aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

CENTENÁRIO DO FUNDADOR

DE AJUDA À IGREJA QUE SOFRE

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) iniciou com uma Missa no domingo passado dia 17 de Janeiro as comemorações em Portugal do centenário de nascimento do fundador, o sacerdote holandês Werenfried van Straaten, também conhecido como “Padre Toucinho”.

 

No Natal de 1947, o religioso iniciou uma campanha de recolha de bens essenciais em favor dos 14 milhões de alemães desalojados por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tendo ganho a alcunha devido à grande quantidade de toucinho que reuniu, explica o site da AIS, instituição que o Papa Bento XVI elevou em 2012 à condição de Fundação Pontifícia.

A iniciativa marcou a fundação da organização católica destinada a apoiar os cristãos perseguidos na Europa, Ásia, América Latina e África, num total de cerca de 140 países.

O Prefeito da Congregação para o Clero, do Vaticano, cardeal Mauro Piacenza, enviou uma carta aos membros e benfeitores da AIS onde destacou o trabalho do padre Werenfried, que procurou “levar conforto aos que sofrem, secando as suas lágrimas”.

Philippus Johannes Hendricus van Straaten nasceu a 17 de Janeiro de 1913 em Mijdrecht, perto de Amesterdão, na Holanda; morreu a 31 de Janeiro de 2003 em Bad Soden, na Alemanha.

Os 17 secretariados da Fundação, incluindo o português, vão realizar várias iniciativas para assinalar o centenário, enquanto que a nível internacional o acontecimento mais significativo é a peregrinação de todos os membros da AIS a Roma, no início de Outubro próximo.

A Missa em Lisboa foi celebrada na igreja de Santa Joana Princesa, presidida pelo assistente espiritual da Fundação, padre Jacinto Farias.

 

 

AVEIRO

 

EXPOSIÇÃO SOBRE DIOCESE

 

A Diocese de Aveiro inaugurou no passado domingo dia 20 de Janeiro, no museu da cidade, uma exposição sobre a história das 101 paróquias do seu território e o património que possuem.

 

"Diocese de Aveiro – presente e memória" é o título da exposição de arte sacra, promovida no âmbito da Missão Jubilar dos 75 anos da Restauração da Diocese de Aveiro, em curso ao longo deste ano.

A exposição pretende “despertar as comunidades cristãs para o valor do património que possuem e sensibilizar para a correcta conservação e preservação do mesmo”, refere um comunicado do Gabinete de Imagem e Comunicação da Diocese de Aveiro.

Esta mostra tem por objectivo promover “o diálogo com o mundo e a sociedade em que está inserida” e vai ser uma oportunidade de "partilha de um tesouro sem esquecer nunca que a arte transporta em si um ministério profético", afirma o mesmo comunicado.

Durante a exposição, que decorre até 7 de Abril de 2013, a Missão Jubilar promoveu também dois momentos culturais: serões sobre o tema "O transcendente presente na palavra", no dia 1 de Fevereiro, e no dia 2 de Março, sobre "O transcendente presente na pintura".

 

 

SETÚBAL

 

INDULGÊNCIA PLENÁRIA PERPÉTUA

PARA SANTUÁRIO DE CRISTO-REI

 

O Papa concedeu a Indulgência Plenária Perpétua ao Santuário de Cristo-Rei, na Diocese de Setúbal, conhecido pela imagem de Jesus de braços abertos que domina o rio Tejo junto a Lisboa.

 

O reitor do Santuário disse que o documento é “bastante importante” por se tratar do “reconhecimento, por parte da Santa Sé, do esforço que tem sido feito nos últimos anos” para que o local “não seja visto, nem pelas pessoas em geral nem pela Igreja em particular, como um belo miradouro para Lisboa”.

Com esta declaração, o Santuário “torna-se mais fiel ao seu próprio espírito e carisma fundacional, que é ser um centro de oração e reparação [dos males causados pelos pecados]”, frisou o padre Sezinando Alberto, acrescentando que a Indulgência “vai com certeza ajudar os peregrinos a crescerem espiritualmente”.

