1.º Domingo do Advento

2 de Dezembro de 2018

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Despertai Senhor o vosso poder, M. Faria, NRMS 39

 

Salmo 24, 1-3

Antífona de entrada: Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio. Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos. Não serão confundidos os que esperam em Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Advento prepara-nos para a vinda do Salvador: celebrando a vinda histórica, na nossa carne, há 2018 anos; da que há-de acontecer no fim dos tempos, quando o Filho dos Homem viver sobre as nuvens do Céu, para julgar os vivos e os mortos; e da vinda espiritual ou mística à nossa alma, pelo esforço de acertarmos a nossa vida pela vontade do Senhor.

O grande problema está em que já ouvimos falar tantas vezes de Advento, de preparação, que esta mensagem não consegue despertar-nos.

É isso o que desejamos pedir, ao começar esta primeira Celebração do Advento.

 

Acto penitencial

 

Deixamo-nos cair facilmente num cristianismo rotineiro, sem vida e sem qualquer influência no nosso dia a dia.

Aproveitemos este momento em que o Senhor nos chama à conversão, à mudança de vida, para acolhermos a Sua mensagem. Arrependamo-nos e peçamos perdão.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Para o nosso cristianismo rotineiro, sem valor nem vida

    que nos leva a andar sempre sem amor, sem alegria e sem generosidade,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Para o egoísmo e que nos abandonamos nesta vida de cada dia

    que nos torna insensíveis aos problemas daqueles que vivem connosco,

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor Jesus: Para o nosso enjoo e tédio de todas as coisas de Deus,

    que nos faz omitir a oração, desculpando-nos com a falta de tempo.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jeremias procura infundir a esperança no Povo de Deus, prometendo-lhes, em nome do Senhor, a libertação do cativeiro de Babilónia e uma vida cheia de felicidade e alegria na sua terra.

A mensagem do profeta é também para nós, animando-nos a deixar um cristianismo sem vida, de exílio, para nos animar a uma renovação espiritual.

 

Jeremias 33, 14-16

Eis o que diz o Senhor: 14«Dias virão, em que cumprirei a promessa que fiz à casa de Israel e à casa de Judá: 15Naqueles dias, naquele tempo, farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra. 16Naqueles dias, o reino de Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’».

 

O profeta Jeremias, em face de ruína do seu povo e da destruição da cidade de Jerusalém pelas tropas de Nabucodonosor no ano 587, lança um grito de esperança, apelando para as antigas promessas divinas, como a célebre profecia de Natã (2 Sam 7) e a das bênçãos de Jacob (Gn 49, 10). O texto é extraído da parte final do chamado «Livro da Consolação» de Jeremias (Jer 30, 1 – 33, 26) e pensa-se que a sua redacção corresponde a esta época do fim do reinado de Sedecias. A verdade é que a organização dos oráculos que constam desta vasta e complexa obra não obedece a critérios cronológicos, mas temáticos. Lembrar que já antes, no ano 597, Nabucodonosor tinha conquistado e submetido a tributo Jerusalém e levado cativos homens mais notáveis juntamente com o jovem monarca Yoyaquin, filho de Yoyaquim, tendo deixado no trono o seu tio Sedecias, como rei vassalo.

15 «Um rebento». Metáfora clássica com que os profetas designam o Messias, «descendente» de David (cf. Is 4, 2; 11, 1; Jer 23, 5; Zac 3, 8).

16 «Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’». O nome indica a vocação da futura Jerusalém (a Igreja), um povo justificado por Deus, chamado a participar da sua santidade (cf. Is 1, 26).

Como curiosidade, diga-se que este texto não aparece na versão grega dos LXX, que, por esta razão, parece transmitir um texto mais puro, isto é, sem repetições; a leitura de hoje é um duplicado de Jer 23, 5-6.

 

Salmo Responsorial    Sl 24 (25), 4bc-5ab.8-9.10.14 (R.1b)

 

Monição: O Espírito Santo coloca em nossos lábios uma súplica dirigida ao Altíssimo para nos ensine o caminho da fidelidade e do amor.

Que esta oração se eleve muitas vezes da nossa alma, durante do Advento que hoje começa.

 

Refrão:     Para Vós, Senhor, elevo a minha alma.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade

para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.

