aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

IGREJA EM PORTUGAL

Bispos portugueses aprovam «tabela comum» para «sustentar» serviços diocesanos

 

Os bispos portugueses, reunidos em Sessão Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, aprovaram o documento ‘Contributos por serviços pastorais e atos administrativos nas Dioceses de Portugal’, relativo à tabela de taxas por diferentes serviços na Igreja, que entra em vigor após a aprovação pela Santa Sé.

Este trabalho, realizado junto dos responsáveis diocesanos das 20 dioceses apresenta uma “tabela comum, básica para sustentar os serviços diocesanos”, afirmou D. Manuel Clemente no final da 196ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorreu em Fátima.

A Tabela de Taxas e Tributos, relativos à obtenção de documentos, da celebração de festas, da construção de novos espaços, da celebração de sacramentos, da alienação de bens temporais, ou da prestação de contas das Comunidades Paroquias, das Irmandade ou Associações e outros, será “reconhecida pela Santa Sé, para uniformizar na Igreja em geral, apesar das diferenças locais” e entrará em vigor posteriormente.

“Acreditamos que o que transmitimos e oferecemos, não tem preço, mas como Jesus disse, o trabalhador merece o seu salário, com o mínimo de condições para o serviço”, sustentou o também cardeal-patriarca de Lisboa.

O porta-voz da CEP, o padre Manuel Barbosa, que desenvolveu este trabalho afirmou em novembro de 2018 a “transparência e rigor” que visa harmonizar práticas em todo o país.

“O objetivo é harmonizar para o conjunto da Igreja em Portugal o que já acontece nas três Províncias Eclesiásticas. Atualizar não significa simplesmente aumentar, até poderá haver diminuição nalgumas situações”, assinalou num comunicado enviado à Agência Ecclesia.

O estipêndio, contributo dos fiéis para a aplicação da Missa pelas suas intenções particulares, é considerada uma oferta aos sacerdotes; esta é uma tradição da Igreja, confirmada pelo Direito Canónico, ligada à sustentação do clero.

Cada paróquia deve ter, por outro lado, um Conselho Económico e um Fundo Paroquial, para o qual se devem canalizar os emolumentos pagos aquando da administração de Sacramentos, bem como as ofertas dos fiéis.

 

SANTUÁRIO DE FÁTIMA

45º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica

 

O Secretariado Nacional de Liturgia vai realizar o 45º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica nos dias 22 a 26 de Julho de 2019. 

O Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica é uma proposta de estudo e de práticas litúrgicas que vão abrindo caminhos novos na renovação conciliar da liturgia. Agradecemos a divulgação desta actividade junto das pessoas interessadas na formação e na pastoral litúrgica, sobretudo os que exercem ministérios litúrgicos.

Ao ritmo das propostas dos nossos bispos – “Todos, Tudo e Sempre em Missão”, vamos abordar a questão da Liturgia e Missão. Toda a liturgia deve ser entendida e vivida como actividade missionária, não só porque na liturgia se reza pelas missões, mas sobretudo porque todas as actividades missionárias se destinam à liturgia, como sua fonte e fim último. A liturgia situa-se no coração das celebrações, que são a vida em Cristo: “Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós” (Jo 20,21). 

Serão apresentadas as seguintes conferências:

O desafio missionário da Iniciação Cristã, P. Carlos Aquino, Diocese do Algarve

A dimensão missionária dos sacramentos da cura, P. Jorge Vilaça, Arquidiocese de Braga

O envio missionário nos sacramentos do serviço e da comunhão, Dom José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda

O Cantoral Nacional: critérios e utilização, Prof. Emanuel Pacheco, Diocese do Porto

A dimensão litúrgica da missão, Dom Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa

Catequese litúrgica, P. Paulo Malícia, Patriarcado de Lisboa

Presidência evangélica e evangelizadora, Cón. Luís Manuel P. da Silva, Patriarcado de Lisboa

Música e evangelização dos jovens. P. António Cartageno, Serviço Nacional de Música Sacra

Os acólitos ao serviço da missão, Serviço Nacional de Acólitos

Liturgia e Missão

Inscrições em: http://liturgia.pt/enpl/

 

BRAGA

«Diário do Minho» celebra 100 anos com olhos postos no futuro

 

O jornal ‘Diário do Minho’, da Arquidiocese de Braga, completou em 15 de abril 100 anos de existência, assumindo o desejo de superar os “constrangimentos” que afetam atualmente a comunicação social.

“O Diário do Minho celebrou o seu primeiro centenário. Uma idade que não está acessível a todos. Mas quando acontece, é motivo de júbilo. E ainda mais se pensarmos que a vitória sabe sempre melhor se nada tiver de fácil”, referiu o diretor de informação da publicação, Damião Pereira, em editorial publicado por ocasião deste 100.º aniversário.

O responsável sustenta que o “segredo” para este centenário é a aposta na proximidade, com abertura ao “pluralismo e à diversidade de opiniões”, projetando a necessidade de, no futuro, promover a adaptação “aos novos desafios digitais”

“Temos mais cem anos pela frente. E aqui, atrevo-me a citar um outro ex-diretor, o Cónego João Aguiar Campos, na edição dos 80 anos do nosso Jornal: «Quem quiser fazer caminho, venha daí!»”.

Damião Pereira admite que o ‘Diário do Minho’ enfrenta “grandes constrangimentos”, com diminuição de vendas, assinaturas e contratos publicitários, mas assume a intenção de lutar contra esta tendência, dando como exemplo o aparecimento da revista “Minha”, em dezembro de 2018.

“A sustentabilidade do Diário do Minho passa, contudo, na sua maior parte, pelo sucesso da Gráfica da empresa, que imprime cerca de 130 jornais regionais, além de livros, revistas, catálogos”, precisa.

Assinalando este centenário, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) saudou um “projeto de grande relevância no setor dos media”, por “manter bem vivo o dinamismo editorial”.

“A permanência de uma edição impressa diária é, sem dúvida, para valorizar. Acreditamos que um título forte e de referência é sempre uma grande mais-valia para pessoas e instituições, sobretudo quando têm na sua missão o dever de passar, de geração em geração, uma Boa Nova, como acontece com a Igreja Católica, nomeadamente na Arquidiocese de Braga”, assinala a mensagem, assinada por D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa e diretor do SNCS.

O responsável anunciou que o ‘Diário do Minho’ iria receber, a título honorífico, o “Prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão”, a entregar por ocasião do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais (2 de junho).

Este galardão, criado para premiar trabalhos jornalísticos, foi já entregue, também a título honorífico ao cónego João Aguiar Campos, com um percurso de vida ligado ao jornal agora centenário, e ao cónego António Rego, pelo trabalho que ambos realizaram neste Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

Em dezembro de 2018, o jornal de inspiração cristã ‘Diário do Minho’ recebeu, da autarquia de Braga, a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, pelo contributo prestado à cidade e à região minhota.

 

ÉVORA

«Amoris Laetitia» «criou sensibilidade» para ver cada história de forma individual

 

O Cónego Mário Tavares, responsável pelo Departamento da Pastoral da Família na Arquidiocese de Évora, afirma que “o maior fruto” da encíclica ‘Amoris Laetitia’’ é a “sensibilidade em relação aos pastores de acolher os casos e procurar encaminhá-los”.

“Um dos frutos maiores é que deixamos de encarar estas situações das roturas matrimoniais e das histórias de cada um uma espécie de tema geral onde se mete tudo no mesmo saco mas penso que se criou esta sensibilidade para cada caso é um caso, cada história é uma história”, disse o cónego Mário Tavares de Oliveira em declarações à Agência Ecclesia.

Neste contexto, o sacerdote frisa que o acompanhamento de cada caso, “o estudo, a caminhada com cada caso” é, neste momento, “uma sensibilidade que os pastores têm e esse é o caminho”.

O sacerdote eborense revela que vê a ‘Amoris Laetitia’’ como “um momento de um processo” que “foi de aprofundamento, de reflexão, de escuta” e resultado de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e da caminhada realizada, como os inquéritos aos católicos de todo o mundo.

Na Arquidiocese de Évora, recorda o cónego Mário Tavares de Oliveira, acolheram a exortação e o Conselho de Presbíteros dedicou-se “ao seu estudo e reflexão”, em torno das “questões novas e das perspetivas que se abriam” e tornaram “mais acessível” uma leitura da ‘Amoris Laetitia’, como nas reuniões de zona pastoral e nos meios de comunicação.

Fátima Godinho, que partilha com o marido a coordenação do Movimento de Casais de Santa Maria na Arquidiocese de Évora, sublinha que são “vários os grupos que na região vão trabalhando a exortação do Papa Francisco, em determinados momentos da sua caminhada”.

Para aquela responsável, a exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’ tem a grande vantagem de ir ao encontro de “questões de atualidade” que influenciam a “vivência em casal e em família”.

“É muito importante que vejamos que há uma Igreja unida e que há documentos que são unificadores e que nos despertam para as problemáticas e para as questões emergentes da sociedade hoje em dia, que não é a de há uns anos atrás”, acrescenta.

Sobre o trabalho que é feito pelo Movimento de Casais de Santa Maria junto dos casais no território eborense, Fátima Godinho frisa: “Neste momento estamos com dificuldades porque os nossos casais estão a atingir uma idade muito tardia, formaram-se há muitos anos muitos grupos e agora estamos numa fase em que esses grupos já estão a sentir que a idade não ajuda”, explica esta coordenadora.

Situações “de viuvez, de separação, de doença”, bem como um certo afastamento dos casais mais novos, são alguns dos principais desafios, pelo que neste momento a prioridade passa por tentar “atrair” os jovens casais.

“O testemunho e o contacto direto é fundamental. Transmitir que fazer parte destes grupos é bom para a família e é bom para o casal, que existe uma entreajuda, que as famílias têm aqui um suporte, esta vivência tem de passar para os casais mais desprotegidos e mais jovens”, aponta Fátima Godinho.

O responsável pelo Departamento da Pastoral da Família assinala que têm “uma preocupação grande” na formação de leigos, onde se incluem os casais, e “há mais de 30 anos” que têm formação, depois “nas paróquias são solicitados para as diversas situações.

 

AÇORES

Santuário do Senhor Santo Cristo celebra 60.º aniversário

 

O Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na cidade de Ponta Delgada, celebrou em 22 de abril o 60.º aniversário da sua elevação a santuário diocesano de Angra.

Para comemorar esta efeméride (22 de abril de 1959) realizaram-se várias atividades, como um encontro de reitores dos santuários diocesanos dos Açores, em 24 de maio, um simpósio nos dias 11 e 12 de julho, onde D. Carlos Azevedo, do Conselho Pontifício para a Cultura (Organismo da Santa Sé) aborda o tema «Viver em Cristo: Pleno humanismo de santidade».

A festa este ano vai ser presidida pelo núncio apostólico da Santa Sé na Arménia e na Geórgia, o arcebispo português D. José Avelino Bettencourt, dias 24 e 25 de maio.

“Todos estão convidados a participarem com a Igreja da nossa diocese, ilha e cidade de Ponta Delgada em todos os atos deste programa celebrativo”, sublinham os sacerdotes sobre o programa comemorativo e celebrativo que já contou com conferências centradas na dimensão do acolhimento, da centralidade eucarística, da peregrinação e da conversão.

As festas do Senhor Santo Cristo, no quinto domingo a seguir à Páscoa, “são as maiores festas religiosas dos Açores”, com “milhares de peregrinos” nas ruas de Ponta Delgada.

 “Queremos que o nosso Santuário seja no futuro um grande foco de dinamização formativa e espiritual”, realçam os cónegos Adriano Borges e José Medeiros Constância, na informação divulgada pelo sítio online ‘Igreja Açores’.

O culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres foi impulsionado a partir dos séculos XVII e XVIII, dentro dos princípios adotados pela Igreja Católica no Concílio de Trento, no sentido da defesa da importância do culto e da veneração de imagens, um dos princípios de divergência em relação à Reforma protestante.

 

PORTALEGRE-CASTELO BRANCO

Dia Diocesano da Juventude

 

O Dia da Juventude da Diocese de Portalegre-Castelo Branco realizou-se a 13 de abril e tem como tema «Viu e Acreditou».

Esta festa, que se realizou na cidade de Portalegre, “é de todos os jovens, e para todos os jovens, a partir dos 14 anos de idade, estejam em tempo de catequese, em grupos de jovens paroquiais, nos movimentos juvenis, sejam animadores”.

Na manhã de 13 de abril, houve diálogos e testemunhos sobre a temática dos jovens na “Igreja e sobre o grande evento que é a Jornada Mundial da Juventude”.

No período da tarde, houve um concerto/testemunho com o Pedro Vicente e a Marta Fernandes, um tempo de oração com a reflexão da Via Sacra seguida de caminhada a pé e Eucaristia na Sé, presidida pelo Bispo Diocesano, D. Antonino Dias.

 

LAMEGO

Jovens rumam ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde

 

Os jovens da Diocese de Lamego realizaram a sua jornada dias 17 e 18 deste mês, no Santuário de Nossa Senhora da Saúde, em Fonte Arcada (Zona Pastoral de Sernancelhe).

No primeiro dia houve, pelas 21h30, uma vigília vocacional na Capela de Nossa Senhora da Saúde (Fonte Arcada) e no dia seguinte, depois da caminhada dos jovens, o bispo de Lamego, D. António Couto, celebrou, às 11h45.

Na tarde do dia 18 deste mesmo mês realizou-se um concerto musical e outras atividades lúdicas e vai ser entregue a cruz aos jovens que vão acolher a XXXV JDJ – 2020.

 

BRAGA

Projeto «Laboratório da Fé» quer ser espaço de «diálogo» com os jovens

 

O projeto digital ‘Laboratório da Fé’, da Arquidiocese de Braga, tem um novo portal com propostas especialmente dirigidas aos jovens, junto dos quais quer ser um espaço de “diálogo” e de “partilha de sonhos e inquietações”.

Para o padre Marcelino Paulo Ferreira, que coordena esta iniciativa, “o grande desafio” que se apresenta hoje à Igreja Católica é precisamente “escutar” as novas gerações.

“Os jovens não querem respostas pré-fabricadas e receitas prontas, querem ser uma voz presente na sociedade e na vida da Igreja. Por isso reconhecemos que é preciso criar mais espaços onde ressoe a voz dos jovens”, realça o sacerdote.

O ponto de partida no ‘Laboratório da Fé’ é o convite feito a cada jovem para “redescobrir o caminho da fé”, e a porta está aberta a todos.

Seja para “quem tem dúvidas”, para quem se encontra “num processo de iniciação à fé”, para quem quer “aprofundar a relação com Deus” ou simplesmente para “quem está curioso sobre o que é isso da fé”, frisa o padre Marcelino Paulo Ferreira, numa mensagem-vídeo publicada no novo portal.

O projeto ‘Laboratório da Fé’, da responsabilidade do Arciprestado de Braga, foi criado no âmbito da celebração do Ano da Fé, que marcou a vivência da Igreja Católica entre 2012 e 2013, proclamado pelo agora Papa emérito Bento XVI.