“Para aqueles que são crentes, a Indulgência Plenária Perpétua permite-lhes saber que podem sentir mais de perto a misericórdia de Deus para a sua alma”, enquanto que, “para quem não é muito praticante mas procura Deus”, a atribuição contribui para que “tome consciência” de que o Santuário “está envolvido num mistério onde se vive e se consegue realmente transmitir a paz interior aos corações que andam atribulados”, afirmou.

Foi o cardeal português Monteiro de Castro, Penitenciário-mor da Igreja, que entregou no passado dia 22 de Janeiro o decreto ao bispo de Setúbal, D. Gilberto Reis, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

“É uma grande graça esta que agora nos é concedida, a de poder ter em permanência um lugar onde a misericórdia de Deus se estende a todos os que, de coração contrito e convertido, se voltam para o Senhor”, lê-se na página da diocese.

De acordo com o direito canónico, para alcançar a indulgência, que pode ser parcial ou plenária conforme liberta parcial ou totalmente da sanção devida pelos pecados, requer-se, além da exclusão de qualquer afecto ao pecado, o cumprimento da obra prescrita pela Igreja, os sacramentos da Reconciliação (Confissão) e da Eucaristia, bem como a oração pelas intenções do Papa.

A entrega do decreto sobre o Santuário de Cristo-Rei foi um dos últimos actos da peregrinação que a diocese setubalense organizou a Roma entre 18 e 21 de Janeiro.

 

 

PORTALEGRE

 

SERENIDADE NOS FUNERAIS

DO ACIDENTE DA SERTÃ

 

O ambiente vivido no passado dia 29 de Janeiro, durante os funerais de algumas das vítimas do acidente de autocarro ocorrido próximo da Sertã no domingo anterior, foi de “consternação mas também de grande serenidade”, relatou o capelão do hospital local.

 

“Independentemente dos sentimentos que passavam pelos seus corações, as pessoas conseguiram manter uma certa estabilidade emocional”, apesar “da dimensão da tragédia”, que causou 11 mortos, e da “pequena dimensão de Portalegre, cidade que está de luto”, afirmou o padre José Lourenço.

O sacerdote de 45 anos, responsável por uma das duas paróquias de Portalegre, esteve no Hospital Dr. José Maria Grande, na cidade, para acompanhar alguns dos feridos e familiares, tendo testemunhado um “misto de sentimentos”.

O pároco sentiu nos feridos a estupefacção de se perguntarem “como foi possível o acidente”, a par da “revolta”, da “preocupação com familiares que também foram internados” e da “consternação pelas pessoas que faleceram”

“Em regra geral estão com alguma serenidade, depois do momento inicial, e aos poucos vão digerindo o choque. Não é que os acontecimentos não lhes custem nem doam profundamente, mas progressivamente vão integrando o que se passou”, assinalou.

Referindo-se ao trabalho esperado nestas ocasiões por parte de um capelão hospitalar, sublinhou que a “primeira atitude” é “estar com o doente e comungar a sua dor, experimentando a compaixão e a empatia”.

“Mas também temos de criar uma certa distância para podermos ser apoio e ajuda. Importa mostrar a nossa presença, às vezes nem tanto por palavras mas sobretudo pela disponibilidade e prontidão, respeitando quer o que as pessoas dizem quer o seu silêncio”.

A acção do capelão hospitalar estende-se a doentes e familiares, bem como aos profissionais de saúde, “que devem ter defesas e manter alguma distância, mas não têm nenhuma carapaça e também se deixam tocar pelos acontecimentos”.

O autocarro sinistrado, de matrícula espanhola, transportava um grupo com mais de 40 pessoas que se dirigia de Portalegre a São Paio de Oleiros, Santa Maria da Feira, para visitar o denominado “maior presépio do mundo em movimento”, tendo-se despistado e caído numa ravina, 200 km a nordeste de Lisboa.

Dez das vítimas mortais moravam no Concelho de Portalegre e uma residia em Assumar, Concelho de Monforte.

