Santo António de Lisboa

13 de Junho de 2017

 

S. António de Lisboa, presbítero e doutor da Igreja

Padroeiro secundário de Portugal

(Memória)

Em Portugal: Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cristo Verbo de Deus Pai, M. Simões, NRMS 59

Sir 15, 5

Antífona de entrada: O Senhor deu-lhe a palavra no meio da assembleia, encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência e revestiu-o com um manto de glória.

 

Em Portugal diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos hoje aqui reunidos a celebrar Santo António. Português ilustre e um dos grandes santos da Igreja, é invocado pelos seus devotos em todo o mundo.

Imitemo-lo nas suas excelsas virtudes e invoquemo-lo para que interceda por nós junto do Senhor.

 

Oração colecta: Deus eterno e todo-poderoso, que em Santo António destes ao vosso povo um pregador insigne do Evangelho e um poderoso intercessor nas necessidades, concedei que, pelo seu auxílio, sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Santo António podemos aplicar as palavras do livro de Ben-Sirá: «o seu nome viverá de geração em geração». Hoje, como ontem, Santo António caminha connosco para nos ajudar a sermos santos.

 

Ben-Sirá 39, 8-14 (gr. 6-10)

6Aquele que medita na lei do Altíssimo, se for do agrado do Senhor omnipotente, será cheio do espírito de inteligência. Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria e na sua oração louvará o Senhor. 7Adquirirá a rectidão do julgamento e da ciência e reflectirá nos mistérios de Deus. 8Fará brilhar a instrução que recebeu e a sua glória estará na lei da aliança do Senhor. 9Muitos louvarão a sua inteligência, que jamais será esquecida. Não desaparecerá a sua memória e o seu nome viverá de geração em geração. 10As nações proclamarão a sua sabedoria e a assembleia celebrará os seus louvores.

 

A leitura começa (v. 8) fazendo apelo à ideia central do livro de Jesus Ben Sira: «Aquele que se dedica à Lei possuirá a sabedoria» (15, 1). Com efeito, logo no início da obra se diz que a sabedoria está em Deus (1, 1-8) e que Ele a comunica a toda a criação, muito em particular àqueles que O amam (1, 9-10). O trecho da leitura é extraído daquele conjunto em que se faz o elogio do escriba sábio (38, 25 – 39, 15). Estas são palavras que a liturgia aplica aos Santos Doutores da Igreja.

 

Salmo Responsorial     Sl 18 B (19 B), 8.9.10.11 (R. 10b)

 

Monição: Com Santo António cumpramos a Lei do Senhor, observemos os Seus preceitos e alcançaremos a graça da salvação.

 

Refrão:        Os juízos do Senhor são verdadeiros e rectos.

 

A lei do Senhor é perfeita,

ela reconforta a alma.

As ordens do Senhor são firmes

e dão sabedoria aos simples.

 

Os preceitos do Senhor são rectos

e alegram o coração.

Os mandamentos do Senhor são claros

e iluminam os olhos.

 

O temor do Senhor é puro

e permanece eternamente.

Os juízos do Senhor são verdadeiros,

todos eles são rectos.

 

São mais preciosos que o ouro,

o ouro mais fino

são mais doces que o mel,

o puro mel dos favos.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 16

 

Monição: O Senhor concede-nos as Suas graças e pede-nos para sermos, como Santo António, sal da terra e luz do mundo.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras,

glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 13-19

Naquele tempo, 13disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte 15nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. 16Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. 17Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas não vim revogar, mas completar. 18Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».

 

13 «O sal» preserva da corrupção e dá gosto aos alimentos, mas sem chamar a atenção com a sua presença. Assim a acção do cristão preserva o mundo da corrupção com a sua acção apostólica despretensiosa, agradável e cheia de naturalidade, mas sem deixar nunca de estar actuante; esta força vem-lhe da sua união a Cristo, da sua preocupação de santidade pessoal. Vem a propósito recordar a Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao compromisso e à conduta dos católicos na vida política da Congregação para a Doutrina da Fé datada de 24.11.2002, que pretende «iluminar um dos aspectos mais importantes da unidade de vida que caracteriza o cristão, a saber: a coerência entre fé e vida, entre o Evangelho e a cultura, recolhida pelo Concílio Vaticano II». Por outro lado, tenha-se em conta que o sal, usado nos sacrifícios do A. T., também significava a perpetuidade e a inviolabilidade da aliança com Deus (cf. Lv 2, 13; Nm 18, 19).

16 «Glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». O cristão tem de ser «luz» para iluminar, mas com grande rectidão de intenção: na sua acção apostólica não deve buscar o seu prestígio pessoal, mas ter plena consciência de que a luz maravilhosa da doutrina evangélica não é sua  e de que «as suas boas obras» não as faz principalmente pelas suas próprias forças; actua como instrumento nas mãos do artista divino; tem de brilhar, não com luz própria, mas reflectindo a luz de Cristo.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus chama a todos

Os bons e os maus

Dia de Santo António

 

Jesus chama a todos

Jesus veio ao mundo para nos salvar, dando a vida por nós, pregado na Cruz.

Fundou a Igreja. Chamou os Apóstolos e os Discípulos. Ao longo dos séculos continua a vir ao encontro das pessoas, propondo-lhes o Evangelho e pedindo-lhes para serem sal da terra e luz do mundo (Evangelho).

Quem cumprir os Mandamentos, cumpre a Sua vontade e é feliz porque «a Lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma» (Salmo Responsorial).

