aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

MOÇAMBIQUE

 

MISSIONÁRIAS DA BOA NOVA

COMEÇAM TRABALHO EM MAPUTO

 

As Missionárias da Boa Nova estão a assinalar 50 anos de existência e preparam-se para abrir um campo de missão em Maputo, capital de Moçambique.

 

“Cinquenta anos de caminhada com os pobres são o nosso tema para este ano jubilar, com o lema: Consolai, consolai o meu povo”, excerto retirado do livro bíblico do profeta Isaías.

O jubileu teve início a 13 de Outubro passado com uma missa celebrada na capela do Seminário de Cucujães, concelho de Oliveira de Azeméis, presidida pelo Superior geral da Sociedade dos Missionários da Boa Nova.

Palmira Pires, portuguesa de 58 anos, e Márcia Silva, brasileira de 28, partiram para Maputo, marcando o regresso das leigas consagradas a Moçambique depois de em Agosto terem deixado a Missão de Ocua, na província de Cabo Delgado, território de savana do norte do país.

As Missionárias da Boa Nova, actualmente com 10 membros, têm comunidades em Portugal e no estado brasileiro do Maranhão, onde prestam apoio à organização da comunidade e a movimentos sociais.

A par da catequese, liturgia e assistência aos doentes, o trabalho no Brasil compreende um projecto educacional de crianças e adolescentes que visa afastá-los da “vida da rua”.

A génese das Missionárias, de origem portuguesa, remonta a 1963, quando algumas das auxiliares das missões do anúncio e testemunho da mensagem cristã realizaram a primeira experiência de vida comunitária.

Em 1968 o grupo adoptou a denominação de Missionárias da Boa Nova, assumindo a finalidade de estar ao serviço da evangelização, em parceria e segundo o mesmo espírito da Sociedade dos Missionários da Boa Nova.

 

 

EUROPA

 

ENCONTRO ECUMÉNICO

SOBRE RELIGIÃO

 

O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), cardeal Péter Erdö, considera que o cristianismo se depara actualmente com dois desafios no Velho Continente: o “secularismo” e a “instrumentalização” política.

 

No discurso de abertura do encontro do comité conjunto do CCEE e da Conferência das Igrejas cristãs europeias (CEC), que decorreu em Varsóvia (Polónia) nos princípios de Fevereiro, o cardeal húngaro alertou para uma corrente que está a ganhar peso, “que tolera mas não considera a religião, e o cristianismo em particular, como elemento fundamental”.

“Por outro lado, alguns políticos buscam apoio na tradição cristã, mas ao mesmo tempo, procuram adaptá-la de modo a servir determinado objectivo”, salienta o arcebispo de Budapeste e primado da Hungria.

“O cristianismo é uma religião da Revelação, não é apenas racional ou filosófica; o papel da Igreja, assistida pelo Espírito Santo, é ser via para o reconhecimento do conteúdo da fé e não do puro raciocínio humano, que muda consoante a oportunidade”, aponta o cardeal Péter Erdö.

A reunião do comité CEE-CEC teve como objectivo reflectir sobre “a fé e a religiosidade numa Europa em mudança”.

No campo das oportunidades, o presidente do CCEE entende que “numa Europa à procura da sua identidade”, os cristãos “são responsáveis por manter vivo o anúncio do Deus vivo”, da “Boa Nova de Cristo”, portadora de “esperança”, e devem ser exemplo de “comunhão e compromisso” no meio da sociedade.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa, criado em 1971, é composto pelas 33 conferências episcopais da Europa, representadas pelos seus presidentes, além dos arcebispos do Luxemburgo, Principado do Mónaco, Chipre dos Maronitas e o bispo de Chisinau, na Moldávia.

A Conferência das Igrejas Europeias, estabelecida em 1959, reúne 115 representantes de Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Vetero-Católicas de todos os países da Europa, para além de mais 40 organismos associados.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial