3º Domingo da Páscoa

5 de Maio de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Anunciai com voz de júbilo, Az. Oliveira, NRMS 32

Salmo 65, 1-2

Antífona de entrada: Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Sabedoria infinita do nosso Deus planeou que a fé nas verdades eternas fosse transmitida por uma espécie de “contágio” espiritual que dá pelo nome de testemunho. Cada cristão recebe, com o Baptismo, a vocação de testemunha da Verdade e do Amor de Cristo Ressuscitado.

Neste 3.º Domingo da Páscoa, toda a Liturgia faz soar aos nossos ouvidos a promessa de Jesus: «Vós sereis minhas testemunhas até aos confins da terra

Acolhamos cm alegria este chamamento do Divino Mestre e disponibilizemo-nos para o cumprirmos com o amor e entusiasmo dos nossos primeiros irmãos na fé.

 

Acto penitencial

 

Vivemos muito voltados para os próprios interesses e gostos, pela força do egoísmo que nos domina. Converter-se é deixar de estar voltado para si mesmo, e voltar-se para Deus, também presente nos irmãos.

Peçamos perdão por este nosso modo de viver que desagrada ao Senhor e imploremos a Sua ajuda para nos transfigurarmos.

 

Sugere-se que, de modo especial no Tempo Pascal, o Acto Penitencial seja substituído pela aspersão da Assembleia com a água lustral.

 

•   Senhor Jesus: Temos ocultado muitas vezes a nossa condição de cristãos,

    por causa da falsa vergonha que nos leva a obedecer ao respeito humano.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Evitamos, às vezes, proclamar a nossa fé diante das outras pessoas,

    por cobardia, para não nos incomodarmos, ou num falso respeito por eles.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor Jesus: Falta-nos entusiasmo pelo dom de sermos filhos da Igreja

    e, por isso, não testemunhamos a nossa fé cristã com alegria contagiosa.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O texto dos Actos dos Apóstolos que vai ser proclamado dá testemunho da coragem de São Pedro que, no meio da perseguição, proclama corajosamente a salvação em Jesus Cristo.

Demos também testemunho humilde e corajoso de fazermos parte da única Igreja de Jesus Cristo.

 

Actos dos Apóstolos 5, 27b-32.40b-41

Naqueles dias, 27bo sumo sacerdote falou aos Apóstolos, dizendo: 28«Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». 29Pedro e os Apóstolos responderam: «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. 30O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. 31Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. 32E nós somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem». Então os judeus mandaram açoitar os Apóstolos, 40bintimando-os a não falarem no nome de Jesus, e depois soltaram-nos. 41Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus.

 

A leitura, por motivo de brevidade, omite a sensata intervenção de Gamaliel que livra os Apóstolos de virem a ser mortos (vv. 34-39).

41 «Saíram cheios de alegria». Assim mostravam como sofrer por Jesus era uma dita e uma glória (cf. Mt 5, 10-12; Lc 6, 22-23); agora, o seu seguimento de Cristo era mais perfeito, e mais completa a sua colaboração na obra da Redenção (cf. Col 1, 24).

«Por causa do Nome». A nossa tradução acrescentou: «de Jesus»: o Nome por excelência era o nome divino – Yahwéh –, que os Judeus evitavam pronunciar, por motivo de máxima reverência. Referir-se a Jesus desta maneira é identificá-lo com o Nome por antonomásia, isto é, com o próprio ser divino; não é em vão que na composição da palavra hebraica correspondente ao nome de Jesus entra uma abreviatura de Yahwéh.

 

Salmo Responsorial    Sl 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a ou Aleluia)

 

Monição: O Salmo responsorial foi composto para dar glória e agradecer ao Senhor pela salvação concedida.

Em cada momento da vida podemos cantar este salmo, porque o mesmo Senhor está continuamente a libertar-nos das armadilhas de morte que o Inimigo estende diante dos nossos passos.

 

Refrão:     Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Ou:           Aleluia.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer à cova.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede Vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São João Evangelista narra-nos uma visão na qual contemplou a glória de Cristo Ressuscitado. Toda a Corte Celeste cantava a uma só voz: «Digno é o Cordeiro que foi imolado de receber o poder e a riqueza»

 

Apocalipse 5, 11-14

Eu, João, na visão que tive, 11ouvi a voz de muitos Anjos, que estavam em volta do trono, dos Seres Vivos e dos Anciãos. Eram miríades de miríades e milhares de milhares, 12que diziam em alta voz: «Digno é o Cordeiro que foi imolado de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor». 13E ouvi todas as criaturas que há no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e o universo inteiro, exclamarem: «Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro o louvor e a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos». 14Os quatro Seres Vivos diziam: «Ámen!»; e os Anciãos prostraram-se em adoração.

