibilidade de fuga, sabendo que a sua vida dependia apenas da vontade dos terroristas, concentrou-se na oração. “Todos os dias rezava o Angelus; três ou quatro terços; um Pai Nosso, Ave-Maria e Glória pelas irmãs falecidas; a Oração da Divina Misericórdia, meditava a Via-Sacra e celebrava a Santa Missa de maneira espiritual… rezava as orações de memória.” No dia 12 de dezembro de 2017, o Pe. Tom haveria de ser libertado graças ao empenho pessoal do Papa Francisco e à intervenção do Sultanato de Omã. No dia seguinte, 13 de dezembro, seria recebido pelo Santo Padre. “Chorei profundamente diante dele, compartilhei a minha experiência. Foi muito empático, compassivo e preocupado por mim e beijou as minhas mãos duas vezes.”

O rapto acabaria por transformar o Pe. Tom. De alguma forma ganhou uma vida nova. Os terroristas tiveram-no preso, debaixo da mira das armas. Durante o tempo de cativeiro, 18 meses de uma verdadeira eternidade, o Pe. Tom agarrou-se a Deus e rezou todos os dias. Em silêncio. “Fui testemunha do poder da oração.”

 

ERITREIA

Governo fecha todos os hospitais católicos

 

O governo da Eritreia decidiu nacionalizar as estruturas hospitalares da Igreja Católica, numa decisão contestada pelos bispos locais.

O executivo aplicou uma lei aprovada em 1995, que nunca tinha entrado em vigor; entre 2017 e 2018, foram fechadas oito clínicas católicas.

O portal Vatican News assinala que esta medida é vista como uma “retaliação” contra a Igreja Católica, que assiste em particular as classes mais pobres, sem distinção de etnia ou religião.

Em abril deste ano, os bispos católicos publicaram uma Carta pastoral, na qual pediam “um processo de reconciliação nacional que garantisse justiça social” para todos.

 

NIGÉRIA

O preço da liberdade de Leah Sharibu

 

Está em cativeiro desde 19 de Fevereiro de 2018. Foi raptada com mais 110 colegas do seu colégio pelo Boko Haram, um dos mais temíveis grupos terroristas da actualidade. Todas as outras raparigas foram libertadas menos ela. Leah Sharibu recusou renunciar ao Cristianismo, como os terroristas exigiam. Sexta-feira, 17 de Maio, foi o dia do seu aniversário. Fez 16 anos. Leah teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre.

Ninguém sabe ao certo como está Leah Sharibu desde que esta jovem cristã foi raptada pelo Boko Haram, grupo terrorista de inspiração islâmica que luta pela criação de um “califado” no norte da Nigéria. Ninguém sabe sequer se esta jovem cristã está a ser maltratada fisicamente ou não.

O simples facto de estar em cativeiro é uma violência sem nome, sobretudo tratando-se de uma jovem, uma adolescente. Leah foi raptada juntamente com mais 110 raparigas que estudavam num colégio interno na cidade de Dapchi, situada na Diocese de Maiduguri, no nordeste do país, no dia 19 de Fevereiro de 2018.

Um mês depois, todas as outras raparigas foram devolvidas às suas famílias com excepção de Leah Sharibu, que sendo a única cristã do grupo recusou converter-se ao Islamismo como os terroristas exigiam a troco da sua libertação.

O Boko Haram é considerado um dos mais temíveis e sanguinários grupos terroristas da actualidade. Ninguém sabe ao certo como são os dias de Leah Sharibu, mas imagina-se a angústia dos seus pais na passada sexta-feira, 17 de Maio, dia em que a filha fez 16 anos. A impotência perante o destino de Leah deve ser imensa…

Os dias e as horas são infindáveis desde que ela foi raptada. A última vez em que tiveram notícias dela foi em Outubro. Nesse mês, os terroristas divulgaram um vídeo onde ameaçavam manter a jovem cristã como “escrava para a vida”. Imagina-se o sofrimento dos pais de Leah… Sobra-lhes apenas a certeza da fé. A mesma fé que fez a jovem enfrentar os terroristas para lhes dizer “não”. Leah teve a coragem de não renunciar ao Cristianismo, de não abandonar a sua religião. Teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre.

O ataque a Dapchi. O assalto à escola de Dapchi fez lembrar ao mundo o ataque, em Abril de 2014, a uma outra escola, em Chibok. Dessa vez, mais de duas centenas de raparigas caíram nas mãos dos terroristas. Muitas conseguiram fugir, outras foram libertadas e algumas estão a estudar no estrangeiro.

 Responsáveis de uma dessas escolas, a Universidade Americana de Yola, dizem que essas alunas têm padrões de comportamento que revelam sentimentos profundos de depressão que só o tempo poderá amenizar. Na verdade, ninguém consegue imaginar o medo que todas estas raparigas já experimentaram. Em Maio de 2014, Abubakar Shekay, o líder do Boko Haram, apareceu num vídeo onde se viam dezenas de raparigas vestidas dos pés à cabeça com trajes muçulmanos. Eram antigas alunas da escola de Chibok. Abubakar ameaçou vender todas essas jovens, afirmando que “a escravidão é permitida” na sua religião.

