Solenidade da Santíssima Trindade

16 de Junho de 2019

 

Domingo depois do Pentecostes

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aleluia! Glória a Deus, Az. Oliveira, NRMS 107

 

Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Na Solenidade deste dia, o Senhor não nos convida a compreender este mistério insondável de Um só Deus verdadeira em Três Pessoas distintas. Esperamos na misericórdia de Deus contemplá-lo em toda a esplendorosa beleza na eternidade.

Manifesta-nos duas verdades consoladoras: Deus não é um Ser distante, isolado e incomunicável, mas uma comunhão de Três Pessoas na Verdade e no Amor.

Ao mesmo tempo, revela-nos o prémio que nos aguarda no Céu: Viveremos em comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo para sempre, participando da Sua mesma felicidade.

Antes de recomeçarmos esta caminhada a que a Liturgia chama tempo comum, mostra-nos o prémio, para nos animar a sermos generosos.

 

Acto penitencial

 

Vivemos alheios e esquecidos da felicidade eterna — a felicidade do próprio Deus — que nos está prometida e distraímo-nos com banalidades, como se depois esta vida nada mais tivéssemos a esperar.

Peçamos perdão desta inqualificável indelicadeza e peçamos ajuda para começarmos uma vida diferente.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema C, com a confissão e o Kyrie — Senhor, tende piedade de nós!)

 

Oração colecta: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Livro dos Provérbios convida-nos a contemplar as maravilhas de Deus Criador do Universo.

À luz da Revelação do Novo Testamento, vemos neste texto uma insinuação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

 

Provérbios 8, 22-31

Eis o que diz a Sabedoria de Deus: 22«O Senhor me criou como primícias da sua actividade, antes das suas obras mais antigas. 23Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. 24Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. 25Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; 26ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. 27Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, 28quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, 29quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, 30eu estava a seu lado como arquitecto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. 31Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».

 

A sabedoria divina aparece aqui poeticamente personificada. É ela que se apresenta a si mesma, como um “arquitecto” (v. 30) ao lado de Deus, que Lhe fornece o projecto da maravilhosa obra da criação do universo. Este belo artifício literário parece insinuar um mistério que transcende o próprio hagiógrafo: os Padres da Igreja, baseados na apresentação que o Novo Testamento faz de Cristo como Sabedoria de Deus (Mt 11, 19; Lc 11, 49; cf. Col 1, 16-17; Jo 1, 1-3; 6, 35, etc.), vêem nesta passagem uma alusão à Segunda Pessoa da SS. Trindade, o Verbo de Deus. De facto, a Sabedoria é apresentada como uma pessoa distinta, mas sem que seja uma criatura, pois existe desde sempre, antes da criação (vv. 24-26) e intervém na obra da criação (vv. 27-31); ela, não sendo criada, foi concebida, gerada desde toda a eternidade. A revelação do N. T. faz-nos supor que esta passagem já conteria um sentido divino mais pleno do que aquele que se podia vislumbrar antes de Cristo. Recorde-se que o v. 22 – “o Senhor me criou” – foi aproveitado por Ario, para tentar demonstrar que o Verbo não era Deus, mas apenas a sua primeira criatura, partindo da tradução grega dos LXX, seguida pela Vetus Latina, a que inexplicavelmente se atém a nossa tradução litúrgica; mas a verdade é que o texto hebraico tem: “o Senhor possuiu-me” (“qanáni”), seguido pela Vulgata e pela Neovulgata, que é a referência para as traduções litúrgicas.

Aqui, como em tantas outras passagens da Escritura, fala-se do Mundo de acordo com as ideias cosmológicas da época: os Céus (v. 27) seriam uma abóbada firme (firmamento) que cobria a Terra, a qual era uma enorme ilha plana limitada por um círculo (v. 27) que, à maneira de dique (v. 29), a separava do oceano sem limites (o abismo v. 27); por seu turno, a Terra, apesar de ser ilha flutuante no abismo, tinha estabilidade e estava fixa devido a uns alicerces ou “fundamentos da Terra” (v. 29), à maneira de colunas em que se apoiava; as fontes são chamadas “as fontes do abismo” (v. 28), pois brotavam do próprio abismo, isto é, o mar em que a Terra sobrenadava, e, através dos rios, as águas das fontes regressavam à sua origem. (A chuva procedia da abertura de grandes reservatórios de água situados acima do firmamento – as “águas superiores” de Gn 1, 7 – e que comunicavam com o oceano). É evidente que, ao falar assim, a Sagrada Escritura não quer dar uma lição de Cosmologia, fala como então se falava.