 

 

FÁTIMA

 

MEDIDAS ALTERNATIVAS À PRISÃO

 

A Pastoral Penitenciária da Igreja Católica qualifica de “muito boa opção” a aplicação de “medidas alternativas” à pena de prisão, como a “prestação de trabalho a favor da comunidade” e a “vigilância electrónica” no domicílio.

 

A posição consta de um documento com as conclusões do IX Encontro Nacional de Pastoral Penitenciária, que decorreu em Fátima a 25 e 26 de Janeiro com a presença de cerca de 100 responsáveis de 14 das 20 dioceses portuguesas.

A iniciativa contou com a presença de Fernando Negrão, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, José Mouraz Lopes, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Helena Vera-Cruz Pinto, provedora adjunta do Provedor de Justiça, e Francisco Moita Flores, jurista e antigo inspector da Polícia Judiciária, entre outras personalidades.

“Os dados disponíveis” sobre sanções diferentes do encarceramento “apontam para resultados muito positivos, na ordem dos cerca de 99% do respectivo cumprimento, além de não romperem os laços familiares e sociais” e “não estigmatizarem a pessoa”, com a “vantagem do seu custo para o erário público ser mais reduzido”, sublinha o texto.

As conclusões salientam que “quando há uma pessoa detida, há sempre (pelo menos) uma família que fica fragilizada e a sofrer, uma família que fica desestruturada, pelo que a sociedade tem que ter isso em conta e deve procurar respostas inovadoras para minimizar sofrimentos e riscos”.

Os estrangeiros detidos devem merecer “uma atenção muito especial, porque muitas vezes sofrem a dupla pena – a de prisão e a de solidão”, assinala o documento conclusivo do encontro dedicado ao tema “Direitos Humanos e Sistema Prisional”.

O texto frisa que “a constatação de que não era nem é pelas condições de indignidade da reclusão ou do cumprimento de qualquer outra sanção que se evitam as taxas de reincidência, é hoje uma certeza”.

O subdirector da Direcção Geral da Reinserção e Serviços Prisionais, Jorge Azevedo, realçou na sessão de abertura o “papel importante da Igreja Católica na pacificação do ambiente prisional e na apresentação de novos horizontes de vida para o recluso, diminuindo assim o risco de suicídio”.

O documento vinca que “a dignificação dos presos é missão que foi confiada por Deus” a cada pessoa, pelo que “é urgente sensibilizar os cristãos e a sociedade em geral de modo a promover e garantir os direitos humanos dos reclusos”.

Os participantes retomaram a convicção de que a Pastoral Penitenciária tem caminho a fazer para que “possa ser uma presença organizada em Departamento em todas as Dioceses e Paróquias”.

 

 

AÇORES

 

FESTIVAL CANTAR ÀS ESTRELAS

 

A freguesia e paróquia de Candelária, na ilha açoriana do Pico, recebeu no passado dia 1 de Fevereiro o segundo Festival Cantar às Estrelas, ligado à festa da celebração da padroeira, Nossa Senhora das Candeias, que se celebra no dia 2 deste mês.

 

A iniciativa, que começou em 2008 e que em 2012 se converteu em festival, conta com um recorde de 10 grupos” e, pela primeira vez, com a participação das escolas da Candelária e de São Roque do Pico, num projecto desenvolvido pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

As festas de Nossa Senhora das Candeias “são o apogeu da religiosidade” na região.

A tradição “reúne muitos fiéis ao longo de toda a novena e principalmente atrai muitas gentes de dentro e de fora do Concelho, no dia da véspera da festa, para se ouvir o Cantar às Estrelas, junto da imagem de Nossa Senhora”, explica o texto do pároco de Candelária, padre André de Resendes.

O Cantar às Estrelas, que começou no contexto da comemoração do centenário da chegada da imagem da Padroeira à paróquia, evidencia os instrumentos de corda, aproveitando o facto de a segunda maior ilha do arquipélago ser dotada de “grandes músicos” e “talentos musicais”.

A Ilha do Pico deve o nome à montanha com o mesmo nome que, com 2351 metros, é a mais alta de Portugal.

