2.º Domingo do Advento

9 de Dezembro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor virá no esplendor, Az. Oliveira, NRMS 64

 

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia deste domingo ressalta a nossa missão profética. Trata-se de um apelo à conversão e à renovação no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao coração de todos. Esta é uma exigência feita a todos os batizados que são chamados a dar testemunho da salvação que Cristo vem trazer.

 

Kyrie

 

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura convida-nos a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.

 

Baruc 5, 1-9

1Jerusalém, deixa a tua veste de luto e aflição e reveste para sempre a beleza da glória que vem de Deus. 2Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e coloca sobre a cabeça o diadema da glória do Eterno. 3Deus vai mostrar o teu esplendor a toda a criatura que há debaixo do céu; 4Deus te dará para sempre este nome: «Paz da justiça e glória da piedade». 5Levanta-te, Jerusalém, sobe ao alto e olha para o Oriente: vê os teus filhos reunidos desde o Poente ao Nascente, por ordem do Deus Santo, felizes por Deus Se ter lembrado deles. 6Tinham-te deixado, caminhando a pé, levados pelos inimigos; mas agora é Deus que os reconduz a ti, trazidos em triunfo, como filhos de reis. 7Deus decidiu abater todos os altos montes e as colinas seculares e encher os vales, para se aplanar a terra, a fim de que Israel possa caminhar em segurança, na glória de Deus. 8Também os bosques e todas as árvores aromáticas darão sombra a Israel, por ordem de Deus, 9porque Deus conduzirá Israel na alegria, à luz da sua glória, com a misericórdia e a justiça que d’Ele procedem.

 

O autor apresenta-se como estando no exílio de Babilónia; felicita jubilosamente Jerusalém, ao mesmo tempo que anuncia a sua restauração e o regresso dos cativos, com uma linguagem de sabor escatológico e messiânico, à maneira de Isaías, de quem retoma as ideias e as próprias expressões poéticas, como se pode ver: v. 1 – Is 52, 1; v, 2 – Is 61, 10; v. 7 – Is 40, 3.4; v. 8 – Is 41, 19; v. 9 – Is 40, 10-11; 42, 16; 52, 12. Também são notáveis as semelhanças com a literatura sapiencial (cf. Salm 126), o que leva a situar a obra entre os livros proféticos e os sapienciais. A Jerusalém descida dos Céu de Apoc 21, 1-4 tem grande semelhança com o texto da nossa leitura. O autor e a data do escrito continuam a ser discutidos.

4 «Paz da justiça e glória da piedade» são hebraísmos (genitivos de qualidade) que correspondem à nossa maneira de dizer: paz justa e piedade gloriosa.

7 «Aplanar a terra», abatendo «montes» e preenchendo «vales» é uma grandiosa imagem com que, à maneira isaiana (cf. Is 40, 3-5), dramatiza a preparação do caminho do regresso de Babilónia, vista como um novo Êxodo. O Baptista, no Evangelho de hoje, apela para o sentido messiânico da imagem: a vinda do exílio prefigura a salvação definitiva. No fundo, temos sempre a teologia do deserto; assim como a libertação da escravidão do Egipto se deu através do deserto, assim também será a libertação do cativeiro e também a salvação messiânica.

 

Salmo Responsorial     Sl 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R.3)

 

Monição: Louvemos o Senhor que fez maravilhas em favor do seu povo.

 

Refrão:        Grandes maravilhas fez por nós o Senhor:

                     por isso exultamos de alegria.

 

Ou:               O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

 

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,

parecia-nos viver um sonho.

Da nossa boca brotavam expressões de alegria

e de nossos lábios cânticos de júbilo.

 

Diziam então os pagãos:

«O Senhor fez por eles grandes coisas».

Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,

estamos exultantes de alegria.

 

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,

como as torrentes do deserto.

Os que semeiam em lágrimas

recolhem com alegria.

 

À ida, vão a chorar,

levando as sementes;

à volta, vêm a cantar,

trazendo os molhos de espigas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A segunda leitura sugere que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.

 

Filipenses 1, 4-6.8-11

Irmãos: 4Em todas as minhas orações, peço sempre com alegria por todos vós, 5recordando-me da parte que tomastes na causa do Evangelho, desde o primeiro dia até ao presente. 6Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus. 8Deus é testemunha de que vos amo a todos no coração de Cristo Jesus. 9Por isso Lhe peço que a vossa caridade cresça cada vez mais em ciência e discernimento, 10para que possais distinguir o que é melhor e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, 11na plenitude dos frutos de justiça que se obtêm por Jesus Cristo, para louvor e glória de Deus.

 

A leitura é tirada do início da Carta aos fiéis de Filipos, a primeira cidade europeia onde Paulo tinha fundado uma comunidade florescente. Temos aqui uma das dimensões da espiritualidade do Advento: a preparação de modo efectivo e progressivo (vv. 9-11) com frutos de santidade – «na plenitude dos frutos de justiça» – para «o dia de Cristo», isto é, o da sua segunda vinda, o seu advento escatológico, que pode dar-se a todo o momento. Os primeiros cristãos de tal maneira viviam numa forte tensão para ele, que o consideravam iminente. S Paulo quer que a espera da vinda de Cristo sirva de estímulo para crescer no amor de Deus – «que a vossa caridade cresça cada vez mais» –, de modo que saibam discernir «o que é melhor» (v. 10), para o porem em prática.

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 3, 4.6

 

Monição: O Evangelho apresenta-nos o profeta João Baptista, que nos convida a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 3, 1-6

1No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, 2no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. 3E ele percorreu toda a zona do rio Jordão, pregando um baptismo de penitência para a remissão dos pecados, 4como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 5Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; 6e toda a criatura verá a salvação de Deus’».

 

1 «No décimo quinto ano de Tibério»: Lucas, um talento de historiador, não se limita a apresentar a substância da mensagem de salvação. Ele quer que fique bem claro que não se trata duma mensagem fora do tempo, de uma ideia como os mitos; é uma mensagem situada no tempo e no espaço em que se desenvolve a história humana. É assim que nos deixa um dado de excepcional valor para sincronizar os acontecimentos salvíficos com os sucessos da história profana, a saber, ao ano 15 do reinado do imperador romano Tibério, aduzindo também outros cinco dados que, mais do que a cronologia, visam descrever-nos o ambiente político da época (vv. 1-2).

A pregação do Baptista teve início, pois, no ano 27-28 da nossa era. Com efeito, Tibério começou propriamente a reinar só com a morte de Augusto em 19 de Agosto de 767 a. U. c.. Ora, segundo a contagem síria que adoptaria S. Lucas, em 1 de Outubro – o início do ano – já se começava a contar o 2º ano de Tibério; isto leva a pensar que o 15.º ano do reinado de Tibério vem a ser o ano 781 de Roma, o que corresponde ao ano 27-28 da nossa era cristã.

«Pôncio Pilatos» foi governador ou procurador (na inscrição de Cesareia chama-se præfectus) da Judeia, Samaria e Idumeia desde o ano 26 a 36. «Herodes» é o Antipas, filho de Herodes o Grande, com o simples título de tetrarca na Galileia; foi quem mandou degolar João Baptista na fortaleza de Maqueronte, tendo reinado de 4 a. C, a 39 d. C, ano em que foi destituído e exilado para a Gália por Calígula; «Filipe», filho de Cleópatra de Jerusalém (distinto do seu meio irmão Herodes Filipe casado com Herodíades), foi quem reconstruiu Panias com o nome de Cesareia de Filipe e Betsaida com o nome de Júlia; veio a casar com Salomé, filha de Herodíades e Herdes Filipe.

2 José «Caifás» presidiu ao Sinédrio, como sumo sacerdote de 18 a 36 da nossa era, após a deposição pelos romanos, no ano 15, de seu sogro «Anás», que continuou a manter grande influência político-religiosa (cf. Jo 18, 12-24). A discrição e respeito com que o IV Evangelho fala de Caifás leva alguns a imaginarem que se terá feito cristão, o que falta provar.

4-6 «Preparai o caminho do Senhor…» A longa citação do início da segunda parte de Isaías, o Dêutero-Isaías (Is 40, 3-5), é aplicada pelo Baptista a si próprio (cf. Jo 1, 23). Esta passagem isaiana contempla, num primeiro plano, o «regresso triunfal» dos deportados de Babilónia, uma figura dos tempos messiânicos, em que «toda a criatura verá a salvação de Deus». S. Lucas, o único evangelista a dar-nos a citação completa de Isaías, em que inclui o v. 5, pretende sublinhar a universalidade da salvação trazida por Cristo. A imagem de «endireitar os caminhos» provém do costume de ajeitar os caminhos, em geral escabrosos, por onde vai passar um soberano; presta-se muito bem a indicar a purificação das consciências para receberem a Cristo.

 

Sugestões para a homilia

 

Toda a criatura veja a salvação de Deus.

 

Não era uma figura agradável a de João Baptista. A indumentária austera e aquele olhar penetrante, aguçado pelo tempo de deserto, certamente provocava alguma reação. E quando as suas palavras começaram a ter o tom dos profetas, que há muito já não eram escutadas, que efeitos desencadearam? E que dizer daquele gesto de mergulhar no Jordão para limpar os pecados, como se nos lavássemos para acolher alguém que vai chegar? Quem o começa a seguir está sedento de uma mudança, talvez julgue que Ele é o Messias, sente-se insatisfeito com o rumo do mundo.

Curiosamente, no início do evangelho de hoje, são anunciados os poderosos do tempo: Tibério, Pilatos, Herodes e Filipe, Lisânias, Anás e Caifás. Talvez sonhassem também com mudanças, mas daquelas aumentassem mais ainda o seu poder! Não é quase sempre assim? Quem começa por ter poder para servir o povo e cuidar do bem comum, à medida que mais poder vai tendo, mais se esquece de onde veio e para o que veio! Quem faz os montes e vales desta vida de classes e distinções tão graves, e porque é que os caminhos tortuosos e as veredas escarpadas são, quase sempre, para os mesmos? Como são os modelos educativos de uma sociedade que privilegia o exterior e a posse de bens? 

Olho para as crianças e vejo como é grande a tentação de as conformarmos. A modelos de adultos e a comportamentos padronizados que as famílias, as escolas, e os meios de comunicação perpetuam. Na imensa diversidade de objetos natalícios espanto-me como, para alguns adolescentes, os presentes ideais que pedem aos pais, são telemóveis do último modelo que até já enviam imagens! Temos que nos conformar, “são filhos deste tempo”, não é o que alguns dizem?

Claro que João Baptista fala dos caminhos interiores, destas “voltinhas do Marão” em que a alma às vezes anda, sem termos a coragem de obras de fundo e caminhos retos. Caminhos tortuosos que depois se refletem na vida, na insatisfação sem norte, ou na alienação do pensamento e das convicções. É preciso que a raiva domesticada, que só magoa quem está mais perto, dê lugar ao inconformismo saudável e próprio de quem continua a sonhar um mundo melhor! No fundo, João Baptista, pede-nos para preparar o caminho para Aquele que renova todas as coisas. Pede-nos que despertemos a nossa costela inconformista, e mesmo contra ventos e marés, tenhamos a coragem da denúncia e do anúncio profético e do trabalho solidário, para que “toda a criatura veja a salvação de Deus”. Toda mesmo!

 

Fala o Santo Padre

 

«A voz do Baptista ainda brada nas mentes fechadas e nos corações empedernidos,

e questiona-nos se estamos efectivamente a percorrer o caminho justo, vivendo uma vida segundo o Evangelho.»

Neste segundo domingo de Advento, a liturgia coloca-nos na escola de João Baptista, que pregava «um baptismo de conversão para o perdão dos pecados» (Lc 3, 3). E talvez nós nos perguntemos: «Por que nos devemos converter? A conversão diz respeito a quem de ateu se torna crente, de pecador se faz justo, mas nós não precisamos, nós já somos cristãos! Por conseguinte somos justos». E isto não é verdade. Pensando assim, damo-nos conta de que é precisamente desta presunção — que somos cristãos, todos bons, justos — que nos devemos converter: da suposição que, no fim de contas, está bem assim e não precisamos de conversão alguma. Mas procuremos questionar-nos: é deveras verdade que nas várias situações e circunstâncias da vida temos em nós os mesmos sentimentos de Jesus? É verdade que sentimos como Jesus sente? Por exemplo, quando sofremos alguma injustiça ou afronta, conseguimos reagir sem animosidade e perdoar de coração a quem nos pede desculpa? Quanto é difícil perdoar! Quanto é difícil! «Vais-me pagar!»: estas palavras vêm de dentro! Quando somos chamados a partilhar alegrias e sofrimentos, sabemos chorar sinceramente com quem chora e rejubilar com quem se alegra? Quando devemos expressar a nossa fé, sabemos fazê-lo com coragem e simplicidade, sem nos envergonharmos do Evangelho? E assim podemos fazer-nos muitas perguntas. Não estamos tranquilos, devemos converter-nos sempre, ter os sentimentos que Jesus tinha.

