S. José Operário

1 de Maio de 2019

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F. Silva, NRMS 89

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Começa hoje o mês de Maria, e desejamos honrar e manifestar o nosso amor à Mãe do Céu. Fazemo-lo louvando S. José, que sabemos ser o modo mais delicado e do agrado de Nossa Senhora. Os pais de Jesus trabalharam duramente junto do seu divino Filho. Também nós queremos realizar nosso trabalho na presença do Senhor.

 

Ato penitencial

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus cria por amor e todos os seres chamados à existência manifestam a bondade divina. Mas Deus quer aperfeiçoar o Mundo por meio do trabalho humano e por isso confia aos Seus filhos a inteira Criação.

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Ou:

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: Imploremos a “sabedoria do coração”, para trabalhar, como S. José, contemplando a Deus Nosso Senhor.

 

Refrão:     Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: S. José ensinou a Jesus, o Filho de Deus, o trabalho humano. Peçamos-lhe que nos ensine a trabalhar, também a nós, como filhos de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria». É de supor que S. José foi um desses trabalhadores que se deslocou da Judeia para a Galileia a fim de trabalhar nas obras da famosa cidade de Séforis, apenas a 5 Km da pequena aldeia de Nazaré.

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

A festa de S. José operário

Trabalho e Criação

Trabalho e Redenção

 

A festa de S. José operário

 

O primeiro dia de maio, a partir do seculo XIX, foi revindicado pelo mundo dos trabalhadores com o título da festa do trabalho. A sua celebração era marcada pelas greves e manifestações de força. De fato, no Ocidente, a revolução industrial e o capitalismo selvagem tinham criado, nas grandes cidades, uma população operária que vivia em condições desumanas. Muito clamava a Igreja pela justiça social, mas nada era corrigido pelos governos e os empresários. Nesas circunstâncias, ideologias marcadas pelo ateísmo e a revolução violenta, apropriaram-se da bandeira da causa operária.

No ano de 1955 o S. Padre Pio XII quis reconduzir à sua verdade o sentido e o valor do trabalho humano. Para tal, assinalou o primeiro dia do mês de maio com a celebração, para toda a Igreja, da festa dedicada a S. José operário. Colocava, assim, diante dos olhos dos cristãos a vida santa do Carpinteiro de Nazaré, esposo de Santa Maria e pai adotivo de Jesus. S. José é o modelo que devem seguir os filhos da Igreja no exercício do seu trabalho. Mas também desejava o Papa que os patrões e governantes, olhassem para o pai de Jesus “de modo que todos reconheçam a dignidade do trabalho e que ela inspire a vida social e as leis fundadas sobre o equitativo reparto de direitos e de deveres” (Pio XII, discurso, 1-V-1955).

 

Trabalho e Criação

 

«Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra» lemos no livro do Genesis. Deus entrega a Terra aos cuidados do homem para que exerça sobre ela o seu domínio por meio do trabalho. Mas é o próprio Deus, que continua a Criação no seu aperfeiçoamento (fase de ornato) por meio do homem, instrumento dotado de liberdade e imagem e semelhança do Criador. Por isso todo trabalho humano é divino e o homem deve reconhecer o desígnio de Deus, na sua tarefa laboral concreta, para colaborar com Ele.

Deus cria por amor (cf. CEC, n.293), e a colaboração humana por meio do trabalho deve nascer do amor e manifestar o amor. Um amor a Deus e aos homens que orienta e dirige o aperfeiçoamento do Mundo. Isso quer dizer que não tudo o que é possível fazer, no avanço científico, deve ser feito. Antes deve ser avaliado sob um olhar ético, que orientará com prudência, justiça e caridade o verdadeiro rumo do progresso humano. Existe uma deontologia própria de cada profissão, que marca o rumo a seguir iluminado pela luz da Verdade.

 

Trabalho e Redenção

 

A passagem do Evangelho, que hoje foi proclamada, situa-nos na oficina de Nazaré, ao designar Jesus como “o filho do carpinteiro”. Naquela oficina Deus trabalha com mãos humanas, e está a realizar a obra da Redenção. Jesus nos redime, é verdade, na sua Paixão, mas também no seu trabalho. Toda a vida do Filho de Deus encarnado é redentora, e também, por isso, o longo período em que exerceu o ofício de artesão.

S. José, trabalhando com Jesus, colaborava na obra da Redenção da Humanidade, tornando-se o modelo para todo trabalhador. Dizia o Santo Padre há uns meses que” se o homem vive como filho de Deus, (…) beneficia também a Criação cooperando para sua redenção” (Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma de 2019). Por isso o cristão que, como S. José, trabalha como um filho de Deus, colabora na Obra Criadora do Pai e na Obra Redentora do Filho, movido pelo Espírito Santo.

O primeiro beneficiado de um trabalho assim, é o próprio que o realiza; pois está a exercitar uma multidão de virtudes humanas e sobrenaturais. Em primeiro lugar a Fé para ver Deus na tarefa que realiza. Também vive a Caridade, ao trabalhar por amor a Deus e aos homens, em especial os destinatários do seu trabalho. Desenvolve, junto delas, a Esperança, para manter o seu olhar no destino eterno perante as dificuldades que encontra. Além destas, são exercitadas muitas outras virtudes como a laboriosidade, a ordem, a paciência, a justiça, a fortaleza, mesmo a temperança, etc. No fundo cresce-se em santidade.

Ouvi contar certa vez a história de um alfaiate que na hora da morte, rodeado dos seus filhos, mandou que lhe trouxessem uma coisa que os filhos, ao princípio, não perceberam de que se tratava. Pensaram que seria um crucifixo ou uma medalha, mas não, o que ele pedia era uma agulha. Quando a teve nas suas mãos beijou-a com reverência e a mostrou aos seus filhos e disse-lhes. Olhai, graças a ela espero que se abram para mim as portas do Céu.

É bem verdade, que se trabalhamos como filhos de Deus abrir-se-ão também para nós, as portas do Céu e levaremos muitas almas connosco, como aconteceu com São José.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Reunidos para celebrar as maravilhas que Deus realizou em São José,

homem justo e humilde trabalhador,

elevemos ao Pai do Céu as nossas súplicas, dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Pai nosso, que estais nos céus, ouvi-nos.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

 

1.Pela santa Igreja, dispersa por toda a terra,

para que anuncie a palavra de Deus com alegria

e dê fruto no coração

dos seus fiéis,

oremos.

 

2.Pelos que exercem a autoridade neste mundo,

para que sejam humanos nas suas decisões

e pratiquem obras de justiça e de retidão,

oremos.

 

3.Pelos pais e mães de família,

para que a oração em família e os sacramentos

alimentem a sua fé e a de seus filhos,

oremos.

 

4.Pelos jovens dos nossos Seminários

e pelos que trabalham na sua formação,

para que os dons do Espírito Santo os iluminem,

oremos.

 

5.Pelos homens que ganham o pão com o seu trabalho,

para que os seus direitos sejam respeitados

e a sua dignidade humana reconhecida,

oremos.

 

6.Por todos nós aqui reunidos em assembleia, para

que, por intercessão de São José, tenhamos uma boa morte,

na paz de Deus,

oremos.

 

(Outras intenções).

Senhor, nosso Deus, velai por todos os filhos da Igreja,

para que, nas alegrias e provações desta vida,

descubram, como São José, a vossa vontade misteriosa

e colaborem na obra da redenção.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

O pão “fruto da terra e do trabalho do homem” é agora, pela ação do Espírito Santo, Corpo de Cristo. Se estivermos em condições de comungar, aproximemo-nos da Comunhão pedindo a São José que o façamos com fé, amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos do Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de participar no Sacrifício do Altar, continuemos unidos a Nosso Senhor no nosso trabalho e na nossa vida quotidiana, para ser, com a ajuda de São José, filhos de Deus e fiéis colaboradores na Sua Obra Criadora e Redentora.

 

Cântico final: Nós vos louvamos, José, M. Carneiro, NRMS 89

 

 

Homilias Feriais

 

 

5ª Feira, 2-V: A secularização da cultura actual.

Act 5, 27-33 / Jo 3, 31-36

O Sumo sacerdote: Já vos demos a ordem formal de não ensinar em nome de Jesus.

Hoje em dia é a cultura secularizada que pretende impor-nos o mesmo silêncio. Quer construir uma ordem temporal sem Deus, que é o único fundamento dela. E cai nos maiores ataques à dignidade humana: o aborto, a eutanásia, o acasalamento de pessoas do mesmo sexo, a igualdade de género, etc. Mas: quem se recusa a crer no Filho, não terá a vida (EV).

A nossa reacção há-de ser como a dos Apóstolos: Deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens (LT). Em todas as situações, Ele está perto de nós (SR). Não podemos prescindir da nossa fé no mundo do trabalho, dos negócios, da vida, da educação, das leis, etc.

 

6ª Feira, 3-V: SS. Filipe e Tiago: Aproximação de Jesus.

1 Cor 15, 1-8 / Jo 14, 6-14

Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai; as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar: Quem me vê, vê o Pai (EV)» (CIC, 516). Podemos igualmente chegar à contemplação da vida de Jesus, pela meditação dos mistérios do Rosário.

Também podemos conhecer e aproximar-nos de Jesus através o Evangelho: Recordo o Evangelho que vos anunciei, diz o Apóstolo (LT). Filipe e Tiago foram fiéis ao Evangelho e procuraram transmiti-lo: Filipe chegou à Ásia Menor e Tiago foi o primeiro bispo de Jerusalém. Foi assim que a sua mensagem ressoou por toda a terra (SR).

 

Sábado, 4-V: As tempestades na Igreja e nas nossas vidas.

Act 6, 1-7 / Jo 6, 16-21

Como soprava intensa ventania, o mar ia-se encrespando. E tiveram medo. Mas Jesus disse-lhes: Sou eu, não temais!

A Tradição viu neste barco, assolado por grande tempestade (EV), a imagem da Igreja, submetida às perseguições e heresias. Estes ataques continuam com o martírio dos crentes e ataques aos ensinamentos do Papa. Nada temamos: Cristo está presente na Igreja até ao fim dos tempos. Aumentemos o nosso amor à Igreja e ao Papa.

A ajuda aparece também em pequenos problemas, como a ordenação dos primeiros diáconos (LT). Confiemos, pois, na ajuda do Senhor para os nossos pequenos problemas. Ele está connosco: Os olhos do Senhor estão voltados para os que esperam da sua bondade (SR).

 

 

 

Celebração e Homilia:        Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial