aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VATICANO

O Vaticano e a China assinaram um acordo histórico pelo qual se reconhece a autoridade do Papa

 

O histórico o acordo que o Vaticano assinou em 22 de setembro com o Governo de Pequim, faz que aquele grande país da Ásia reconheça o Santo Padre como o chefe da Igreja Católica na China.

A partir de 1950, quando Mao Tsé Tung assumiu o poder na China, e instaurou um governo marxista, passou a haver duas igrejas, ambas denominando-se católicas: uma oficial, dirigida pela Associação Católica Patriótica e outra clandestina, com vida nas sombras das catacumbas.

Atualmente, segundo algumas estatísticas, a igreja oficial tem 60 Bispos e a clandestina, 30.

Quando, em 1950, esta igreja “nacional” foi criada e iniciou as diligências para a constituir uma igreja católica independente da autoridade do papa, um dos primeiros cuidados foi ordenar bispos próprios, recorrendo a um bispo validamente ordenado.

Para defender a unidade da Igreja, o Venerável Pio XII, instituiu uma excomunhão latæ sententiæ /automática) – a mais grave que a igreja pode culminar – reservada à Sé Apostólica. Incorriam nela o que administrava a ordenação episcopal e o que recebia este Sacramento.

Um dos gestos fundamentais do Papa Francisco para lograr a aproximação necessária entre o Vaticano e China foi o levantamento desta excomunhão aos 7 bispos chineses que tinham sido nomeados por Pequim e os reconhecesse no seu cargo.

O acordo prevê, a partir de agora, que as nomeações sejam feitas por mútuo acordo, tendo o Papa direito de veto.

“Pela primeira vez, hoje, todos os bispos da China estão em comunhão com o Santo Padre, com o Papa, o sucessor de Pedro”, disse numa mensagem de vídeo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin. 

Trata-se para já, de um acordo provisório, cujo conteúdo ainda não foi divulgado. Terá um carácter experimental durante os dois próximos anos. Este documento foi assinado em Pequim pelo sub-secretário para as Relações Externas do Vaticano, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chao.

O Papa encontrava na Lituânia quando o acordo foi conhecido e o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, comentou: “Isto não é o fim de um processo, é o começo” e “O objectivo do acordo não é político, é pastoral. Permitirá aos fiéis ter bispos que comunicam com Roma, mas que ao mesmo tempo são reconhecidos pelas autoridades chinesas.

A novidade colheu de surpresa o mundo e uma expectativa do que vai acontecer, nos católicos que se mantiveram sempre fiéis ao Papa.

Há, sem dúvida, muitos pormenores a acertar e resolução de problemas que nasceram com este acordo memorável que já passou à história, mas o tempo ajudará a resolver muitos deles.

A questão de Taiwan é um ponto crítico de outra fase do processo da normalização das relações entre a Santa Sé e o Vaticano. Para que se restabeleçam laços diplomáticos, quebrados em 1951 quando Mao Tse Tung expulsou o núncio e os missionários católicos, o Vaticano terá, certamente, que rever os que existem com Taipé, vigentes desde essa época.

A China, embora o retomar as relações diplomáticas não esteja ainda em cima da mesa é um país vital para a Igreja Católica, que quer torná-lo no seu ponto central no continente asiático. Actualmente, e oficialmente, existem cerca de 12 milhões de católicos no país e 40 mil cristãos. As estimativas apontam para um grande crescimento destes fiéis, prevendo-se que em 2030 sejam 247 milhões os cristãos chineses. 

Este acordo foi precedido por um significativo trabalho diplomático e de influência que foi feito pela Igreja na Europa de leste, durante o Pontificado de S. João Paulo II.

 

VATICANO

Sociedade: Igreja Católica apela à cooperação entre as religiões no apoio «aos mais vulneráveis»

 

O Vaticano associou-se no dia 32 de outubro à festa hindu de Deepavali, que simboliza a vitória do bem sobre o mal, para apelar à colaboração entre religiões a favor dos mais vulneráveis.

Numa nota do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, enviada à comunidade hindu, a Igreja Católica realça “os dramas que atingem diariamente os mais vulneráveis da sociedade: os pobres, os doentes, os idosos, os portadores de deficiência, os excluídos, os abandonados, os migrantes”.

A Santa Sé lembra também várias outras periferias sociais, como as pessoas que hoje são “marginalizadas” devido à sua “religião, cultura ou língua” e todas “as vítimas de abusos e violência, em especial as mulheres e crianças”.

“Impotentes e indefesos, descartados e ignorados por uma sociedade cada vez mais indiferente perante o sofrimento humano, os mais vulneráveis do nosso tempo vivem dias dramáticos. E nós podemos trabalhar juntos para proteger, defender e assistir estas pessoas”, frisa o mesmo comunicado.

O   texto dedicado às celebrações hindus de Deepavali, ou Diwali, salienta “o dever moral” que une todas as religiões, e neste caso cristãos e hindus, de “cuidar dos mais carenciados”.

Na medida em que, aponta a Igreja Católica, “todos somos criaturas de Deus e, consequentemente, irmãos e irmãs, iguais em dignidade, responsáveis uns pelos outros”.

A festa de Deepavali, conhecida como Festival das Luzes, é uma das maiores festividades hindus, e pretende simbolizar a vitória da luz sobre as trevas, do bem sobre o mal, da sabedoria sobre a ignorância, e é celebrada também por siques, budistas e jainistas.

“As oportunidades de serviço estão aí à nossa volta, já que podemos encontrar pessoas vulneráveis em cada comunidade e sociedade”, aponta a Santa Sé, que frisa a urgência de contribuir para “uma cultura de cuidado e de proximidade” aos mais desfavorecidos, que comprometa “especialmente os políticos e líderes de todos os países”.

“Que como crentes apoiados nas nossas respetivas tradições espirituais, possamos dar as mãos com fiéis de outras religiões e todas as pessoas de boa vontade, e tornar esta preocupação pelos vulneráveis num esforço mais coletivo e concertado”, conclui a nota do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, enviada à comunidade hindu.

A mensagem da Santa Sé dedicada à festa do Deepavali, que este ano é assinalada a 7 de novembro, tem como título ‘Cristãos e hindus: Em defesa dos mais vulneráveis da sociedade”.

O documento é assinado pelo secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, o bispo Miguel Ángel Guixot.

 

ROMA

Ordenação de 34 diáconos do Opus Dei

 

No dia 3 de novembro, 34 fiéis de 16 países, a prelatura do Opus Dei, receberam o diaconado, na basílica romana de Santo Eugénio, e a ordenação sacerdotal está marcada para 4 de maio de 2019.

O arcebispo de Mérida-Badajoz (Espanha), D. Celso Morga, foi quem ordenou os novos diáconos.

Os 34 diáconos são oriundos de 16 países: Brasil, Colômbia, Espanha, México, Nova Zelândia, Venezuela, Chile, Estados Unidos, Quénia, França, Paraguai, Salvador, Uganda, Filipinas, Peru e Itália.

A prelatura destaca, por exemplo, a história de Paul Kioko, licenciado e com doutoramento em Teologia Moral, que cresceu “entre elefantes, rinocerontes, leões e cobras” no Quénia e depois de vários anos a trabalhar como médico, recebeu o diaconado.

 “Percebi que, assim como Deus me tinha dado uma vocação de serviço aos doentes como médico, Ele agora estava-me a dar uma vocação de serviço a toda a Igreja como sacerdote. De certa forma, ser médico preparou o caminho para o sacerdócio”, contou Paul Kioko que realizou os estudos de Teologia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma.

A sua tese trata do “fundamentalmente sobre a virtude da prudência” como elo indispensável entre o “tecnicamente correto” e o “moralmente bom” na tomada de decisões médicas.

“Como médico que trabalhava numa UCI, tinha enfrentado esse dilema muitas vezes: onde traçar a linha e quando dizer ao doente: “basta”, acrescentou Paul Kioko que trabalhou quase 15 anos no Hospital Mater, depois de um ano no Hospital das Forças Armadas.

O Opus Dei, uma prelatura pessoal da Igreja Católica – figura pastoral prevista no Concílio Vaticano II –“sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”, e oferece uma proposta formativa, teológica, espiritual e apostólica, que passa por retiros, aulas de formação, círculos sobre temas de vida cristã, e acompanhamento espiritual pessoal.

 

VATICANO

Sociedade: Igreja Católica apela à cooperação

entre as religiões no apoio «aos mais vulneráveis»

 

O Vaticano associou-se à festa hindu de Deepavali, do dia 7 de novembro, que simboliza a vitória do bem sobre o mal, para apelar à colaboração entre religiões a favor dos mais vulneráveis.

Numa nota do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, enviada à comunidade hindu, a Igreja Católica realça “os dramas que atingem diariamente os mais vulneráveis da sociedade: os pobres, os doentes, os idosos, os portadores de deficiência, os excluídos, os abandonados, os migrantes”.

A Santa Sé lembra também várias outras periferias sociais, como as pessoas que hoje são “marginalizadas” devido à sua “religião, cultura ou língua” e todas “as vítimas de abusos e violência, em especial as mulheres e crianças”.

“Impotentes e indefesos, descartados e ignorados por uma sociedade cada vez mais indiferente perante o sofrimento humano, os mais vulneráveis do nosso tempo vivem dias dramáticos. E nós podemos trabalhar juntos para proteger, defender e assistir estas pessoas”, frisa o mesmo comunicado.

Publicado na sala de imprensa da Santa Sé, o texto dedicado às celebrações hindus de Deepavali, ou Diwali, salienta “o dever moral” que une todas as religiões, e neste caso cristãos e hindus, de “cuidar dos mais carenciados”.

Na verdade, “todos somos criaturas de Deus e, consequentemente, irmãos e irmãs, iguais em dignidade, responsáveis uns pelos outros”.

A festa de Deepavali, conhecida como Festival das Luzes, é uma das maiores festividades hindus, e pretende simbolizar a vitória da luz sobre as trevas, do bem sobre o mal, da sabedoria sobre a ignorância, e é celebrada também por siques, budistas e jainistas.

“As oportunidades de serviço estão aí à nossa volta, já que podemos encontrar pessoas vulneráveis em cada comunidade e sociedade”, aponta a Santa Sé, que frisa a urgência de contribuir para “uma cultura de cuidado e de proximidade” aos mais desfavorecidos, que comprometa “especialmente os políticos e líderes de todos os países”.

“Que como crentes apoiados nas nossas respetivas tradições espirituais, possamos dar as mãos com fiéis de outras religiões e todas as pessoas de boa vontade, e tornar esta preocupação pelos vulneráveis num esforço mais coletivo e concertado”, conclui a nota do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, enviada à comunidade hindu.

A mensagem da Santa Sé, dedicada à festa do Deepavali, tem como título ‘Cristãos e hindus: Em defesa dos mais vulneráveis da sociedade” e é assinada pelo secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, o bispo Miguel Ángel Guixot.

 

VATICANO

Papa: «Liberdade religiosa é um bem supremo a ser salvaguardado»

 

O Papa recebeu hoje no Vaticano uma delegação da comunidade judaica do Cáucaso, para um encontro que teve como tema central a questão da liberdade religiosa.

O Santo Padre salientou que “a liberdade religiosa é um bem supremo a ser salvaguardado, um direito humano fundamental e um baluarte contra a afirmação dos totalitarismos”.

Esta foi a primeira vez que representantes do Congresso Mundial dos Judeus do Cáucaso se deslocaram a Roma, para uma audiência com o Papa.

O diálogo entre as duas partes aconteceu no contexto da memória do Holocausto nazi, que custou a morte a muitos membros da comunidade judaica.

A história dos Judeus do Cáucaso vem desde o século V depois de Cristo, com origem na antiga Pérsia, hoje conhecida como Irão.

Durante muitos séculos, esta comunidade esteve presente sobretudo na região montanhosa junto ao Mar Cáspio, mas com a queda da antiga União Soviética, a maior parte está agora radicada em países como a Rússia e o Azerbeijão.

Durante a audiência, Francisco começou por recordar o encontro que teve em setembro último com a comunidade judaica na Lituânia, no âmbito da viagem apostólica que promoveu à região Leste da Europa, e neste caso também à Letónia e à Estónia.

Uma visita que serviu para assinalar também o 75.º aniversário da destruição do gueto judeu que havia sido criado em Vilnius, na capital lituana.

Sobre as relações entre cristãos e judeus, o Papa Francisco frisou que “um cristão não pode ser antissemita”.

“Nós partilhamos as mesmas raízes, seria uma contradição de fé e de vida. Pelo contrário, somos chamados a trabalhar de modo a que o antissemitismo seja banido da comunidade humana”, completou Francisco.

 

VATICANO

«A boa política está ao serviço da paz» é o tema para Dia Mundial da Paz

 

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que o tema para o próximo Dia Mundial da Paz é “A boa política está ao serviço da paz”.

Numa nota divulgada pela Sala de Imprensa, a Santa Sé afirma que “a responsabilidade política pertence a cada cidadão”, nomeadamente “quem recebeu o mandato de proteger e governar”, salvaguarda o direito e incentiva “ao diálogo entre os atores da sociedade, entre gerações e culturas”.

“Não há paz sem confiança recíproca”, acrescenta o comentário ao tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz.

O comunicado da Sala de Imprensa refere que a confiança tem como primeira condição o respeito pela palavra dada” e o compromisso político “traz a preocupação pelo futuro da vida e do planeta, dos mais jovens e das crianças, na sua ânsia de realização”.

“Quando o homem é respeitado nos seus direitos, nasce nele o dever de respeitar os direitos dos outros”, afirma o comunicado

“Os direitos e os deveres do homem aumentam a consciência de pertencer a uma mesma comunidade, com os outros e com Deus. Somos, portanto, chamados a defender e a anunciar a paz como uma boa notícia de um futuro onde cada pessoa seja considerada na sua dignidade e nos seus direitos”, conclui.

O 52º Dia Mundial da Paz é celebrado no dia 1 de janeiro de 2019.

 

VATICANO

Papa: o diabo entra pelo bolso

 

O Santo Padre Francisco explica como não transformar o dinheiro e os bens em ídolos.

O Papa Francisco fez em 7 de novembro uma dura advertência àqueles que têm um apego excessivo aos bens e ao dinheiro.

O sétimo mandamento – não roubar – foi o tema da catequese do Papa na Praça São Pedro.

O pontífice ampliou o conceito de “não roubar”, não se detendo unicamente no furto ou no respeito da propriedade privada, mas explicou este mandamento sobre a posse à luz da sabedoria cristã.

A Doutrina Social da Igreja fala de destinação universal dos bens. Deus confiou a terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade.

O mundo é rico de recursos para garantir a todos os bens primários. E mesmo assim muitos vivem numa escandalosa indigência e os recursos, usados sem critério, vão se deteriorando.

Mas o mundo é um só. A humanidade é uma só! A riqueza do mundo hoje está nas mãos da minoria, de poucos, e a pobreza, aliás, a miséria, é o sofrimento de muitos, da maioria.

Segundo o Papa, a fome existe não porque falta comida, mas pelas exigências de mercado, que às vezes chega a destruir alimentos. O que falta é uma visão empreendedora livre e de longo alcance, que garanta uma adequada produção, e uma estratégia solidária, que garanta uma distribuição équa.

Usando os bens da criação, diz o Catecismo da Igreja, o homem deve considerar as coisas que possui não como próprias, mas também como comuns no sentido que possam beneficiar não somente a ele, mas também aos outros. “Toda riqueza, para ser boa, deve ter uma dimensão social.”

Assim, o mandamento “não roubar” assume um significado positivo e amplo. A propriedade de um bem – lê-se no Catecismo – faz do seu detentor um administrador da providência de Deus» (n. 2404).

Ninguém é dono absoluto dos bens, é um administrador. A posse é uma responsabilidade. Aquilo que possuo realmente é o que que sei doar. Esta é a medida para avaliar como eu consigo ter as riquezas. Bem ou Mal. Esta palavra é importante. Se posso doar, sou aberto, então sou rico, mas também na generosidade. Generosidade é um dever. Se não posso doar algo é porque esta coisa me possui, sou escravo, ela tem poder sobre mim.

Enquanto a humanidade está aflita para ter mais, Deus a redime fazendo-se pobre. O que nos faz ricos não são os bens, mas o amor.

Muitas vezes ouvimos o que povo de Deus disse, o diabo entra pelo bolso. Primeiro vem o dinheiro, o amor ao dinheiro, o afã de possuir, depois a vaidade e, por fim, o orgulho e a soberba. Este é o modo de agir do diabo em nós, mas a porta de entrada é o bolso.

Francisco então concluiu: “Queridos irmãos e irmãs, mais uma vez Jesus Cristo nos revela o sentido pleno das Escrituras. ‘Não roubar’ quer dizer: ame com os seus bens, aproveite dos seus meios para amar como pode. Porque a vida não é tempo para possuir, mas para amar.”

 


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