A voz do Baptista ainda brada nos actuais desertos da humanidade, que são — quais são os desertos de hoje? — as mentes fechadas e os corações empedernidos, e provoca-nos a questionar-nos se estamos efectivamente a percorrer o caminho justo, vivendo uma vida segundo o Evangelho. Hoje como naquela época, ele admoesta-nos com as palavras do profeta Isaías: «Preparai os caminhos do Senhor!» (v. 4). É um convite urgente a abrir o coração e a acolher a salvação que Deus nos oferece incessantemente, quase com teimosia, porque quer que todos sejamos livres da escravidão do pecado. Mas o texto do profeta dilata aquela voz, prenunciando que «cada homem verá a salvação de Deus» (v. 6). E a salvação é oferecida a cada homem e povo, sem excluir ninguém, a cada um de nós. Ninguém pode dizer: «Eu sou santo, eu sou perfeito, eu já estou salvo». Não. Devemos acolher sempre esta oferta da salvação […]. Deus quer que todos os homens sejam salvos por meio de Jesus Cristo, o único mediador (cf. 1 Tm 2, 4-6).

Portanto cada um de nós está chamado a fazer conhecer Jesus a quantos ainda o não conhecem. Mas isto não significa fazer proselitismo. Não, significa abrir uma porta. «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9, 16), declarava são Paulo. Se o Senhor Jesus mudou a nossa vida, e no-la muda todas as vezes que estamos diante d’Ele, como não sentir a paixão de o dar a conhecer a quantos encontramos no trabalho, na escola, no nosso prédio, no hospital, nos lugares de encontro? Se olharmos à nossa volta, encontramos pessoas que estariam dispostas a começar ou a recomeçar um caminho de fé, se encontrassem cristãos apaixonados por Jesus. Não deveríamos e não poderíamos ser nós aqueles cristãos? Faço-vos esta pergunta: «Mas eu estou deveras apaixonado por Jesus? Estou convicto de que Jesus me oferece e me concede a salvação?». E, se estou apaixonado, devo dá-lo a conhecer. Mas devemos ser corajosos: derrubar as montanhas do orgulho e da rivalidade, encher os precipícios escavados pela indiferença e pela apatia, endireitar as veredas das nossas preguiças e dos nossos compromissos.

A Virgem Maria, que é Mãe e sabe como fazê-lo, nos ajude a abater as barreiras e os obstáculos que impedem a nossa conversão, ou seja, o nosso caminho rumo ao Senhor. Só Ele, só Jesus pode dar cumprimento a todas as esperanças do homem!

 Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 6 de Dezembro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos caríssimos:

Peçamos ao Senhor que a voz de João Baptista

desperte em nós o desejo de percorrer, com alegria,

os caminhos de conversão e vida em Cristo,

dizendo (ou: cantando), com humildade:

 

R. Abençoai, Senhor, o vosso povo

 

1. Pelo Papa N., pelos bispos, presbíteros e diáconos,

e por aqueles que nos desertos deste mundo

continuam a anunciar a vinda do Senhor,

oremos.

 

2. Pelos povos que não conhecem o Evangelho,

pelos homens e mulheres que lhe são fiéis

e pelos pobres, oprimidos e despojados,

oremos.

 

3. Pelos que reconhecem em Jesus o seu caminho,

e por todos os que pedem ao Senhor

que abata os montes, alteie os vales e aplane a terra,

oremos.

 

4. Pelos homens e mulheres sem lar nem pão

e por aqueles que, em qualquer parte do mundo,

são deportados, violentados ou suprimidos,

oremos.

 

5. Por todos os membros da nossa comunidade (paroquial),

pelos que andam frios na fé, preocupados ou vacilantes

e pelos que cantam as maravilhas do Senhor,

oremos.

 

Senhor, nosso Deus,

que começastes em nós a boa obra

da conversão aos valores do Evangelho,

dai-nos a força e a coragem

de a prosseguirmos até ao fim, com alegria.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Quando Virá Senhor o Dia, NRMS 39

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio I do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

À volta do altar a Igreja oferece-se com Cristo ao Pai e celebra esta entrega de Jesus, verdadeiro testemunho e testamento do amor. A Eucaristia apela sempre para esta memória viva da entrega do Senhor e faz-nos desejar a sua vinda e estar vigilantes

 

Cântico da Comunhão: Levanta-te Jerusalém, F. Silva, NRMS 39

 

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Velai sobre nós (Antífona), J. Santos, NRMS 40

 

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como São João Batista, o inconformista saiamos desta Eucaristia com a coragem do anúncio profético e da alegria do Evangelho, para que “toda a criatura veja a salvação de Deus”. Toda mesmo!

 

Cântico final: Exultai de alegria, cantai hinos, F. Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-XII: A cura das nossas 'paralisias'.

Is 35, 1-10 / Lc, 5, 17-25

Então os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará de alegria.

De acordo com o anúncio profético, a vinda do Messias será acompanhada por acontecimentos extraordinários (Leit.). De entre eles, destacam-se aqui o perdão dos pecados e a cura de um paralítico (Ev.).

Deixemos que o Messias ajude a curar as nossas 'paralisias' e as dos nossos amigos, tais como: o afastamento de Deus, dos sacramentos e da vida de oração, as poucas ajudas na vida familiar, a preguiça no trabalho, etc. E que Ele perdoe igualmente os nossos pecados, aproximando-nos do sacramento da Penitência.

 

3ª Feira, 11-XII: Os cuidados do Bom Pastor.

Is 40, 1-11 / Mt 18, 12-14

Olhai que o Senhor vai chegar com poder. É como o pastor que apascenta o seu rebanho.

A profecia anuncia que o Messias será o Bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (Leit.). E Jesus diz que exercitará essa tarefa, procurando que todas as ovelhas se salvem (Ev.).

Preparemos a vinda do Senhor, através de pequenas conversões: aquilo em que falhámos deve ser compensado; os altos e baixos devem transformar-se, de modo a que o nosso dia seja mais equilibrado (Leit.). Renovemos igualmente os actos de contrição, sempre que alguma coisa não nos corra bem, pois é um sinal claro de conversão.

 

4ª feira, 12-XII: N.ª Senhora de Guadalupe: Recuperar forças.

Is 40, 25-31 / Mt 11, 28-30

Os que esperam no Senhor, recuperam as forças... crescem sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

O Messias promete novas forças a quem anda exausto, e robustecer aquele que fraqueja (Leit.). Por isso, Jesus nos convida a ir ter com Ele: «vinde a mim todos os que vos afadigais» (Ev.). Aquilo que realmente pesa são os nossos pecados, são os nossos problemas que queremos resolver sem a ajuda de Deus.

O Senhor é quem quer tornar o homem mais leve: dá esperança aos desanimados, ajuda os que se queixam da dureza da vida (Leit.). Recorramos igualmente à nossa Mãe, sob a invocação de Nª Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas.

 

5ª Feira, 13-XIII: Forças para os combates.

Is 41, 13-20 / Mt 11, 11-15

Eu venho socorrer-te, diz o Senhor. Irás bater e triturar os montes, reduzir as colinas a palha.

O Messias virá ajudar-nos a ultrapassarmos os obstáculos da nossa vida: 'os montes e colinas' (Leit.). Essa é igualmente a força que necessitamos para alcançar o reino dos Céus (Ev.).

Conhecendo as nossas debilidades, Jesus tem misericórdia de nós, e estimula-nos a enfrentar com coragem as dificuldades, a rejeitarmos as tentações, a superarmos os obstáculos, a termos paciência nos momentos difíceis, etc. Recorramos igualmente à Virgem Poderosa, à Omnipotência Suplicante, para que interceda por nós.

 

6ª Feira, 14-XII: A Felicidade e a Palavra de Deus.

Is 48, 17-19 / Mt 11, 16-19

Se tivesses atendido as minhas ordens, o teu bem estar seria como um rio e a tua prosperidade como as ondas do mar.

Segundo o Profeta, a nossa felicidade estaria ligada ao acolhimento da palavra de Deus (Leit.), No entanto, quando chegou o Messias, nem Ele nem João Baptista tiveram bom acolhimento (Ev.).

Procuremos aceitar cada vez melhor os ensinamentos do Senhor, procurando levá-los à prática, para adquirirmos uma confiança plena nEle, para apreciarmos melhor os tesouros de bondade e ternura que derramou sobre nós. E rejeitemos completamente o comportamento dos ímpios e os seus conselhos (S. Resp.).

 

Sábado, 15-XII: Elias, Precursor do Messias.

Sir 48, 1-4. 9-11 / Mt 17, 10-13

Como brilhaste Elias, pelos teus prodígios. Foste preparado em ordem ao futuro.

Nas Leituras é recordada a figura do profeta Elias, que realizou grandes prodígios, graças ao poder divino: ressuscitou o filho da viúva de Sarepta, fez descer o fogo de Deus sobre o monte Carmelo, etc. O seu nome significa: O Senhor é o meu Deus!

Todos estes prodígios são uma pequeníssima parte daquilo que o Messias realizou. Mas agora, o fogo passa a ser o fogo do Espírito Santo, que queimará todas as impurezas do nosso coração. Se Elias restaurou tantas coisas (Ev.), o Messias vem restaurar tudo, para que fique como no princípio da criação.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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