aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VATICANO

2018: Número de missionários assassinados quase duplicou

 

A Agência Fides, do Vaticano, revelou que 40 agentes pastorais da Igreja Católica foram assassinados em 2018. Trata-se de um número que corresponde, praticamente, à soma de 2017 (23 pessoas) e 2016 (28 pessoas).

Após oito anos consecutivos em que o número mais elevado de missionários assassinados foi registado na América, em 2018 foi a África o continente onde se verificaram mais mortes: 19 sacerdotes, um seminarista e uma leiga, Thérese Deshade Kapangala, da República Democrática do Congo, de 24 anos. A jovem foi vítima da “violenta repressão” dos militares que tentavam sufocar os protestos contra as decisões do presidente Kabila, promovidos por leigos católicos em todo o país; foi atingida a tiro, ao tentar proteger uma criança, com o seu corpo.

O “massacre brutal” de 24 de abril, em que foram mortos os padres Joseph Gor e Felix Tyolaha, no Estado de Benue, na parte central da Nigéria, que divide o norte, de predominância muçulmana, do sul, está em grande parte habitado por cristãos. 19 pessoas, incluindo os dois padres, foram mortas a sangue frio.

A República Centro-Africana foi outro palco de conflitos onde foi assassinado um sacerdote, o padre Albert Toungoumale-Baba, de 71 anos, morto na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

Na América, foi o México o país mais referido nesta “lista negra”, com o assassinato de sete sacerdotes.

O elenco refere-se não só aos missionários, mas a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida, consciente do risco que corria.

Segundo os dados da agência do Vaticano para o mundo missionário, entre 2000 e 2018 foram mortos mais de 500 agentes pastorais da Igreja Católica, incluindo cinco bispos.

 

ROMA

2019 projeta-se como ano de «recorde» de viagens para o Papa

 

A agenda do Papa Francisco para 2019 inclui já cinco viagens internacionais, número que pode vir a superar o “recorde” de visitas no mesmo ano, que aconteceu em 2016, com seis deslocações.

Os destinos já confirmados são o Panamá (23-28 de janeiro), para a Jornada Mundial da Juventude; os Emirados Árabes Unidos (3-5 de fevereiro), para participar no encontro inter-religioso internacional sobre a ‘Fraternidade Humana’; Marrocos (30-31 de março), onde vai passar pelas cidades de Rabat e Casablanca; a Bulgária e República da Macedónia (5-7 de maio), viagem que se encerra na cidade natal da santa Madre Teresa de Calcutá (1910-1997); e ao Japão, em novembro.

O próprio Papa tinha anunciado no dia 12 de setembro a sua intenção de visitar o Japão em 2019, falando aos membros de uma associação nipónica; a viagem ao Extremo Oriente poderá ser aproveitada para passagens históricas pela China e Coreia do Norte.

Uma segunda viagem a África, este ano, também está nos planos do Papa, tendo o presidente de Moçambique e cardeal D. Désiré Tsarahazana, de Madagáscar, anunciado que Francisco visitaria os seus países.

Roménia, França, Índia e Canadá são outros destinos possíveis em 2019, a convite das autoridades locais e dos responsáveis cristãos das várias nações.

A agenda papal inclui ainda o encontro sobre abusos sexuais, com presidentes das conferências episcopais de todo o mundo, de 21 a 24 de fevereiro; e o Sínodo especial para a Amazónia, que vai decorrer em outubro – mês missionário extraordinário convocado por Francisco -, no Vaticano.

Em quase seis anos de pontificado, o Papa fez 25 viagens e visitas internacionais, nas quais passou por 38 países: Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, México, Arménia, Polónia, Geórgia, Azerbaijão, Suécia, Egito, Portugal, Colômbia, Mianmar, Bangladesh, Chile, Peru, Suíça, Irlanda, Lituânia, Letónia e Estónia, bem como as cidades de Estrasburgo (França), para discursar no Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; Tirana (Albânia); Sarajevo (Bósnia-Herzegovina); e Lesbos (Grécia).

Francisco realizou ainda 22 viagens na Itália, incluindo a primeira visita do pontificado, a passagem pela ilha de Lampedusa.

 

VATICANO

Convocado Fórum Internacional da Juventude dedicado à receção do sínodo

 

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida vai promover um Fórum Internacional da Juventude, dedicado à receção e continuação do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, entre 18 e 22 de junho, em Roma.

O dicastério da Santa Sé informa que “o principal objetivo” vai ser “acolher os impulsos” a nível internacional do Sínodo de 2018 que teve como tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, “especialmente” a partir do possível documento pós-sinodal do Papa Francisco, e espera contar com a presença de alguns jovens auditores da assembleia sinodal, realizada entre 4 e 28 de outubro de 2018, para transmitirem a sua experiência.

Para o Fórum Internacional da Juventude vão ser convidados jovens delegados das conferências episcopais e dos “principais movimentos e comunidades eclesiais, com grande difusão internacional” e alguns especialistas em pastoral juvenil a nível internacional.

Este organismo da Santa Sé “manifesta especial preocupação” da Igreja pelos jovens, promovendo o seu papel para “os desafios do mundo de hoje”, apoia as iniciativas do Papa e uma das “principais tarefas da sua atividade” foi a preparação das Jornadas Mundiais da Juventude”, como a que decorreu no Panamá, entre os dias 22 e 27 de janeiro.

 

VATICANO

Papa nomeia reitora da UCP como membro de agência do Vaticano

 

O Papa nomeou a reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, como membro do Conselho Científico da AVEPRO – Agência da Santa Sé para a Avaliação e a Promoção da Qualidade das Universidades e Faculdades Eclesiásticas.

A reitora da UCP é, desde julho de 2018, presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), sendo a primeira mulher a assumir o cargo.

A FIUC é a mais antiga associação de universidades do mundo, fundada em 1924 e reconhecida pela Santa Sé em 1949, reunindo cerca de 200 instituições académicas.

Isabel Maria de Oliveira Capeloa Gil nasceu a 22 de julho de 1965 em Mira, Coimbra; tem doutoramento em Língua e Cultura Alemãs na Faculdade de Ciências Humanas da UCP, da qual foi diretora desde 2005 e 2012; professora catedrática da Faculdade de Ciências Humanas, tomou posse como reitora da Universidade Católica Portuguesa em outubro de 2016.

 

VATICANO

Tema dos cristãos perseguidos dominou encontro do Papa

com o patriarca da Igreja Assíria do Oriente

 

«Diálogo é o melhor antídoto para o extremismo», destacaram Francisco e Mar Gewargis III

O Papa recebeu no dia 9 de nevembro de 2018 o patriarca da Igreja Assíria do Oriente, Mar Gewargis III, numa audiência dominada pela situação difícil que os cristãos estão a enfrentar no Médio Oriente.

O Papa acolheu Mar Gewargis III com uma saudação de “paz” e recordou todos aqueles que hoje são “vítimas de violência e frequentemente forçados a deixar as suas terras”, por causa da sua fé, no Iraque e na Síria.

 “Eles percorrem a via-sacra no encalço dos passos de Cristo, e mesmo pertencendo a diferentes comunidades, vivem entre eles relações fraternas e afirmam-se deste modo como as nossas testemunhas de unidade”, salientou o Papa.

No final do encontro, foi emitida uma “declaração comum”, de Francisco e Mar Gewargis III, em que os dois líderes religiosos mostram o seu empenho em “serem juntos uma voz a favor daqueles que não têm voz”, em particular “os cristãos perseguidos”.

O Papa e o patriarca da Igreja Assíria do Oriente afirmaram ainda a necessidade de privilegiar o “diálogo inter-religioso” em ordem a contribuir para um clima de maior “abertura, verdade e amor”. “Este diálogo é o melhor antídoto para o extremismo, que hoje ameaça os crentes de todas as religiões”, afirmaram.

Francisco e Mar Gewargis III terminaram o seu encontro com um apelo à oração por todas as comunidades cristãs perseguidas.

 

TERRA SANTA

Cardeal O'Brien: Não deixem que a Terra Santa se torne um 'museu'

 

O Cardeal Edwin O'Brien, Grão-Mestre da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro, disse que a Ordem de Cavalaria está comprometida em fornecer boas oportunidades educacionais na Terra Santa para ajudar os cristãos a permanecerem na sua terra natal. 

"Não queremos que a Terra Santa se torne um museu", disse O'Brien a 7 de novembro à EWTN, antes da Assembleia geral da OCSSJ, a acontecer junto do Vaticano, entre os dias 13 e 15 de novembro.

A Ordem fornece cerca de 80% do orçamento operacional total do Patriarcado Latino de Jerusalém, apoiando cerca de 68 paróquias, 44 escolas e 90.000 cristãos na Jordânia, Palestina, Israel e Chipre. Esta ajuda é coordenada através do corpo governante da Ordem do Santo Sepulcro, chamado Grão Magistério. 

O´Brien disse à EWTN a 7 de Novembro que a Ordem foi bem sucedida na cooperação entre os cristãos e entre cristãos e muçulmanos na área do patriarcado. 

“O papel efectivo que desempenhamos está em diálogo”, disse, “mas especialmente na educação, porque para muitos (cristãos na Terra Santa) não há oportunidades reais de educação sólida.” A Ordem fornece educação aos cristãos “independentemente da capacidade de pagar”, disse. 

Os membros da Ordem “comprometem-se a fazer o que seja necessário para cobrir as necessidades pastorais, educacionais e humanitárias de cristãos e outros na Palestina, na Cisjordânia, na Jordânia e em Israel”, disse. "E acho que o fazemos de forma muito eficaz ... As pessoas dependem da ajuda que recebem de nós porque há muito pouco mais a que recorrer".

A “consulta”, como é chamada a Assembleia geral da próxima semana, acontece a cada cinco anos e reúne uma parte dos cerca de 30.000 Cavaleiros e Damas da Ordem para discutir projectos futuros e a missão da Ordem. Os membros, oriundos de 40 países comprometem-se espiritual e financeiramente a apoiar a Igreja na Terra Santa, em particular o Patriarcado Latino de Jerusalém.

 

VATICANO

Papa suprimiu Comissão Pontifícia «Ecclesia Dei»

 

O Papa Francisco suprimiu hoje a Comissão Pontifícia ‘Ecclesia Dei’, cujas funções vão ser atribuídos à Congregação para a Doutrina da Fé, com a publicação de uma Carta Apostólica sob forma de “Motu proprio”.

A Comissão Pontifícia Comissão Ecclesia Dei tinha sido criada pelo Papa São João Paulo II, com o Motu Proprio Ecclesia Dei adflicta, a 2 de julho de 1988, com o objetivo de “facilitar a plena comunhão eclesial” dos sacerdotes, seminaristas, comunidades ou de cada religioso ou religiosa ligados à Fraternidade São Pio X, fundada por monsenhor Lefebvre, que desejem permanecer unidos ao sucessor de Pedro na Igreja Católica, “conservando as suas tradições espirituais e litúrgicas”.

O Santo Padre observa que o trabalho da comissão foi realizado com “solicitude sincera e o cuidado louvável” mas as condições que originaram a instituição da comissão pontifícia mudaram, que os “objetivos e as questões” tratadas “são de ordem predominantemente doutrinais”. “Que tais finalidades se tornem cada vez mais evidentes à consciência das comunidades eclesiais”, escreveu no Motu Próprio.

Para este caminho, Francisco destacou também os Motu próprios do agora Papa emérito Bento XVI ‘Summorum Pontificum’, 7 de julho de 2007, e ‘Ecclesiae unitatem’ que apresentou uma nova estrutura da comissão, a 2 de julho de 2009. Em março de 2017, o Papa Francisco decidiu autorizar os sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a celebrar matrimónios para os fiéis que pertencem a esta comunidade.

Entre as questões que separam as duas partes destacam-se a aceitação do Concílio Vaticano II (1962-1965) e do magistério pós-conciliar dos Papas em matérias como as celebrações litúrgicas, o ecumenismo ou a liberdade religiosa.

 

VATICANO

Anunciado serviço internacional único

para acompanhar o Renovamento Carismático Católico

 

O Dicastério para os Leigos, Família e Vida (Santa Sé) criou em 8 de dezembro de 2018, com estatutos aprovados de forma experimental, um serviço internacional para acompanhar o Renovamento Carismático Católico (RCC), intitulado ‘Charis’.

 “Este serviço único, desejado várias vezes pelo Santo Padre Francisco, toma o nome de Charis e pretende desenvolver a sua ação em benefício de todas as expressões do Renovamento Carismático Católica”, adianta uma nota do Vaticano.

O organismo não visa o exercício da autoridade sobre qualquer entidade integrante do RCC, estando disponível para oferecer vários serviços a “cada realidade carismática” que o deseje. A Charis vai contar com um moderador – o belga Jean-Luc Moens -, 18 membros do serviço internacional de comunhão e um assistente eclesiástico – padra Raniero Cantalamessa -, num primeiro mandato de três anos, em representação de todos os continentes.

O Renovamento Carismático Católico, que em 2017 celebrou o seu 50.º aniversário, visibiliza-se em grupos de oração e em novas comunidades; em Portugal existem mais de 350 grupos, reunindo semanalmente cerca de 15 mil pessoas.

O RCC nasceu há 50 anos, durante um retiro de estudantes da Universidade Duquesne de Pittsburgh (Pensilvânia, EUA) e está presente em mais de 200 países com mais de 120 milhões de membros.

 

 


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