Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe da Igreja

10 de Junho de 2019

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Coração Imaculado de Maria, M. Faria, NRMS 33-34

 

Antífona de entrada: Os discípulos perseveravam unidos na oração com Maria, Mãe de Jesus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje, por primeira vez de modo universal, a memória da Bem-aventurada Virgem Santa Maria Mãe da Igreja. “O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção pode favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que a memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na segunda-feira depois do Pentecostes e celebrada todos os anos.

Esta celebração ajudar-nos-á a recordar que a vida cristã, para crescer, deve estar ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos” (D. Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da igreja, no Calendário Romano Geral).

 

Ato penitencial

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, cujo Filho Unigénito, pregado na cruz, nos deu sua própria Mãe, a Virgem Santa Maria, como nossa Mãe, fazei que a Igreja, assistida pelo seu amor materno, exulte com o número e a santidade dos seus filhos e reúna numa só família todos os povos da terra. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A batalha do demónio contra a Mulher e a sua descendência é a batalha contra a Igreja. Mas a Mulher, Nossa Senhora, leva sempre a melhor.

 

Génesis 3, 9-15.20

9Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». 10Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me». 11Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?». 12Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor 13Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi». 14Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Hás-de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida. 15Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta te esmagará a cabeça e tu a atingirás no calcanhar». 20O homem deu à mulher o nome de «Eva», porque ela foi a mãe de todos os viventes.

 

A leitura é extraída do segundo bloco do livro do Génesis, que vai do v. 4b do capítulo 2 até ao fim do capítulo 4, que os estudiosos atribuem à chamada «tradição javista», onde se encontra a narrativa da criação do homem e da mulher, do pecado dos primeiros pais com as suas consequências e da continuidade da vida humana marcada pelo pecado. É evidente que esta narrativa não é um relato jornalístico, pois tudo é descrito numa linguagem simbólica, muito expressiva e densa; a narrativa coloca o leitor perante realidades transcendentes que dizem respeito ao «ser humano» – o adam –, o homem de todos os tempos. O autor sagrado, que deu forma definitiva e inspirada ao Pentateuco, quis dar-nos um panorama coerente da história da salvação – que arranca da eleição divina e se concretiza na aliança e nas promessas de salvação – desenvolvendo-se por etapas correspondentes a um maravilhoso projecto divino, a que não escapa o enigma das origens.

Se perdêssemos de vista este plano divino, que conhecemos pela Revelação, a curiosidade científica poderia levar-nos a ficar atolados nos aspectos arqueológicos e episódicos, como poderia suceder a alguém que, para estudar um monumento antigo, se ficasse no estudo das pedras e na análise dos materiais de construção; por mais científica que fosse a sua análise, ficaria sem se aperceber da harmonia do conjunto, do significado histórico desse monumento e da sua verdade mais profunda. A doutrina da Igreja sobre o pecado original, de que Maria foi isenta por singular privilégio, não se fundamenta na narrativa do Génesis; muito menos se pode partir do estudo das fontes do Génesis para negar a existência desse pecado (uma ridícula ingenuidade, além do mais); a doutrina da fé encontra a sua sólida base na obra redentora de Cristo e nos ensinamentos do Novo Testamento, nomeadamente de S. Paulo; no entanto, a fé projecta grande luz sobre esta narrativa simbólica das origens.

10 «Tive medo porque estava nu; e então escondi-me». Deste modo se descreve, com fina psicologia, o sentimento de culpabilidade e de vergonha que não podia deixar de ser estranho ao primeiro pecado e igualmente ao pecado de todo aquele que não empederniu a sua consciência; esta, que antes de pecar era o aviso de Deus, toma-se depois uma premente censura. Este dar conta da própria nudez parece também indicar, por um lado, a enorme frustração de quem, ao pecar, em vão tinha tentado «ser igual a Deus» e, por outro lado, sugere o descontrolo das tendências instintivas (a concupiscência): depois do primeiro pecado, sentem-se dominados por movimentos e apetites contrários à razão, que tentam esconder (v. 7).

Não resistimos a citar algumas palavras da profunda reflexão antropológica de João Paulo II, nas audiências gerais de Maio de 1980: «Por meio destas palavras (v. 10) desvela-se certa fractura constitutiva no interior da pessoa humana, quase uma ruptura da original unidade espiritual e somática do homem. Este dá-se conta pela primeira vez de que o seu corpo cessou de beber da força do espírito, que o elevava ao nível da imagem de Deus. A sua vergonha original traz em si os sinais duma específica humilhação comunicada pelo corpo. (...) O corpo não está sujeito ao espírito como no estado da inocência original, tem em si um foco constante de resistência ao espírito e ameaça de algum modo a unidade do homem pessoa. (...) A concupiscência, em particular a concupiscência do corpo, é ameaça específica à estrutura da auto-posse e do autodomínio, por meio do qual se forma a pessoa humana».

14 «Hás-de rastejar e comer do pó da terra». Na narrativa, a sentença é dada primeiro contra a serpente, a primeira a fazer mal. Ninguém pense que o autor quer insinuar que dantes as cobras tinham patas: a sentença é proferida contra o demónio tentador; a expressão designa uma profunda humilhação (cf. Salm 71(72), 9; Is 49, 23; Miq 7, 17), infligida contra o demónio, que é o sentenciado, não as serpentes (cf. Apoc 12, em especial os vv. 9 e 17).

15 «Esta te esmagará a cabeça». Todo o versículo constitui o chamado Proto-Evangelho, o primeiro anúncio da boa nova da salvação que se lê na Bíblia. Não se limita esta passagem a anunciar o estado de guerra permanente entre as potências diabólicas – «a tua descendência» – e toda a Humanidade – «a descendência dela». É sobretudo uma vitória que se anuncia. Note-se que essa vitória é expressada não tanto pelo verbo, que no original hebraico é o mesmo para as duas partes em luta (xuf – na Nova Vulgata conterere), mas sim pela parte do corpo atingida nessa luta: a serpente será atingida na cabeça (ferida mortal, daí a tradução «esmagará»), ao passo que a descendência será apenas atingida no calcanhar (ferida leve, daí a tradução «atingirás»).

Mas, pergunta-se, a quem é que designa o pronome «esta» (v. 15)? Segundo o original hebraico, podia ser a descendência da mulher. A verdade, porém, é que esta descendência pecadora fica incapacitada para, por si, vencer o demónio e o pecado em que se precipitara. Assim, o tradutor grego da Septuaginta (inspirado?) referiu o dito pronome ao Messias (traduzindo-o na forma masculina, designando um indivíduo, autós, em vez da forma neutra (designando uma colectividade), autó, referindo este pronome a descendência, (que em grego se diz com a palavra neutra, sperma); esta tradução visava pôr em evidência que quem vence o pecado e o demónio é Ele, o Messias. A tradição cristã, e com ela a tradução da Vetus Latina seguida pela Vulgata, ao traduzir o pronome pelo feminino, ipsa, aplicou este texto à Virgem Maria, explicitando um sentido (chamado eminente), que entreviu nesta passagem (se quisesse designar a descendência – semen – teria empregado o neutro ipsum, e não ipsa).

Eis como se costuma explicar o sentido mariano da passagem: a vitória é prometida à descendência de Eva, mas quem faz possível essa vitória é Jesus Cristo, com a sua obra redentora. Assim, unidos a Cristo, todos somos vencedores, mas Maria é a vencedora de um modo eminente, porque Mãe do Redentor e Mãe de toda a comunidade dos redimidos, a Igreja. O próprio contexto facilita esta referência a Maria: é que, contra tudo o que era de esperar, a profecia aparece dita a Eva, e não a Adão. Segundo o ensino da Igreja (cf. Bula «Ineffablis Deus» do Beato Pio IX), esta vitória de Maria sobre o demónio, inclui a perfeita isenção de toda a espécie de mancha do pecado, incluindo o original.

 

Salmo Responsorial    Sl 86(87),1-2. 3 e 5. 6-7

 

Monição: O salmista louva Jerusalém, a Cidade Santa, que é figura da Igreja e também da Mãe da Igreja.

 

Refrão:     Grandes coisas se dizem de ti,

ó cidade de Deus. O Senhor ama a cidade,

 

por Ele fundada sobre os montes santos;

ama as portas de Sião

mais que todas as moradas de Jacob.

 

Grandes coisas se dizem de ti,

ó cidade de Deus.

Dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,

o próprio Altíssimo a consolidou».

 

O Senhor escreverá no registo dos povos:

«Este nasceu em Sião».

E irão dançando e cantando:

«Todas as minhas fontes estão em ti».

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Escutemos, novamente, nas palavras do Evangelho, a base bíblica da festa que celebramos.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé́ da cruz do Senhor

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…»). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Sugestões para a homilia

 

1. Mãe de todos os viventes

2. Eis a tua Mãe

 

 

1. Mãe de todos os viventes

 

A leitura do Genesis que acabamos de escutar finaliza com as seguintes palavras: “Adão pôs à sua mulher”, no Paraíso, “o nome de Eva, porque ela seria mãe de todos os viventes”. Eva é a mãe de todos os homens, de todos os viventes, mas transmitiu aos seus filhos uma vida privada da graça santificante, degradada na sua condição natural, ferida pelo pecado das origens e submetida à morte.

O novo Adão, Jesus Cristo, no Calvário, pôs à sua Mãe o nome de “Mãe do discípulo João”. Na pessoa de João estão contidos todos os batizados, os verdadeiros “viventes”. Maria é a mãe que transmite, como medianeira e mãe, a vida divina que Deus quer doar aos Seus filhos por meio de Nossa Senhora. Uma vida que une a Deus, purifica os pecados, também o original, e concede novas capacidades sobrenaturais para viver como filhos de Deus. A Família dos filhos de Deus, que são gerados por meio de Maria, é a Igreja. Por isso “a gozosa veneração reservada à Mãe de Deus pela Igreja contemporânea, à luz da reflexão sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não podia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal 4, 4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e, ao mesmo tempo, Mãe da Igreja. Isto já estava de algum modo presente no sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. Com efeito, o primeiro diz que Maria é mãe dos membros de Cristo, porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja; o outro, depois, quando diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu Corpo místico, isto é, da Igreja.” (D. Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da igreja, no Calendário Romano Geral).

Rezemos hoje de modo especial a Nossa Senhora para que interceda ante Deus pela Igreja de Cristo tão necessitada de ajuda para suportar os ataques de fora e de dentro, que são tão violentos. O século passado foi o século dos mártires, e os poucos anos do século atual estão repletos de novos martírios e perseguições. Ao mesmo tempo existe uma profunda divisão dentro da própria Igreja quanto à doutrina e ao seu próprio fim e natureza. Mas Jesus Cristo está presente na barca de Pedro e nada podem contra ela as tempestades que o demónio promove ao longo dos séculos. Santa Maria Mãe da Igreja, rogai por nos.

 

2. Eis a tua Mãe

 

“Eis a tua Mãe”. Estas palavras foram escutadas pelo Apóstolo João quando Jesus agonizava na cruz e o coração do discípulo estava inundado de pena e quebrado pela dor. Ao escutá-las, uma luz poderosa deve ter dissipado todas as sombras da sua alma e revigorizado plenamente a sua pessoa. Ele, agora era Jesus o Filho de Maria (Mulher, eis o teu filho). Não outro filho, mas o único filho, por estar incorporado a Jesus Cristo, e formar parte, como dirá S. Paulo, do seu Corpo místico, do Cristo total, cabeça e membros, que é a Igreja.

Nossa Senhora tornou-se Mãe de Jesus Cristo em Nazaré, quando aceita os planos de Deus, e Mãe do Corpo místico de Cristo no Calvário quando aceita João como filho. Com o mesmo amor com que Maria cuidou de Jesus, durante toda a sua vida terrena, cuida do Corpo místico do seu Filho. “Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Com este sentimento, ao longo dos séculos, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, de “Mãe da Igreja”, como aparece em textos dos autores espirituais e também do magistério de Bento XIV e Leão XIII” (D. Sobre a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da igreja, no Calendário Romano Geral).

Maria é Mãe da Família de Deus (cf. O. Eucarística I, hanc igitur…), que é a Igreja. Como boa Mãe cumpre amorosamente a sua missão materna. Uma boa mãe cuida de cada filho e da família, indica o que faz bem e o que é prejudicial, reza por todos, consola, anima, ajuda, acompanha, conforta e cuida com especial dedicação dos filhos doentes ou em perigo.

Também Nossa Senhora desde o Céu, e quando é necessário aparecendo na terra, é Mãe solícita da Família de Deus, a Igreja, da qual forma parte e, simultaneamente, é Mãe. A finalidade principal dos seus cuidados consiste em mover-nos a rezar e orar, poi só assim somos capazes de abrir-nos à graça de Deus.

O Papa Francisco animou-nos a rezar no mês de outubro passado, por meio do terço, e acrescentando duas orações: “convidou os fiéis de todo o mundo a rezar o Terço todos os dias do mês mariano de outubro, pedindo a intercessão da Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo para que protejam a Igreja do demônio nestes tempos de crise.

No comunicado emitido pela Santa Sé em 29 de setembro, expressa-se o pedido do Pontífice para que todo o povo de Deus se una “em comunhão e penitência” e reze pela proteção diante das armadilhas do maligno, “sempre procura nos separar de Deus e uns dos outros”.

O texto indica que, “antes de sua partida para os países bálticos, o Santo Padre encontrou-se com Rev. Fréderic Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração pelo Papa, e pediu-lhe para difundir ao redor do mundo este seu apelo a todos os fiéis, convidando-os a concluir a recitação do Santo Terço com a antiga oração ‘Sub tuum praesidium’, e a oração a São Miguel Arcanjo que nos protege e ajuda na luta contra o mal”.

O Papa disse em uma homilia em Santa Marta, em 11 de setembro, que esta oração é “a arma” contra o demônio e que só com a oração é possível derrota-lo.

 “Os místicos russos e os grandes santos de todas as tradições, nos momentos de turbulência/confusão espiritual, aconselhavam a proteger-se sob o manto da Santa Mãe de Deus pronunciando a oração ‘Sub tuum praesidium’”, assegurou.

A oração ‘Sub tuum paresidium’ é a seguinte: “À Vossa Proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita” (ACI Digital).

Não deixemos de perseverar na oração à Mãe da Igreja, e muito especialmente neste dia.

 

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis:

No dia em que proclamamos

a Virgem Santa Maria como Mãe da Igreja,

invoquemos a sua intercessão,

dizendo

(ou: cantando), confiadamente:

R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou:

Sancta Maria, ora pro nobis.

 

1.Pela santa Igreja católica e apostólica,

para que, a exemplo da Virgem Mãe de Deus,

guarde e medite as palavras que escutou,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

2.Pelos homens e pelos povos de toda a terra,

para que Deus os proteja e abençoe,

vele por eles e lhes faça participar da Igreja de Jesus Cristo,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

3.Pelos pais e mães cristãos de todo o mundo,

para que acolham o dom da vida como bênção

e ensinem a seus filhos o amor de Deus,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

4.Pelas mulheres e homens que acreditam em Jesus Cristo,

mas não formam parte da Igreja Católica,

para que Deus lhes faça ver o verdadeiro caminho

que os conduz à plena incorporação a Jesus Cristo,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

5.Por todos nós e pela nossa comunidade

(paroquial) para que, ao longo de todo este ano,

o amor a Deus e à sua Igreja possa crescer em nossas vidas,

com Maria, oremos ao Senhor.

 

(Outras intenções:

grupos cristãos da comunidade paroquial; catequistas ...).