 

 

LEIRIA

 

CATEQUESE SOBRE O CREDO

 

O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, publicou no dia 6 de Fevereiro passado a catequese O Credo dos Apóstolos: a beleza da profissão de fé cristã, que a diocese disponibilizou na sua página.

 

Os conteúdos do documento podem ser adaptados a várias situações, como a profissão solene da fé, a festa do padroeiro, acções formativas, encontros, retiros ou reuniões familiares.

O prelado recomenda que as celebrações baseadas na sua catequese sejam realizadas “na dimensão paroquial mais ampla, para acentuar a experiência da comunhão eclesial sobre a base da mesma fé”.

D. António Marto começa o texto por apresentar a origem do Credo e lembra que uma das propostas para o Ano da Fé, que a Igreja Católica assinala até 24 de Novembro, é a “celebração comunitária da profissão de fé do povo de Deus”.

O documento sublinha que o Credo deve ser compreendido “na riqueza e beleza do seu conteúdo de fé”, já que não se trata de “um mero catálogo de verdades abstractas, nem muito menos um código ético”, mas sim “a galeria das maravilhas da salvação de Deus em favor da humanidade”.

Os quatro capítulos seguintes incidem sobre as principais formulações da profissão de fé, que abrangem Deus enquanto Pai, Jesus Cristo, Espírito Santo e Santíssima Trindade.

Na última secção, D. António Marto observa que, num mundo “marcado pela cultura da indiferença religiosa ou da descrença”, é maior o desafio aos cristãos para viverem a fé “em confronto com opções totalmente contrárias e por vezes em ambiente de adversidade”, pelo que é necessário pedir a Deus que fortaleça a confiança dos fiéis.

Na liturgia católica estão disponíveis duas fórmulas do Credo, também chamadas “Símbolos.

O Símbolo mais breve é chamado “dos Apóstolos”, enquanto que o outro se designa niceno-constantinopolitano», fruto da conjunção das profissões de fé de dois concílios do século IV, o de Niceia (325) e o de Constantinopla (381).

 

 

FÁTIMA

 

MENOS PEREGRINOS EM 2012

 

O Santuário de Fátima teve menos peregrinos nas celebrações em 2012, um dado que o reitor do Santuário atribui sobretudo à diminuição de grupos estrangeiros.

 

No encontro realizado em Fátima no passado dia 6 de Fevereiro com os hoteleiros desta localidade mariana, foram apresentados os dados estatísticos referentes a iniciativas promovidas pelo Santuário.

Segundo o gráfico apresentado, os participantes nas celebrações em 2008 foram 3.636.453 e, em 2012, situaram-se nos 3.328.833.

Em relação aos países com maior número de grupos de peregrinos, a Espanha foi aquele que trouxe um número maior (537), logo seguida da Itália (492); mas este país desceu significativamente, visto que a média dos últimos quatro anos situava-se nos 616 grupos.

“O grupo de italianos teve uma quebra substancial”, mas “outros grupos linguísticos subiram a sua presença no santuário”, disse o reitor, padre Carlos Cabecinhas.

A Polónia (279), o Brasil (226), os Estados Unidos (194), a Coreia do Sul (100) e as Filipinas (90) foram alguns dos países que subiram, razoavelmente, o número de grupos em 2012.

Ao falar das razões para a quebra do número de peregrinos, em 2012, no Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas diz que “os motivos são diversos e complexos” e acrescenta: “o fenómeno também se tem verificado no Santuário de Lourdes”.

“O momento económico que se vive em Itália não é alheio a esta diminuição no número de peregrinos”, disse aos jornalistas.

Os números apresentados revelam também que, nos últimos cinco anos, diminuíram as pessoas que vão ao sacramento da Reconciliação (Confissão): em 2008 recorreram a este sacramento cerca de 200.000 pessoas e, em 2012, menos 50 mil pessoas.

As casas dos pastorinhos de Fátima também registam menos visitantes: em 2011, a casa de Lúcia recebeu cerca de 430 mil pessoas e um ano depois o número situou-se nos 380 mil.

O padre Carlos Cabecinhas lembra que o fenómeno da peregrinação tem sofrido variações: “Vêm a Fátima, têm o seu programa, fazem o seu programa, sem que tenha de constar necessariamente desse programa a participação numa celebração”.

