Transfiguração do Senhor

6 de Agosto de 2019

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

cf. Mt 17, 5

Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Mestre, como é bom estarmos aqui!” foram as palavras encontradas por Pedro para, de uma forma convicta exprimir algo das doçuras do Céu, pressentidas naquele inesquecível momento. Eram reflexo das mesmas alegrias que, para todos os bem-aventurados, estão reservadas por Deus no Reino do Céu.

Estamos aqui para refletindo neste passo tão importante da vida dos Apóstolos, fazermos tudo quanto está ao nosso alcance, para um dia as podermos também pronunciar, na felicidade eterna do Céu.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A glória que a Jesus Cristo foi revelado no Monte Tabor, já tinha sido profetizada por Daniel quando disse: “Foi-lhe entregue a majestade e a realeza e todos os povos O serviram”. É este texto profético que vamos escutar.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).

9-10 «Um Ancião» (à letra, «o Antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 101[102], 25-26; Is 41, 4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26, 11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000 vezes 10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).

13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino (a propósito, veja-se o belo e profundo comentário teológico de Bento XVI, em Jesus de Nazaré, capítulo X).

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)

 

Monição: Porque o domínio de Jesus Cristo é eterno e a Sua realeza jamais será destruída, rezemos (cantemos) com o salmista:

 

Refrão:     O Senhor é rei,

                o Altíssimo sobre toda a terra.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Ao seu redor, nuvens e trevas

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Derretem-se os montes como cera

diante do senhor de toda a terra.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Pedro cumpriu o pedido de Jesus “Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do Homem ressuscitar dos mortos.” Pedro recorda maravilhado esse dia único na sua vida. Vamos escutar o que a propósito ele deixou escrito.

 

2 São Pedro 1, 16-19

Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.

 

Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17, 1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3, 3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje pensam muitos estudiosos.

Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos: a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, funciona como uma luz que «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19), «para aqueles que esperam a luz final, a ‘estrela da manhã’ (cf. Apoc 2, 28) a surgir com a parusia de Cristo (cf. 1 Tes 5, 4)» (The New Jerome Biblical Commentary, p. 1019). Em Apoc 22, 16, Jesus é «a brilhante estrela da manhã», pela qual a comunidade orante dos fiéis clama com insistência: «vem!» (Apoc 22, 17.20).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 17, 5c

 

Monição: A voz de Deus-Pai, que se faz ouvir no monte Tabor, revela que Jesus é a única autoridade. Todos os que ouvirem o Seu convite e O seguirem até ao fim, começam desde já, a participar na Sua vitória final.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Este é o meu Filho muito amado,

no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 28b-36

 

Naquele tempo, 28bJesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. 29Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. 30Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, 31que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. 35Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». 36Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

 

Antes de mais, convém notar, na narrativa lucana da Transfiguração, um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: «cerca de oito dias depois», em vez do habitual «naquele tempo», que preferiram adoptar. Com efeito, em todos os três Sinópti­cos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim como para os seus discípulos (per crucem ad lucem).

28 «Subiu ao monte para orar». O monte Tabor (562 m), na Galileia, uns 10 Km a Leste de Nazaré, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17, 1 e Mc 9, 2 que falam de «um monte elevado», o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Anti-líbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8, 27; 9, 1). Mas, acima das considerações topográficas, o mais interessante é fixarmo-nos com J. Ratzinger/Bento XVI no «simbolismo geral do monte: o monte como lugar da subida, não apenas da subida exterior, mas também da ascese interior; o monte como um libertar-se do peso da vida diária, como um respirar no ar puro da criação; o monte que oferece o panorama da criação em toda a sua vastidão e beleza; o monte que me dá elevação interior e me permite intuir o Criador. A estas considerações, a história acrescenta a experiência de Deus que fala e a experiência da paixão como seu ponto culminante no sacrifício de Isaac, no sacrifício do Cordeiro definitivo sacrificado no monte Calvário» (Jesus de Nazaré, p. 383-4)

S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que «se alterou o aspecto do seu rosto…», certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. E a Transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2 Cor 3, 18: «todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…».

31 «Falavam da morte d’Ele». Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da «saída» de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como «a morte», mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.

32-33 «Estavam a cair de sono; mas, despertando...» Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6, 12; Mc 6, 46). A proposta de Pedro de construir «três tendas» (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.