 

A leitura é extraída da visão introdutória do Apocalipse, em que o autor, arrebatado ao Céu, contempla a Deus no seu trono glorioso – com uma imponente guarda de honra – (v. 11), donde dirige os destinos do cosmos e da Igreja, os quais constituem um mistério insondável, simbolizado no livro fechado com sete selos, que só o Cordeiro tem o poder de abrir. O trecho da leitura contém a aclamação vitoriosa ao Cordeiro, posto no mesmo nível de Deus: os sete atributos – «o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor» (v. 12) – são a manifestação de que o Cordeiro possui em plenitude a natureza divina. A grandiosidade desta aclamação foi genialmente posta em música no sublime coro final do Messias de Händel.

14 «Os (quatro) Seres Vivos e os (vinte e quatro) Anciãos». Cf. Apoc 4, 4.6. Trata-se de figuras, ou símbolos, deveras misteriosos: serão seres humanos, ou antes seres angélicos de especial categoria e significado? Se se entenderem os Quatro Viventes como 4 Anjos encarregados do governo do Universo, com referência aos 4 pontos cardeais e aos quatro elementos da Natureza (terra, fogo, água e ar), e os 24 Anciãos como Anjos que representam quer as 24 classes sacerdotais (cf. 1 Crón 24, 7-18), quer os fiéis em geral (a «Igreja Universal», segundo Santo Agostinho), então este texto atinge uma grandiosidade empolgante, uma verdadeira apoteose universal em que se unem, num coro retumbante, a Liturgia do Céu e a Liturgia da Terra para uma aclamação universal «Àquele que está sentado no trono», isto é, «ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo» (Santo Agostinho) «e ao Cordeiro», isto é, à Humanidade Santíssima de Cristo Redentor glorioso. Deste modo, ao coro celeste de incontáveis vozes dos Anjos (vv. 11-12) responde o coro do Universo, todas as criaturas que há no Céu, na Terra, no Xeol e no Mar (v. 13). Este louvor e adoração, que partiu dos Anjos, depois de encontrar eco na Humanidade resgatada e de repercutir em todo o Cosmos, volta a ser recapitulado pelos representantes dos Anjos e dos homens e de toda a Criação: os quatro Seres Vivos e os 24 Anciãos (v. 14).

 

Aclamação ao Evangelho

 

Monição: Para nós que acreditamos na Ressurreição gloriosa de Jesus, a proclamação desta verdade de fé enche-nos de alegria.

Juntemos, pois, as nossas vozes festivas, para aclamar o Evangelho que a vai proclamar para todos nós.

 

Aleluia

 

Cântico: Ressuscitou com Cristo, C. Silva, NCT 187

 

Ressuscitou Jesus Cristo, que criou o universo

e Se compadeceu do género humano.

 

 

Evangelho*

 

* O texto que está entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido

 

Forma longa: São João 21, 1-19                       Forma breve: São João 21, 1-14

Naquele tempo, 1Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: 2Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. 3Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. 4Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. 5Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?» Eles responderam: «Não». 6Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. 7O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. 8Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. 9Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. 10Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». 11Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. 12Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. 14Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.

[15Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?» Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». 16Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?» Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». 17Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». 19Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».]

 

1-14 Esta pesca milagrosa tem um acentuado carácter simbólico, aludindo à missão da Igreja no mundo – Jesus na praia e os discípulos (pescadores de homens: cf. Mc 1, 17; Lc 5, 10) no meio do mar – com Pedro à sua frente (vv. 3.7.11). Ao acentuar que «não se rompeu a rede» (v. 11), em contraste com Lc 5, 6-7, parece que se alude à unidade da Igreja. A sua universalidade está aludida ao falar da abundância dos peixes (v. 6); e esta universalidade aparece reforçada se temos em conta que o número 153 pode ser um número simbólico de plenitude, ao corresponder a 17, isto é, 10+7, dois números plenos (com efeito, o número 153 obtém-se somando 1+2+3+4+5+... até 17). Também há quem veja em 153 um recurso à gematria (valor literal dos números), para aludir à Igreja como comunidade de amor (em hebraico: qahal hahaváh = 153). Também se pode ver na refeição e nos gestos de Jesus (v. 13) uma alusão à Eucaristia, pois é Ele quem oferece pão e peixes que eles não tinham pescado (v. 9; cf. Jo 6, 1-13).

8 «Duzentos côvados», isto é, cerca de 90 metros.

15-18. É fácil de ver na tripla confissão de amor uma reparação da sua tripla negação (Jo 18, 17.25-27). Mais ainda, na redacção do texto grego, pode ver-se também um jogo de palavras muito expressivo, pois na 1ª e 2ª pergunta Jesus interroga Pedro com um verbo de amor mais divino, profundo e intelectual –«amas-Me?» (em grego, agapâs me), ao passo que Pedro responde com um verbo de simples afeição e amizade – «sou teu amigo» (em grego, filô se); à 3ª vez, Jesus condescende com Pedro, usando este segundo verbo, e Pedro ficou triste por pensar que esta mudança de Jesus se devia à imperfeição do seu amor. Toda a Tradição católica viu neste encargo de pastorear todo o rebanho de Cristo – «cordeiros» e «ovelhas» – o ministério petrino, no cumprimento da promessa do primado (Mt 16, 17-19 e Lc 22, 31-32; cf. 1 Pe 5, 2.4 e Concílio Vaticano II, LG 18).

18-19. «Estenderás as mãos» é uma provável alusão à crucifixão de Pedro em Roma, na perseguição de Nero, em 64 ou 67, segundo a tradição documentada já por S. Clemente, no século I, que também diz que Pedro, por humildade, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo (cf. 2 Pe 1, 14; Jo 13, 36).

 

Sugestões para a homilia

 

• Testemunhas de Jesus Cristo

A oposição das pessoas à fé

Fortaleza cristã

Sofrer por Cristo

• A renovação do mundo

Razões para a descristianização

Para uma pesca miraculosa

Amor com obras

 

1. Testemunhas de Jesus Cristo

 

a) A oposição das pessoas à fé. «Naqueles dias, o sumo sacerdote falou aos Apóstolos, dizendo: “Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem”.»

Cheios de inveja pela popularidade dos apóstolos e pelo carinho e admiração que o povo lhes devotava, os chefes religiosos de Israel queriam proibir os Apóstolos de anunciarem a salvação em Jesus Cristo e, como eles não obedeceram a esta proibição, meteram-nos na cadeia do Templo de Jerusalém.

Mas o Anjo do Senhor veio de noite abrir-lhes as portas da prisão e mandou-os pregar novamente, anunciando a salvação em Jesus Cristo.

Quando, de manhã, chegaram os guardas para os levarem, a fim de serem julgados e condenados, encontraram a cadeia vazia. Entretanto, alguém veio informá-los de que os Apóstolos estavam, de novo a pregar no Templo.

Trouxeram-nos pacificamente, porque tinham medo que o povo se revoltasse contra eles e disseram-lhes: «Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem

Hoje, como naquele tempo, encontramos também oposição a que Jesus Cristo seja anunciado com a Sua doutrina e exigências na vida, na terra em que vivemos. Esta oposição manifesta-se de muitos modos.

Oposição pelas leis. As boas notícias da Igreja são, na maior parte, omitidas ou deformadas nos MMCCSS.

Leis contra a Lei de Deus. Promulgam-se leis civis propositadamente opostas à lei de Deus: a união de pessoas do mesmo sexo; o divórcio; o aborto... Querem agora promulgar uma lei — a Eutanásia — que permite matar as pessoas doentes ou idosas. São os mesmos que gritam hipocritamente contra a pena de morte, mas, ao mesmo tempo, programam a morte dos que não sabem ou não se podem defender.

Ocultam-se os sinais sagrados. Retiram-se os sinais sagrados da vida pública. As igrejas ficam encobertas no meio de grandes edifícios; os crucifixos são retirados dos edifícios públicos, que são de todos nós.

A pretexto da liberdade religiosa, proíbe-se falar de Deus aos doentes e às crianças, a não ser que o próprio o peça. Atenção aos hospitais: se não pedirem a presença do capelão, ele não irá visitar os doentes.

Quase nos gritam: é proibido viver como cristãos. E isto não acontece apenas em alguns países, mas também naqueles de longa tradição cristã. Há “leis fracturantes” e agressões à moral.

Porquê? Quem vive a sério as exigências da fé incomoda, porque, mesmo em silêncio, lança um desafio constante aos que vivem afastados de Deus.

 

b) Fortaleza cristã. «Pedro e os Apóstolos responderam:Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados.”»

A coragem de Pedro deixou desconcertados os chefes religiosos de Jerusalém, porque estavam à espera de os verem ceder ao medo e acabar com o anúncio da salvação em Jesus Cristo.

O Espírito Santo suscitou neles a virtude da fortaleza, uma virtude necessária a todo o cristão, para viver a sua fé.

A virtude da fortaleza. Não se trata do uso da força física ou da violência. É uma das virtudes cardeais, que nos leva a duas atitudes por amor de Deus, muito importantes:

— aguentar a pé firme, por amor de Deus e fidelidade à nossa fé, diante de quem nos quer fazer recuar. Foi isto mesmo o que fizeram os Apóstolos. Foram corajosos e não cederam à proibição que lhes queriam fazer.

— Empreender coisas difíceis por amor de Jesus Cristo. Estão neste grupo os missionários de todos os tempos, os que se dedicam às obras de misericórdia, socorrendo doentes, mesmo quando sentem humanamente repugnância em fazê-lo.

Dão testemunho desta fortaleza na primeira forma os mártires de todos os tempos, aceitando os tormentos e a morte para permanecerem fieis a Jesus Cristo.

Precisamos desta virtude para não termos vergonha nem receio de viver as exigências da nossa fé em qualquer ambiente.

O respeito humano. Quando uma pessoa, por um falso temor, finge que não é cristã, deixando de fazer ou dizer o que deve, cede à tentação de cobardia, do respeito humano.

Nos nossos dias, as pessoas cedem ao respeito humano nas conversas, quando se atacam verdades de fé e ficam mudos e até sorridentes; quando sentem vergonha de se benzerem e rezarem antes e depois das refeições; quando deixam de ajoelhar, em atitude de adoração, diante do Santíssimo Sacramento, de rezar, quando é o momento de o fazer, etc.

O valor divino do humano. Os nossos tempos estão pedir cristãos valentes que, sem fanatismos, testemunham a alegria de serem cristãos, de viverem todas as exigências da nossa fé.

 

c) Sofrer por Cristo. «Então os judeus mandaram açoitar os Apóstolos, intimando-os a não falarem no nome de Jesus, e depois soltaram-nos. Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus

Os bons amigos, os verdadeiros são assim. Não abandonam os amigos no perigo ou dificuldade, mas permanecem firmes ao seu lado, dando testemunho da amizade existente.

Quem são os que sofrem por amor de Cristo e da Sua Lei nos nossos dias?

Muitas mães, porque aceitam uma nova maternidade. Um ambiente capitalista, a quem só interessa o lucro económico, excluem do trabalho as mulheres casadas que estão em idade de ter filhos ou aceitam mais um. Por vezes, não há coragem para dizer francamente porque as excluem, mas a razão está à vista.

Trabalhadores honestos que se recusam à fraude. É muito difícil não dobrar hoje o joelho diante da riqueza e dos poderosos. A maior tentação de hoje é a do ter mais, para conseguir acesso a todos os bens e lugares.

«Digno é o Cordeiro que foi imolado de receber o poder e a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória e o louvor.».

Devemos fazer valer os nossos direitos, na medida do possível e defender, todas as vezes que se nos apresentarem, os que são tratados injustamente.

•  Fortaleza na vida ordinária. Não estejamos à espera de momentos extraordinários para testemunhar, mesmo com sacrifício, que amamos e seguimos a Jesus Cristo.

Há uma tentação muito forte de ser simpático à custa das cedências em assuntos de fé e de moral cristã.

Por vezes, esta cedência manifesta-se pelo silêncio. Perante o mal e o erro, comportamo-nos como se não ouvíssemos ou não víssemos. Interiormente procuramos uma justificação num falso respeito pela liberdade dos outros.

Outras vezes, somos tentados a ir mais longe, concordando com o erro e a mentira, para sermos simpáticos e “actuais”.

Aceitemos o sofrimento que nos é pedido para testemunharmos generosamente a Verdade e o Amor de Jesus Cristo.

Se ocultássemos o rosto de Cristo em nossas vidas, e fingíssemos que não O conhecemos, como quereríamos que as pessoas O conhecessem e Se aproximassem d’Ele para O ouvir e seguir na vida?

 

2. A renovação do mundo

 

Estamos hoje perante uma descristianização dos meios tradicionalmente cristãos. A pesca miraculosa operada na Mar da Galileia é uma figura e promessa das muitas conversões a Jesus Cristo.

 

a) Razões para a descristianização. «Disse-lhes Simão Pedro: “Vou pescar”. Eles responderam-lhe: “Nós vamos contigo”. Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada

Simão Pedro lamenta-se junto de Jesus de que tinha andado toda a noite na faina da pesca e de que tinha regressado do mar com o barco vazio. Era homem do mar, conhecia bem as técnicas da pesca e foi na hora própria. A pesar disso, tinha fracassado.

Esta história repete-se com os apóstolos de hoje com os pais e outros educadores: a pesar do emprego das melhores técnicas, a sua missão, pelo menos aparentemente, é um fracasso.

Os pastores de almas, os educadores e os pais, perguntam-se com uma certa angústia, ao constatarem que tudo falhou, humanamente falando: “Em que terei falhado?”

Em nome do Senhor. E preciso termos intenção recta quando nos entregamos à missão de formar as pessoas, não procurando a glória pessoal, mas a de Deus.

Ela manifesta-se quando estamos à espera de que nos ouvem, quando ficamos tristes porque as coisas correram menos bem... e a nossa tristeza tem como causa, não a glória de Deus, mas o triunfo pessoal.

Se desejássemos apenas a própria glória naquilo que fazemos, como poderia o Senhor tornar eficaz a nossa rede de pescadores?

Usar os meios. O rezar e pedir que rezem não nos dispensa de utilizar os meios aptos.

É preciso estudar bem o que se pretende, pedir conselho e pensar maduramente sobre o modo de fazer as coisas com eficácia.

Quando Jesus diz aos Onze para que voltem ao mar eles levam consigo as redes como das vezes anteriores. Mas agora vão para fazer a vontade de Jesus.

Oração. «Disse-lhes Jesus: “Rapazes, tendes alguma coisa de comer?” Eles responderam: “Não.”» Os Apóstolos abriram-se com toda a confiança, contando a Jesus a sua desilusão

A primeira preocupação dos pais, e educadores há-de ser a obediência à vontade de Deus. Esta concretiza-se em formá-los humana e doutrinalmente. O coração dos filhos é campo de sementeira que poderá dar colheita generosa na vida deles, se não deixarmos passar o tempo útil da sementeira.

Mas esta tem de ser precedida e acompanhada de oração, para que o Senhor faça prosperar o trabalho dos pais e educadores.

 

b) Para uma pesca miraculosa. «Disse-lhes Jesus: “Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis”. Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes

Todos nós suspiramos por uma profunda mudança do mundo em que vivemos, embora talvez a desejemos ao nosso gosto e não segundo o querer de Deus.

Docilidade ao querer de Deus. É preciso ouvir na oração o que Deus quer da nossa missão no mundo. Não nos podemos contentar em fazer coisas que consideramos boas, mas o que Deus quer. Para isso teremos de rezar, estudar e pedir conselho.

A grande falha de hoje está em que a família deixou de transmitir valores humanos e sobrenaturais de pais a filhos. Foi cortada a comunicação de ambos os lados. Os pais queixam-se de que não têm tempo e os filhos substituem as suas palavras pelas dos amigos no telemóvel e na internet.

Se em tempos os pais lamentavam que os filhos não dialogavam com eles agora acham a situação normal. Confunde-se dar coisas aos filhos com dar-se, no tempo, no diálogo paciente e amigo e na presença.

A nossa colaboração. Queremos que tudo mude, mas sem termos de mudar nem fazer alguma coisa da nossa parte.

Jesus não diz aos Apóstolos que vai realizar um milagre sem mais esforço, mas pede a sua generosa colaboração: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis.» O Senhor quer que façamos tudo o que está ao nosso alcance, como se tudo dependesse da nossa acção; e depois esperemos confiadamente n’Ele.

Radicalidade cristã. Não podemos pretender “voar baixinho”, ou seja, viver um cristianismo a meias, sem profundidade, sem descontos na doutrina e na moral.

Certa mãe recomendava ao filho, mobilizado para a força aérea, na hora da despedida:

“Meu filho, quando andares nos aviões, não te esqueças de voar baixinho e devagar!”

Todos imaginamos o que aconteceria ao filho se tivesse seguido o disparatado conselho da mãe. Ninguém duvida que o conselho era ditado pelo amor materno mais puro. Mas o efeito de o seguir seria desastroso.

Uma das maiores tentações de hoje é a de viver um cristianismo com descontos, retirando-lhe toda a exigência. O horror ao sacrifício e o culto do que é sensível, leva-nos a rejeitar tudo o que exige sacrifício.

Continua, porém, a ser necessário — até por uma questão de sobrevivência — voar alto e com velocidade, para que a aeronave se aguente em voo.

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c) Amor com obras. «Perguntou-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, tu amas-Me?” Pedro [...] respondeu-Lhe: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas.”»

Talvez para reparar a tríplice negação de Pedro, na noite em que Jesus foi preso, o Mestre pede-lhe agora uma tríplice confissão de amor.

Parece que o Príncipe dos Apóstolos só à terceira vez se apercebeu da razão desta pergunta repetida três vezes e, por isso «Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava

Que responderíamos nós, se o Senhor nos dirigisse esta mesma pergunta, sabendo que Ele conhece perfeitamente a nossa vida?

Devemos responder com obras de amor, tal como Ele pede a Simão Pedro. São elas, entre outras:

Testemunhar a fé. Dar testemunho do amor de Cristo na família, no trabalho e no cuidado dos outros. Não podemos esconder a luz da nossa fé dentro das portas de casa, em segredo, para que ninguém saiba que cremos em Jesus Cristo.

Testemunhar não é fazer discursos em que gritamos que amamos Jesus Cristo e os irmãos, mas fazê-lo no dia a dia.

Comprometer a vida. Talvez tenhamos vivido durante muito tempo convencidos de que bastava salvar-nos — “salvar a nossa alma” — sem nos preocuparmos com os outros.

O Senhor diz-nos com insistência que não basta e recorda-o especialmente ao falarmos da misericórdia: «Sede misericordiosos como o vosso Pai do Céu

Edificar o Domingo. Mostramos aos familiares e demais pessoas que participam connosco na Missa Dominical, com a nossa alegria por termos vivido estes momentos de felicidade com o Senhor, ou lamentamos que demorou muito, que nos custou sair de casa e outras coisas mais?

Que todos possam ler em nosso rosto a felicidade de ter estado com Jesus neste encontro semanal que é a Santa Missa.

Alegramo-nos também porque, em cada Missa, com Jesus e connosco está também a nossa Mãe, Maria Santíssima.

 

Fala o Santo Padre

 

«A presença de Jesus ressuscitado transforma todas as coisas: a escuridão é vencida pela luz,

o sentido de cansaço e de abandono deixa lugar a um novo impulso e à certeza de que Ele está connosco.»

 O Evangelho de hoje narra a terceira aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, nas margens do lago da Galileia, com a descrição da pesca milagrosa (cf. Jo 21, 1-19). A narração é inserida no âmbito da vida diária dos discípulos, que voltaram à sua terra e ao seu trabalho de pescadores, depois dos dias perturbadores da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Para eles era difícil compreender o que tinha acontecido. Mas, quando tudo parecia ter terminado, é ainda Jesus quem «procura» de novo os seus discípulos. É Ele que os vai procurar. Desta vez encontra-os junto do lago, onde eles passaram a noite nos barcos sem pescar nada. As redes vazias são, num certo sentido, como que o balanço da sua experiência com Jesus: conheceram-no, tinham deixado tudo para o seguir, cheios de esperança... e agora? Sim, tinham-no visto ressuscitado, mas depois pensavam: «Foi embora e deixou-nos... Foi como que um sonho...».

Mas eis que ao alvorecer Jesus se apresenta na margem do lago; e eles não o reconhecem (cf. v. 4). Àqueles pescadores, cansados e desiludidos, o Senhor diz: «Lançai a rede à direita do barco e achareis» (v. 6). Os discípulos confiaram em Jesus e o resultado foi uma pesca incrivelmente abundante. A este ponto João, dirigindo-se a Pedro, diz: «É o Senhor!» (v. 7). Imediatamente Pedro lança-se à água e nada até à margem, na direção de Jesus. Naquela exclamação: «É o Senhor!», há todo o entusiasmo da fé pascal, cheia de alegria e de admiração, que contrasta em grande medida com a desorientação, o desânimo, o sentido de impotência que se tinham acumulado no ânimo dos discípulos. A presença de Jesus ressuscitado transforma todas as coisas: a escuridão é vencida pela luz, o trabalho inútil torna-se de novo frutuoso e prometedor, o sentido de cansaço e de abandono deixa lugar a um novo impulso e à certeza de que Ele está connosco.

A partir de então, estes mesmos sentimentos animam a Igreja, a Comunidade do Ressuscitado. Todos nós somos a comunidade do Ressuscitado! Se por vezes, à primeira impressão, pode parecer que as trevas do mal e a fadiga do dia a dia têm a supremacia, a Igreja sabe com certeza que sobre quantos seguem o Senhor Jesus já resplandece a luz da Páscoa que não conhece ocaso. O grande anúncio da Ressurreição infunde nos corações dos crentes uma alegria íntima e uma esperança invencível. Verdadeiramente Cristo ressuscitou! Também hoje a Igreja continua a fazer ressoar este anúncio jubiloso: a alegria e a esperança continuam a escorrer nos corações, nos rostos, nos gestos, nas palavras. Todos nós, cristãos, estamos chamados a comunicar esta mensagem de ressurreição a quantos encontramos, sobretudo a quem sofre, aos que estão sozinhos, a quantos se encontram em condições precárias, aos doentes, aos refugiados, aos marginalizados. A todos façamos chegar um raio da luz de Cristo ressuscitado, um sinal do seu poder misericordioso.

Ele, o Senhor, renove também em nós a fé pascal. Nos torne cada vez mais conscientes da nossa missão ao serviço do Evangelho e dos irmãos; nos encha do seu Espírito Santo para que, amparados pela intercessão de Maria, com toda a Igreja possamos proclamar a grandeza do seu amor e a riqueza da sua misericórdia.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 10 de Abril de 2016

 

Oração Universal

 

Caríssimos fiéis, discípulos de Jesus Cristo:

Voltemos para Divino Mestre o nosso olhar

e peçamos-Lhe que dê fortaleza cristã

aos que trabalham ao serviço da Igreja

e aos que sofrem perseguição pelo seu nome.

Oremos (cantando), com alegria:

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

1. Pelo Santo Padre, com os Bispos e Presbíteros a quem Jesus pede que O amem,

    e pelas ovelhas e cordeiros que eles apascentam em nome do único Bom Pastor,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

2. Por todos os que semeiam a Palavra e lançam as redes para salvar as pessoas,

    e pelos que obedecem a Deus antes que aos homens e sofrem pela fidelidade,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

3. Pelos que estão encarcerados por amarem a justiça, ou sofrem pela verdade

    e pelos que são perseguidos por anunciarem a salvação em de Jesus Cristo,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

4. Pelos jovens que participam nesta Missa, com as crianças que vão comungar

    e pelos adultos a quem Jesus pede que O sigam na vida com total generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

5. Por todos nós aqui presentes a celebrar Com Jesus Cristo a Páscoa da Nova Lei

    e pelos que não tiveram coragem para virem celebrar connosco esta fé e alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

6. Pelos nossos parentes, amigos e conhecidos que partiram estão a ser purificados

    e por todos os falecidos a quem os parentes e amigos se esquecem de os sufragar,

oremos, irmãos.

 

    Cristo ressuscitado, ouvi a nossa oração.

 

Senhor Jesus Ressuscitado gloriosamente,

que um dia, nas margens do mar da Galileia

preparastes uma refeição para os Apóstolos,

partilhai também connosco o Vosso Amor

e conduzi-nos ao banquete da eternidade.

Vós que sois Deus, com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Espírito Santo constituiu-nos, no Baptismo, testemunhas de Cristo Ressuscitado. Para melhor nos podermos desempenhar desta nobre missão, fomos iluminados pela Palavra de Deus.

O Senhor deseja ainda fortalecer-nos com o Seu Corpo e Sangue que vai preparar, pelo ministério do Sacerdote, transubstanciando em Jesus Cristo o pão e o vinho do nosso ofertório.

 

Cântico do ofertório: O Senhor Ressuscitou, M. Luis, NRMS 32

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Saudação da Paz

 

Quando aparecei aos Seus discípulos, depois de ressuscitado, Jesus dava-lhes a paz.

Imitemos o Seu gesto, saudando os nossos irmãos com o gesto litúrgico e desejando-lhes esta mesma paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

À semelhança do que aconteceu nas margens do Lago da Galileia, Jesus vai também servir-nos uma refeição, não com peixe assado e pão, mas com o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, tão real e glorioso como está no Céu neste momento.

Adoremos o Senhor Rei do Universo que vem ao nosso coração e agradeçamos-Lhe esta divina liberalidade.

 

Cântico da Comunhão: Os discípulos exultaram, J. Santos, NRMS 97

cf. Jo 21,12-13

Antífona da comunhão: Disse Jesus: Vinde comer. E tomando o pão, deu-o aos seus discípulos. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Exultai de Alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

Oração depois da comunhão: Olhai com bondade, Senhor para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Testemunhemos Cristo Ressuscitado durante esta semana, pela nossa alegria, amizade profunda aos irmãos e ajuda fraterna onde nos for possível.

 

Cântico final: Rainha dos Céus, Alegrai-Vos, F. da Silva, NRMS17

 

 

Homilias Feriais

 

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-V: Procura e encontro do Senhor.

 Act 6, 8-15 / Jo 6, 22-29

Quando a multidão viu que Jesus não estava ali...subiram todos para as embarcações e foram todos a Cafarnaúm, à procura de Jesus.

A multidão não procurava Jesus com a melhor das intenções, pois Ele lhes tinha matado a fome (EV). Mas a verdade é que acabaram por encontrá-lo. Já Estêvão encontrou o Senhor. Na sua vida escolheu o caminho da verdade (SR) e acabou martirizado (LT).

Procuremos o Senhor para que nos dê os alimentos da vida eterna: o Pão e a Palavra (EV). Nesta semana de orações pelas vocações consagradas, peçamos a Deus que muitas pessoas o procurem e se dediquem ao seu serviço e que Deus as ajude a superarem as dificuldades que certamente encontrarão.

 

3ª Feira, 7-V: Coerência de vida.

Act 7, 51-8, 1 / Jo 6, 30-35

Depois atiraram-se a ele (Estêvão), lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

Santo Estêvão deixou-nos um exemplo de coerência da vida com a fé (LT). Nós, devido ao ambiente paganizado, temos dificuldades em defendermos os valores da nossa fé como, por exemplo, o início e o fim da vida, a família autêntica, a educação, etc.

A maior revolução que podemos levar a cabo para transformar a sociedade é precisamente a coerência de vida (S. Josemaria). Deste modo, estamos a promover os verdadeiros valores. Contamos com a ajuda de Deus: Em vós, Senhor, ponho a minha confiança (SR), e no poder da Eucaristia: O pão de Deus vem para dar a vida ao mundo (EV).

 

4ª Feira, 8-V: A expansão da Boa-Nova.

Act 8, 1-8 / Jo 6, 35-40

Porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Jesus é um exemplo do cumprimento da vontade de Deus e, ao mesmo tempo, revela-nos a vontade do Pai: que não se perca ninguém e que todo o que acredita nEle alcance a vida eterna (EV).

A pregação de Filipe está centrada no Messias e assim deve continuar agora. Os que pregavam a Boa-Nova sofreram muito, mas isso foi uma boa ajuda para a expansão da Igreja: os irmãos dispersos andaram de terra em terra a pregar a Boa-Nova (LT). Deus aproveita tudo para bem. Deste modo se cumpriu o desejo de Deus: A terra inteira vos adore e celebre (SR).

 

5ª Feira, 9-V: Os alimentos para a vida divina.

Act 8, 26-40 / Jo 6, 44-51

Eu sou o Pão vivo, que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.

Para conservarmos a saúde e ganharmos novas forças, precisamos tomar alimentos. Para alcançarmos a vida eterna, precisamos igualmente tomar os alimentos adequados.

O eunuco pede o Baptismo a Filipe (LT) e, assim, recebe uma vida nova, a vida divina. Esta precisa, para o seu desenvolvimento, do alimento da palavra de Deus: quem acredita possui a vida eterna; e também do Pão da vida: quem comer deste Pão viverá eternamente (EV). Agradeçamos ao Senhor: Foi Ele quem conservou a nossa vida (SR). Como Nossa Senhora conservemos a palavra de Deus no nosso coração e recebamos o Senhor com amor.

 

6ª Feira, 10-V: Uma comunhão de vida misteriosa e real.

Act 9, 1-20 / Jo 6, 52-59

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele.

Um dos frutos principais da Comunhão é esta união íntima com Cristo (EV). Jesus quer associar a sua vida às nossas de um modo novo: é uma união misteriosa e real entre a sua Pessoa e a nossa. E é firme a sua misericórdia para connosco (SR).

Mas também tem como efeito a unidade do Corpo Místico. Esta foi uma das verdades descoberta por S. Paulo na sua conversão: Saulo, Saulo, por que me persegues? (LT). Podemos ser uma grande ajuda para os outros cristãos se vivermos com fidelidade os compromissos da nossa vocação cristã e rezando pela conversão dos pecadores.

 

Sábado, 11-V: O Senhor tem palavras de vida eterna.

Act 9, 31-42 / Jo 6, 60-69

As palavras que vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam.

Muitos acreditaram e se converteram ao Senhor, quando presenciaram os dois milagres de S. Pedro: a cura do paralítico e a ressurreição da viúva (LT).

No entanto, quando anunciou aos discípulos a sua Paixão, e quando se referiu à Eucaristia como alimento, muitos se escandalizaram e o abandonaram. Jesus perguntou-lhes se se queriam ir embora (EV). Como S. Pedro podemos fazer uma acto de fé: Tu tens palavras de vida eterna (EV). Agradeçamos ao Senhor: Como agradecerei ao Senhor por tudo quanto fez por mim? (SR) e É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus fiéis (SR).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva 

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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