Solenidade do Pentecostes

Missa da Vigília

18 de Maio de 2013

 

Esta Missa diz-se na tarde do sábado, antes ou depois das Vésperas I do Pentecostes.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Abri os Corações ao Sopro do Senhor, J. Santos, NRMS 35

Rom 5, 5; 8, 11

Antífona de entrada: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a festa do Espírito Santo, Espírito de unidade e vínculo de caridade, Aquele que faz com que a comunidade dos filhos de Deus, que ousaram fechar as portas e sair de suas casas, se encontre e se sinta agora e verdadeiramente de portas abertas para constituir o Templo Santo (l Cor 3, 16 17) e celebrar em festa a Eucaristia, como quem proclama aos quatro ventos (Ez 37, 1-14) cantando e louvando, com sóbria embriaguez, as maravilhas das obras do Senhor (At 2, 11).

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na festa de Pentecostes completais os cinquenta dias do mistério pascal, fazei que, pela acção do vosso Espírito, os povos dispersos se reúnam de novo e todas as línguas proclamem numa só fé a glória do vosso nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Ou

 

Brilhe sobre nós, Deus omnipotente, o esplendor da vossa glória, e a luz da vossa luz confirme, com os dons do Espírito Santo, o coração daqueles que por vossa graça renasceram. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura recorda-nos que a unidade só se constrói, quando os homens acolhem o Espírito de Jesus, que nos faz falar a linguagem universal da comunhão e do amor.

 

Ezequiel 37, 1-14

Naqueles dias, 1a mão do Senhor pairou sobre mim e o Senhor levou-me pelo seu espírito e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos. 2Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos: os ossos eram em grande número, na superfície do vale, e estavam completamente ressequidos. 3Disse-me o Senhor: «Filho do homem, poderão reviver estes ossos?» Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis». 4Disse-me então: «Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. 5Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e revivereis. Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne e revestir-vos de pele. 6Infundirei em vós o espírito e revivereis. Então sabereis que Eu sou o Senhor».7Eu profetizei, segundo a ordem recebida. Quando eu estava a profetizar, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos que se aproximavam uns dos outros. 8Vi que se tinham coberto de nervos, que a carne crescera e a pele os revestia; mas não havia espírito neles. 9Disse-me o Senhor: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e sopra sobre estes mortos, para que tornem a viver». 10Eu profetizei, como o Senhor me ordenara, e o espírito entrou naqueles mortos; eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era um exército muito numeroso. 11Então o Senhor disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles afirmaram: ‘Os nossos ossos estão ressequidos, desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’. 12Por isso, profetiza e diz-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. 13Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, meu povo. 14Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».

 

A leitura é tirada da última parte da obra de Ezequiel, que, a partir do cap. 33, reúne oráculos de esperança e de renovação do povo (36, 16 – 39, 29) e de restauração templo e do culto (40 – 48).

12 «Vos farei ressuscitar». Não se trata aqui da ressurreição final, mas do ressurgimento moral do povo de Deus, que, esmagado pelas duras provas do cativeiro, se ergue de novo e é reconduzido à terra de Israel, segundo a célebre visão dos ossos relatada nos primeiros versículos deste mesmo capítulo.

14 «Infundirei em vós o meu espírito» (cf. Ez 36, 27). Vê-se aqui um anúncio profético da acção do Espírito Santo nas almas com a obra salvadora de Cristo: «dar-vos-ei um coração novo e porei em vós um espírito novo; arrancarei o coração de pedra das vossas carnes e dar-vos-ei um coração de carne» (Ez 36, 26). S. Paulo, como faz na 2.ª leitura de hoje, há-de insistir nesta ideia da acção do Espírito Santo nas almas dos cristãos (Rom 8).

 

Salmo Responsorial    Sl 103 (104), 1-2a.24.35c.27-28.29bc-30 (R. 30 ou Aleluia)

 

Monição: Com o salmista invoquemos a ação do Espírito de Deus para que renove o nosso mundo.

 

Refrão:        Enviai, Senhor, o vosso Espírito

                     e renovai a face da terra.

 

Ou:               Mandai, Senhor, o vosso Espírito

                     e renovai a terra.

 

Ou:               Aleluia.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Revestido de esplendor e majestade,

envolvido em luz como num manto.

 

Como são grandes, Senhor, as vossas obras!