O fenómeno da peregrinação está em “permanente mutação: há alguns anos, os dias de grande afluência eram 12 e 13, mas hoje os dias de grande afluência são, fundamentalmente, os domingos”, adiantou o reitor do Santuário.

 

 

VIANA DO CASTELO

 

PARALELISMO ENTRE

S. TEOTÓNIO E BENTO XVI

 

O vigário geral da Diocese de Viana do Castelo recordou no passado domingo 17 de Fevereiro, em Monção, que o primeiro santo português renunciou às funções quando era já idoso para se entregar a uma vida orante, à semelhança do Papa Bento XVI.

 

“No fim da vida, São Teotónio deixou o priorado para se dedicar totalmente à oração, e o mesmo fez Bento XVI”, recordou Mons. Sebastião Ferreira.

O paralelismo foi avançado no encerramento das XXIV Jornadas Teotonianas, que de 15 a 17 de Fevereiro debateram em Monção o tema Actualidade do Concílio Vaticano II, 50 anos depois.

A iniciativa evoca São Teotónio, nascido cerca de 1082 no concelho vizinho de Valença do Minho. Formado em filosofia e teologia em Coimbra e Viseu, foi prior da Sé de Viseu em 1112. Foi em peregrinação a Jerusalém e ao regressar quiseram-lhe oferecer o bispado de Viseu, o que recusou.

Foi de novo em peregrinação a Jerusalém, onde quis ficar; regressou, porém, a Portugal (1132), desta vez a Coimbra, onde foi um dos co-fundadores do Mosteiro de Santa Cruz dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, do qual se tornou prior. Em 1152 renunciou ao priorado. O Papa quis fazê-lo bispo de Coimbra, o que mais uma vez recusou. Faleceu nesta cidade em 18 de Fevereiro de 1162.

No contexto da independência em relação ao reino de León (1139), foi aliado do infante D. Afonso D. Henriques, que havia de ser o primeiro rei de Portugal, e mais tarde seu conselheiro.

No primeiro dia das Jornadas, o bispo do Porto e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, falou sobre a “beleza” do Concílio realizado de 1962 a 1965, tendo-se centrado nas homilias das missas de abertura e encerramento, proferidas respectivamente pelos Papas João XXIII e Paulo VI.

A teóloga Isabel Varanda abordou, no segundo dia, o tema “Do mistério da fé à Igreja como mistério”, tendo dado um testemunho, de modo muito simples e humilde, de como ela vive a fé.

O director do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa e da sua Faculdade de Teologia, João Duque, encerrou as Jornadas no domingo com uma reflexão sobre a família e a educação, a partir da constituição conciliar Gaudium et spes, documento conciliar centrado na relação da Igreja Católica com a sociedade.

A Igreja Católica assinala no dia 18 de Fevereiro a memória litúrgica de São Teotónio, padroeiro principal da Diocese de Viseu e padroeiro secundário da Diocese de Viana do Castelo e da cidade de Coimbra.

 

 

FÁTIMA

 

FESTA DOS BEATOS

FRANCISCO E JACINTA

 

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, afirmou no passado dia 20 de Fevereiro que a beatificação de Francisco e Jacinta Marto não se deveu aos seus encontros com a Virgem Maria, mas porque mudaram de vida a partir de então.

 

“Não foram beatificados por terem visto Nossa Senhora: a Igreja proclamou-os beatos porque, depois das aparições, transformaram as suas vidas, orientando-a totalmente para Deus”, sublinhou o padre Carlos Cabecinhas em Fátima, refere uma nota de imprensa do Santuário.

Os beatos, que testemunharam as aparições marianas ocorridas entre Maio e Outubro de 1917 na Cova da Iria, “não fizeram actos extraordinários”, mas “viveram radicalmente centrados em Deus na sua condição de crianças”, explicou na homilia da Missa celebrada no dia em que a Igreja Católica assinala a memória das duas crianças.