Relatos surgidos então na imprensa davam conta de que algumas das estudantes de Chibok teriam sido mesmo forçadas a casar ou teriam sido vendidas como escravas. A BBC chegou a escrever, citando testemunhas, que algumas dessas jovens terão sido vendidas por cerca de 12 euros cada uma.

Leah Sharibu fez 16 anos no dia 17 de Maio. Ninguém consegue imaginar o medo que esta adolescente cristã estará a sentir desde que caiu nas mãos dos terroristas, desde que foi raptada. Há só uma certeza nesta história. Leah teve a coragem de não renunciar ao Cristianismo, de não abandonar a sua religião. Teve a coragem de continuar em cativeiro para permanecer livre. Por isso, Leah Sharibu, que fez agora apenas 16 anos de idade, é um exemplo para todos nós.

 

VENEZUELA

Bispos encontraram-se com Michelle Bachelet e pedem «saída pacífica» para a crise

 

Uma delegação da Conferência Episcopal da Venezuela (CEV) denunciou a crise humana, económica, política e social que afeta a população numa carta enviada à alta comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que os bispos apelam ao respeito pelos “direitos eleitorais, políticos e económicos” que permitam aos venezuelanos “viver em liberdade, dignidade e progresso”, bem como eleições “livres e transparentes”.

“A crise do país está arraigada na corrupção e na impunidade”, refere o documento, assinado pelo presidente da CEV, alertando que o saque dos recursos públicos não é motivado “simplesmente às sanções que foram impostas”.

“A Venezuela antes dessas sanções já estava numa situação económica deprimente. A crise humanitária grave será resolvida se os que estão no poder procurarem o bem comum de todos”, desenvolvem, denunciando a “perda do Estado de direito” e a violência do Estado.

A carta entregue à alta comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, manifesta o desejo da “reconciliação” e “uma saída pacífica” da crise nacional.

“Pedimos que nas reuniões com o Governo seja possível falar sobre temas importantes como o reconhecimento das ONG e as permissões necessárias para formalizar a entrada de ajudas humanitárias. Pedimos a libertação dos prisioneiros políticos e a eliminação da prática das delegacias usadas como penitenciárias”, pedem os bispos onde indicam que as forças de segurança e os grupos irregulares paramilitares que “agem na impunidade total”.

Os bispos afirmam ser “defensores da vida em todos os seus aspetos” no documento onde se lê que a crise humanitária é “denunciada desde 2004”.

O episcopado alerta para a “diáspora de massa e as novas formas de escravatura”, entre as quais “o tráfico humano, a prostituição e a situação na fronteira”.

A Igreja Católica na Venezuela destaca também a subnutrição infantil, a falta de combustível em algumas áreas da fronteira, a “crise de energia elétrica, com exceção de Caracas, para dar uma aparência de normalidade àqueles que visitam o país”, e a falta de água.

Segundo o episcopado venezuelano houve um aumento dos suicídios, abandono dos estudos por muitos jovens, há “falta de alimentos, transportes e medicamentos”, e denunciam as condições precárias em que se encontram os hospitais.

“Esperamos que essas informações mostrem a face real do que está a acontecer e nos ajude a encontrar mecanismos para solucionar os problemas que o nosso povo enfrenta”, escreve a CEV na carta entregue a Michelle Bachelet, antiga presidente do Chile.

 

ESPANHA

Beatificação de 14 monjas da Ordem da Imaculada Conceição

 

A celebração da beatificação de 14 monjas da Ordem da Imaculada Conceição, que morreram mártires na guerra civil espanhola, em 1936, realizou-se em 22 de junho na Catedral de Almudena, em Madrid, Espanha.

Uma delegação portuguesa participou na cerimónia da beatificação das Irmãs Concecionistas mártires.

A Ordem da Imaculada Conceição fundada por Santa Beatriz da Silva, em 1489, “espalhara-se rapidamente após o seu reconhecimento oficial por parte da Igreja Católica”.

No século XX, nomeadamente em Espanha, eram muitos os mosteiros de monjas concecionistas que dedicavam as suas vidas a honrar e celebrar o mistério da Imaculada Conceição.

 

 

ALEMANHA

Cristãos Perseguidos: Observatório sobre Intolerância e Discriminação

denuncia dezenas de casos de violência contra igrejas

 

O Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra cristãos denunciou a existência de dezenas de incidentes violentos praticados contra igrejas na Alemanha, no espaço de dois meses.

Num relatório divulgado hoje pela Fundação Ajuda a Igreja que Sofre, aquele organismo refere situações como “assaltos, roubos e incêndios intencionais” cometidos contra vários templos cristãos na Alemanha, que configuram uma total “falta de respeito pelos lugares de culto neste país”.

“Às vezes, a invasão de um local ou um assalto são motivados simplesmente por dinheiro. No entanto, o efeito desses incidentes deve ser motivo de preocupação. Ao optar por atacar as igrejas, vândalos e ladrões mostram uma profunda falta de respeito, se não ódio, por lugares de culto”, aponta o referido Observatório.