Tudo fizestes com sabedoria:

a terra está cheia das vossas criaturas!

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

 

Todos de Vós esperam

que lhes deis de comer a seu tempo.

Dais-lhes o alimento e eles o recolhem,

abris a mão e enchem-se de bens.

 

Se lhes tirais o alento, morrem

e voltam ao pó donde vieram.

Se mandais o vosso espírito, retomam a vida

e renovais a face da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Possuindo o Espírito Santo, possuímos já a esperança de uma vida plena, pois Aquele que ressuscitou Jesus dará também vida à nossa vida.

 

Romanos 8, 22-27

Irmãos: 22Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. 23E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo. 24É em esperança que estamos salvos, pois ver o que se espera não é esperança: quem espera o que já vê? 25Mas esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança. 26Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele intercede pelos santos, em conformidade com Deus.

 

Neste texto deixa-se ver como «Paulo entende que a libertação do cosmos é consequência da libertação do homem. Embora não vejamos ainda com clareza os seus efeitos, aguardamos que se cumpram, assistidos pelo Espírito que vem em ajuda da nossa fraqueza» (Bíblia de Navarra, t. 5, p. 927).

22 «Toda a criatura geme». S. Paulo usa uma belíssima prosopopeia, propondo-nos a criação irracional a suspirar também pela restauração da ordem do mundo transtornado pelo pecado. Na medida em que os filhos de Deus santificam o mundo, todas as actividades terrenas, também estas participam da glória dos filhos de Deus. De qualquer modo, o texto é de difícil interpretação, sobre a qual não há acordo entre os estudiosos.

23 «Possuímos as primícias do Espírito», isto é, já possuímos o Espírito Santo, «mas sem que tenhamos ainda tudo o que esta posse desde já nos garante» (Pirot-Clamer). Embora já sejamos filhos adoptivos de Deus (vv. 14-15), vivemos «esperando a adopção filial» em plenitude, o que acontecerá só quando se vier a verificar «a libertação do nosso corpo», isto é, de tudo o que em nós é carnal, sujeito à corrupção e à morte (cf. 2 Cor 5, 1-5).

26 «Gemidos inefáveis». As íntimas moções da graça, as inspirações do Espírito Santo na alma, não se podem definir, nem sequer descrever.

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Em virtude da presença do Espírito Santo, princípio de vida e fonte de esperança, a Igreja transbordará sempre de vida e irradiará sempre juventude, de modo que os homens de todos tempos nela poderão matar a sua sede de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: S. Marques, NRMS 73-74

 

Vinde, Espírito Santo,

enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

 

 

Evangelho

 

São João 7, 37-39

37No último dia, o mais solene da festa, Jesus estava de pé e exclamou: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba: 38do coração daquele que acredita em Mim correrão rios de água viva». 39Referia-se ao Espírito que haviam de receber os que acreditassem n’Ele. O Espírito ainda não viera, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

 

Em cada um dos oito dias da festa dos Tabernáculos, em solene procissão, o sumo sacerdote trazia, numa jarra de oiro, água da fonte de Siloé, para aspergir o altar do Templo, a fim de recordar a prodigiosa água do Êxodo e pedir chuva abundante (cf. Ex 17, 1-7). Pertenciam ao rito o canto de Is 12, 3 e a leitura de Ez 47. Não podia haver melhor enquadramento para as palavras de Jesus à multidão, que então se aglomerava: «se alguém tem sede, venha a Mim!». As palavras de Jesus parecem aludir a Ez 36, 25ss, onde se anuncia para os tempos messiânicos que o povo será purificado com uma água pura, recebendo um Espírito novo, que lhe transformará o coração de pedra em coração de carne. Essa água é o Espírito Santo, que brotando simbolicamente do peito do Senhor aberto pela lança (cf. Jo 19, 34), se derrama no Pentecostes (Act 2, 1-36) e se recebe nos Sacramentos da iniciação cristã. Nas palavras de Jesus também se pode ver uma evocação do convite da sabedoria divina em Sir, 24, 19 e Prov 9, 4-5.