A ideia é proporcionar a todas as pessoas, jovens e menos jovens, um espaço de aprofundamento da relação com Deus.

Entre os recursos pastorais que estão em preparação, destaque vai para um “guia para o caminho da fé”, com vários trilhos “conteúdos” orientados para a vivência da experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo.

 

PORTALEGRE E CASTELO BRANCO

Idanha-a-Nova: Curso sobre «Religiosidade Popular»

 

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova promoveu em 12 e 13 de abril um Curso livre sobre Religiosidade Popular, com o tema ‘ruralidade e piedade popular no nosso tempo, que terminou com um encontro de cantares Quaresmais e Pascais, Fórum Cultural de Idanha-a-Nova.

 ‘Ruralidade e piedade popular no nosso tempo’ foi o tema do encontro que contou com investigadores portugueses e espanhóis que aprofundaram as tradições religiosas de Monsanto, Penha Garcia, São Miguel de Acha, Fátima e Extremadura (Espanha.

A atividade cultural integrou-se no projeto ‘Mistérios da Páscoa em Idanha’,

O evento terminou com o 12.º Encontro de Cantares Quaresmais e Pascais, também no fórum cultural da vila raiana com diversas atuações: Grupo de Encomendação das Almas de Cunqueiros (Proença-a-Nova); Grupo de Encomendação das Almas do Ladoeiro (Idanha-a-Nova); Grupo de Encomendação das Almas de Aldeia de João Pires (Penamacor); e Grupo de Cantares “A Mensagem” da Cidade da Guarda.

Da tradição quaresmal e pascal em Idanha-a-Nova constam diversos momentos como: A Encomendação das Almas, o Ir a ver Nosso Senhor, o Terço cantado nas ruas pelos Homens, as Procissões “Corridas, Ladainhas, procissão dos Ramos.

 

VISEU

Bispo apela a fim de «cultura de morte», em defesa dos doentes e dos mais frágeis

 

O bispo de Viseu defendeu na celebração de Páscoa o fim do que chamou de “cultura de morte”, afirmando que os crimes contra a vida “envergonham uma sociedade que se afirma humanista”.

“Não abandonemos os nossos doentes, os mais frágeis e os que sofrem, façamos para isso as melhores leis para os proteger, promover e dignificar.  Promover a dignidade da vida, uma vida digna, em qualidade aliviando as dores, os sofrimentos e os sintomas dos doentes, acompanhando-os nos cuidados com humanismo e espiritualidade na hora da sua morte”, apelou D. António Luciano, na homilia da Vigília Pascal, divulgada pela Diocese de Viseu.

O responsável sublinhou que a Igreja ensina e pede aos cristãos que “promovam uma verdadeira cultura da vida, rejeitando sempre uma cultura de morte”.

Este compromisso, precisou, implica “dizer não à morte de inocentes, não a práticas permissivas que legalizam o aborto, o infanticídio, a pena de morte, a eutanásia e a distanásia”.

Estes crimes envergonham uma sociedade que se afirma humanista, desenvolvida, civilizada, são uma falta de respeito pela vida, empobrecimento do valor da dignidade da pessoa e uma ofensa grave ao Criador”.

O bispo de Viseu aludiu ao “sofrimento de um doente terminal” e outros sofrimentos, desejando que estes não impeçam “a ousadia de sonhar e de esperar a verdadeira Páscoa”.

“Hoje a nossa sociedade tem muitas formas e instrumentos para prestar os melhores cuidados aos doentes, em todas as fases da doença, mesmo os incuráveis ou os que se encontram em fase terminal de vida”, assinalou D. António Luciano, com formação em enfermagem e bioética.

O responsável pela Diocese de Viseu desejou também que “os cenários orquestrados de guerra desapareçam, que os campos de refugiados e emigrantes à deriva, no meio do mar nunca afoguem os sonhos de tantas vidas inocentes, que contemplam com esperança a outra margem”.

 

ÉVORA

«Ressurreição não é reencarnação», mas uma «vida nova» lembra o Arcebispo

 

O arcebispo de Évora afirmou na homilia da Vigília Pascal que a ressurreição não é reencarnação, mas uma “vida nova”, “vida plena”.

“Jesus ressuscitou para a vida plena, não reviveu para a vida biológica, por isso, a Ressurreição é novidade, não é regresso”, disse D. Francisco Senra.

Na verdade, a Páscoa “é uma passagem para a frente, não é um passo atrás”.

“Ressurreição não é recuo, reencarnação, pois Jesus não é devolvido à vida anterior, mas entra numa vida nova, na vida definitiva”, sublinhou.

D. Francisco Senra referiu que a Páscoa não é a evocação de “alguém que já morreu”, mas a celebração de “Alguém que continua vivo”.

“A Igreja, alicerçada na Páscoa, não transporta a recordação de um ausente, mas oferece-nos a permanente celebração de uma presença”, sustentou.

O arcebispo de Évora disse que “a morte de Jesus é uma morte morticida, uma morte que mata a morte. Não elimina a vida, ilumina a vida!”

A morte de Jesus “não era um termo da vida biológica, mas o ingresso na vida plena, na vida que vence a morte e permanece eternamente para lá da morte”, sustentou. “Esta ressurreição não era um regresso à vida, mas um ingresso na Vida: na vida que vence a morte”, acrescentou.

“Nunca digamos, pois, «Cristo viveu». Digamos e proclamemos sempre «Cristo está vivo», connosco”, concluiu o arcebispo de Évora

Na Catedral de Évora, D. Francisco Senra presidiu à Vigília Pascal, onde foram batizados três elementos da comunidade de São Brás e 73 membros das Comunidades Neocatecumenais de Évora e de Elvas renovaram as renovar as suas promessas batismais.

 

LISBOA

«Fátima Jovem» 2019 levou milhares à Cova da Iria, com as Jornadas Mundiais da Juventude no horizonte

 

O Santuário de Fátima acolheu entre 5 3 6 de maio – um fim de semana cheio de sol –uma nova edição do encontro nacional de jovens católicos, o primeiro após o anúncio da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Portugal, em 2022.

A edição 2019 do ‘Fátima Jovem’ é o primeiro encontro nacional dos jovens católicos, após o anúncio, no Panamá, de que Lisboa vai receber a próxima edição internacional das JMJ.

O diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), padre Filipe Dinis, assumiu a intenção de dar continuidade à experiência do Panamá, em janeiro deste ano, para “criar laços e começar a preparar as Jornadas Mundiais”.

“Estes encontros nacionais são importantes para a formação de uma consciência de que somos Igreja. É um reforço da tomada de consciência de que somos cristãos”, assinalou o responsável, em declarações à Agência Ecclesia.

Em Fátima cruzam-se jovens de diferentes identidades e movimentos de Igreja, por vezes até em números mais expressivos que os que se costumam verificar nesta peregrinação Nacional de Jovens.

O padre Filipe Dinis destacou o facto de, neste ano, o Fátima Jovem ter sido preparado por todos os grupos que integram o Conselho Nacional da Pastoral Juvenil.

“Esta peregrinação tem muito esta componente da envolvência de todos na preparação e na vivência deste acontecimento” salienta o responsável nacional do DNPJ.

Quanto ao programa para estes dois dias, o padre Filipe Dinis começa por destacar a manhã de sábado, com “a preocupação de que os jovens escutem outros jovens nas suas experiências de missão”.

Em vários pontos do Santuário, os jovens puderam escutar “experiências concretas de jovens que viveram a sua missão dentro ou fora do país.”

Segundo o padre Filipe Dinis, o objetivo é “abrir perspetivas para que os jovens coloquem na sua vida esta perspetiva missionária.”

Esta é uma forma do DNPJ se associar ao Ano Missionário e à proposta da Nota da Conferência Episcopal Portuguesa ‘Todos, tudo, sempre e em missão’.

Após uma saudação a Maria, a tarde de sábado contou com um Peddy Paper que passou por vários locais, “sempre com esta componente missionária, de pessoas que em Fátima trabalham numa perspetiva de missão”.

A noite foi preenchida com o Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem, numa sucessão de temas oriundos e representativos de 14 dioceses portuguesas.

Mais do que um encontro, o responsável da pastoral juvenil preferia falar de peregrinação, que se concluiu no domingo: “Nós tratamo-la como peregrinação, neste caminhar até ao Santuário de Fátima e viver esta experiência mariana”.

 

PUBLICAÇÕES

UCP edita nova «Revista Portuguesa de Teologia»

 

«Theologica», «Didaskalia» e «Humanística e Teologia» encerram edições para mostrar «trabalho teológico» nacional

 

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP) vai iniciar a publicação da ‘Revista Portuguesa de Teologia’, reunindo no mesmo projeto editorial edições dos diferentes núcleos daquela faculdade.

“Por deliberação da Faculdade de Teologia, desaparecem na sua forma costumada as revistas ‘Theologica’, ‘Didaskalia’ e ‘Humanística e Teologia’, que têm sido publicadas respetivamente nas escolas integrantes da Faculdade, em Braga, Lisboa e Porto”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA por ocasião da publicação do último número da ‘Humanística e Teologia’.

A publicação uma “revista comum”, com o título de ‘Revista Portuguesa de Teologia’, vai ter a periodicidade semestral, acrescenta o comunicado.

“A quem nos leu e acarinhou durante todos estes anos, agradecemos penhoradamente. E pedimos que deem as boas-vindas à nova revista, que leva sobre os seus ombros a tarefa de exprimir o melhoramento do trabalho teológico que se faz no nosso país”, afirmam os editores da ‘Humanística e Teologia’.

A última edição da revista do núcleo do Porto da Faculdade de Teologia (FT) centra-se nas questões de género e quer contribuir para o esclarecimento do debate.

“Do ponto de vista teológico, o que nos ocorre, desde logo, é apreciar uma evolução moral da nossa cultura que vai na direção de dar ao ser humano a possibilidade de viver melhor a sua identidade, nunca acabada, e de poder ver-se acolhido de maneira mais harmónica nas instituições que lhe balizam a vida”, assinala um comunicado enviado à Agência Ecclesia.

Concebendo “diversos modos” para analisar “as questões de género” os responsáveis manifestam uma “oposição declarada” e alertam para “caminhos de insensatez e de contracultura”.

“A sua indefinição antropológica e o experimentalismo ético que as move, com frequência, levam por caminhos de insensatez e de contracultura”, sublinham.

 

BRAGA

«’Descalço também se caminha’ remete a necessidade de vencer as limitações» – cónego João Aguiar

 

 “Descalço também se caminha” é o mais recente livro do cónego João Aguiar e que nasceu da reflexão de “pedaços áridos do caminho” que tem de fazer e remete para a “necessidade de vencer as limitações”.

“Descalço também se caminha é um título que remete a necessidade de vencer as nossas limitações, não posso porque… às vezes não podemos porque não queremos.

Se for muito esquisito não vou, porque está chuva, não há transporte…. É porque não amas muito o sítio…”, refere o autor em declarações à Agência Ecclesia.

Numa comparação com uma peregrinação, o cónego João Aguiar fala da “alegria íntima que é peregrinar, que é ir”, bem como o “direito de qualquer peregrino” de parar, e ser “caritativamante recebido e acolhido.”

O anterior diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais conta que este livro, da editora Paulus, e apresentado no espaço Vita, na arquidiocese de Braga, no passado dia 6 de abril, nasceu de pedaços áridos do caminho.

“O livro nasceu dos pedaços áridos do caminho que tenho de fazer: se encontro uma silva no caminho e como a ultrapasso, ou como a desvio ou encosto-a à margem para que não se atravesse à frente de outro”, considera.

Numa entrevista à Ecclesia, o cónego João Aguiar aponta que a “desistência deve ser contraposta pela insistência”, considera-se um “optimista mas com os pés no chão”, de preferência, descalço.

“Sou optimista mas com os pés no chão, gosto de estar em casa descalço, de sentir o frio, refresca e ali rezo.

Olho para além do tempo que me diz que “caminhando por graça has-de chegar” e sei que não vou só, rezado o caminho e sei que não vou num capricho mas à procura de cumprir, de habitar a vontade de Deus”, explica o sacerdote de Terras de Bouro.

Com vários livros já editados o cónego João Aguiar diz não ser “guloso das situações”, ou seja, gosta de saborear: “estou, ouço, sorrio e outras vezes choro”. E neste ritmo tem já dois projetos em mãos.

“Há dois projetos que tenho em andamento: um deles sobre o padre Dâmaso, numa consulta dos seus cadernos”…

“E outro num título que pode parecer esquisito mas que o digo alegre – “Morri, ontem” – uma reflexão sobre amizade, amor, vida, morte e doença; quase numa estrutura de romance  é uma reflexão que tenho vindo a fazer nas minhas circunstâncias e depois de ter morrido diante de nós só temos futuro que nunca mais acaba”.

O livro foi apresentado por D. Américo Aguiar no Auditório Vita, em Braga, no dia 6 de abril. A obra é uma coletânea de textos divididos em três partes – Olhares, Canções de Amor e Reflexões.

O cónego João Aguiar nasceu a 23 de dezembro de 1949 e é natural de Terras do Bouro, no Gerês, na Arquidiocese de Braga.

Ordenado presbítero no dia 25 de março de 1973, durante quarenta anos trabalhou na pastoral da comunicação social, nomeadamente como jornalista e diretor do jornal Diário do Minho, presidente do Conselho de Gerência da Rádio Renascença e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica.

 

LISBOA

Vicariato Castrense

 

O Bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança afirmou que a ressurreição “dá sentido à vocação dos Militares e Agentes de Segurança”, que existem “em função da vida, da paz e da segurança”.

“É a força resplandecente da Ressurreição que projeta a vida humana sobre o futuro absoluto, onde nenhuma lágrima poderá vingar. É a força fulgurante da Ressurreição que seduz e dá sentido à vocação dos Militares e Agentes de Segurança”, disse D. Rui Valério.

“Tal como Cristo viveu e operou para a Ressurreição, também nós não existimos em função da guerra ou da violência, mas em função da vida, da paz e da segurança”, acrescentou o bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança na Mensagem Pascal.

Dirigindo-se aos militares, guardas, agentes de segurança, militarizados e civis, do Ordinariato Castrense, D. Rui Valério disse que a ressurreição deve ser “o horizonte de sentido e a habitação” da missão de cada um.

“Acreditamos que Cristo venceu a morte e, sobre este glorioso triunfo fundamos e construímos a nossa certeza de que o bem vence o mal; de que o amor vence o ódio; de que a paz é mais forte do que a guerra”, afirmou.

 

AÇORES

Diocese de Angra celebra Jornada da Juventude 2019

 

A Diocese de Angra assinalou a Jornada Diocesana da Juventude 2019, nas diversas ilhas do Arquipélago dos Açores, com destaque para encontros na Terceira, São Miguel e Faial, entre os dias 13 e 14 de abril.

‘Ser + Igreja: todos em missão’ é o tema da Jornada Diocesana da Juventude na Diocese de Angra.

Na Ilha Terceira as atividades começaram com uma Vigília de Oração, na Paróquia das Quatro Ribeiras, organizada pelo grupo de jovens ‘Oásis da Esperança’.

No dia 14, Domingo de Ramos, o encontro continuou na Ribeirinha, orientado pelo Grupo de Jovens Mensageiros da Palavra’, e do programa constavam workshops destinados à promoção de voluntariado. Seguiu-se um concurso de Dança, Música e Teatro, compromisso dos grupos e a celebração Eucarística.

Esta atividade “era aberta a todos os grupos de jovens da ilha. Na Ouvidoria de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, os jovens celebraram a ‘Noite Mundial da Juventude 2019’, no dia 13 de abril, na Covoada.

Na Ilha do Faial, a Jornada Diocesana da Juventude começou também no sábado, véspera do Domingo de Ramos, com “uma vigília com fogo de conselho”, com os escuteiros.

As atividades continuaram no domingo, dia 14, com a procissão e bênção de Ramos, com jovens de diferentes movimentos de apostolado, às 15h00, na mesma igreja.

O acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana, nasceu por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

 

ALGARVE

Bispo desafia padres a «contagiar» um mundo que perdeu referências

 

O bispo do Algarve desafiou os padres da diocese a serem capazes de “contagiar” o mundo com o seu entusiasmo, num estilo de vida simples que lhes permita “ser próximo de todos, particularmente dos excluídos”.

Na homilia da Missa Crismal, a que presidiu na Sé de Faro, D. Manuel Quintas sustentou que a vida dos padres tem de adquirir a “eloquência de alternativa”, sem agendas de “sucesso ou poder”, mas procurando o serviço dos mais pobres, como um “lugar de encontro”, “homem de paz e de reconciliação”.

“O amor é o tudo da sua vida”, acrescentou, na celebração que marca o início da Quinta-feira Santa, reunindo os membros do clero em volta do seu bispo diocesano.

D. Manuel Quintas admitiu que o “modo de ser e agir” dos sacerdotes mudou, num contexto social muito diferente, nas últimas décadas, e alertou para a “falta de referências” nas novas gerações.

A intervenção falou da “consagração e missão” dos sacerdotes, sublinhando o “renovado envio a anunciar e testemunhar a Boa Nova de Jesus Cristo”, em particular no Ano Missionário que a Igreja Católica em Portugal vive até outubro de 2019.

O bispo abordou a vida dos sacerdotes, a sua dedicação de “alma e coração” à Igreja, e disse que só Deus pode ser a “razão última” desta dedicação “generosa e total”.

“Esta pertença (a Deus) é o tempero da vida dos presbíteros”, observou.

A terminar, D. Manuel Quintas renovou um pedido aos cristãos leigos. “Estimai os vossos párocos, rezai cada dia por eles e por mim, para que o nosso amor fiel a Cristo se alimente cada dia no testemunho da Palavra que vos anunciamos e se fortaleça, sempre mais, no dom da Eucaristia que vos distribuímos; para que a nossa entrega, sem reservas a Ele e a esta nossa Igreja diocesana, seja sinal e transparência de Cristo Bom Pastor que continua em cada um de nós a dar a vida pelas suas ovelhas”.

A Diocese do Algarve, através do seu Setor da Pastoral do Turismo, disponibiliza online os horários das celebrações na totalidade das paróquias locais.

 

ÉVORA

Arcebispo celebrou Missa com os reclusos do estabelecimento prisional da região

 

O arcebispo de Évora celebrou em meados de abril uma Missa no Estabelecimento Prisional de Évora, e marcou também desta forma o início da Semana Santa junto dos reclusos daquela instituição.

Numa mensagem publicada através das redes sociais, D. Francisco Senra Coelho destacou a “exemplar participação” dos reclusos na Eucaristia e agradeceu o “excelente ambiente humano” que todos proporcionaram.

D. Francisco Senra Coelho enalteceu ainda o trabalho de todos quantos acompanham estas pessoas e procuram promover a sua reabilitação, desde os responsáveis e funcionários do Estabelecimento Prisional de Évora até aos que ali trabalham na pastoral penitenciária.

“Obrigado à Direção, aos guardas prisionais, ao sacerdote, à religiosa e aos leigos que ali tornam semanalmente presente a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo”, escreve D. Francisco Senra Coelho.

Recorde-se que o atual arcebispo de Évora foi capelão do Estabelecimento Prisional de Évora entre 1986 e 1988, então por nomeação de D. Maurílio de Gouveia.

Esta instituição penitenciária alentejana conta com o apoio pastoral de vários padres da Companhia de Jesus, também de algumas religiosas da congregação das Irmãs de Santa Doroteia e de três cursilhistas da Ultreia de Évora.

No dia 3 de maio, D. Francisco Senra Coelho esteve de volta ao Estabelecimento Prisional de Évora para celebrar a Páscoa com os reclusos.

 

COIMBRA

Bispo destaca importância do Batismo em tempo de «indiferença»

 

O bispo de Coimbra destacou, durante a celebração da Vigília Pascal, a importância do Batismo e da fé cristã, num tempo de crescente “indiferença” religiosa.

“Estamos no tempo da indiferença de muitos em relação à fé, no tempo da oposição de outros em relação aos valores da tradição cristã, no tempo das perseguições aos cristãos por parte de alguns marcados pelos fundamentalismos ideológicos, religiosos ou culturais, no tempo da afirmação das novas faces do materialismo, no tempo dos sincretismos religiosos e espirituais, no tempo dos relativismos”, advertiu D. Virgílio Antunes, na homilia da Missa a que presidiu na Sé Nova.

O Bispo de Coimbra convidou os participantes a “redescobrir a beleza” da fé, numa noite em que foram batizados nove adultos, após um percurso de preparação para os sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia, Confirmação).

“A Igreja tem um lugar menos relevante na sociedade e no caminho de grande parte da humanidade, particularmente no Ocidente, não tanto porque tenha ficado para trás na história, como é voz corrente, mas sobretudo porque foi perdendo o ardor da fé no Senhor Vivo no meio de nós, porque os cristãos se acomodaram à cultura dominante, porque arrumou o Evangelho na prateleira dos esquecidos e desnecessários”.

D. Virgílio Antunes sublinhou que o Batismo “numa sociedade secularizada” representa “uma atitude verdadeiramente evangélica”, deixando uma saudação aos novos membros da comunidade católica.

 

BRAGANÇA-MIRANDA

D. José Manuel Cordeiro quer «ministério generoso e corajoso» por parte dos padres

 

O bispo de Bragança-Miranda disse +aos padres da diocese transmontana que as comunidades católicas esperam deles um “ministério generoso e corajoso do Evangelho”.

“Os padres são marcados como homens da Palavra, do Perdão, da Partilha, da Bondade, da Transparência e da Autenticidade de Deus”, declarou D. José Cordeiro, na homilia da Missa Crismal a que presidiu na Catedral de Bragança.

O responsável convidou os sacerdotes a olhar com atenção para a atual realidade “humana, social, geográfica, demográfica, pastoral e eclesial” da Diocese, procurando construir “uma comunidade de fiéis amadurecida em torno da Catequese, da Liturgia e da Caridade numa vida relacional, evitando a autossuficiência e a autorreferencialidade”.

D. José Cordeiro questionou os presentes sobre a “necessidade de uma nova presença” da Igreja no território, segundo a “eclesiologia de comunhão e de missão”.