O sacerdote salientou que o exemplo de Francisco e Jacinta deve “desafiar vivamente” os cristãos a viverem a Quaresma “como tempo de mais intensa oração, escuta mais frequente da Palavra de Deus, penitência e amor ao próximo”.

Os túmulos de Jacinta e Francisco, que morreram com 9 e 10 anos, respectivamente,  e foram beatificados pelo Papa João Paulo II no ano 2000, bem como da terceira vidente, Lúcia de Jesus, a única a sobreviver à infância, encontram-se na basílica mais antiga do Santuário.

 

 

LISBOA

 

OPINIÃO DO

EDITOR DE BENTO XVI

 

O responsável pela edição de grande parte da obra literária de Bento XVI em Portugal pensa que Joseph Ratzinger traçou uma marca indelével no pensamento teológico contemporâneo, que continuará a reforçar mesmo depois do final do seu pontificado.

 

“Seguramente que o Papa vai voltar a escrever, até por aquilo que são os seus momentos de tranquilidade, tocar piano, estudar e escrever sobre teologia. Ao mesmo tempo que vai rezar mais, vai ter mais coisas para escrever”, sustenta Henrique Mota, em entrevista concedida à ECCLESIA.

A seguir à oficialização da renúncia, com efeito em 28 de Fevereiro às 20.00, Bento XVI está na residência papal de Castel Gandolfo, situada cerca de 30 quilómetros a sul de Roma.

Joseph Ratzinger irá depois viver no mosteiro Mater Ecclesiae, próximo da Basílica de São Pedro, que fora fundado em 1994 pelo beato João Paulo II para comunidades religiosas de clausura se dedicarem à oração pelo ministério do Papa e dos seus mais directos colaboradores.

O director da Principia Editora não tem dúvidas de que o recolhimento de Joseph Ratzinger favorecerá a sua disponibilidade para a reflexão e escrita; no entanto, “não tem a certeza que esses textos venham a ser publicados nem na sua vida nem na do seu sucessor”.

Henrique Mota pensa que as potenciais obras vão ficar “guardadas, lacradas, para publicação num outro momento, quando não houver qualquer risco de interferência no pontificado” do próximo Papa.

Profundo conhecedor do trabalho literário de Bento XVI, o editor acompanhou a tradução e publicação de 23 livros de Joseph Ratzinger em Portugal, destacando a trilogia dedicada a Jesus de Nazaré como “uma nova proposta de leitura, de estudo, de análise e oração” à volta da pessoa de Jesus Cristo.

“Foi o primeiro Papa que escreveu um livro para colocar à discussão dos teólogos, ele que vinha rotulado como alguém intransigente, como uma pessoa que não dava margem de liberdade à reflexão teológica, pelo contrário, escreveu um livro em três volumes e pediu que fosse debatido e discutido entre os teólogos”, realça.

 

 

PASTORAL DO TURISMO

 

CRESCIMENTO DO

TURISMO RELIGIOSO

 

O turismo religioso em Portugal está actualmente a beneficiar de um “crescimento que supera a média calculada para o sector”, em termos globais.

 

Num artigo de opinião publicado no novo Semanário ECCLESIA, Varico Pereira, membro da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, realça que “o património religioso” no país “constitui o sector mais extenso do universo patrimonial português” e poderá abranger “cerca de 75% de todo o património conhecido”.

Segundo aquele responsável, que integra os quadros da TUREL  – Cooperativa de Turismo Cultural e Religioso, o turismo religioso é hoje “um fenómeno da sociedade em que a amplitude ultrapassa de uma forma clara a ligação que os crentes têm à sua própria religião”.

Varico Pereira dá como exemplo os “mosteiros da Batalha, de Alcobaça, dos Jerónimos e o Convento de Cristo em Tomar”, que passaram a ser considerados como “património da humanidade”, e refere que mais monumentos estarão na forja para receber essa distinção, como “o Santuário do Bom Jesus, em Braga”.

Esta área de actividade “apresenta hoje um reconhecido dinamismo, absorvendo quotas de mercado muito significativas”, a adesão das pessoas está a crescer, facto comprovado também pelo aumento do “número de operadores” de turismo religioso “em Portugal e no mundo”, realça aquele responsável.

O vogal da Obra Nacional da Pastoral do Turismo adianta informações sobre os “dois pólos” mais importantes do turismo religioso a nível nacional, o Norte de Portugal, “pela quantidade de monumentos e pela fé das suas gentes”, e o Santuário de Fátima.

“A Igreja da Santíssima Trindade, inaugurada em Outubro de 2007, a comemoração dos 90 anos das Aparições e a visita de Bento XVI em 2010, levaram ao aumento de peregrinos no Santuário, atingindo-se a cifra de 5,5 milhões”, destaca Varico Pereira, que ao longo da sua reflexão aborda também o Caminho Português de Santiago.

 

 

BEJA

 

BISPO PEDE COADJUTOR AO PAPA

 

D. António Vitalino pediu ao Papa um bispo coadjutor para o ajudar nas tarefas pastorais e suceder-lhe como responsável pela Igreja na diocese de Beja, informa o jornal diocesano, em Fevereiro passado.

 

Segundo o “Notícias de Beja”, a vontade do bispo de Beja foi comunicada na Sé local no fim da Missa que celebrou no primeiro domingo da Quaresma (dia 17 de Fevereiro).

Para D. António Vitalino, o bispo coadjutor é necessário para o “ajudar nas tarefas pastorais, mormente no acompanhamento do Sínodo Diocesano”, e para lhe suceder “aos completar 75 anos”, informa o semanário diocesano.

“D. António Vitalino deseja louvavelmente que, ao deixar a diocese, o seu sucessor seja conhecedor dos problemas pastorais do Alentejo e das pessoas que vão ser confiadas ao seu múnus episcopal”, refere o director do jornal, Alberto Batista.

Segundo o semanário, a nomeação do bispo coadjutor é esperada ainda este ano.

Natural de Vila Verde (Braga), D. António Vitalino completa 72 anos em Novembro próximo; ordenado bispo em 1996, foi auxiliar de Lisboa até 1999, ano em que foi nomeado para Bispo de Beja.

 

 

FÁTIMA

 

IRMÃ LÚCIA – UMA ORAÇÃO,

TEATRO EM MONÓLOGO

 

A peça de teatro Irmã Lúcia – uma oração foi apresentada no domingo 3 de Março em Fátima, no Centro Pastoral de Paulo VI, num espectáculo com entrada livre.  

 

Irmã Lúcia é a terceira peça de uma trilogia baseada em três mulheres portuguesas que se destacaram no panorama português: Maria Helena Vieira da Silva na pintura, Amália Rodrigues no canto e agora Irmã Lúcia na religião”, explica a actriz Maria José Paschoal.

O monólogo, produzido pelo grupo Cassefaz, estreou a 13 de Fevereiro, 8.º aniversário da morte da irmã Lúcia, no Convento dos Cardaes, em Lisboa, homenageando uma das testemunhas das aparições da Virgem Maria ocorridas em Fátima no ano de 1917.

A actriz Maria José Paschoal, que assume o papel da religiosa, explicou que a dramatização, que resulta da adaptação do primeiro volume das Memórias da Irmã Lúcia, “pretende ser uma homenagem à figura ímpar da religião católica espalhada pelo mundo”, acrescentou.

“A Irmã Lúcia foi sempre para mim uma figura muito querida. De maneira geral as pessoas ficam mais ligadas à Jacinta e ao Francisco porque morreram muito cedo, e não tanto à Irmã Lúcia que morreu com muita idade”, disse.

A protagonista considera que a irmã Lúcia e os beatos Jacinta e Francisco “são a certeza da aproximação do Divino a Portugal”.

De acordo com o testemunho reconhecido pela Igreja Católica das três crianças conhecidas como pastorinhos de Fátima (Lúcia, Francisco e Jacinta), ocorreram seis aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e imediações, entre Maio e Outubro de 1917.

Após a apresentação em Fátima a peça volta a ser exibida no Convento dos Cardaes, a partir de 13 de Março, nas quintas e sextas-feiras e aos sábados e domingos.

 


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