aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

PAQUISTÃO

Liberdade Religiosa: Absolvição de Asia Bibi

 

Por decisão do Supremo Tribunal de Justiça do Paquistão foi colocado um ponto final num caso que suscitou a indignação da comunidade internacional e da Igreja Católica, por colocar em causa a liberdade religiosa e de culto, e por ter na sua génese uma “interpretação radical” da lei, neste caso, “da lei da blasfémia”.

“Não é possível interpretar uma lei penal para punir com crime de blasfémia quem se limita a afirmar uma fé diferente daquela que prevalece num determinado território”, apontou José Ribeiro e Castro – que lançou diversas iniciativas para a libertação desta mãe de família paquistanesa – , recordando que “a liberdade religiosa está consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Asia Bibi, de 47 anos e mãe de cinco filhos, permanecia encarcerada há quase 9 anos, no ‘corredor da morte’, devido a um desentendimento com mulheres muçulmanas envolvendo um copo de água, que depois terminou com a cristã acusada de blasfémia.

Em declarações hoje aos jornalistas, divulgadas pelo portal Vatican News, o juiz Saqib Nisar, do Supremo Tribunal de Justiça do Paquistão, referiu que Asia Bibi “foi ilibada de todas as acusações” e deverá ser libertada “imediatamente”.

Foi-o, de facto, no dia 7 de novembro, apesar dos protestos da comunidade muçulmana do Paquistão.

A decisão já tinha sido tomada no início do mês de outubro, mas foi mantida em segredo de justiça, devido às pressões vindas da comunidade muçulmana, que já tinham marcado e influenciado os vários recursos que a defesa de Asia Bibi tinha apresentado ao longo dos anos.

O anúncio público da decisão do Supremo Tribunal do Paquistão em absolver Asia Bibi foi marcado por protestos por parte da comunidade radical islâmica no país.

Ana Bibi foi libertada e levada para um avião, mas ninguém sabe qual o destino, O marido da católica paquistanesa, Ashiq Masih, tinha pedido asilo para a família a diversos países, como Estados Unidos da América, Inglaterra, Canadá, Itália.

A mulher cristã foi condenada à morte no ano seguinte e após um longo processo foi absolvida pelo Supremo Tribunal de Justiça do Paquistão em princípios de novembro.

 

BRASIL

Navio-hospital «Papa Francisco» vai levar serviços de saúde aos povos da Amazónia

 

Um navio-hospital batizado com o nome do Papa Francisco vai percorrer a região da Amazónia, no Brasil, para prestar cuidados de saúde a cerca de 700 mil pessoas. O projecto é promovido pela Fraternidade São Francisco de Assis, e já foi dado a conhecer ao Papa, durante uma audiência com D. Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos, na região do Pará.

Este navio-hospital, que servirá 12 municípios e em especial comunidades ribeirinhas dispersas por mais de mil quilómetros, no Estado do Pará, começou a ganhar forma durante as jornadas mundiais da juventude em 2013, que tiveram lugar no Brasil.

Nessa altura, o Papa Francisco visitou um hospital administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, no Rio de Janeiro, e perguntou ao responsável, neste caso ao frei Francisco Belotti, se eles estavam presentes na região da Amazónia, e encorajou a criar um projeto naquele território.

“Na altura eu referi que não estávamos na Amazónia, e o Papa disse-me então que deveríamos ir”, recorda frei Francisco Belotti, que destaca a caminhada que já foi feito entretanto. “Depois de dois hospitais que já assumimos lá, mais uma tribo de índios onde vamos agora fazer missão, temos agora este projeto do barco que é um hospital completo com centro cirúrgico, com exames, e que vai percorrer o rio Amazonas.

Entre os serviços prestados por este barco-hospital batizado com o nome do Papa Francisco, está a prevenção do cancro e de outras patologias com maior incidência na região, num trabalho em parceria com diversas universidades.

Ao tomar conhecimento desta iniciativa, o Papa Francisco mostrou-se “feliz e comovido” e deixou uma mensagem também a todo o povo da Amazónia”.

“Uma saudação cordial, de coração, a todos os habitantes, a todo o povo da Amazónia, com um carinho muito grande. Vocês que cuidam da terra, que amam a terra e a natureza, sigam em frente”, incentivou o Santo Padre, que deixou também um cumprimento especial a todos quantos vão trabalhar no projeto deste navio, que “vai fazer bem a tantas pessoas”.

“Rezo por vós e peço que rezeis também por mim”, realçou o Papa.

“Este projeto começou gerado pelo Papa e agora está praticamente concluído com a benção do Papa”, conta frei Francisco Belotti, ele também “emocionado” por aquilo que considera “uma graça de Deus” e “por todo o bem que este navio poderá fazer”, tanto em termos de “saúde física como espiritual”.

Isto porque a par dos serviços de saúde, este navio trará “toda a parte pastoral” para “junto desta população”.

“Eu percebi ali que as pessoas tinham muita dificuldade em chegar ao hospital e então compreendi que o hospital tinha de chegar até eles, dentro do projeto do Papa”, completou o frei Francisco Belotti.

 “Para nós esse projeto é muito importante porque vamos avançar na questão da saúde, em articulação com o Estado do Pará, para melhorar a situação e as condições de saúde de um povo que está muito necessitado”, acrescenta D. Bernardo Bahlmann, que afirmou ainda que o projeto deverá começar a operar a partir de fevereiro do próximo ano.

 

NIGÉRIA

Igreja anuncia libertação de quatro sacerdotes sequestrados

 

Lisboa, 12 nov 2018 (Ecclesia) – Os quatro sacerdotes sequestrados no dia 7 de novembro por homens armados perto de Abraka, no sul da Nigéria, foram libertados, anunciou o portal de notícias do vaticano, no dia 11.

A libertação terá acontecido no sábado, dia 10, após uma ação policial.

Os religiosos libertados são Victor Adigboluja, Anthony Otegbola, Joseph Ediae e Emmanuel Obadjere.

Segundo o portal ‘Vatican News’, as circunstâncias e a área do sequestro “fazem pensar numa ação de gangues de criminosos”.

A Igreja Católica na Nigéria denuncia que os sequestros de religiosos e religiosas aumentaram no sul do país, mostrando-se “muito preocupada” com a situação.

Que podem procurar em homens e mulheres que abandonam generosamente a Pátria e a família para se colocarem ao serviço dos mais carenciados?

 


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