 

Salmo Responsorial    Sl 8, 4-9 (R. 2a)

 

Monição: Toda a Criação é um hino de louvor à Omnipotência e Sabedoria infinita do Senhor do universo.

A Liturgia da Palavra convida-nos a entoá-lo e a agradecer ao nosso Deus a criação de tantas maravilhas.

 

 

Refrão:     Como sois grande em toda a terra,

Senhor, nosso Deus!

 

Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,

a lua e as estrelas que lá colocastes,

que é o homem para que Vos lembreis dele,

o filho do homem para dele Vos ocupardes?

 

Fizestes dele quase um ser divino,

de honra e glória o coroastes;

destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,

tudo submetestes a seus pés:

 

Ovelhas e bois, todos os rebanhos,

e até os animais selvagens,

as aves do céu e os peixes do mar,

tudo o que se move nos oceanos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis da Igreja de Roma, convida-nos a contemplar o Deus que nos ama infinitamente e que, por isso, nos “justifica”, de forma gratuita e incondicional.

É por Jesus Cristo, Seu Filho Unigénito, que os dons de Deus Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.

 

Romanos 5, 1-5

Irmãos: 1Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, 2pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. 3Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, 4a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. 5Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

 

O texto com que se inicia o capítulo 5 de Romanos introduz um tema central da carta, o do “amor de Deus” (a ser desenvolvido no capítulo 8), paralelo ao tema da “justiça de Deus” (anunciado em 1, 17 e desenvolvido em 3, 21-31).

2 “Esta graça em que permanecemos”: é a graça, que a Teologia chama santificante, a graça da justificação, que nos torna santos, justos, amigos de Deus e em paz com Ele.

5 “A esperança não engana”, não nos deixa confundidos. A teologia católica insiste numa qualidade da virtude teologal da esperança: a certeza, que procede da virtude da fé e que se baseia na fidelidade de Deus às suas promessas, na sua misericórdia e omnipotência. Esta firmeza da esperança não obsta a uma certa desconfiança de si próprio, pelo mau uso que se possa vir a fazer da liberdade: daqui a recomendação de S. Paulo: “trabalhai com temor e tremor na vossa salvação” (Filp 2, 12). “O amor de Deus foi derramado em nossos corações”; aqui está a garantia de que a nossa esperança não é ilusória, mas firme. Este amor não é apenas algo que se situa fora de nós próprios, uma mera atitude de benevolência divina extrínseca, mas é um dom que se encontra derramado em nossos corações “pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Fala-se neste texto dum dom e dum doador; daqui que a Teologia explicite que esse dom é a virtude infusa da caridade, inseparável da graça santificante (cf. DzS 800-821), isto é, um “hábito” permanente, bem expresso pelo particípio perfeito passivo do original grego (“que permanece derramado”); o doador é o Espírito Santo que, por sua vez, também “nos foi dado” (Ele é a graça incriada: assim se dá a inabitação da Santíssima Trindade na alma do justo).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Ap 1, 8

 

Monição: O Evangelho convoca-nos, mais uma vez, para contemplarmos o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada para a santidade pelo Espírito Santo.

A meta final desta “história de amor” é a nossa plena e eterna comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

ao Deus que é, que era e que há-de vir.

 

 

Evangelho

 

São João 16, 12-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12«Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. 13Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. 14Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».

 

A leitura é um pequeno trecho do chamado discurso do adeus (Jo 13 – 17), de grande alcance na revelação do mistério da SS. Trindade.

13 “Dirá tudo o que tiver ouvido”. O Espírito Santo, directamente ou através dos seus carismas, jamais trará uma “nova” revelação, nova, tanto no sentido de contraditória, como no sentido de uma revelação que possa deixar “ultrapassada” a revelação de Cristo. Não obstante, vai ser o Espírito Santo quem possibilitará a plena compreensão da Revelação na vida da Igreja e que a completará com a pregação dos Apóstolos (cf. “Dei Verbum”, nº 4). O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. “Anunciará o que está para vir” não significa uma previsão dos acontecimentos futuros, mas antes o sentido do futuro e a nova ordem das coisas resultante da obra redentora de Jesus.

14-15 Temos aqui o texto bíblico mais claro a falar simultaneamente de unidade da natureza divina e da distinção real das Pessoas da Santíssima Trindade, concretamente, sobre a procedência, por parte do Espírito Santo, do Pai e do Filho. O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. “Tudo o que o Pai tem é Meu”, portanto, também a natureza, que em Deus não se distingue da sua ciência. Por isso mesmo, quando Cristo diz que o Espírito Santo “receberá do que é meu” indica, como bem o exprime Santo Agostinho, a procedência da Terceira Pessoa do Pai e do Filho: “Ele não é de si mesmo, mas é daquele de quem procede. Donde lhe vêm a essência, também lhe vem a ciência: dele lhe vem a audição que não é mais do que a ciência” (In Jo. tract. 99).

 

Sugestões para a homilia

 

• Um só Deus em Três Pessoas

Três Pessoas e um só Deus

Criador, Salvador e Santificador

O Deus do Amor

• A Santíssima Trindade em nós

Deus habita em nós

O Espírito Santo nosso Mestre

A caminho da Comunhão eterna

 

1. Um só Deus em Três Pessoas

 

A revelação do mistério da Santíssima foi reservada pela Sabedoria infinita do Senhor Altíssimo para os templos de plenitude do Novo Testamento.

Vivia o Povo de Deus da Antigo Aliança rodeado de povos idolatras que adoravam muitos e falsos deuses. Na Sua infinita pedagogia, achou mais conveniente reservar a revelação desta maravilha para depois a vinda do Filho de Deus Incarnado ao mundo.

Mas este mistério foi sendo insinuado ao longo do Antigo Testamento. Quando Deus, como que em deliberação conjunta decide «Façamos o homem à Nossa Imagem e semelhança» (Gen); quando os homens planeiam construir a Torre de Babel, encontramos uma afirmação semelhante: «Vamos descer até lá para lhes confundir a linguagem, de modo que não entendam a fala uns dos outros»

Mas a revelação plena aparece apenas no Novo Testamento. Na primeira leitura há uma alusão velada à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade,

A Sabedoria de que nos fala o texto da. Sagrada Escritura é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo.

 

a) Três Pessoas e um só Deus. «Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua actividade, antes das suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida

Deus revela-Se-nos, não com um Ser incomunicável, indiferente e alheio a tudo o que se passa entre nós — como acontece muitas vezes com aqueles a quem chamamos grandes deste mundo —, mas como uma comunhão de Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

E como se não bastasse esta maravilha, Ele quer fazer-nos participar nesta comunhão de Vida divina, de Verdade, de Felicidade e de Amor, já na vida da terra — a começar no Baptismo — e a continuar eternamente com a Santíssima Virgem, com os Anjos e os Santos do Céu.

Ele não é um pai que alimenta um desejo vago de que os filhos sejam felizes à sua maneira, mas longe dele. A Santíssima Trindade quer ver-nos sentados à volta da Sua mesa, a comungar da Sua própria felicidade.

E enquanto houver uma cadeira vazia — falando de modo humano — Ele procura com divina impaciência que o filho seja encontrado e a cadeira ocupada.

Para isto se tornar realidade, o Filho não hesitou em dar a Sua vida por nós na Cruz e procura-nos, impaciente, como Bom Pastor.

Com que e delicada generosidade correspondemos a esta “impaciência” divina?

A Um Deus Uno e Trino que nos abre os braços carinhosamente para nos acolher, devemos corresponder com agradecida solicitude.

 

b) Criador, Salvador e Santificador. «Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; [...] quando lançava os fundamentos da terra, eu estava a seu lado como arquitecto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença.»

As acções das Três Pessoas são comuns. Mas a doutrina da Igreja admite apropriações.

Ao Pai atribuímos a Criação de todas as coisas visíveis (as estrelas, as plantas, o mar, e o homem) e invisíveis (os Anjos e a alma humana). Por meio dela se nos manifestam os atributos divinos na Omnipotência, Sabedoria e bondade infinitas, etc.

A Segunda Pessoa — o Verbo — assumiu a nossa frágil natureza humana e deu a vida por nós. Manifestou-Se, assim, o Amor infinito de deu por nós.

O Espírito Santo está atribuído à nossa santificação. Começou por infundir em nós a vida divina, no Baptismo, enriqueceu-nos com os dons — impulsos sobrenaturais que nos levam a pensar e agir como se Jesus ou Maria estivessem no nosso lugar. Com tudo isto, de mãos dadas com a nossa liberdade, vai-nos tornando imagens vivas de Jesus Cristo.