Jesus viveu tudo o que ensinou. Por isso nós procuramos imitá-l’O, sendo verdadeiros e bons, ajudando quem mais precisa, acompanhando os doentes e idosos, sendo carinhosos com as crianças, respeitando a sua inocência e encaminhando-as para Jesus.

Se em todo o mundo se cumprisse a vontade do Senhor, o ódio, a violência, a guerra, a tristeza dariam lugar ao amor, à tolerância, à paz, à alegria de viver…

 

Os bons e os maus

Muitos, porém, não O seguem. Odeiam-n’O. Não O podendo perseguir directamente, perseguem-n’O nos cristãos.

Logo no início do cristianismo o sangue de inúmeros mártires levou a que os pagãos se convertessem à fé cristã.

Hoje, quando tanto se fala em liberdade religiosa, continuamos a assistir à perseguição violenta de muitos irmãos em vários países. Não reneguem a fé. Nós não os esquecemos. Rezamos por eles ao Senhor.

Mas, felizmente, há pessoas que dão tudo pelos outros, fazem apenas e só o bem, irradiam felicidade e alegria, animam as pessoas na esperança dum futuro melhor.

Desse número incontável de pessoas boas e santas faz parte o nosso glorioso Santo António.

 

Dia de Santo António

Santo António nasceu em Lisboa pelo ano de 1195 e veio a falecer em Pádua a 13 de Junho de 1231. Desde então continua a ser louvado de geração em geração (Primeira Leitura).

Com certeza que, junto do Senhor, intercede por quem em qualquer parte do mundo o invoca. Ele continua hoje a alcançar do Senhor milagres como durante a sua vida terrena.

Há cem anos, 13 de Junho de 1917, deu-se a segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima aos Pastorinhos. Era dia de Santo António. Os que não acreditavam diziam que as três crianças não iriam ao local das aparições porque se realizava em Fátima a grande festa de Santo António. Mesmo assim os Pastorinhos foram à Cova da Iria ao encontro da Mãe do Céu.

Este acontecimento não podia ser esquecido neste dia em que no mundo inteiro os crentes agradecem à Mãe do Céu que quis vir ao encontro dos seus filhos com a mensagem de oração, conversão, salvação e paz.

Que Santo António, com Jacinta, Francisco e Lúcia, nos ajude a manter a devoção a Nossa Senhora para que esteja sempre connosco, abençoe Portugal e salve o mundo!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, Com Santo António

oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Religiosos,

Diáconos, Seminaristas, Catequistas e Leigos

que Jesus chama a servi-l‘O na Sua Igreja,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos homens que promovem a paz,

pelos responsáveis no governo das nações

e pelos cientistas que trabalham pelo progresso,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos que agradecem o dom da saúde,

pelos abandonados ou marginalizados

e por todos os que sofrem,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelos pobres que recebem a ajuda fraterna,

pelas pessoas que vivem na miséria

e pelas vítimas das catástrofes e das guerras,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelas famílias onde os idosos são tratados com amor e carinho,

pelas famílias onde os jovens preparam bem o futuro

e pelas famílias felizes com a alegria das crianças,

oremos, irmãos.

 

6.     Por aqueles que faleceram repentinamente ou  após doença,

pelos nossos familiares, amigos e conhecidos

a quem nos juntaremos na felicidade eterna do Céu,

 oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10(I)

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos estes divinos mistérios, o Espírito Santo derrame em nós a luz da fé que iluminou sempre a vida de Santo António para anunciar ao mundo a vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Pastores da Igreja: p. 1032

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

A vida neste mundo oferece-nos dias maravilhosos que devemos agradecer. Mas, por vezes, também há noites sem estrelas e acontecimentos que nos fazem sofrer…

Em Jesus Eucaristia encontramos paz, alegria, esperança, felicidade, amor…

 

Cântico da Comunhão: Louvai nações do universo, M. Simões, NRMS 63

Jo 5, 16

Antífona da comunhão: Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que está no Céu.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Deus de sabedoria infinita, que nos alimentais com o Corpo de Cristo, pão da vida, ensinai-nos com a sua doutrina e fazei que, ao celebrarmos a festa de Santo António, conheçamos melhor a vossa verdade e a pratiquemos na caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir daqui felizes e contentes por termos vivido a Missa em honra de Santo António. Ele acompanha-nos para, com o seu exemplo e a sua intercessão, tornarmos o mundo melhor.

 

Cântico final: A Santo António elevemos, M. Faria, NRMS 18

 

 

Homilia Ferial

 

4ª Feira, 14-VI: É necessária a ajuda de Deus.

2 Cor, 3, 4-11 / Mt 17-19

Nós temos esta certeza, por Cristo, diante de Deus; por nós próprios não temos o direito de atribuir-nos seja o que for, como se viesse de nós.

Temos uma necessidade absoluta da ajuda de Deus para cumprirmos os nossos deveres (Leit.). Por isso, todas as nossas obras, a santificação e o apostolado, pertencem, em primeiro lugar a Deus. E. depois, a nós, se correspondermos às suas graças.

O nosso modelo de comportamento é Jesus, que não veio revogar a Lei ou os Profetas, mas a cumpri-las plenamente (Ev.). Ele lembra-nos igualmente que, sem Ele, nada podemos fazer. Não esqueçamos que temos dentro de nós um tendência para o mal, estamos debilitados e, por isso, temos que pedir ajuda a Deus para fazermos o bem.

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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