Um dos incidentes diz respeito a um incêndio que deflagrou no dia 1 de junho na igreja de São Nicolau, em Ankum, no distrito de Osnabrück, no Estado da Baixa Saxónia.

As câmaras de segurança demostraram que o sinistro ficou a dever-se à ação de “alguns jovens” que deliberadamente acenderam as chamas.

Semanas antes, a 19 de maio, um outro caso envolveu a igreja católica da Santíssima Trindade, em Grossholbach, no distrito de Westerwaldkreis, Estado da Renânia-Palatinado, apedrejada por desconhecidos que em seguida “vandalizaram o espaço” e levaram “alguns objetos sagrados”.

Para os autores deste relatório, “estes incidentes vêm revelar uma tendência de hostilidade para com as comunidades cristãs na Europa”.

“Já no ano passado, em maio, no Relatório anual publicado pelo Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra os Cristãos, registavam-se mais de 500 casos de intolerância”, recordam.

Neste número, estavam “incluídos 155 crimes de ódio contra os cristãos em 18 países europeus”, indicava a diretora executiva do Observatório, Ellen Fantini.

“Cada vez mais, vemos negócios administrados por cristãos financeiramente arruinados, cristãos que foram obrigados a escolher entre os seus valores morais e as suas profissões, grupos de estudantes cristãos silenciados nos campus universitários e interferência excessiva dos governos nos direitos dos pais desses jovens”, apontava aquela responsável.

 

AMAZÓNIA

Papa Francisco encontrou-se com líder indígena no Vaticano

 

O Papa Francisco recebeu em fins de maio, com um abraço, o líder indígena brasileiro Raoni Metuktire, da etnia caiapó, para uma audiência privada na Casa Santa Marta, Vaticano.

O encontro realizou-se no contexto da preparação da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazónica, que Francisco convocou a 15 de outubro de 2017.

Com o tema ‘Amazónia: Novo Caminhos para a Igreja e por uma Ecologia Integral’, o sínodo vai se realizar entre 6 a 27 de outubro de 2019, no Vaticano.

Após a 2.ª reunião do conselho pré-sinodal foi publicado o documento de trabalho do sínodo especial que foi dividido em três partes que abordam as seguintes temáticas: A voz da Amazónia, entendida como escuta daquele território; ecologia integral; Igreja com o rosto amazónico.

No texto preparatório da assembleia especial do sínodo, o Vaticano denuncia a exploração levada a cabo por “interesses económicos” que ameaçam a natureza e os direitos dos povos indígenas.

A riqueza da selva e dos rios da Amazónia está ameaçada pelos grandes interesses económicos que se alastram sobre diferentes regiões do território. Tais interesses provocam, entre outras coisas, a intensificação do desmatamento indiscriminado na selva, a contaminação dos rios, lagos e afluentes”.

 

ANGOLA E SÃO TOMÉ

Papa Francisco recebeu no Vaticano bispos da Conferência Episcopal

 

Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) afirmaram que o Papa Francisco está “completamente à disposição dos irmãos no Episcopado”, após uma audiência no Vaticano por ocasião da visita “ad Limina Apostolorum”.

O arcebispo do Lubango e presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM/SECAM), D. Gabriel Mbilingi, e o bispo do Namibe, D. Dionísio Hisiilenapo, consideraram o encontro com o Papa de intensa simplicidade que deixou à vontade como “entre irmãos no Episcopado, o que revela a elevada sensibilidade pastoral do pontífice”.

Segundo os bispos angolanos, “simplicidade, informalidade e profundo sentido de proximidade” foram as marcas do encontro realizado no âmbito da visita ‘ad Limina Apostolorum’, divulga o sítio online ‘Vatican News’.

Sobre os desafios de Angola, D. Gabriel Mbilingi explicou que a Igreja Católica trabalha pela “reconciliação, a justiça e a paz” e por “reconstruir o tecido social”.

Os bispos da CEAST referiram que no país lusófono onde os pobres agora são mais pobres e os ricos são mais ricos, enquanto o novo Executivo tenta combater a corrupção, o nepotismo e o açambarcamento de recursos para uma maior legalidade.

Por sua vez, o bispo do Namibe, D. Dionísio Hisiilenapo, explicou que “um dos desafios da Igreja” é a presença de seitas hostis à sua ação numa “sociedade em que quase 60% da população é constituída por católicos”.

As migrações são uma realidade no continente africano e o presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar adiantou que a Igreja trabalha em concertação com a União Africana num problema que é preciso ter “em conta a corrupção, a má governação, o desemprego acentuado, o custo de vida elevado, os sonhos e os conflitos muitas vezes fomentados a partir do exterior”.

A visita ‘Ad Limina Apostolorum’, começou no dia 9 de junho; além do encontro com o Papa Francisco, os bispos da CEAST foram recebidos em diversas congregações e dicastérios da Cúria Romana.


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