 

Senhor, nosso Deus,

acolhei das mãos de Maria, Virgem e Mãe,

as orações cheias de fé do vosso povo

e dai-nos a graça de crescer, no Espírito Santo,

até à plenitude da vida em Cristo.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Alegres, Jubilosos, F. da Silva, NRMS 10 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor as nossas oferendas e transformai-as em sacramento de salvação, pelo qual nos confiemos mais fervorosamente ao amor da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e colaboremos com maior diligência na obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,

É verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação

Dar-vos graças sempre e em toda a parte,

e exaltar a vossa infinita bondade

ao celebrarmos a memória da Virgem Maria.

 

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado,

Ela concebeu-O em seu seio virginal

E, dando á luz o Criador do universo,

preparou o nascimento da Igreja.

 

Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina

E recebeu todos os homens como seus filhos,

Pela morte de Cristo gerados para a vida eterna.

 

Enquanto esperava, com os Apóstolos,

A vinda do Espírito Santo,

Associando-se às preces dos discípulos,

tornou-se modelo admirável da Igreja em oração.

 

Elevada à glória do Céu,

Assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra,

Protegendo misericordiosamente os seus passos

A caminho da pátria celeste,

Enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor.

 

Por isso, com os Anjos e os Santos,

Proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, santo, santo...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

Roguemos a Nossa Senhora, Mãe da Igreja, que nos faça participar da sua pureza e terna devoção, para receber dignamente Jesus na Eucaristia

 

Cântico da Comunhão: O Senhor alimenta, F. da Silva, NRMS 23

 

Antífona da comunhão: Suspenso na cruz, Jesus disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe».

 

Ou

 

Bendita sejais, Maria, Mãe e Virgem, cheia de graça,

Que resplandeceis na Igreja como exemplo de fé, esperança e caridade.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que neste admirável sacramento, Nos destes o penhor da redenção e da vida, Fazei que a vossa Igreja, com o auxílio materno da Virgem Santa Maria, leve a todos os povos o anúncio do Evangelho e renove a face da terra com os dons do vosso Espírito. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de participar no Sacrifício redentor de Cristo, continuemos unidos a Nosso Senhor na nossa vida quotidiana, com a ajuda da Santa Mãe da Igreja, para ser protagonistas ativos da missão de evangelizar.

 

Cântico final: Glória da humanidade, NRMS 101

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

10ª SEMANA

 

3ª Feira, 11-VI: S. Barnabé: O desenvolvimento da Evangelização.

Act 11, 21-26; 13, 1-3 / Mt 10, 7-13

É que ele (Barnabé) era um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. E considerável multidão aderiu ao Senhor.

A primeira Leitura descreve-nos uma pequena biografia de S. Barnabé: um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé; e foi procurar Paulo e levou-o para Antioquia (LT).

O Senhor disse aos Apóstolos: Ide e proclamai a Boa Nova (EV). Barnabé e Paulo, guiados pelo Espírito Santo, dedicaram-se a esta tarefa. Já os Salmos profetizavam este desejo de Deus: O Senhor deu a conhecer a salvação a todos os povos (SR). Graças ao trabalho apostólico de ambos muitos se converteram. Todos nós recebemos o mesmo mandato do Senhor e, guiados pelo Espírito Santo, deveremos dar um testemunho mais claro do Evangelho.

 

4ª Feira, 12-VI: Precisamos da ajuda de Deus.

2 Cor 3, 4-11 / Mt 5, 17-19

Nós temos esta certeza, por Cristo, diante de Deus: por nós próprios não temos o direito de atribuir-nos seja o que for, como se viesse de nós.

Temos uma necessidade absoluta da ajuda de Deus para cumprirmos os nossos deveres (LT). Todas as nossas obras boas, a santidade, o apostolado, pertencem a Deus. A nós compete-nos corresponder para alcançarmos os nossos objectivos.

O nosso modelo de comportamento é Jesus Cristo, que não veio revogar a Lei, mas a cumpri-la plenamente (EV). Ele lembra-nos que, sem Ele, nada podemos fazer. Assim é, porque dentro de nós, junto com boas tendências, há algumas que tendem para o mal e, por isso, temos que pedir ajuda a Deus para escolhermos sempre o bem.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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