O Senhor trata com familiaridade os que O temem

e dá-lhes a conhecer a sua aliança.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na sua Primeira Carta aos fiéis de Tessalónica, convida-nos a não nos instalarmos na mediocridade e no comodismo, mas a esperar, numa atitude activa, a vinda do Senhor.

Esta atitude é fundamental, para vivermos no amor. Ele é o centro do nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial.

 

1 Tessalonicenses 3, 12-4, 2

Irmãos: 12O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, tal como nós a temos tido para convosco. 13O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os santos. 1Finalmente, irmãos, eis o que vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus e assim estais procedendo; mas deveis progredir ainda mais. 2Conheceis bem as normas que vos demos da parte do Senhor Jesus.

 

A leitura contém uma bênção (final do cap. 3) e um pedido ou apelo (início do cap. 4), com a mesma ideia de fundo: a de «crescer» (ou exceder-se, v. 12) e «progredir» (vv. 1 e 10), no «proceder» (à letra, no «caminhar») «para agradar a Deus». De facto, a vida cristã é um caminho em que nunca se acaba de atingir a perfeição, e tem de se lutar sem descanso para chegar à meta (cf. Filp 3, 12-15), que corresponde à «vinda de Jesus, com todos os santos». O tempo do Advento encerra um apelo para que todos nos preparemos para esta segunda vinda de Jesus (a parusia).

A vida cristã também é encarada por S. Lucas, o Evangelista deste Ano C, como um «caminho» (cf. Act 9, 2; 18, 25.26; 19, 9.23; 22, 4; 24, 14.22). Notar como na parte mais característica do III Evangelho (Lc 9, 51 – 19, 27), S. Lucas apresenta Jesus a caminho de Jerusalém, seguido dos seus discípulos e convidando outros a segui-l'O pelo caminho da renúncia (cf. Lc 9, 57-62).

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 84, 8

 

Monição: Mais uma vez, erguemos o nosso canto ao Senhor, pedindo-Lhe que nos a ensine a ir ao Seu encontro, pelo caminho da fidelidade.

Aclamemos a resposta que Ele nos dá, na proclamação do Evangelho deste 1.º Domingo do Advento.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia

e dai-nos a vossa salvação.

 

Evangelho

 

São Lucas 21, 25-28.34-36

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 25«Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. 26Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. 27Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. 34Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, 35e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele sobrevirá sobre todos os que habitam a terra inteira. 36Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para terdes a força de vos livrar de tudo o que vai acontecer e poderdes estar firmes na presença do Filho do homem».

 

A leitura é uma selecção de versículos do chamado «discurso escatológico» de Lucas, em que se entrelaçam três realidades distintas, que temos dificuldade em destrinçar: a destruição de Jerusalém, o fim dos tempos e a segunda vinda de Cristo. Esta dificuldade de interpretação torna-se maior em virtude da linguagem simbólica usada, própria dos profetas e do género apocalíptico, e pelo facto de o fim de Jerusalém aparecer como uma imagem do fim do mundo; por outro lado, nem Jesus nem os Evangelistas pretendem com estas palavras satisfazer a curiosidade humana acerca de quando e de como vai ser o fim deste mundo efémero, pois o que se tem em vista é uma exortação a superar as dificuldades e perseguições que ameaçam os fiéis e a permanecer firmes na fé e vigilantes até ao fim: «vigiai e orai em todo o tempo» (v. 36). Este discurso é também um grito de esperança para todos os cristãos sujeitos a sofrimentos de toda a espécie: «erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (v. 28).

25-26 A comoção do «universo» – descrita em S. Marcos com mais realismo e com citações literais do Antigo Testamento – não aparece como um anúncio ou sinal prévio da vinda do Filho do Homem, mas forma parte da própria parusia: o próprio cosmos, e não apenas a humanidade, estremecerá de pavor perante a tremenda majestade do supremo Juiz, que surgirá com todo o seu poder e glória. Há aqui uma referência clara ao Juízo final, universal e público, verdade de fé que professamos no Credo. Jesus descreve-nos este acontecimento com o mesmo colorido do «Dia de Yahwéh», o dia da justa retribuição definitiva, anunciado pelos Profetas (Is 34, 4; 13, 10; cf. Ez 32, 7-8; Joel 2, 10; 4, 15-16; etc). As «forças celestes» são as forças que mantêm os astros nas suas órbitas, ou, por uma metonímia, os próprios astros. Estas imagens grandiosas e aterradoras, pertencentes ao estilo apocalíptico, prestam-se a encarecer a singular seriedade dos acontecimentos anunciados, bem como a suma dignidade do Juiz, Senhor do Universo. O Catecismo da Igreja Católica fala do Juízo final como sendo a palavra definitiva do Senhor sobre toda a história, que «revelará como a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas pelas suas criaturas e como o seu amor é mais forte do que a morte» (n.º 1040).

27 «O Filho do Homem vir numa nuvem». Não se trata de uma vinda do tipo espiritual, místico ou moral, mas duma vinda com poder e majestade, para o Juízo final (como disse, corresponde a um artigo da fé professada no «Credo»). A nuvem é uma imagem cheia de grandiosidade, própria do estilo apocalíptico, que contém uma clara referência a Daniel 7, 13; é a partir desta passagem profética que Jesus adopta o título (talvez a partir da figura de linguagem chamada asteísmo), ao mesmo tempo glorioso e humilde, de Filho do Homem (cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré, pp. 398-413). A nuvem, que ao mesmo tempo tem a propriedade de revelar e de esconder, acompanha frequentemente as teofanias (Gn 9, 13s; Jz 5, 4s; Job 38, 1; Ez 1, 4.28; Mc 9, 7) e algumas vezes aparece como o carro de Yahwéh (ls 19,1; Salm 10, 3).

 

Sugestões para a homilia

 

• O Senhor virá!

Deus é fiel às Suas promessas

Enviará um Salvador

Tempo de Salvação

• Acolhamos o Senhor

Atenção aos sinais

As vindas de Jesus

A vigilância cristã

 

1. O Senhor virá!

 

O Advento é tempo de espera, não martirizado por dúvidas, de incertezas mas  cheio de confiança no Senhor e de esperança de que tudo vai melhorar na nossa vida.

 

a) Deus é fiel às Suas promessas. «Eis o que diz o Senhor: “Dias virão, em que cumprirei a promessa que fiz à casa de Israel e à casa de Judá:”»

A promessa a que se refere o profeta Jeremias é a libertação do Povo de Deus no cativeiro de Babilónia que arrastou por setenta anos, ao ponto de os fazer perder a esperança num regresso.

Na mente divina, a promessa aponta para mais longe: a libertação da escravidão do pecado, pela vinda do Messias para libertar Israel.

Cada momento da nossa vida na terra é uma preparação para esse encontro definitivo do fim da vida.

A vinda espiritual ou mística. Está situada entre as duas vindas antes referidas, e dá-se pelo nosso crescimento no amor de Deus.

O Senhor cumpre a Sua promessa de nos ajudar a crescer no Seu Amor, se quisermos corresponder à Sua graça.

Estamos, de verdade, à espera da salvação? De qual delas? Queremos, de verdade, que Ele venha salvar-nos, guiando a nossa vida?

Sem pensarmos um pouco, veremos que não vivemos com esta Esperança. Desejamos muitas coisas: saúde e uma boa qualidade de vida; dinheiro em abundância que afaste do nosso caminho todas as dificuldades; que reconheçam a nossa importância social e nos tratem com deferência; acesso aos prazeres dos sentidos: da mesa e do sexo.

Qual a salvação que nos é prometida? Não será nenhuma destas, com certeza. Tudo isto são meios — quando usados de acordo com a vontade de Deus — que nos ajudam a ir ao Seu encontro.

Advento para nós ou para os outros?  Dizemos: “Eu estou bem1 Não preciso de nada!” A verdade é que temos esperanças fragmentárias, mesquinhas, mas podemos não ter Esperança.

 

b) Enviará um Salvador. «Naqueles dias, naquele tempo, farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra

De facto, quando chegou a hora de Deus, Jesus Salvador nasceu na cidade de Belém, filho virginal de Maria. Cumpriram-se todos os sinais que indicavam a Sua chegada: descendente de Abraão e de David, filho de uma Virgem Imaculada e vindo à luz em Belém, quando se esgotou o tempo anunciado por Deus.

