aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Dioceses de Portugal

 

Crise na Venezuela e apoio a projetos missionários

marcaram apelos à solidariedade quaresmal, nas dioceses portuguesas

 

O apoio à resolução da crise na Venezuela e a ajuda para projetos missionários, sobretudo em países lusófonos, são as principais prioridades das dioceses portuguesas, no que toca ao destino das verbas que vão ser recolhidas durante o tempo de Quaresma deste ano.

De acordo com várias mensagens já publicadas pelas dioceses nacionais, dedicadas a este tempo quaresmal, a situação de instabilidade política e social que persiste na Venezuela, e que afeta muitas comunidades de emigrantes portugueses, é motivo de grande preocupação.

D. Nuno Brás, bispo do Funchal, no Arquipélago da Madeira, território de onde é originária boa parte da comunidade portuguesa radicada na Venezuela, é um dos principais rostos desta preocupação. D. Nuno destaca a urgência de “ajudar os madeirenses que lá estão e estão a passar um momento muito difícil na sua vida”.

Também a Diocese de Aveiro, que acolhe um número significativo de antigos emigrantes e lusodescendentes, dedicou a renúncia quaresmal deste ano para o apoio à Venezuela, nação que passa “por momentos muito difíceis quer na vivência como povo quer na satisfação de necessidades básicas”, como “a alimentação e a saúde”.

O convite à solidariedade em relação aos “irmãos venezuelanos” estende-se também a outras oito dioceses nacionais – Beja, Évora, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu – que recordam os muitos homens e mulheres, crianças e jovens “sofredores” e com “necessidades testemunhadas” por toda a comunidade internacional.

A Igreja Católica em Portugal convidou as suas comunidades a não esquecerem também, no seu contributo solidário para Quaresma, as muitas outras populações que passam dificuldades um pouco por todo o mundo, sobretudo no continente africano.

A construção de um lar de idosos na Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe; a edificação de uma casa para uma congregação religiosa feminina, na Diocese de Pemba, em Moçambique; ou a abertura de poços de água e a instalação dos estúdios da Rádio Ecclesia na Diocese do Sumbe, em Angola, são outros dos desafios lançados pelos bispos portugueses.

Os responsáveis católicos olham também para “dentro de portas”, e pedem a solidariedade dos portugueses para o apoio a vários setores pastorais, desde a formação missionária de jovens e adultos ao contributo para a sustentabilidade dos Seminários ou a ajuda a estudantes pobres.

As dioceses do Porto, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal e Viseu, alargaram também a sua  preocupação a apoios destinados aos respetivos fundos sociais, destinados a resolver situações de primeira necessidade das populações.

A Quaresma é um tempo de 40 dias que teve início com a celebração de Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

 

 

Leiria-Fátima

 

Bispo incentiva diocesanos

a fazer «retiro popular» para a Quaresma

 

O Cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima convidou “cada cristão” da diocese a fazer o retiro espiritual popular na Quaresma de 2019, que tem como tema geral ‘A Fé é Caminho de Encontros’, “se possível em família ou em comunidade”.

“Proponho que dediquem algum tempo à leitura orante das passagens escolhidas, que nos mostram um itinerário do discipulado cristão; proponho que o façam em grupo e que repitam o momento pessoalmente pelo menos uma vez por semana, ao longo de toda a Quaresma”, escreve o Cardeal.

 “Que agora toda a comunidade diocesana reze com a reflexão e as intuições que estes jovens nos oferecem a partir do Evangelho é, em si mesmo, sinal do que este biénio pastoral pode representar para a nossa Igreja”, desenvolve, lembrando que vivem a primeira Quaresma de dois anos dedicados à juventude, com o lema ‘Jovens, fé e vocação’.

Os temas “oferecem um itinerário sobre a fé”, a partir de seis passagens dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas que sugerem um encontro: “No caminho; com o Senhor da Vida; na esperança; com a misericórdia”, uma “vida em liberdade” e “ousar seguir Jesus”.

O retiro popular da Diocese de Leiria-Fátima, que “retoma a longa tradição da Igreja” da leitura orante da Palavra de Deus”, propõe “itinerários de oração”, com cerca de uma hora a um ritmo semanal, que podem ser realizados “nas igrejas, salas paroquiais ou em casas particulares”.

Segundo o guião, o esquema proposto permite que “qualquer pessoa” possa promover o retiro, sendo que o conhecimento bíblico e o discernimento espiritual são “mais-valias a ter em conta pelo orientador do retiro”.

“Importa recordar, neste momento oportuno da Quaresma, que somos povo a caminho. É grande a tentação de sermos «jovens [ou menos jovens] de sofá, comodamente sentados, a ver o mundo que passa diante de [nós] na TV… de sentirmos que o mundo é deserto difícil de atravessar e que, por isso, não vale a pena a caminhada.”».

O guião deste retiro pode ser consultado (descarregado) no sítio online da diocese.

A Quaresma é um tempo de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha – a renúncia que na Diocese de Leiria-Fátima vai reverter para a Casa Betânia, na Diocese de S. Tomé e Príncipe – e penitência de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, este ano dia 21 de abril.

 

 

Porto

 

Jornadas Pastorais na Quinta de Enxomil, Miramar

 

No dia 29 de abril vai realizar-se a XXIII jornada de Questões Pastorais.

Este encontro de formação para sacerdotes vai debruçar-se sobre a Participação dos leigos na pastoral da igreja, no 30º Aniversário da Ex. Apost. Christifideles laici, de S. João Paulo II.

Esta atividade começa cerca das 10h30 e termina às 16h00.

Do programa destacamos:

Às 11h00 – Os jovens na Igreja: do Sínodo para a vida, passando pelas Jornadas, por D. António Augusto, Bispo Auxiliar do Porto;

e às 14h30, Secularidade e responsabilidade na organização da Igreja, por D. Juan Ignacio Arrieta, Bispo Titular de Civitate, Secretário do Pontificío Conselho para os Textos Legislativos.

O almoço é serviço nas instalações desta casa de atividades formativas que proporciona aos participantes, além de um convívio sacerdotal saudável e formativo, um grande espaço verde envolvente, a usufruir nos intervalos das atividades.

A julgar pelas jornadas dos anos anteriores – a deste ano é a 23.ª terceira – esta oferece uma contribuição valiosa para a formação permanente do sacerdote e um convívio de padres de grande parte das diocese do país.

 

 

Igreja/Peregrinações

 

«Caminho do Centenário» liga Vila Nova de Gaia a Fátima

 

A Associação Caminhos de Fátima, em conjunto com 14 municípios, encontra-se a desenvolver um projeto de criação de um “itinerário alternativo” e com “melhores condições de segurança” para os peregrinos que se dirigem a Fátima.

Com uma “extensão superior a 200km”, o «Caminho do Centenário» vai ligar, a partir de outubro, Vila Nova de Gaia a Fátima com “um investimento total previsto superior a 4 milhões de euros”.

O novo itinerário tem como “principal caraterística a marcação de um caminho maioritariamente alternativo ao IC2 e à EN1, sem acrescentar distância e altimetria significativas”.

O projeto está a ser desenvolvido pela Associação Caminhos de Fátima (ACF) em conjunto com 14 municípios: Vila Nova de Gaia, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, Anadia, Mealhada, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Soure, Pombal, Leiria, Ourém e Santa Maria da Feira e tem como objetivo o “aumento substancial das condições de segurança para as dezenas de milhar de caminhantes e peregrinos que fazem o trajeto até Fátima” e visam “diminuir a sinistralidade”, sobretudo em alturas de grandes peregrinações, proporcionando um itinerário “mais calmo, tranquilo e apelativo”, indo ao encontro da estratégia nacional do Turismo de Portugal para promoção e divulgação dos caminhos religiosos que atravessam o país.

 

 

Portugal

 

Departamento Juvenil anuncia

«Festival Nacional da Canção Mensagem» no «Fátima Jovem»

 

O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) vai dinamizar o «Fátima Jovem 2019», nos dias 4 e 5 de maio, no santuário da Fátima, e destaca-se a “grande novidade” do programa incluir o Festival da Canção Mensagem.

O tema ‘Eis a serva’ vai ao encontro da proposta da Conferência Episcopal Portuguesa para 2018/2019 e está em consonância com a Jornada Mundial da Juventude 2019, que decorreu no Panamá, sob a presidência do Santo Padre.

 Tem uma ligação clara a Maria. Ela, com o seu sim, inspira-nos e motiva-nos “a sermos verdadeiros peregrinos em missão no serviço ao próximo”, desenvolve.

Através da música, os jovens de diferentes dioceses vão partilhar “a sua fé e alegria em seguir e viver Jesus Cristo”, numa “grande festa”, “no serão de sábado à noite”, a partir das 21h00. O acolhimento começa às 10h00, do dia 4 de maio, e o encontro termina com a Eucaristia Internacional no recinto de oração, que começa às 11h30, do dia seguinte.

O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil da Igreja Católica em Portugal convida “todos os jovens portugueses”, de todas as dioceses e movimentos, para que “participem e vivam intensamente” a peregrinação nacional ao Santuário de Fátima, neste primeiro fim de semana de maio.

Os jovens que desejarem participar no ‘Fátima Jovem’, e na peregrinação nacional juvenil ao Santuário de Fátima, devem inscrever-se no Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil ou no movimento católico a que pertençam e a inscrição é online.

 

 

Guarda

 

Bispo recorda obrigação de cuidar dos doentes

Fev 11, 2019 - 16:36

 

O bispo da Guarda assinalou em 11 de feveeiro, Dia Mundial do Doente, celebrado pela Igreja Católica, com uma mensagem em que apela ao cuidado com todos os que se sofrem. “Cuidar dos seus doentes é uma obrigação de todas as comunidades”, escreve D. Manuel Felício.

O Bispo da Guarda alerta contra a “cultura da indiferença”, que desvia o olhar das situações de dor e limitação das pessoas. “Cumpre-nos promover a cultura do dom gratuito e da proximidade para com todos os que vivem situações de fragilidade”, afirmou.

“Consideramos um imperativo de humanidade que os nossos doentes sejam devidamente atendidos, visitados, valorizados e respeitados principalmente por viverem situações especialmente visíveis de dependência e fragilidade”.

Nesta mensagem do bispo da Guarda destaca-se a importância dos voluntários no acompanhamento de quem sofre e saúda os profissionais de saúde, “reconhecendo o mérito do trabalho que diariamente realizam”.

 

 

Açores

 

UCP promove formação «inovadora» sobre ética no fim da vida

 

O Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa (UCP) polo do Porto, promoveu uma “formação piloto pioneira” sobre ética no fim de vida “para mais de 70 profissionais de saúde da ilha de São Miguel (Arquipélago dos Açores).

Esta iniciativa – promovida em parceria com a Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada (HDES) e com a Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel (USISM) – centrou-se “na necessidade de tomar decisões éticas complexas e difíceis na fase final de vida e, ainda, nas questões relacionadas com a dignidade e bem-estar dos doentes e famílias”.

“A justiça no acesso a cuidados de qualidade e as inter-relações entre autonomia, vulnerabilidade e responsabilidade no acompanhamento e implementação do processo de cuidados em fim de vida” foram outros dos pontos tratados.

O curso promovido pelo Instituto de Bioética pretende dar resposta a “esta evidência internacional”, respondendo a uma “necessidade efetiva de formação ética em temas complexos e com elevado impacto clínico, ético, organizacional, social, cultural e político”.

 

 

Apostolado do Mar:

 

Retiro em Fátima ajuda a levar «conforto e confiança» aos pescadores e suas famílias

 

O Apostolado do Mar, responsável na Igreja Católica em Portugal pelo trabalho pastoral junto dos pescadores e suas famílias, promoveu nos dias 16 e 17 de fevereiro o seu retiro anual em Fátima.

O responsável por este setor, Armando Jorge de Oliveira, destacou “um momento muito importante” no calendário das atividades do Apostolado do Mar, a nível nacional, “porque é aqui, nestes momentos, que os homens do mar vêm avivar mais a sua fé” e assim retemperar forças para enfrentar os desafios que têm.

“E dialogar com outras praias, saber as dificuldades deles e aprender”, porque “hoje em dia, a vida da pesca está a ser um bocadinho posta em causa, tanto ao nível das leis como ao nível do pescado”, assinalou aquele responsável.

O encontro, que contou com grupos vindos das praias de Caxinas, Fuzeta, Nazaré, Peniche, Vila Praia de Âncora, Viana Castelo, Sesimbra e Setúbal (São Sebastião e Anunciada), teve lugar no Hotel Domus Pacis, sob a orientação do padre Luís Ferreira, sacerdote e vigário da pastoral da diocese de Setúbal.

“Estes homens deixam as suas casas para irem para o mar à procura de peixe para o sustento das suas famílias, muitas vezes bem sucedidos, outras mal, porque têm pouco peixe e pouco dinheiro depois para alimentar os seus, com todas as consequências que daqui advêm”, recordou o padre sadino, que destaca a fé como uma “âncora” para estas pessoas.

“Ir para o mar, confiar em Nosso Senhor, porque é dele toda a nossa vida. É uma profissão difícil, exigente, mas nós pelo menos em Setúbal temos uma grande realidade ligada ao Mar e vemos como é importante haver pescadores que nos dão o alimento do dia-à-dia. E como Igreja, dar-lhes o conforto e a confiança para eles continuarem as suas profissões”, concluiu o padre Luís Ferreira.

O retiro anual do Apostolado do Mar em Portugal, neste ano, contou também com a presença de D. António Vitalino, bispo emérito de Beja e antigo presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que presidiu à Eucaristia de encerramento.

 

 

Évora

 

Arcebispo destacou na Academia Portuguesa de História o legado de D. Augusto Eduardo Nunes

 

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, abordou, em 20 de fevereiro, na Academia Portuguesa de História, em Lisboa, o legado de D. Augusto Eduardo Nunes, e relevou o seu empenho por uma Igreja Católica “livre e ativa na sociedade”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, no âmbito da referida conferência, o arcebispo de Évora descreveu aquele que é um dos seus antecessores (1885 – 1920) como “um homem que viu longe” no que diz respeito ao papel da Igreja Católica na sociedade, e à sua relação com os mais variados setores, a começar pela política, pela relação Igreja-Estado.

Na Academia Portuguesa de História, D. Francisco Senra Coelho refletiu sobre a tese de doutoramento que D. Augusto Eduardo Nunes dedicou ao tema ‘o múnus social da Igreja Católica’, ainda como aluno da Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, em 1881.

Nascido numa época em que Portugal vivia ainda na Monarquia, marcada por um controlo “asfixiante” do poder político sobre o poder religioso, D. Augusto Eduardo Nunes percebeu desde cedo que, “para poder exercer o seu ministério, para poder ser profética” no mundo, a Igreja Católica não podia estar “atada a um regime”.

“Ele compreendeu que o caminho da Igreja tinha de ser diferente, como veio a ser, de facto”, realçou D. Francisco Senra Coelho, que destacou também o antigo arcebispo de Évora como um pioneiro na temática “da Doutrina Social da Igreja face aos operários”.

Muito também devido às suas origens, já que D. Augusto Eduardo Nunes era oriundo de Portalegre, tinha família também em Elvas, portanto vinha “de uma terra marcada pela interioridade, pela ruralidade”.

“Ele vai percebendo a mudança do seu tempo, que é sobretudo marcada pela Revolução Industrial”, apontou D. Francisco Senra Coelho, que lembrou um período de grande turbulência e incerteza, “incluindo no Alentejo” onde se registaram “levantamentos populares contra a primeira mecanização da agricultura” e casos de “destruição de máquinas a vapor”.

“O trator não foi bem aceite. A mecanização fez com que ranchos de homens ficassem sentados nas praças das vilas e aldeias, porque ninguém os vinha contratar”, salientou o atual arcebispo de Évora, para reforçar que mais uma vez, D. Augusto Eduardo Nunes “excedeu o seu olhar, a sua visão ao seu próprio tempo, mas sem perder o pé, ou seja, sem deixar de abraçar as pessoas, a sociedade”.

 “Ele percebe que é necessário, que é conveniente, que é pertinente, que é missão da Igreja olhar para essa realidade que está a começar”, prosseguiu D. Francisco Senra Coelho, para enaltecer uma linha de pensamento que iria inclusivamente chamar a atenção do Papa Leão XIII, que mais tarde publicaria a encíclica ‘Rerum Novarum’.

Um documento que aborda precisamente as questões do trabalho e os desafios dos trabalhadores.

“Eu encontrei nos arquivos da Nunciatura Apostólica em Lisboa correspondência travada entre a Secretaria de Estado da Santa Sé e a Nunciatura, para recolher o trabalho daquele jovem que tinha sido apresentado na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra. E em 1891 aparece a Rerum Novarum”, frisou D. Francisco Senra Coelho, para quem, numa altura em que as questões do trabalho continuam na ordem do dia, o legado de D. Augusto Eduardo Nunes permanece como um desafio para a Igreja e para a sociedade.

“Ele foi falando à entidade patronal na necessidade de perceberem que não poderiam sobreviver sem os operários, que teria que haver um ambiente familiar dentro da empresa”, descreveu o atual arcebispo de Évora, que reforçou ainda a preocupação de D. Augusto Eduardo Nunes por temáticas como a “dignidade da pessoa humana, da família” e da importância de uma “consciência patronal”.

“Para ele a violência começa quando as pessoas não se ouvem e não se escutam, então têm que gritar mais alto para dizerem que gritam mais alto, e então aparece aí, na sua perspetiva, toda a questão da greve e da violência”.

O atual arcebispo de Évora é doutorado em História pela Universidade Internacional de Phoenix (EUA), tendo como tema da tese precisamente a vida de D. Augusto Eduardo Nunes, no contexto da Primeira República em Portugal.

 

 

Algarve

 

Ação formativa sobre «o amor e a sexualidade» junta quatro paróquias

 

Paróquias de Albufeira, Boliqueime, Ferreiras e Paderne, na Diocese do Algarve, vão dinamizar uma formação dedicada à proposta pedagógica da Igreja sobre o amor e a sexualidade, reforçar esses fundamentos nos cristãos, dia 8 de junho.

“O que nos levou a pensar nisto foi a oportunidade da temática e este grassar da ideologia do género em tudo o que vemos – escolas, redes sociais – e percebermos que o Povo de Deus que nos está confiado não tinha argumentos para poder mostrar a perspetiva cristã da sua vida, intimidade e sexualidade”, explicou o padre Pedro Manuel ao jornal ‘Folha do Domingo’.

 “Achamos que a Igreja está um pouco parada, um pouco apática e não dá uma resposta concreta”, disse, por sua vez, o pároco de Albufeira, o padre Flávio Martins, sobre terem avançado com esta formação, que teve o primeiro encontro no dia 9 de março.

No encontro realizado no Centro Pastoral Beato Vicente, em Albufeira, o padre Pedro Manuel, realçou que na sociedade atual é-se “habitualmente surpreendido” por novas questões quanto “ao amor tão banalizado e tão facilmente usado” como substantivo e como forma de estar no meio do mundo.

“Se o caráter nos define enquanto pessoas, o amor define-nos enquanto seres em relação e, sobretudo, enquanto cristãos. É nesta perspetiva humana, que comunga da fé, que pretendemos que este dia decorra”, escreveu no jornal ‘Folha do Domingo.

 

 

Batismos de adultos

Na noite da Vigília pascal

 

Lisboa

98 pessoas preparam-se para receber o Batismo

 

O bispo-auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes presidiu ao Rito de Eleição de Catecúmenos afirmou aos 98 candidatos que a vida cristã “é um caminho que tem início no Batismo e que dura toda a vida”.

“Dou graças ao Senhor, que tocou o vosso coração, vos colocou no seu caminho, e vos vai conceder o grande dom da filiação divina, de vos tornardes filhos e Deus e membros do seu povo santo”, disse o bispo-auxiliar de Lisboa.

Os 98 candidatos prepararam-se para “entrar neste caminho” com a solene profissão da fé e o Batismo na noite pascal de 20 de abril.

A eleição de catecúmenos acontece na Quaresma, um tempo de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

 

Algarve

77 adultos

 

O bispo do Algarve recebeu na Catedral, logo no princípio da Quaresma, 77 adultos que pediram a admissão aos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação (crisma) e Eucaristia (comunhão), 44 das quais já este ano.

44 candidatos inscreveram o seu nome, num rito próprio, como gesto que confirma a sua vontade em receber os sacramentos da iniciação cristã; durante os domingos da Quaresma celebraram nas suas paróquias os escrutínios e a tradição das entregas das orações do Credo e do Pai-Nosso.

Os restantes 33 adultos vão ser batizados na vigília pascal de 2020.

“Gostaria que vos sentísseis acompanhados por toda a Igreja do Algarve que ao longo deste ano vai rezar por vós e convosco. Senti-vos verdadeiramente apoiados por esta Igreja que é mãe, que vos acolhe com alegria e que vos oferece a palavra de Deus como alimento deste grande percurso”, desenvolveu o bispo do Algarve.

 

Leiria-Fátima

9 catecúmenos

 

O bispo de Leiria-Fátima, Cardeal D. António Marto, recebeu os nove catecúmenos diocesanos que iriam receber o Batismo na vigília pascal, acompanhados pelos padrinhos, catequistas e párocos, antes da Eucaristia de primeiro domingo da Quaresma.

Na homilia, D. António Marto revelou “satisfação e alegria” por acolher os nove catecúmenos “como irmãos na fé”.

 “Deus, não é o Deus do espetáculo, não é um Deus intruso, mas que bate docemente à porta do nosso coração”, explicou na homilia proferida antes do rito da inscrição do nome dos catecúmenos no livro.

Depois dos catecúmenos terem manifestado vontade em receber os sacramentos da iniciação cristã e assinado o livro, após a oração comunitária, o bispo diocesano ungiu as mãos dos catecúmenos com o óleo que receberam também a oração do Credo.

“Normalmente, o caminho catecumenal termina no primeiro domingo da Quaresma e, a partir do momento em que inscrevem o seu nome, os catecúmenos tornam-se ‘eleitos’ e são considerados aptos para receberem o batismo e apresentados ao bispo”, explicou o diretor do Serviço de Catequese, o padre José Henrique.

Os nove adultos fizeram o percurso catecumenal em várias paróquias – três na Marinha Grande, dois nos Pousos, um na Batalha, um na Bidoeira de Cima, um em Leiria – e um jovem adulto foi acompanhado pelo Serviço Pastoral do Ensino Superior.

 

Évora

29 pessoas pedem Batismo

 

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho presidiu no segundo domingo de março à Missa com o rito da inscrição do nome de 29 catecúmenos, oriundos de várias paróquias locais.

“Rezemos para que os catecúmenos aqui presentes e já chamados pelo seu nome, na intimidade dos seus corações, sejam verdadeiramente incluídos entre os eleitos de Deus”, disse o responsável, durante a celebração que decorreu na catedral arquidiocesana.

D. Francisco Senra Coelho apelou a uma “conversão autêntica e sincera a Jesus”, neste tempo de preparação para a Páscoa e deixou votos de que os catecúmenos se preparem para o Batismo e que as comunidades católicas se preparem para os receber..

“O plano de Deus não passa pelo egoísmo, mas pela partilha; não passa pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passa pelo protagonismo pessoal impressionante, mas pela verdade de vida, assumida na coerência da simplicidade e do Amor”.

 

 

Açores

 

Várias atividades eclesiais

 

 Diocese de Angra partilhou caminhada quaresmal nas redes sociais

 

O bispo de Angra deu o primeiro contributo para a reflexão quaresmal diocesana proposta pelo Serviço de Catequese e pela Conferência Vicentina do Seminário, numa caminhada que aposta nas novas tecnologias.

A iniciativa conjunta disponibilizou diariamente uma meditação, a partir de uma leitura bíblica, nas redes sociais, e o primeiro contributo foi de D. João Lavrador, logo na Quarta-feira de Cinzas.

Para além da meditação e da leitura bíblica, a caminhada da Diocese de Angra apresentou “uma proposta de ação” até ao início do Tríduo Pascal.

No entanto, quem “não utiliza as redes sociais ou a internet” pode, de algum modo, enviar um ficheiro em PDF com as propostas para a vivência da Quaresma 2019 para imprimir.

 

Jornadas de Teologia dedicadas à «arte, expressão que transcende»

 

O Seminário Diocesano de Angra promoveu, de 20 a 22 de março, as Jornadas de Teologia dos Açores, este ano sobre ‘Arte, Expressão que transcende’, colocando em diálogo cultura, religião e fé.

O salão do Seminário recebeu os participantes nos três dias de encontro, com entrada livre, a partir das 20h00, entre 20 e 22 de março.

No dia 20 de março, os participantes ouviram o Cónego Doutor Joaquim Félix, da Diocese de Braga, falar sobre ‘Desafios contemporâneos à arte litúrgica’, e assistiram a uma exposição sobre arte litúrgica, comissariada pela conservadora Marta Bretão, que é também professora no Seminário diocesano.

‘A estética e mística em São Tomás de Aquino’ foi o primeiro tema a ser apresentado no dia seguinte, 21 de março, pelo padre Cipriano Pacheco e depois o padre Alexandre Palma, professor na Universidade Católica de Lisboa e sacerdote do Patriarcado, falou sobre ‘Estética e Teologia. Contexto, fundamentos e desafios’.

No último dia das Jornadas, a diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais, Sandra Costa Saldanha, apresentou o tema ‘Sanctarum Imaginum, entre o Homem e o Divino: reflexões sobre algumas diretrizes pastorais na Idade Moderna’.

A conferência ‘Temporalidade e Transcendência na Música Sacra: A Difícil Mediação’, foi proferida pelo musicólogo Rui Vieira Nery, antigo secretário de Estado da Cultura português, e a Academia de São Tomás de Aquino fez do encerramento musical.

 

Romeiros assinalam Quaresma com tradição secular (c/vídeo)

 

Um conjunto de 54 ranchos de Romeiros percorreram as estradas dos Açores durante toda a Quaresma, até Quinta-feira Santa, renovando uma tradição secular na preparação para a Páscoa.

Os Romeiros tiveram no aeroporto João Paulo II em Ponta Delgada, três manequins vestidos de romeiros, a informar a existência das romarias e assim “garantir uma maior atenção por parte dos condutores, sobretudo dos que visitaram a ilha neste período

“As romarias quaresmais açorianas terão surgido na sequência de terramotos e erupções vulcânicas ocorridas no século XVI na ilha de São Miguel, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande”, assinala o sítio informativo da Diocese de Angra.

A tradição reuniu milhares de homens, organizados em ranchos, por freguesia, a pé, rezando o terço, durante oito dias, parando em todas as igrejas e dormitando nos lares das comunidades por onde passavam, onde foram acolhidos voluntariamente.

Neste ano, os participantes foram convidados a rezar pela “renovação da Igreja diocesana à luz do Evangelho” e pela “santificação dos sacerdotes” da diocese; pelas vocações sacerdotais, consagradas, religiosas e missionárias ; pelas famílias da diocese ; pelos jovens para que descubram a Jesus Cristo e o sigam ; pelos leigos empenhados na evangelização da diocese ; pelos pobres e excluídos da diocese ; pelos que vivem sem trabalho e sem dignidade ; pelos idosos e doentes que vivem na solidão ; pelas intenções do Santo Padre e do Bispo da diocese ; pelas crianças e adolescentes da catequese e seus catequistas para que sintam a alegria de conhecer, amar e seguir a Jesus Cristo e por todos os que estão investidos em autoridade para que governem servindo a dignidade da pessoa e o bem comum..

Estas romarias também decorrem na ilha Terceira e na Graciosa, seguindo o mesmo regulamento que é aplicado pela Associação Movimento de Romeiros de São Miguel, onde a expressão e dimensão é maior, envolvendo “cerca de dois mil homens que todas as semanas, durante o período da Quaresma percorreram as estradas de São Miguel, dando a volta à ilha a pé, parando em todos os templos marianos”.

 

 

Porto

 

D. Américo Aguiar, novo Bispo Auxiliar do Patriarcado

recebeu a ordenação episcopal foi no dia 31 de março,

na Igreja da Trindade, no Porto

 

O novo bispo auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar, recebeu a ordenação episcopal, dia 31 de março, às 16h00, na Igreja da Trindade, Porto.

O Papa Francisco nomeou-o, dia 1 de março, como bispo auxiliar de Lisboa. D. Américo Aguiar era, até agora, presidente do Conselho de Gerência da Renascença e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

Natural da Diocese do Porto, D. Américo Aguiar nasceu a 12 de dezembro de 1973 e foi ordenado presbítero em 2001; é presidente da Irmandade dos Clérigos desde 2011 e, desde 2016, presidente das empresas do Grupo Renascença Multimédia e diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

O novo bispo auxiliar de Lisboa enviou uma saudação, através das redes sociais e do canal do Patriarcado, no YouTube, com uma mensagem onde afirma a “alegria do anúncio do Evangelho”.

“Venho ao encontro de cada um de vós, dos mais velhos, dos mais novos, dos doentes, dos que vivem tantas e tantas circunstâncias da vida, momentos de treva, dificuldade, e porventura até se sentem abandonados”, assinala.

D. Américo Aguiar dirige-se de forma especial aos jovens, “que têm um desafio enorme, em Lisboa, para os próximos anos”, por acolherem em 2022 a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

O novo bispo auxiliar mostra a convicção de que os portugueses serão capazes de fazer “a melhor” JMJ, para “todos os jovens do mundo”, reafirmando que a jornada “há de ser feita pelos jovens e para os jovens”.

“Conto convosco e conto com cada um de vós para a organização da mesma”, refere, na sua saudação. “Nós somos capazes”, acrescenta D. Américo Aguiar.

O responsável cita D. António Francisco dos Santos, falecido bispo do Porto, de quem foi colaborador: “Não devemos temer a bondade”. “Só pela bondade aprenderemos a fazer do poder um serviço, da autoridade uma proximidade e do ministério uma paixão pela missão de anunciar a alegria do Evangelho”, recorda.

D. Américo Aguiar escolheu para lema episcopal as últimas palavras de Jesus na cruz, ‘In manus tuas’ (Nas tuas mãos), em homenagem a D. António Francisco, que o adotou também.

O bispo auxiliar de Lisboa evocou figuras da Igreja como os cardeais-patriarcas D. António Ribeiro e D. José Policarpo, ou os bispos do Porto D. Armindo Lopes Coelho, que o ordenou padre, e D. António Francisco dos Santos, antes de deixar uma mensagem e “gratidão” à sua família e à sua diocese natal.

O bispo auxiliar de Lisboa foi nomeado com o título simbólico de Dagno, diocese histórica na atual Albânia.

A sua ordenação episcopal ficou marcada com uma sombra de dor: precisamente nesse dia foi a sepultar a sua mãe.

 

 

Algarve

 

A «dimensão da caridade» nas comunidades

 

O bispo do Algarve, falando aos 96 agentes do setor social que participaram nas Jornadas diocesanas de Ação Sociocaritativa disse que sem a “dimensão da caridade” uma comunidade fica “incompleta”.

“Uma comunidade paroquial pode ter uma liturgia excelente, pode ter catequistas exímios, mas se faltar a dimensão da caridade é uma comunidade incompleta”, disse D. Manuel Quintas.

O bispo diocesano explicou que a caridade “é o critério que define a ação evangelizadora da Igreja” e salientou a importância de “gente que desperta, alerta, provoca e ajuda” a comunidade a viver esta dimensão que “é estrutural”.

“A pobreza não foi criada por Deus. Foi e é criada por mim e por ti quando não partilhamos o que temos e o que somos, por isso exige-se esse dever de todos, particularmente daqueles que se consideram discípulos de Cristo para minorar os sofrimentos daqueles que se encontram nesta grande classificação de pobres”, afirmou D. Manuel Quintas.

O presidente da Cáritas Diocesana do Algarve sublinhou que este setor da pastoral não diz respeito apenas aos seus grupos sociocaritativos e apelou à sua sensibilização nas paróquias.

“Somos Igreja e todos temos a mesma missão que é ajudar aqueles que são os mais frágeis da sociedade”, destacou Carlos Oliveira, que é também diretor do Secretariado diocesano da Pastoral Sociocaritativa.

O encontro terminou com a divulgação de um questionário que pretende “conhecer o universo dos grupos paroquiais de ação social” e durante a jornada puderam ver uma exposição fotográfica sobre o tema da pobreza.

 

 

Évora

 

Faleceu D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora

 

D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora, faleceu na Madeira, na festa litúrgica de S. José, aos 86 anos de idade.

O antigo arcebispo de Évora encontrava-se no Eremitério de Maria Serena, em Gaula (Concelho de Santa Cruz), onde morreu na sequência de doença prolongada.

As celebrações fúnebres decorreram na quinta-feira, 21, de manhã, na Sé do Funchal, com o Ofício de Defuntos e celebração da Missa de Corpo Presente. Ao fim da manhã, a urna partiu do aeroporto da Madeira para a Basílica Metropolitana de Évora, onde houve a celebração de exéquias; o antigo arcebispo foi sepultado numa capela lateral da Igreja do Espírito Santo, panteão dos Arcebispos de Évora.

D. Maurílio Jorge Quintal de Gouveia, filho de Aires Romão Freitas Gouveia e de Matilde Maria Quintal de Gouveia, nasceu a 5 de agosto de 1932 em Santa Luzia, no Funchal; cumpriu a sua etapa vocacional no Seminário Diocesano do Funchal e foi ordenado sacerdote a 4 de junho de 1955.

Aos 22 anos seguiu para Roma, para prosseguir os seus estudos, e formou-se em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana, tendo tirado também uma pós-graduação em Teologia Pastoral, na Pontifícia Universidade Lateranense. Após este período, regressou à Madeira para exercer várias missões pastorais, como a de vice-reitor do Seminário do Funchal e professor de Teologia na mesma instituição.

A 26 de novembro de 1973, aos 41 anos, D. Maurílio de Gouveia recebeu a sua nomeação episcopal, como bispo titular de Sabiona e bispo auxiliar de Lisboa, pelo Papa S. Paulo VI. A sua ordenação episcopal foi celebrada pelo então cardeal-patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, a 13 de janeiro de 1974.

Quatro anos mais tarde, a 21 de maio de 1978, o bispo madeirense foi nomeado arcebispo titular de Mitilene, e a 17 de outubro de 1981, aos 49 anos de idade, chegou para D. Maurílio de Gouveia a nomeação como arcebispo de Évora, pelo Papa S. João Paulo II, sucedendo a D. Frei David de Sousa.

A tomada de posse de D. Maurílio de Gouveia como arcebispo de Évora aconteceria três meses mais tarde, a 8 de dezembro de 1981, no dia da festa da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, padroeira principal de Portugal e da Arquidiocese de Évora.

Ao longo dos 26 anos em que tomou conta dos destinos da arquidiocese alentejana, D. Maurílio de Gouveia destacou-se pelo empenho pastoral, assumindo como pioneiro num trabalho de proximidade com as comunidades católicas locais. “Como estive no terreno, conheci as pessoas, entrei nas suas casas, visitei escolas e fábricas e pude experimentar bem a alma alentejana”, destacava D. Maurílio de Gouveia.

Os seus últimos anos, já com uma saúde muito debilitada, foram passados na terra natal, no Funchal; do seu percurso constam também cargos como os de presidente das Comissões Episcopais para o Apostolado dos Leigos e para as Comunicações Sociais.

A sua veia para a comunicação, que demonstrou de forma mais evidente ao longo do seu trabalho na Arquidiocese de Évora, ficou também expressa na sua ligação a projetos como o Jornal da Madeira, do qual foi diretor; e à criação literária.

Entre a sua obra bibliográfica estão livros como ‘Cristãos Exemplares’, ‘Eu sou o Pão da Vida’, ‘O Eremitério Maria Serena’, ‘Uma Comunidade de Cristãos – A Paróquia na Missão da Igreja’, ‘Magnificat’ e ‘Rumo ao Céu’, esta última já uma coletânea de pensamentos do arcebispo emérito reunida pelo cónego Cardoso de Melo.

Ainda no campo literário, e do legado deixado por D. Maurílio de Gouveia, inclui-se a obra ‘Concílio, Diocese e Evangelização’, apresentada no âmbito dos 50 anos de sacerdócio do arcebispo emérito, em 2005, com uma entrevista conduzida pelo então sacerdote e professor de História da Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, atual arcebispo de Évora.

Em 5 de agosto de 2007, por ter atingido os 75 anos, idade limite para o desempenho da missão episcopal, segundo a lei canónica, D. Maurílio de Gouveia apresentou ao então Papa Bento XVI a sua resignação ao cargo de arcebispo de Évora. A 8 de janeiro foi anunciado o nome do novo arcebispo de Évora, D. José Alves, com D. Maurílio de Gouveia a assumir o cargo de Administrador Apostólico até à tomada de posse do seu sucessor, que viria a acontecer a 17 de fevereiro de 2008.

“Sinto-me muito feliz por tudo aquilo que pude viver aqui nestes 26 anos. Foi uma experiência muito gratificante. Estou muito grato a Deus por tudo aquilo que pude viver nestes anos, sobretudo pela amizade que se estabeleceu com todas as populações, famílias e pessoas individualmente”, destaca também na hora de deixar o cargo.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou o seu pesar pelo falecimento de D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora, “na mais profunda união orante” e a  “comunhão fraterna” com os familiares de D. Maurílio de Gouveia, com a Arquidiocese de Évora, onde “dedicou a maior parte da vida” no serviço do seu ministério episcopal.

 

 

Fátima

 

Santuário recebeu sete milhões de peregrinos em 2018

 

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima afirmou que o Santuário de Fátima “é do mundo inteiro”, uma realidade demonstrada pelos sete milhões de peregrinos que estiveram na Cova da Iria em 2018, segundo números apresentados esta quinta-feira.

“É surpreendente o número de 7 milhões de peregrinos, é algo muito significativo. Uma família universal com referência a uma Mãe, com um manto protetor, que chega a todo o mundo”, disse o cardeal D. António Marto, no 41.º Encontro de Hoteleiros realizado no santuário.

Na sessão de apresentação das estatísticas relativas a 2018, o Santuário de Fátima informou que a Capelinha das Aparições acolheu 2,9 milhões de peregrinos, o Recinto de Oração 2,4 milhões, a Basílica da Santíssima Trindade 1,1 milhões e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário 280673 peregrinos; a Casa do Francisco e da Jacinta, em Aljustrel, foi visitada por cerca de 392 mil peregrinos, a da Casa da Lúcia por 347 mil e a Casa Museu por 17653 peregrinos; e a exposição temporária “As cores do sol” foi visitada por 225252 peregrinos e o Museu “Fátima Luz e Paz” recebeu 78862 visitantes.

D. António Marto disse que Fátima “é cada vez mais mundial”, por isso, têm “estado atentos” a essa dimensão da ‘mundialidade’ e dos “novos grupos de peregrinos oriundos de continentes que não são comuns, como é o caso da Ásia”.

Os dados estatísticos relativos a 2018 indicam que do continente asiático contam-se 481 peregrinações organizadas, com origem na Coreia do Sul, Filipinas, India e Indonésia, a China levou 31 grupos ao santuário português, e há “outros países importantes” nesta contagem: Malásia, Singapura, Sri Lanka, Tailândia, Vietname e Japão.

D. António Marto destacou a importância da Mensagem de Fátima como “Mensagem de Paz” lembrando o acordo entre a República da China e a Santa Sé, depois do bispo emérito de Hong Kong ter estado no santuário em 2018 e o clima de apaziguamento na Península coreana após a visita de uma Imagem da Virgem Peregrina à Coreia do Sul, onde esteve no Santuário da Paz de Fátima, perto da fronteira com a Coreia do Norte, e 14 dioceses, entre 22 de agosto e 13 de outubro 2017. “Terá relação? Penso que sim, estas coisas não acontecem por acaso”, observou o cardeal português.

Este ano, o cardeal de Manila (Filipinas), e presidente da Cáritas Internacional, D. António Luis Tagle, vai presidir à peregrinação internacional aniversária de maio, num ano pastoral com dois centenários, o da Capelinha das Aparições e o da morte de S. Francisco Marto.

Sobre o número total de grupos organizados, o Santuário de Fátima informa que passaram pela Cova da Iria, em 2018, 4387 grupos: “2785 grupos estrangeiros e 1602 grupos portugueses, num total de 679577 peregrinos, oriundos de 79 países”.

Os dados estatísticos relativos a 2018 indicam também que 57% dos grupos de peregrinos estrangeiros visitam Fátima em abril, maio, setembro e outubro, e 58% dos grupos portugueses têm preferência pelos meses de maio, junho, setembro e outubro.

O santuário registou uma “média de peregrinos” entre os 5,5 milhões e os 6,5 milhões, entre 2012 e 2018; 2012 “foi a exceção” com 6,8 milhões de pessoas em Fátima e, exceto, 2017, o ano das celebrações do centenário das aparições.

“Fátima não é só de Fátima, não é só da Igreja, não é só de Portugal, é do mundo inteiro, e isso é mostrado pelo número de peregrinos que aqui chegam”, realçou D. António Marto.

“Era nosso desejo que a dinâmica que durante 7 anos dinamizou o Santuário de Fátima tivesse frutos permanentes daquilo que é o programa da vivência deste lugar. Consolidámos algumas práticas que agora se vertem para a vida habitual deste lugar”, disse o padre Carlos Cabecinhas a 140 hoteleiros sobre o ano de 2018, no Centro Pastoral de Paulo VI.

O Santuário de Fátima para além do seu sítio na internet, onde divulga também os números de peregrinos recebidos na Cova da Iria, está também presente nas redes sociais Facebook e Instagram.

 

 

Viseu

 

Assembleia Diocesana de Jovens

 

A Diocese de Viseu vai realizar uma assembleia de jovens, onde está previsto um encontro com o bispo D. Luciano Cordeiro, no dia 13 de abril, no Santuário do Senhor dos Caminhos, em Rãs, no Sátão.

‘Jovem, põe-te a caminho!’ é o tema/convite da Assembleia Diocesana da Juventude de Viseu onde têm como objetivos “preparar líderes” que possam escutar e acompanhar jovens “nos níveis arciprestal e paroquial”.

A juventude de Viseu vai promover também a receção do Sínodo dos Bispos 2018, que teve como tema ‘os jovens, a fé e o discernimento vocacional’.

A assembleia diocesana da juventude de Viseu destina-se aos animadores de jovens, aos catequistas de crismandos e aos “jovens com potencial para ser animadores e catequistas”.

O Santuário do Senhor dos Caminhos, em Rãs, no Sátão, recebe o encontro que começa às 10h00 e termina com a oração de envio às 15h00, de 13 de abril.

A juventude de Viseu até à Jornada Mundial da Juventude de 2022, em Lisboa, está a viver o itinerário ‘A 7km – da JMJ PT2022/da felicidade’, com diversas propostas de encontro e reflexão que mobiliza a “escutar, ver, servir”.

 


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