35 «Este é o meu Filho, o meu Eleito». A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as «colunas» do Colégio Apostólico; o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de «o Amado» (cf. Mt 17, 5; Mc 9, 7), diz: «o meu Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23, 35; Is 42, 1). Comenta S. Tomás de Aquino: «Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa» (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).

36 «Guardaram silêncio», por ordem de Jesus (Mc 9, 9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     “Mestre, como é bom estarmos aqui”.

2.     “Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O”.

3.     Como conseguir o prémio que o Senhor nos tem preparado.

 

1.     Mestre, como é bom estarmos aqui.

 

“Mestre, como é bom estarmos aqui”, foram as palavras encontradas por Pedro, quando com Tiago e João fizeram a experiência de Deus, no alto do monte. As alegrias então sentidas, como que os levou a esquecer tudo o mais. Eles queriam mesmo ficar ali para sempre.

Estes três Apóstolos iriam ser testemunhas particulares do sofrimento do Senhor, concretamente ao vê-lO a suar sangue no Horto das Oliveiras. A sua fé seria por isso posta à prova. Para não sucumbirem ao verem Jesus a sofrer tanto, ali estava o mesmo Jesus a manifestar-lhes, desde já, um pouco das alegrias de Sua divindade.

 

2.     “Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências”.

 

“Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O”. Foi o apelo feito pelo Pai do Céu, neste momento tão solene da vida de Jesus. O mesmo nos recomenda também o eterno Pai. Como é importante escutá-lO! E Jesus falou-nos não só com o que disse, mas mais ainda com o que fez por nós, desde o Seu Nascimento pobre e humilde até à morte na Cruz.

Os sofrimentos de Jesus de que estes três Apóstolos iriam ser especiais testemunhas, dizem-nos claramente que foi muito a sério que Jesus nos salvou. Foi mesmo com muitíssimo sofrimento e tremenda humilhação.

Não podemos ficar indiferentes perante tantos excessos do Seu Amor. Esta linguagem de Deus quer dizer-nos que a nossa correspondência também tem que ser levada muito séria.

S. Pedro, na Segunda Leitura da Missa de hoje, salienta que “não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade”. Eles que o tinham visto suar Sangue, no Horto das Oliveiras, tinham também vislumbrado a Sua divindade no monte da transfiguração.

 

3.     Como conseguir o prémio que o Senhor nos tem preparado.

 

As alegrias vividas pelos três Apóstolos revelam-nos as próprias alegrias do céu, que Deus, nosso Pai, para cada um de nós tem preparado. Para as conseguir, importa levar muito a sério o problema verdadeiramente digno deste nome, que temos a resolver – o problema da nossa salvação.

Só correspondendo com amor e generosidade aos mandamentos e planos que Deus nos tem reservado, poderemos um dia dizer também, como Pedro no monte da transfiguração “Mestre, como é bom estarmos aqui.” Esta tão consoladora realidade vale bem todos os sacrifícios que tenhamos a fazer. Estão ao nosso alcance. Para não existirem dúvidas escutemos os apelos sempre amorosos de Jesus, como o Pai do Céu nos recomenda: Escutai-O.

 

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos,

na festa da Transfiguração do Senhor,

invoquemos a Deus, nosso Pai

que nos revelou a divindade de Seu Filho muito amado

e nos mandou escutá-lO,

Rezemos com alegria,

 

R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

1.     Para que Deus transfigure a santa Igreja,

peregrina nos quatro cantos da terra

e a faça brilhar pela santidade de vida

oremos, irmãos,

   

    R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

2.     Para que Deus transfigure os homens públicos,

os ensine a trabalhar para o bem comum

e a promover a paz e a justiça,

oremos, irmãos,

 

R.  Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

3.     Para que Deus transfigure aqueles que sofrem,

os ajude a levar a sua cruz

e a seguir os passos do Seu Filho,

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

4.     Para que Deus transfigure o nosso olhar

e nos ensine a descobrir, em cada dia

a Sua presença nas pessoas que sofrem,

oremos, irmãos.

 

R.  Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

5.     Para que Deus nos transfigure inteiramente

e imprima no nosso coração

a imagem do rosto de Jesus,

oremos, irmãos.

 

R.  Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

  

6.     Por todos os nossos familiares e amigos,

que já partiram para a eternidade,

 possam quanto antes contemplar as alegrias do Céu.

oremos, irmãos.

 

R. Nós Vos rogamos, ouvi-nos Senhor.

 

Ouvi Senhor as nossas súplicas e envolvei-nos com a luz santíssima

que os Apóstolos viram no monte santo,

para escutarmos a voz do Vosso Filho,

imagem e esplendor da Vossa glória.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo Mistério da Transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

O Mistério da Transfiguração

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça. Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Paz

 

Na transfiguração do Senhor, os Apóstolos experimentaram algo das alegrias e paz celestiais. Essa paz está ao nosso alcance. Basta que na vida a saibamos fomentar com os que convivemos. Com o propósito de o fazermos no dia a dia da vida com todos, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que enche de encanto os bem-aventurados do céu, vai entrar dentro de nós pela Sagrada Comunhão. Vamos recebê-lO com muita fé, amor e gratidão.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

cf. 1 Jo 3, 2

Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Vós sois grande, M. Simões, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estamos nesta vida para, seguindo pelos caminhos de Deus, um dia estarmos para sempre com a Santíssima Trindade, Nossa Senhora e demais Santos e Anjos, felicíssimos, no reino dos céus. Com o propósito de sempre seguirmos por esses caminhos abençoados, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 7-VIII: A necessidade da oração.

Num 13, 1-2. 25- 14, 1. 26-30. 34-35 / Mt 15, 21-28

A mulher cananeia: Tem compaixão de mim, filho de David.

O povo de Deus, ao chegar perto da Terra prometida, ficou muito desanimado: Não podemos avançar contra este povo, que ele é mais forte do que nós (LT). Esqueceram-se das ajudas de Deus: Esqueceram a Deus que os salvou operando maravilhas no Egipto (SR).

A mulher cananeia confia plenamente em Jesus para que que cure a sua filha, apesar de, ao princípio, não ter uma resposta do Senhor. Mas ela insistiu e conseguiu o milagre da cura da filha. Foi a humildade, e também a fé, que impressionaram Jesus. Assim deve ser a nossa oração: pedir, insistir, até que Ele nos atenda.

 

5ª Feira, 8-VIII:  União com o Papa: apoio na fé.

Num 20, 1-13 / Mt 16, 13-23

Dar-te-ei as chaves do reino dos céus. Tudo o que ligares na terra ficará ligado nos céus.

Moisés, encarregado por Deus para conduzir o seu povo à terra prometida, vai encontrando diversas dificuldades como, por exemplo, a falta de água. Deus intervém e Moisés bateu duas vezes com a vara no rochedo, e as águas saíram em abundância (LT).

Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: Dar-te-ei as chaves do reino dos céus (EV). Este poder das chaves designa a autoridade para governar a Casa de Deus, a Igreja. Para nos encaminhar para a vida eterna, o Papa a pedirá a Deus que nos ajude a encontrar os caminhos necessários para vencermos as dificuldades.  Apoiemo-lo com as nossas orações.

 

6ª Feira, 9-VIII: Sta. Teresa Benedita da Cruz: O heroísmo diário.

Os 2 , 16. 21-22 / Mt 25, 1-13

À meia noite ouviu-se um ruído: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Celebramos hoje a festa de uma das três Padroeiras da Europa, nomeada por S. João Paulo II. Ao longo da sua vida, ela foi preparando o encontro com o Senhor, enchendo de azeite (graças de Deus-EV), no dia a dia, a lâmpada da sua vida, e acabou no martírio.

A Europa precisa muito do testemunho de cada um dos seus filhos. Alguns percorrem os caminhos de Deus de uma forma aburguesada, desleixada (como as virgens insensatas) e outros de uma maneira heroica (como as virgens prudentes) (EV), e imitando o amor que Deus tem pelo seu povo, como noivado (LT).

 

Sábado, 10-VIII: S. Lourenço: A fecundidade do sofrimento.

2 Cor 9, 6-10 / Jo 12, 24-28

Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá mito fruto.

S. Lourenço, diácono do papa Sisto II, sofreu o martírio, juntamente com os seus quatro companheiros diáconos, poucos dias depois do deste papa, durante a perseguição de Valeriano. Com o seu martírio, deu-nos um exemplo de fidelidade à Igreja (Oração).

Graças a estes martírios, a Igreja foi-se expandindo pelo mundo inteiro: quem semeia com largueza também colherá com largueza (LT), pois é feliz o homem que ama ardentemente os Seus preceitos (SR). Deus também conta com os nossos sofrimentos na obra da Redenção: é o nosso grão de trigo, que dará muito fruto (EV).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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