Deus cumpriu a Sua Palavra e espera agora que cumpramos a nossa deixando-O entrar no nosso coração. Ele pede licença a cada um de nós para entrar no nosso espaço e santificar-nos, porque respeita a nossa liberdade.

Somos tentados a pensar que Ele ainda não cumpriu o que nos prometeu, porque o ambiente em que vivemos fomenta, muitas vezes, o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo...

É possível acreditar no Deus da “justiça”, fiel à “aliança”, comprometido com os homens e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus – o Deus da justiça e do amor – tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história?

A entrada de Jesus Cristo no nosso coração concretiza-se em aspectos muito concretos da nossa vida, a começar pela observância dos Mandamentos da Sua Lei.

Mantemos as portas fechadas a Cristo em vários aspectos da nossa vida.

Na vida pessoal. Fugimos de fazer oração e desculpamo-nos com a falta de tempo e de disposição. A verdadeira razão disto, é que somos preguiçosos quando se trata de encontrar tempo para estar com Deus.

No trabalho. É o eixo de santificação das pessoas que vivem no mundo. Devemos começar por fazê-lo bem feito, porque a Deus não podemos oferecer uma obra cheias de imperfeições e remendos.

Havemos de trabalhar com alegria e generosidade, fazendo do trabalho verdadeira oblação a Deus. Ele ama aquele que dá com alegria.

Na família. Deus quer que as nossas famílias sejam escolas da vida na comunhão, na alegria e no amor, e não apenas uma pensão onde se tomam as refeições e se dorme o imprescindível, para logo sair de casa.

Na vida social e nas leis. Vivemos numa sociedade pagã, mas fomos nós que a escolhemos assim.

Elegemos para representar a nossa vontade pessoas que programam o aborto, a contracepção, o retirar dos sinais religiosos dos edifícios públicos...

Ou então encolhemo-nos por preguiça e cobardia, e não manifestamos a nossa vontade, permitindo um ambiente em que nos sentimos mal.

Deixamo-nos enganar pelo económico e atirámos pela janela fora todos os valores cristãos.

Queremos, de verdade, acolher a Jesus Cristo que bate continuamente à nossa porta?

 

c) Tempo de Salvação. «Naqueles dias, o reino de Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’

O profeta atribui ao reino de Judá e à cidade de Jerusalém o que Deus vai oferecer a todas as pessoas de todas as épocas na Sua Igreja.

As suas palavras são também, portanto, para cada um de nós.

E no entanto, é “tempo de Salvação” aquele que estamos a viver. Deus não desistiu de nos salvar, nem abrandou a Sua voz a chamar-nos por meio de muitos sinais, os sinais dos tempos de que nos fala o Evangelho.

Não estamos contentes com a nossa vida e fugimos de pensar que vamos ao encontro do Senhor, em cada passo que damos.

O que S. Paulo deseja para cada um de nós é que «O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os santos

Deus, o melhor dos amigos, Veio dos confina da eternidade ao encontro da nossa indigência para nos salvar.

Pela Incarnação, Paixão, Morte e Ressurreição, ganhou para nós a felicidade na terra e na eternidade. Vem, de novo, neste Advento, oferecer-nos todos estes tesouros, com um respeito divino pela nossa liberdade.

Basta que digamos ao Senhor, com toda a sinceridade da nossa alma que aceitamos os Seus dons, renovando o compromisso de vivermos como filhos de Deus

Deus oferece-nos:

A salvação. Quando falamos de salvação, reduzimos sempre esta dom à nossa visão mesquinha de uma salvação, à solução de pequenos problemas de doença, de negócios... mas custa-nos levantar o olhar para contemplar a salvação de Deus.

Consiste em viver de tal modo que o Senhor nos possa tomar nos braços e conduzir ao Céu, no fim da vida.

A segurança. Nós sonhamos apenas com uma segurança humana que nos livres das guerras, dos assaltos e da invasão dos nossos direitos.

O Senhor via mais longe na sua oferta: oferece-nos a salvação eterna, a felicidade com Deus, experimentada já na terra por uma grande paz e alegria.

A justiça. Consiste, fundamentalmente, no respeito por cada pessoa, pelos seus direitos, cumprindo os nossos deveres e exercitando os nossos direitos.

Isto exige de nós pôr de lado toda a ambição de bens e de glórias, inveja do que os outros têm ou são, disponibilidade e prontidão para servir a quem mais necessita.

Para Vós, Senhor, elevo a minha alma.

 

2. Acolhamos o Senhor

 

a) Atenção aos sinais. «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas

Os “sinais” espantosos de que nos fala Jesus no Evangelho não devem ser tomados à letra, vendo neles uma catástrofe do fim do mundo com que tudo acabaria. Trata-se de uma linguagem figurada, muito usada pelos profetas.

Nela mistura Jesus propositadamente dois acontecimentos: o fim do mundo e a ruína de Jerusalém que viria a acontecer no ano setenta e da qual nos fala em pormenor o historiador hebraico Flávio Josefo, em “A Guerra dos judeus.”

Cada uma das imagens utilizadas pelos profetas para falar do “dia do Senhor”, isto é, o dia em que Jahwéh vai intervir na história para libertar definitivamente o seu Povo da escravidão, inaugurando uma era de vida, de fecundidade e de paz sem fim (cf. Is 13,10; 34,4). O Senhor não deseja amedrontar-nos, mas a encher os nossos corações de verdadeira esperança, porque o mal não triunfará definitivamente sobre a verdade e a virtude.

Quando Jesus vier com na sua glória e com autoridade soberana, o mundo velho do egoísmo e da escravidão cairá e surgirá o dia novo da salvação e libertação para sempre (cf. Is 13,10; 34,4).

O que verdadeiramente nos interessa é o encontro com o Senhor logo a seguir à morte. Quais os sinais que nos podem hoje indicar que o Senhor está próximo?

A finitude da vida presente. Estamos sempre a ser alertados pela morte de familiares, amigos e conhecidos. A nossa própria vida nos dá sinais de fragilidade. Qualquer pequena crise de saúde pode colocar um ponto final na nossa vida da terra.

Cada um destes acontecimentos encerra uma mensagem do Senhor: Prepara-te, porque a tua vez também vai chegar e não sabes quando.

A fome e sede insaciáveis. Nada nos satisfaz plenamente. Depois de todas as experiências da vida, de satisfazer todos os caprichos, continuamos a sentir fome e sede. Nada nos pode saciar, porque todos os gostos e prazeres trazem a marca de acabar depressa.

Estamos marcados por uma sede infinita de bem e de verdade.

O desejo da luz. Estar às escuras não é uma situação normal. Quando falta a luz ansiamos pela sua chegada.

Vivemos num ambiente de mentira, de injustiça e de imoralidade. Os que praticam o mal recebem o prémio das suas maldades; e os que se esforçam por serem fieis ao Senhor são injustiçados, difamados e esquecidos. Deus via permitir que isto seja assim definitivamente?

A vinda do Senhor fará triunfar a verdade, a justiça e a o amor para sempre.

 

b) As vindas de Jesus. «Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima

Jesus fala abertamente do fim do mundo e do juízo final. Professamos no Credo: Jesus Cristo “De novo há-de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos.

A Liturgia fala-nos de três vindas do Redentor:

A vinda histórica. Jesus veio ao nosso encontro para nos salvar há 2018 anos. Proclamamos no Credo: Jesus “encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai”.

A celebração do Natal que estamos a preparar neste Advento torna-a presente e faz-nos participar nela.

 A vinda escatológica. Acontecerá no fim dos tempos, quando o Filho do Homem vier sobre as nuvens do Céu, para julgar os vivos e os mortos. Ela é, de algum modo, antecipada pela morte de cada um de nós, a seguir à qual seremos julgados, para recebermos imediatamente o prémio ou castigo eterno.

Aos que vão testemunhar a ruína de Jerusalém pelos romanos, Jesus recomenda que não se deixem enganar, mas fujam para os montes ou, se estiverem no campo, não voltem atrás para recuperar qualquer coisa esquecida.

A Esperança. Aos que participarem do fim do mundo — não sabemos quando será, ao contrário do que afirmam algumas seitas — Jesus recomenda esperança, porque Ele virá libertar os justos.

 

c) A vigilância cristã. «Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para terdes a força de vos livrar de tudo o que vai acontecer e poderdes estar firmes na presença do Filho do homem

O Senhor passa junto de nós, oferecendo-nos a felicidade e a Salvação e quer chegar ao diálogo connosco.

Os inimigos da vigilância cristã são indicados por Jesus: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados»

Sensualidade. Jesus recomenda-nos no Evangelho deste Domingo: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele sobrevirá sobre todos os que habitam a terra inteira pela devassidão

• «Embriaguez» dos sentidos. Uma pessoa embriagada está fora de combate e não consegue defender-se. Nesta sociedade de conforto é muito fácil que uma pessoa proponha a si mesma como ideal de vida fugir de tudo o que exige sacrifício e facultar aos sentidos tudo o que eles pedirem. Nesta situação, não há vigilância, como não existe quando uma pessoa está embriagada.

Desordem. É necessária uma elementar atenção às necessidades ordinárias. Limitar toda a nossa preocupação a isto, esquecendo a razão fundamental da nossa vida é incompatível com a vigilância. «as preocupações da vida»

Como observar o que o Senhor nos ensina: O Senhor manda-nos orar e estar vigilantes. Para cumprir esta recomendação do Senhor precisamos:

Estar vivo. A primeira condição para poder estar vigilante é com vida saudável. Quem se fia na vigilância de um cadáver?

A vida sobrenatural é-nos dada pela graça santificante. Uma pessoa que se deixa andar em pecado mortal não cumpre o mínimo de condições para vigiar. Par que nos pudéssemos manter vivos e regressar à vida, se a perdêssemos, Jesus deixou na Sua Igreja o Sacramento da Reconciliação e Penitência.

Estar acordado. S. Paulo recorda-nos: «já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.» (Romanos 13:11-13).

Para estar vigilante, não basta estar na graça de Deus, como para a vigilância humana não basta estar vivo, mas é preciso estar acordado.

Na linguagem espiritual, compara-se o sono à tibieza, à falta de esforço para evitar o pecado venial e as imperfeições.

As pessoas que dormem, às vezes sonham. É fácil que uma pessoa tíbia viva a sonhar, convencida de que é boa, faz bem a todos e todos gostam dela que rezam, embora o façam sem qualquer atenção.

Estar atento. A atenção concretiza-se em viver na presença de Deus, em lembrarmo-nos com frequência de que o Senhor nos vê, nos ouve e nos ama.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Advento é o tempo para preparar os nossos corações a fim de acolher o Salvador,

isto é, o único Justo e o único Juiz capaz de dar a cada um a sorte que merece.»

Neste Primeiro Domingo de Advento, tempo litúrgico da expectativa do Salvador e símbolo da esperança cristã, […] podemos descobrir algumas características da salvação anunciada por Deus, que servem igualmente como pontos de referência para nos guiar na nossa missão.

«Eis que virão dias em que cumprirei a promessa favorável que fiz à casa de Israel e à casa de Judá» (Jr 33, 14).

Antes de mais nada, a felicidade prometida por Deus é anunciada em termos de justiça. O Advento é o tempo para preparar os nossos corações a fim de acolher o Salvador, isto é, o único Justo e o único Juiz capaz de dar a cada um a sorte que merece. Aqui, como noutros lugares, muitos homens e mulheres têm sede de respeito, justiça, equidade, sem avistar no horizonte qualquer sinal positivo. Para eles, o Salvador vem trazer o dom da sua justiça (cf. Jr 33, 15). Vem tornar fecundas as nossas histórias pessoais e colectivas, as nossas esperanças frustradas e os nossos votos estéreis. E manda-nos anunciar sobretudo àqueles que são oprimidos pelos poderosos deste mundo, bem como a quantos vivem vergados sob o peso dos seus pecados: «Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome com o qual será chamada: “Senhor-nossa justiça”» (Jr 33, 16). Sim, Deus é Justiça! Por isso mesmo nós, cristãos, somos chamados a ser no mundo os artesãos duma paz fundada na justiça.

A salvação que esperamos de Deus, tem igualmente o sabor do amor. Na verdade, preparando-nos para o mistério do Natal, assumimos de novo o caminho do povo de Deus para acolher o Filho que nos veio revelar que Deus não é só Justiça mas é também e antes de tudo Amor (cf. 1 Jo 4, 8). Em todos os lugares, mas sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é Amor. […] Por isso faço minhas, sob a forma de oração, estas palavras de São Paulo: «O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos» (1 Ts 3, 12). A este respeito, deve permanecer presente no nosso horizonte como um farol o testemunho dos pagãos sobre os cristãos da Igreja Primitiva: «Vede como se amam, amam-se verdadeiramente» (Tertuliano, Apologetico, 39, 7).

Por fim, a salvação anunciada por Deus reveste o carácter duma força invencível que triunfará sobre tudo. De facto, depois de ter anunciado aos seus discípulos os sinais tremendos que precederão a sua vinda, Jesus conclui: «Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima» (Lc 21, 28). E, se São Paulo fala dum amor «que cresce e superabunda», é porque o testemunho cristão deve reflectir esta força irresistível de que se trata no Evangelho. Assim, é também no meio de convulsões inauditas que Jesus quer mostrar o seu grande poder, a sua glória incomparável (cf. Lc 21, 27) e a força do amor que não recua diante de nada, nem diante dos céus transtornados, nem diante da terra em chamas, nem diante do mar revolto. Deus é mais poderoso e mais forte que tudo. Esta convicção dá ao crente serenidade, coragem e a força de perseverar no bem frente às piores adversidades. Mesmo quando se desencadeiam as forças do mal, os cristãos devem responder ao apelo, de cabeça erguida, prontos a resistir nesta batalha em que Deus terá a última palavra. E será uma palavra de amor e de paz. […]

Papa Francisco, Homilia, Catedral de Bangui (República Centro-Africana), 29 de Novembro de 2015

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Nós, que aguardamos a vinda de Cristo ao nosso coração,

imploremos, para a Igreja e para o mundo que O procura,

os dons que só o Pai, por Jesus, no Espírito, lhes pode dar.

Oremos (cantando), humildemente:

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

1. Pelo Santo Padre, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

    para que nos ajudem a preparar o nascimento de Jesus,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

2. Pelos que vivem sem esperança, tristes e desiludidas,

    para que acreditem nas promessas feitas por Jesus Cristo,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

3. Pelos que vivem na indiferença religiosa e alienados,

    para que preparem com diligência o dia do Senhor,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

4. Por todos os jovens da nossa comunidade paroquial,

    para que descubram Jesus como o Amigo a seguir,

    oremos, irmãos.

   

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

5. Por todos nós aqui presentes e pelos que não vieram,

    para que nos preparemos para uma eternidade feliz,

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

6. Pelos que deixaram a vida na terra e são purificados,

    para que Jesus os acolha quanto antes na glória do Céu

    oremos, irmãos.

 

    Vinde, Jesus! Por Vós esperamos.

 

Senhor, nosso Deus, que nos prometeis a paz e a felicidade,

guardai-nos vigilantes na oração e atentos aos sinais anunciadores

da vinda do vosso Filho Jesus Cristo, para nos libertar.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Palavra do Pai, assumiu a nossa carne para que Se pudesse tornar nosso Alimento.

Realiza este projecta de Amor todas as vezes que celebramos a Santa Missa, obedecendo ao mandato do Senhor que nos disse: «Fazei isto em memória de Mim

 

Cântico do ofertório: Que temos e Somos, M. Faria, NRMS 7 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, estes dons que recebemos da vossa bondade e fazei que os sagrados mistérios que celebramos no tempo presente sejam para nós penhor de salvação eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da Paz

 

Desterrando o pecado do mundo que se tinha instalado no coração de nós pela desobediência dos nossos primeiros pais, Jesus põe ao nosso alcance a verdadeira paz.

Acolhamo-la com o coração agradecido e dêmo-la também aos que estão ao nosso lado, significando-a no gesto litúrgico.

 

Monição da Comunhão

 

Uma das exigências da vigilância cristã é procurar viver de tal modo que possamos comungar sempre.

Antes de recebermos o Corpo e o Sangue do Senhor, peçamos-Lhe com toda a sinceridade: Vem, Senhor Jesus!

 

Cântico da Comunhão: Povos que Caminhais, J. Santos, NRMS 64

Salmo 84, 13

Antífona da comunhão: O Senhor nos dará todos os bens e a nossa terra produzirá o seu fruto.

 

Cântico de acção de graças: Velai sobre nós (Antífona), J. Santos, NRMS 40

 

 

Oração depois da comunhão: Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida na terra, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Concretizemos um pequeno propósito para melhor vivermos esta primeira semana do Advento: rezar mais e melhor e ajudar alguém em concreto a aproximar-se do Senhor por uma confissão bem feita.

 

Cântico final: O Senhor Virá, F. Silva, NRMS 7 (I) 

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

1ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-XII: Acolher o Senhor.

Is 2, 1-5 / Mt 8, 5-11

O centurião: Senhor, eu não mereço que entres debaixo do meu tecto.

Ao iniciarmos o novo Ano Litúrgico, somos convidados a aproximar-nos mais do Senhor, que vem ter connosco (Leit.). O centurião aproxima-se do Senhor, para que cure a doença de um seu criado (Ev.).

As Leituras de hoje aconselham-nos a viver algumas virtudes importantes: a purificação, através de uma boa Confissão, pois o Senhor vem curar as doenças do espírito (Ev); a humildade («Senhor eu não sou digno»); a alegria, manifestada através do nosso sorriso: «Iremos com alegria para a casa do Senhor» (S. Resp.); a fé ardente do centurião.

 

3ª Feira, 4-XII: A actuação do Espírito Santo.

Is 11, 1-10 / Lc 10, 21-24

Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza.

O profeta anuncia a actuação do Espírito Santo no Messias esperado. Ele virá restaurar a harmonia do princípio da criação (Leit.). E S. Lucas mostra já realizada essa actuação: «Jesus estremeceu de alegria pela acção do Espírito Santo» (Ev.).

Esta actuação do Espírito Santo será comunicada a todo o povo de Deus para que se obtenham frutos abundantes. A primeira beneficiada foi Nª Senhora, que deu à luz a Jesus. E todos precisamos do Espírito Santo, para que forme a imagem de Cristo em nós, restaurando a 'semelhança divina' e assim nos parecermos cada vez mais a Ele.

 

4ª Feira, 5-XII: A 'fome de Deus' e a Eucaristia.

Is 25, 6-10 / Mt 15, 29-37

O Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos, no Monte Sião, um banquete de pratos suculentos.

Há no mundo uma grande 'fome de Deus'. O Messias prepara um grande banquete de pratos suculentos (Leit.). E, até materialmente, mata a fome a uma grande multidão: «todos comeram e ficaram saciados» (Ev.).

Este milagre prefigura a superabundância do pão eucarístico e também o banquete da vida eterna (Oração). Peçamos pois: 'o pão nosso de cada dia nos dai hoje'; preparemos o melhor possível cada celebração eucarística em que participamos, dizendo muitas comunhões espirituais e lembranças da presença do Senhor no Sacrário mais próximo.

 

5ª Feira, 6-XII: Vida apoiada no Senhor.

Is 26, 1-6 / Mt 7, 21. 24-27

Todo aquele que ouve as minhas palavras, e as põe em prática, será semelhante a um homem prudente, que fez a sua casa sobre rocha.

O Messias é apresentado como uma «rocha eterna» (Leit.). E vem convidar-nos a edificar a nossa vida, apoiados nEle, fundamento sólido, e não sobre a areia, símbolo da falta de consistência, de apoio em si próprio.

Edificaremos a nossa vida sobre Cristo, quando ouvimos as suas palavras: as leituras do Novo Testamento, as inspirações recebidas na oração. Mas temos que nos esforçar para as levar à prática (Ev.), pois só assim nos transformarão, pondo um pouco mais de empenho por viver de acordo com a vontade do Pai, como fez Jesus.

 

6ª Feira, 7-XII: Abrir os olhos à Luz divina.

Is 29, 17-24 / Mt 9, 27-31

Nesse dia, os surdos ouvirão a palavra do livro divino; libertos da escravidão e das trevas, os olhos dos cegos hão-de ver.

O profeta anuncia a realização de grandes prodígios, com a vinda do Messias (Leit.). Entre esses prodígios está a cura de dois cegos, que reconhecem nEle o filho de David (Ev.).

Vamos pedir ao Senhor que nos abra os olhos para a luz divina, que se desprende de Jesus, para podermos vê-lo nas pessoas que nos rodeiam, nos acontecimentos de cada dia; para vermos as pessoas com sentimentos de misericórdia; para vermos as coisas como Deus as vê: a dor, o trabalho, a vida familiar, as contrariedades, etc.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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