Não somos prestadores de serviços e nem os fiéis são nossos clientes. Cada uma de nós é uma missão! E a nossa missão é a evangelização. Nunca cedamos à mediocridade humana, pastoral, espiritual e missionária”.

Durante a homilia, o responsável anunciou a trasladação dos restos mortais de D. Abílio Augusto Vaz Neves (bispo da Diocese entre 8 de dezembro de 1938 e 20 de fevereiro de 1965) do cemitério de Ifanes (Miranda do Douro) para o Pátio dos Bispos, na Catedral de Bragança.

A cerimónia vai realizar-se no próximo dia 8 de junho, dia dos 125 anos do seu nascimento; D. Abílio Augusto Vaz Neves vai ficar sepultado junto a D. António José Rafael, falecido a 29 de julho de 2018.

Além do presbitério diocesano e de D. José Cordeiro, participaram na Missa os bispos eméritos de Bragança-Miranda e Beja.

O bispo de Bragança-Miranda deixou uma saudação aos jovens, em particular os acólitos e os que vão receber o sacramento da Confirmação, projetando o próximo Dia Diocesano da Juventude a 11 de maio, em Vinhais.

Após a Eucaristia, D. José Cordeiro almoçou com jovens crismandos dos 4 arciprestados da diocese.

 

 

AVEIRO

Bispo numa formação sobre «Batismo, Caminho de Santidade»

 

O bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, apresentou uma reflexão sobre ‘Batismo, Caminho de Santidade’, em 19 de maio, no seminário diocesano de Santa Joana.

O Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde informa que a ação de formação destinou-se a agentes deste setor, visitadores de doentes, Ministros Extraordinários da Comunhão a doentes domiciliários, mensageiros da Mensagem de Fátima.

D. António Moiteiro falou sobre ‘Batismo, Caminho de Santidade’ na última de quatro formações promovidas ao longo do atual ano litúrgico.

‘A Espiritualidade dos Pastorinhos de Fátima’, ‘O Espírito Santo que nos anima, compromete e envia’ e ‘A Gratuidade do Serviço à Pessoa Doente’ foram os temas das ações anteriores.

 

BEJA

Dia da Juventude e festival da canção mensagem

 

O Dia da Juventude da Diocese de Beja realizou-se no sábado, 14 de abril, em Vila Nova de Santo André e também o Festival Diocesano da Canção de Mensagem.

Neste festival ficou escolhida a canção que representou a diocese no Festival nacional da Canção de Mensagem que teve lugar em Fátima.

O Secretariado da Pastoral Juvenil da Diocese de Beja apelou “à criatividade dos grupos para, através da música, partilharem os seus dons e talentos”, lê-se.

 

SANTARÉM

Bispo denuncia novas escravaturas

 

O bispo de Santarém denunciou, na sua homilia da Vigília Pascal, as “novas formas de escravatura” da atualidade, afirmando que as mesmas “envergonham o sentido da civilização humana”.

“Também para as escravaturas sociais e familiares do mundo atual, Cristo é libertação pois o seu Evangelho suscita outro olhar, outra atitude e solução verdadeiramente humanizantes”, declarou D. José Traquina,

Falando na Sé de Santarém, durante a celebração da Vigília Pascal, que evoca a ressurreição de Jesus Cristo, o bispo sublinhou que “a maior escravidão era a do poder da morte”.

“Jesus é o nosso Salvador porque morreu mesmo, conheceu o poder da morte, superou-o saindo vitoriosamente do sepulcro. Enche-nos de esperança, a Luz da fé no Senhor Ressuscitado”, acrescentou.

D. José assinalou ainda que a ressurreição é uma “afirmação da Fé”.

“O Senhor Ressuscitou, não para a vida humana anterior, mas para assumir à direita do Pai o seu lugar de Senhor da História. Com a sua ressurreição o Senhor Jesus colocou a natureza humana na esfera da natureza divina”, concluiu.

 

AVEIRO

Rito do lava-pés vivido de forma especial pelos reclusos

 

O estabelecimento prisional de Aveiro viveu em Quinta-feira Santa um dia especial, com o rito do lava-pés, que teve os reclusos como protagonistas.

No dia em que a Igreja Católica recorda a Última Ceia de Cristo com os apóstolos, o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária lavou os pés aos reclusos, celebração que aconteceu na maioria das cadeias em Portugal.

“É um momento que não se pode descrever, são muitas emoções. A quem quiser que lhe seja lavado o pé, e podem ser todos, peço-lhe que descalce o sapato. Muitos hesitam, mas praticamente quase todos querem, há uma toalha para cada um e depois até ficam com ela como recordação”, contou o padre João Gonçalves à Agência Ecclesia.

O momento aconteceu num “ambiente informal”, com a presença dos voluntários e dos reclusos que quiseram participar.

O sacerdote, que conheceu aquele estabelecimento prisional de Aveiro há mais de 30 anos, sabe as “histórias e o sofrimento de muitos reclusos” que ali estão.

Alguns não consentem que lhes beije o pé, não se sentem dignos, e eu não sou Jesus! Mas são momentos fortes que acabam sempre com uma lágrima, quer neles, quer em mim, não sou capaz de conter, é grande a emoção, porque estou diante de pessoas muitas delas marcadas por sofrimentos e crimes muito graves e eles sabem…”

 ‘Eu não mereço’ é o que dizem mais…” e eu pergunto: “afinal quem merece?” Ali sente-se pelo silêncio, pelas lágrimas o que significa o lava pés como mandamento de amor”, aponta o padre João Gonçalves.

O momento terminou com um abraço da paz, “sem formalismos” entre todos que deixa marcas naqueles que vivem em privação de liberdade.

“O abraço da paz é com muito silêncio, lágrimas, muito forte e bonito, acabam os formalismos, com os voluntários e com eles, há uma proximidade e troca de amizade e isso marca-o porque percebem o que a Igreja está a viver cá fora e sentem esta ligação com o exterior”, explica o sacerdote.

Já na Sexta-feira Santa, este ano a 19 de abril, os reclusos fazem uma “grande caminhada na cadeia”, uma “homenagem” a Jesus, a Via-Sacra, com textos próprios e adaptados.

“Fazemos uma caminhada grande dentro da cadeia, com cruz e velas que eles transportam.  Mesmo os que leem mal são respeitados, num ambiente bonito e eles estão a homenagear e a seguir os passos de Alguém muito parecido com eles, que foi preso e condenado”, conclui o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária.

O Papa Francisco presidiu à Missa vespertina de Quinta-feira Santa, com o rito de “lava-pés” na prisão ‘de Velletri, Roma.

A celebração contou com a participação de detidos, agentes policiais e pessoal civil da instituição.

Foi a quinta vez que o Santo Padre dedicou a celebração da tarde de Quinta-feira Santa aos presos, depois de 2018, 2017, 2015 e 2013, tendo lavado os pés a pessoas de várias nacionalidades e confissões religiosas, nessas cerimónias.

 

PORTO

Bispo condena «novo esclavagismo» laboral e pede fim do trabalho ao domingo

 

O bispo do Porto alertou na homilia do Domingo de Páscoa, na Sé da diocese, para o que classificou como “novo esclavagismo” laboral, defendendo o fim do trabalho ao domingo, em defesa da vida familiar.

“Pensemos no novo esclavagismo da laboração contínua, legalmente imposta pelos novos senhores do mundo que dominam a economia e, por esta, os governos. Pensemos como os critérios dos turnos, em setores onde, para além da ganância, nada os justifica”, declarou D. Manuel Linda.

D. Manuel Rodrigues Linda alertou para os “graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares” que está situação provoca, falando na “morte do domingo”.

“O mesmo se diga da abertura dos supermercados e dos centros comerciais ao domingo, expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico. Os países mais ricos não abrem supermercados ao domingo”, advertiu.

Para o bispo do Porto, todas estas situações são sinais de uma “civilização fria, sem alma, individualista”, muitas vezes “de base materialista e hedonista, perdendo as marcas da herança cristã e da “cultura ocidental humanista”.

“Caros cristãos, convoco-vos para esta tarefa urgente de trazer nova alma à nossa cultura mediante a inserção nela da crença profunda na ressurreição. Dizei-o a todos e vivei-a convictamente a partir da proximidade amorosa com o Senhor Jesus”, apelou D. Manuel Linda aos participantes.

 

VIANA DO CASTELO

D. Anacleto afirmou na Vigília Pascal a centralidade da água na celebração

 

O bispo de Viana do Castelo presidiu à Vigília Pascal e referiu na homilia a centralidade da água na Liturgia da Palavra da celebração.

“A água tem uma importância fundamental na vida de cada ser humano, ainda que, no caso do cristão, essa importância seja maior porque, pelo Batismo, é incorporado em Cristo e torna-se participante do Seu mistério pascal”, afirmou.

De acordo com uma nota enviada à Agência Ecclesia, D. Anacleto Oliveira convidou cada cristão a renovar a “graça do seu Batismo” e pediu a todos que, depois da bênção da água que teve lugar na celebração, se aproximassem e se benzessem, recordando e atualizando a graça do Batismo.

A Vigília Pascal é a “mãe de todas as celebrações” da Igreja, evocando a Ressurreição de Cristo em cinco momentos: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

 

BRAGA

Arcebispo incentivou a «viver Cristo e a vida com entusiasmo»

 

O arcebispo de Braga perguntou se “o cristianismo não tem valor ou se são os cristãos que não se comprometem com o radicalismo inovador e construtor”, na Missa onde lavou os pés a jovens universitários que “procuram estruturas e projetos de vida”.

“O mundo necessita de uma nova cultura capaz de nos oferecer um mundo melhor. Não uma cultura que junte saberes isoladamente mas uma cultura do encontro, de pessoas e conhecimentos, numa interdisciplinaridade capaz de oferecer bem-estar a toda a Humanidade”, disse D. Jorge Ortiga.

Na homilia da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, assinalou que o amor de Cristo “torna o mundo uma pequena aldeia” e a complexidade dos problemas “exige muita competência e vanguardismo intelectual”.

Perante a realidade que estavam a celebrar – da instituição da Eucaristia, da cerimónia do lava-pés, do mandato de anunciar e viver o amor – o arcebispo de Braga perguntou se não serão “capazes de dar ao cristianismo aquela força revolucionária que sempre teve”.

D. Jorge Ortiga lavou os pés a doze estudantes universitários e explicou que são jovens que “procuram” estruturas e projetos de vida que “podem ser interpretados egoisticamente ou como sentido de responsabilidade social”.

“O Papa não quer que os jovens sejam a geração do futuro, mas que sejam a geração capaz de delinear processos, com competência e abertura aos novos desafios lançados por esta sociedade pós-moderna, onde a paixão de Cristo por um mundo mais humano adquire protagonistas para mudanças que importa empreender”, desenvolveu.

O arcebispo explicou que há momentos na vida em que se sente “uma satisfação interior” quando se lê algum texto, por vezes, encontra-se a confirmação daquilo que “deu um sentido novo à vida, marcou e deu origem “a experiências novas, como se de uma autêntica conversão se tratasse”, como quando leu o quarto capítulo da Exortação Apostólica ‘Cristo Vive’, dedicada à juventude.

“Regressei à minha juventude e interiorizei o que revolucionou o meu ser de padre jovem. O Santo Padre diz que quer anunciar “o mais importante, o principal, aquilo que nunca se deveria calar” (C.V. 111). São três verdades fundamentais para os jovens e para todas as pessoas de boa vontade”, explicou, adiantando que as verdades são “Deus é amor, Cristo salva, Ele vive e suscita a vida”.

Neste contexto, assinalou que a liturgia de hoje recomenda que celebrem “o amor de Deus” e aceitem “o mandato de o semear no coração da sociedade”.

 

GUARDA

Bispo alerta para queda no número de sacerdotes

 

O bispo da Guarda manifestou em Quinta Feira Santa a sua preocupação com a queda no número de sacerdotes na diocese, “sobretudo durante os últimos anos”.

“Temos vindo a sentir que é insuficiente o número de sacerdotes de que dispomos para darmos a devida resposta às crescentes exigências da evangelização e da missão, como também para o cuidado pastoral dos fiéis e das comunidades”, advertiu, na homilia da Missa Crismal, a que presidiu na Sé da Guarda.

“No nosso Seminário não temos, neste momento, os seminaristas de que efetivamente precisamos e este é um facto que não podemos arredar das nossas preocupações de sacerdotes”, acrescentou.

D. Manuel Felício convidou todos a rezar pela santificação dos sacerdotes e também para que “não faltem à Igreja os sacerdotes de que ela precisa”.

A intervenção sublinhou a ligação entre os sacramentos da Eucaristia e da Ordem, para sustentar que “só sacerdotes enamorados da Eucaristia são capazes de comunicar aos adolescentes e jovens de hoje o entusiasmo para se entregarem generosamente à mesma causa”.

A Missa Crismal contou com um momento de homenagem pelos jubileus sacerdotais dos padres que cumprem 70, 60 e 25 anos de ministério.

 

 

BRAGA

Cruzes Floridas de Cerzedelo, Guimarães, «festa familiar» e da comunidade, marca tempo pascal

 

A Paróquia de Santa Cristina de Cerzedelo (Guimarães), na Arquidiocese de Braga, viveu a festa das ‘Cruzes Floridas’, com 16 cruzes familiares, cada uma com dois metros de altura, nos dias 4 e 5 de maio.

“É uma festa que acontece em tempo pascal com todos os traços de uma festa familiar. A cruz está povoada de gente, desde o sábado que é o tempo da ornamentação, depois o domingo de manhã com a procissão eucarística e a tarde com a celebração da Via Lucis e a bênção das famílias”, contou Conceição Silva à Agência Ecclesia.

A leiga da Paróquia de Santa Cristina de Cerzedelo explica que todas as cruzes são de madeira, têm dois metros de altura, “não há duas cruzes iguais” e “são ornamentadas pétala a pétala”, que são tiradas de flores e espetadas na cruz, ou com “flores em miniatura”.

Cada uma das 16 cruzes tem um conjunto de mordomas, entre 8 a 10 mulheres, e “a tradição” é que ofereçam as flores, algo que “continua a manter-se” mas as famílias também fazem “sempre por ter algumas em casa”.

“A tradição é mesmo trabalho feminino, esta particularidade da nossa sensibilidade de mãe, da mulher ter toque especial”, salienta Conceição Silva, adiantando que uma ou outra família está a “introduzir o elemento masculino, sem problema, que não quebra nada” da tradição.

O sábado da festa das Cruzes Floridas de Cerzedelo, este ano dia 4 de maio, é dedicado ao “asseio das cruzes”, à ornamentação na casa das famílias, que no caso da entrevistada “agora, é na igreja românica” e “está aberto para o público ver”.

Na madrugada para domingo constroem tapetes de flores e de serrim tingido, com “cerca de sete quilómetros”, para de manhã passar a procissão eucarística ao encontro dos doentes.

A tarde de domingo inclui a ‘Via Lucis’, um percurso pelas 16 cruzes familiares, desde o largo da igreja até à capela do Senhor do Calvário, que este ano vai ser presidida pelo padre Joaquim Domingos.

“O símbolo da festa é a alegria da ressurreição do Senhor. A cruz florida é o símbolo que o ressuscitado não ficou na cruz, está vivo, é a alegria pascal que queremos transmitir fazendo uma leitura das aparições do ressuscitado nos vários relatos dos Evangelhos e como transformou a vida dessas pessoas, como hoje podemos fazer a experiência de Cristo ressuscitado, vivo, presente, atuante na Igreja, e na vida de cada um de nós”, desenvolveu o missionário do Verbo Divino.

O sacerdote sublinha que “um dos aspetos importantes” é “transmitir o núcleo central da fé”, “que o Cristo está vivo” e como diz o Papa Francisco está presente, “apesar das dificuldades do dia-a-dia, apesar de um certo pessimismo que vemos na sociedade e também na Igreja”.

 “A dimensão comunitária reforça os laços da comunidade e dos membros da família em si”, salientou em declarações à Agência Ecclesia.

A cruz tem o sentido que somos uma família cristã. Uma herança dos nossos pais, dos valores, da educação, de nos encontrarmos à volta da mesma mesa”, acrescentou sobre “a festa familiar em tempo pascal”.

 

VIANA DO CASTELO

D. Anacleto Oliveira preside ao Compasso Pascal em Ponte de Lima

 

O bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, presidiu ao compasso pascal, visita da Cruz de Cristo às casas daqueles que a desejam receber, nas Paróquias de Vilar do Monte, Labrujó e Rendufe, em Ponte de Lima.

D. Anacleto Oliveira fez o compasso pascal no dia de Páscoa e na segunda-feira seguinte naquelas paróquias do Arciprestado de Ponte de Lima.

Durante a Semana Santa, na Sé de Viana do Castelo, todas as celebrações foram presididas pelo bispo diocesano, exceto as Eucaristias (09h30; 11h00; 18h00) do Domingo de Páscoa.

 

LISBOA

Cardeal-patriarca pede criatividade para evitar que o domingo seja «engolido pelo fim de semana»

 

O cardeal-patriarca de Lisboa pediu “criatividade” aos responsáveis pelas comunidades católicas para evitar a descaraterização do domingo, que considerou uma “originalidade cristã”.

“Temos de ser muito criativos para não deixarmos o domingo ser engolido pelo fim de semana”, disse D. Manuel Clemente, em 28 de maio, na homilia da Missa conclusiva da assembleia de catequistas do Patriarcado de Lisboa.

A iniciativa, que decorreu na Igreja de São Miguel, em Sintra, teve como tema ‘Celebrar o encontro com Jesus Cristo’.

O cardeal-patriarca sublinhou a identidade do domingo como “primeiro dia da semana”, que “dá sentido a todos os outros”.

“É algo que chama a nossa criatividade, de renovar as coisas” para que recuperem o seu “pleno sentido”, apelou.

Como exemplo, D. Manuel Clemente falou de comunidades em que a celebração mais participada está a deslocar-se “para o final do domingo”.

“São formas várias, que poderemos ir descobrindo e ativando, também de uma maneira intercomunitária”, precisou.

O responsável evocou o “valor que os primeiros cristãos tiveram” de sublinhar o dia da ressurreição de Jesus, alertando para os locais em que as comunidades católicas são impedidas ou correm risco com a celebração da Missa dominical, como aconteceu com os “atentados atrozes” da Páscoa, no Sri Lanka.

D. Manuel Clemente disse ainda que, em termos de “organização e de sociedade”, é preciso garantir o “direito” ao descanso.

A assembleia contou com três percursos formativos, com temas tais como ‘Missa com crianças’, ‘Adoração eucarística’, Celebrações da Catequese’, ‘Iniciação à oração na infância’, ‘Educar para o silêncio’ ou ‘Oração em família’, entre outros.

O cardeal-patriarca agradeceu a quem organizou este “dia muito bonito”, sublinhando a importância do “encontro mútuo”.

 

SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Encontro de Coros Infantis

 

A Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima acolheu, dia 25 de abril, a partir das 15h30, o XI Encontro de Coros Infantis, com a participação da Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima, os Jovens Cantores de Guimarães e o Coro Juvenil da Universidade de Lisboa.

Esta atividade, inserida no programa pastoral 2018-2019, tem como tema «Dar graças por peregrinar em Igreja», e pretende “promover e valorizar a prática musical religiosa de crianças e jovens”, através de uma dinâmica de “intercâmbio e enriquecimento de experiências e conhecimentos, com outras formações corais, diferentes realidades e modelos de trabalho”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

O concerto foi pensado pelas maestrinas dos coros participantes e visa “retratar e honrar a realidade do Santuário de Fátima e dos muitos peregrinos que rezam neste lugar”, refere.

Esta iniciativa foi concebida em forma de tríptico: Fé, Amor e Esperança.

A peça inicial – «Past Life Melodies» – inspirada no canto aborígene da Austrália, “é um hino à força da oração, da súplica, sem fronteiras geográficas ou de credos”, explicam as maestrinas.

O «Ave Maria de Pentecostes» seguido de «Regina Caeli», “espelha, em pleno Tempo Pascal, a universalidade da mensagem de Fátima e os sons orantes que ecoam diariamente no Santuário de Fátima”.

A segunda parte deste concerto é dedicada ao Amor e à ação que a ele conduz.

«Salve Regina» e «Nigra Sum» (peça escrita em 1943 para a Senhora de Montserrat) fazem a ligação à Virgem Maria e ao seu exemplo de plena dádiva de amor.

A terceira parte, dedicada à Esperança, inicia com «Balada de Outono», peça que remete para sentimentos de “tristeza, de desalento”. Neste momento os coros darão voz, em conjunto, o que acontece novamente na peça «Spring The Sweet Spring», de Esenvalds numa homenagem aos Santos Pastorinhos e ao amor que, em particular, São Francisco Marto nutria pela Natureza.

O concerto terminou com «Ave de Fátima», cantado pelos coros e pelo público, num ato único de amor confiante e de louvor.

 

FÁTIMA

Santuário acolheu milhares de acólitos em peregrinação nacional

 

O Santuário de Fátima acolheu no dia 1 de maio, festa de S. José Operário, milhares de acólitos das dioceses portugueses para um dia de celebração e convívio, na sua peregrinação anual.

A Missa que congregou os participantes, nessa tarde, na Basílica da Santíssima Trindade, foi presidida por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.

O presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade (CELE) centrou a sua reflexão no tema escolhido para a Peregrinação Nacional de Acólitos 2019, “da Missa à Missão”.

“Quem verdadeiramente encontrou Cristo e se encontrou com Ele, tem de O anunciar e testemunhar na simplicidade do quotidiano. Esta é a seriedade simples e bela da Liturgia. A Igreja que anuncia a Palavra, que celebra a Liturgia, é a mesma Igreja ‘em saída’. Podemos, com efeito, dizer que sem Liturgia não há Missão”.

D. José Cordeiro apresentou a Liturgia como “primeira escola da fé e da vida espiritual” e evocou a figura de São Francisco Marto, pastorinho de Fátima e patrono dos acólitos portugueses, no centenário da sua morte.

“Recordamos o amor que ele tinha à celebração e adoração Eucarísticas e como vivia o ardor missionário no seu coração e testemunhava com coragem e confiança, juntamente com a Jacinta e Lúcia, o que tinham visto e ouvido”, disse.

“A coragem de arriscar pelo Evangelho nos conduza sempre do serviço na missa ao serviço da missão na Igreja e no mundo”, concluiu D. José Cordeiro.

 


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