Não há entre elas sucessão de tempo, como se uma começasse a existir antes da outra, como acontece com os filhos nas nossas famílias.

As Três Pessoas são omnipotentes, omniscientes, de santidade e misericórdia infinitas.

O Pai, ao conhecer-Se, gerou o Filho desde toda a eternidade; o Amor do Pai e do Filho é uma Pessoa: o Espírito Santo. Não são três deuses, mas uma só Deus em Três Pessoas distintas.

O Símbolo Quicumque — um resumo da fé cristã dos primeiros séculos — explica, tanto quanto é humanamente explicável, este mistério.

«A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E contudo não são três eternos, mas um só eterno. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado, um só imenso.» (nn 3-12).

Embora a acção das Três Divinas Pessoas no mundo seja comum, atribui-se a cada uma d’Elas uma missão:

Ao Pai atribui-se a Criação do universo. Nela se manifesta a omnipotência e sabedoria infinita do nosso Deus.

«Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes: o filho do homem era dele Vos ocupardes? Pouco menor que um anjo ou Deus Vós o fizestes, e de glória e de honra o coroastes. Destes-lhe domínio sobre a obra das Vossas mãos; tudo submetestes a seus pés.» (salmo 8, 3-6).

O Filho — o Verbo — assumiu a nossa frágil natureza humana para nos resgatar da tirania do demónio.

 

c) O Deus do Amor. «Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens

Que há no nosso nada, Senhor, que possa atrair o Vosso olhar de enamorado? Nem sequer existíamos quando o Vosso carinho e olhar de eleição se debruçou sobre nós!

•  As falsas imagens de Deus. Invejoso desta predilecção do Senhor por cada um de nós, o Inimigo procura inculcar-nos uma ideia falsa de Deus, para nos afastar d’Ele. Um Deus ciosamente vigilante dobre a nossa conduta e sempre à espera do mais pequeno deslize da nossa parte para nos meter na ordem; Um Deus frio e indiferente às nossas alegrias, dores e aflições, um Deus frio que espera apenas o momento do nosso julgamento final para nos entregar com frieza o prémio ou o castigo.

Na verdade, podemos dizer que não há verdadeiros ateus. Há, sim, pessoas que se negam a aceitar e a amar esta falsa imagem de Deus que lhes apresentamos.

É precisamente a anti-imagem que o demónio procura inculcar em nós para nos afastar d’Ele, como se Deus não fosse a nossa Felicidade.

O verdadeiro rosto do nosso Deus. No mistério da Santíssima Trindade manifesta-Se-nos como uma comunidade de Alegria, Verdade e de Amor e chama-nos com insistência a tomar parte nesta mesma comunhão, começada na terra para continuar eternamente no Céu.

Vive em nós como num templo. Nada consegue fazer Deus desistir de nos atrair amorosamente ao Seu Coração, de ganhar a nossa amizade.

— A indelicada indiferença com que nos portamos, sabendo que vive em nós como num templo;

— O esquecimento rude em que vivemos o dia inteiro, sem uma lembrança e um aceno amigo à sua presença generosa;

— A indiferença em que ficamos quando cometemos um pecado mortal ou venial, como se ele não fosse uma indelicadeza sem nome ao Seu Amor.

O nosso Deus é o Deus do Amor. Sejamos nós, também, os filhos da delicadeza e da gratidão.

 

2. A Santíssima Trindade em nós

 

a) Deus habita em nós. «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora

Deus está em toda a parte, porque Ele é Imenso. Os Céus e a terra não podem contê-l’O. Que sentido tem então dizer que Deus — o Pai e o Filho e o Espírito Santo — habitam em nós como num Templo?

Uma pessoa pode estar presente numa casa por motivos muito diversos. Pode tratar-se de uma simples visita, sem qualquer relação de amizade, como um funcionário de uma empresa vem fazer uma entrega de uma encomenda;

Pode tratar-se de uma pessoa amiga que passou por ali e resolveu saudar-nos, para logo se afastar;

Pode dar-se o caso de alguém que, por amizade, veio ali passar uma temporada de férias e depois se retirou para sua casa.

Há a presença de uma pessoa de família que vive ali, com profundos laços de intimidade e que vive numa perfeita comunhão connosco, vivendo a nossa própria vida, com as suas tristezas e alegrias.

Da nossa parte, podemos corresponder com mais amizade, frieza ou indiferença em relação a ela, envolvê-la nos nossos problemas de cada dia ou mantê-la afastada a alheia a eles.

Este último modo pode ajudar-nos a fazer uma aproximação do que significa a habitação de Deus em nós.

Da nossa parte, a comunhão da Santíssima Trindade com os nossos problemas pode ser muito diversa.

Segundo os planos de Deus, a Santíssima Trindade fez de nós a Sua habitação, desde o Baptismo, para começar e fazer crescer a comunhão eterna de Amor em que vamos viver no Céu. Deus quer que a nossa felicidade comece aqui na terra.

 

b) O Espírito Santo nosso Mestre. «Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir

A Santíssima Trindade não permanece inactiva e indiferente ao que nos acontece na nossa vida. Muitas vezes escondemos as nossas alegrias e, sobretudo, as tristezas e dores aos nossos melhores amigos. Mas a Deus nada podemos esconder, porque Ele quer ajudar-nos.

Está como o melhor dos Amigos, para nos conduzir suavemente à Verdade e ao Amor que será a nossa vida no paraíso.

Quando seguimos o que Ele indica, somos felizes. De contrário, mergulhamos nas guerras, nos ódios e atrocidades de todo o género.

O Dom da Sabedoria ou Sapiência leva-nos a sentir alegria e consolação pelas verdades da nossa fé que nos enchem de segurança.

Pelo Entendimento compreendemos melhor a lógica sequencia e ligação das verdades da nossa fé.

O Conselho divino ajuda-nos a escolher sempre a Verdade e o Amor, como se Jesus Cristo estivesse em nosso lugar, bem como Maria, a mais fiel imitadora do Seu Filho,

A Fortaleza dá coerência à nossa vida, levando-nos, por amor, a aguentar a pé firme os momentos difíceis para a vivência da fé, ou a empreender coisas difíceis por amor de Deus.

A Ciência leva-nos a uma contemplação permanente do carinho, beleza e sabedoria infinita do Criador que fez tantas maravilhas.

Pelo Dom da Piedade aperfeiçoamos a intimidade e delicadeza com Deus, procurando dar-lhe gosto em tudo, mesmo quando não se trata de coisas preceituadas.

O Dom do Temor faz-nos crescer nesta mesma delicadeza, dando-nos a percepção da santidade infinita de Deus e da nossa imperfeição e leva-nos a evitar tudo o que poderia desagradar-Lhe, mesmo que não se tratasse de pecado, mesmo venial.

Sem querer invadir o espaço da nossa liberdade, inspira-nos continuamente para o Bem.

Conforta-nos nas agruras e desconfortos que a vida nos apresenta continuamente; fortalece-nos e Intensifica a Sua intimidade connosco.

 

c) A caminho da Comunhão eterna. «Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».»

Deus criou-nos do nada por Amor, para que depois de algum tempo de prova na terra, vivamos com a Santíssima Trindade, com a Senhora mais brilhante que o sol, contemplada pelos Pastorinhos na Cova da Iria, com os Anjos e os Santos. para sempre felizes no Paraíso.

Meta e Prémio da nossa vida. Depois desta vida nunca mais haverá consumições, contradições nem sofrimento de qualquer espécie. Acabou-se o tempo de provação e, com ele, a incerteza da salvação,

Deus salva-nos na Igreja. Jesus Cristo fundou-a para ser “instrumento universal de salvação.”

Jesus oferece-nos nela tudo aquilo de que precisamos para nos salvarmos. É Ele, na realidade, Quem continua na terra a ajudar-nos, embora de modo invisível, a chegar ao Céu.:

Acedemos aos Sacramentos e demais ajudas da Igreja com profunda gratidão e reverência, mas coma certeza da fé de que tudo aquilo é nosso.

Como família corresponsável. Numa família saudável, bem organizada, reina a solidariedade, de tal modo que os mais velhos ajudam os mais pequeninos, os saudáveis, aqueles que estão doentes.

Somos o Povo de Deus que faz travessia do deserto deste mundo a caminho da Jerusalém celeste, Como tais, havemos de nos ajudar mutuamente, procurando que ninguém fique para trás.

Deus partilha connosco a Sua preocupação pela salvação eterna de todas as pessoas, de tal modo que também nós vivemos em comunhão com as Suas divinas “preocupações.”

Que bem o compreenderam os Pastorinhos de Fátima depois das Aparições do Anjo e, sobretudo, depois das de Nossa Senhora, oferecendo todos os sacrifícios pela conversão dos pecadores!

Maria, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo, anima-nos e ajuda-nos a perseverar no caminho de comunhão com a Santíssima Trindade.

 

Fala o Santo Padre

 

«O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos

e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus.»

Hoje, festa da Santíssima Trindade, o Evangelho de são João apresenta-nos um trecho do longo discurso de despedida, pronunciado por Jesus pouco antes da sua paixão. Neste discurso Ele explica aos discípulos as verdades mais profundas que lhe dizem respeito; deste modo é traçada a relação entre Jesus, o Pai e o Espírito. Jesus sabe que está próximo da realização do desígnio do Pai, que se cumprirá com a sua morte e ressurreição; por isso deseja garantir aos seus que não os abandonará, porque a sua missão será dilatada pelo Espírito Santo. Haverá o Espírito que prolongará a missão de Jesus, ou seja, que guiará a Igreja.

Jesus revela em que consiste esta missão. Antes de mais o Espírito leva-nos a compreender muitas coisas que o próprio Jesus ainda tem para dizer (cf. Jo 16, 12). Não se trata de doutrinas novas ou especiais, mas de uma plena compreensão de tudo o que o Filho ouviu do Pai e que deu a conhecer aos discípulos (cf. v. 15). O Espírito guia-nos nas novas situações com um olhar dirigido a Jesus e, ao mesmo tempo, aberto aos eventos e ao futuro. Ele ajuda-nos a caminhar na história firmemente radicados no Evangelho e também com fidelidade dinâmica às nossas tradições e costumes.

Mas o mistério da Trindade fala-nos hoje novamente da nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com efeito, mediante o Batismo, o Espírito Santo inseriu-nos no coração e na própria vida de Deus, que é comunhão de amor. Deus é uma «família» de três Pessoas que se amam tanto a ponto de formar uma só. Esta «família divina» não está fechada em si mesma, mas está aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para chamar todos a fazer parte dele. O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus.

O nosso ser criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão chama-nos a compreender a nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações realizam-se, antes de tudo, no âmbito das nossas comunidades eclesiais, para que seja cada vez mais evidente a imagem da nossa Igreja ícone da Trindade. Mas realizam-se em qualquer outra relação social, da família às amizades e ao ambiente de trabalho: trata-se de ocasiões concretas que nos são oferecidas para construir relações cada vez mais ricas humanamente, capazes de respeito recíproco e de amor abnegado.

A festa da Santíssima Trindade convida-nos a comprometer-nos nos acontecimentos diários para ser fermento de comunhão, de consolação e de misericórdia. Nesta missão, somos amparados pela força que o Espírito Santo nos concede: ela cura a carne da humanidade ferida pela injustiça, pela vexação, pelo ódio e pela avidez. A Virgem Maria, na sua humildade, aceitou a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Que Ela, espelho da Trindade, nos ajude a fortalecer a nossa fé no Mistério trinitário e a encarná-la com opções e atitudes de amor e de unidade.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 22 de Maio de 2016

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs, a caminho do Céu:

Oremos ao nosso Deus, Pai todo-poderoso,

por intercessão de Seu Filho, nosso Salvador,

e na força do Espírito Santo, que nos foi dado,

Oremos (cantando), cheios de confiança:

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

1. Pela santa Igreja de Cristo, que se estende por todo o universo,

    para que seja no mundo a revelação do amor infinito de Deus,

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

2. Pelas pessoas humilhadas, e oprimidas pela doença e solidão,

    para que encontrem em cada um de nós acolhimento e Amor,

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

3. Pelos que, adoram um Deus único, na sinceridade e mo Amor,

    para que o Espírito Santo os leve à verdade plena da Trindade,

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

4. Pelos meninos e meninas que vão fazer a Primeira Comunhão,

    para neste encontro divino sejam acompanhados pelos seus pais.

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

5. Por todas as famílias da nossa comunidade que estão em crise,

    para que saibam compreender-se e perdoar, recomeçando a vida

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

6. Pelos parentes e amigos que Deus chamou à vida na eternidade,

    para que o Senhor os acolha misericordiosamente hoje no Céu,

    oremos ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo.

 

    Glória ao Pai a e ao Filho  e  ao Espírito Santo.

 

Pai santíssimo, que criastes do nada todo o universo

e por Jesus Cristo, vosso Filho e Deus convosco,

nos enviastes o Espírito da Verdade, do Amor e da Justiça,

ouvi as orações do vosso povo e dai-nos a vossa salvação.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Santa Missa é obra da Santíssima Trindade. O Filho oferece-Se ao Pai em oblação na Cruz e santifica as pessoas pela força do Espírito Santo.

É pelo poder do Espírito Santo, recebido na Ordenação, que o sacerdote transubstancia o pão e o vinho que o Pai criou no Corpo e Sangue de Jesus Cristo.

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e Recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor ...

 

 

Prefácio

 

O mistério da Santíssima Trindade

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da Paz

 

Em Fátima, o Anjo de Portugal — o Anjo da Paz — convida os Pastorinhos a pedir a paz para a nossa Pátria.

Não há verdadeira paz sem um esforço sincero para amar a Deus, vivendo na Sua graça.

Ao saudarmo-nos com o gesto litúrgico da paz e reconciliação, peçamos para todos esta graça.

 

Saudai-vos na Paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Anjo de Portugal convidava os Pastorinhos a desagravar a Deus tão ofendido no Sacramento do Seu Amor, isto é, na Santíssima Eucaristia.

Ao comungarmos hoje, — se estamos na graça de Deus, ou seja, sem pecado mortal na consciência — desagravemos o Senhor pelos ultrajes, sacrilégios e indiferenças que se cometem contra a Santíssima Eucaristia.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

cf. Gal 4, 6

Antífona da comunhão: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.

 

Cântico de acção de graças: A Toda a Hora Bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos templos e sacrários da Santíssima Trindade: do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Adoremos a Santíssima Trindade presente em nós, muitas vezes ao dia.

 

Cântico final: Ao Senhor do Universo, F. Silva, NRMS 8 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 17-VI: A nova criatura (III): a caridade e o testemunho de vida.

2 Cor 6, 1-10 / Mt 5, 38-42

Ouviste que foi dito aos antigos: olho por olho, e dente por dente. Pois eu digo-vos: não resistais ao malvado.

Jesus pede-nos uma nova mentalidade no relacionamento com o próximo: é altura de acabar com a lei de Talião (EV). Agora deve prevalecer o amor ao próximo, que exige capacidade de humilhação, desprendimento do próprio eu, espírito de serviço desinteressado, ajuda aos mais necessitados (EV).

É também altura de nos comportarmos como colaboradores de Deus, não recebendo em vão a sua graça para darmos um bom testemunho de vida: pela constância nas adversidades, pela ciência e pela paciência, pela palavra da verdade e pela força de Deus, etc. (LT).

 

3ª Feira, 18-VI: A nova criatura (IV): O amor aos que nos ofendem.

2 Cor 8, 1-9 / Mt 5, 43-48

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus.

Mais dois novos pedidos do Senhor para a nova criatura. O primeiro é uma extensão do mandamento novo: amar os inimigos, como fez Jesus, e não nos contentarmos com querer apenas os que nos amam (EV). Precisamos descobrir que as pessoas que aborrecem nos podem ajudar a santificar: O Senhor levanta os abatidos, dá vista aos cegos (SR).

O segundo é a generosidade para com o próximo, no que diz respeito aos bens materiais. S. Paulo aponta a generosidade dos fiéis de Corinto (LT). Temos o exemplo da generosidade de Cristo, que sendo rico se fez pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (LT).

 

4ª Feira, 19-VI: A nova criatura (V): O enriquecimento aos olhos de Deus.

2 Cor 9, 6-11 / Mt 6, 1-6. 16-18

Quem semeia pouco, também colherá pouco, e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente.

O Apóstolo, com esta imagem da sementeira, anima-nos a semear com generosidade e alegria, tendo em conta que seremos enriquecidos em tudo (LT); haverá em sua casa abundância e riqueza (SR); e felicidade: feliz o homem que espera no Senhor (SR).

A generosidade há-de notar-se também nas formas de penitência, recomendadas pelo Senhor: a esmola, a oração e o jejum (EV), mas feitas unicamente para Deus: Ele nos dará a recompensa (EV). Procuremos descobrir as formas de pobreza dos nossos dias: as pessoas doentes, a solidão dos idosos, as dificuldades dos desempregados, a falta de doutrina, etc.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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