Notar que gramaticalmente são possíveis duas pontuações diferentes dos vv. 37-38: a da Nova Vulgata (a que corresponde a tradução litúrgica), a saber, «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura…», e a que corresponde à da Vulgata, «Se alguém tem sede, venha ter comigo e beba. Aquele que crê em Mim, como diz a Escritura, correrão das suas entranhas rios de água viva». Segundo a primeira interpretação, trata-se do seio do Messias: do peito de Cristo, atravessado pela lança, vem-nos o Espírito Santo, como fruto maravilhoso da árvore da Cruz. Na segunda interpretação, trata-se do seio do crente, a alma do homem santificado por Cristo.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Veni Creator Espiritus

2. Caos ou Cosmos?

3. «O Espírito vem em ajuda da nossa fraqueza»

 

1. Veni Creator Espiritus

 

O hino «Vem Espírito Santo», chamado também a sequência áurea, é rezado no dia de Pentecostes. É interessante ver como Manzoni imagina a sequência áurea: uma belíssima catedral ou basílica. Sugere que a pessoa atravesse o átrio, sentindo a necessidade do silêncio e do recolhimento. Parai diante de um quadro para admirá-lo, iniciando a vossa oração de maravilha.

O grande átrio é o capítulo oitavo da carta aos Romanos. É uma das páginas mais bonitas sobre o Espírito, sobre o amor oblativo de Deus, que transforma o homem e o universo inteiro.

Nessa carta, há uma grande dialética entre a carne e o Espírito. O Espírito libertou-nos do pecado e da morte. Os que vivem segundo a carne, desejam as coisas da carne. Os que vivem segundo o Espírito desejam as coisas do Espírito. O desejo da carne é inimizade para com Deus. É morte e não pode agradar a Deus.

Os que vivem segundo o Espírito desejam as coisas do Espírito. O desejo do Espírito é vida e paz. «O Espírito de Deus habita em vós. Vós viveis ao serviço do Espírito». O texto toca ainda a esperança, a filiação com Deus e a certeza de que Deus nos ama.

Um dos comentários mais belos ao referido capítulo de S. Paulo, é o hino da Igreja: Veni Creator Spiritus. É o hino ao Espírito criador, do homem espiritual, que nasceu do Espírito e foi permeado pelo Espírito. O Espírito criador é-nos apresentado, desde os primeiros versículos da Bíblia, quando se refere ao caos primitivo: e o Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gen 1, 2), para que a criação se tomasse cosmos e neste cosmos nascesse a vida e a vida do homem.

 

2. Caos ou Cosmos?

 

Quando observo superficialmente, parece-me ver só o caos, mas, se observo mais a fundo e olho cada pessoa em particular, ou grupos de pessoas, vejo tantas coisas bem feitas, individual e coletivamente. Vejo o cosmos, ou seja, o mundo ordenado e belo. O Espírito transforma o caos em cosmos. Com as nossas leituras superficiais vemos o caos e com as profundas vemos o cosmos.

Encontramos ainda a grande visão de Ez 37,9-10: «Profetiza, filho do homem. Assim fala o Senhor Deus: Espírito, vem dos quatro ventos, sopra sobre estes mortos para que recuperem a vida... Imediatamente o Espírito penetrou neles. Retomando a vida, endireitaram-se sobre os seus pés. Era um exército muito numeroso». É uma grande cena apocalíptica.

Esta pode ser a nossa situação: ser ossos ressequidos, áridos. Invocando o Espirito, temos a certeza de sermos vivificados. No espetáculo dos ossos ressequidos, vemos só a dramática situação do mundo ou também a nossa situação pessoal? Também nós somos ossos ressequidos, mas temos a esperança de sermos vivificados pelo Espírito. Valorizo a minha participação na natureza de Deus? Irradio os maravilhosos frutos do Espírito?

 

3. «O Espírito vem em ajuda da nossa fraqueza»

 

Jesus diz a Nicodemos: «Em verdade, em verdade vos digo: quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu do Espírito é Espírito» (Jo 3, 3.5-6).

Tanto na oração, como para tomar vida o Evangelho, temos necessidade que o Espírito preceda as nossas ações e nos acompanhe.

É esse também o pensamento de São Paulo: «O Espírito vem em ajuda da nossa fraqueza, pois não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis. Aquele que perscruta os corações bem sabe qual é o empenho do Espírito, pois é em conformidade com Deus que Ele intercede pelos Santos» (Rom 8, 26-27).

Quando oramos, o Espírito já ora em nós. Muitas vezes somos negligentes e não invocamos o Espírito Santo. Somos preguiçosos, desleixados, instintivos. É que para ser humanos, há que ultrapassar o facilitismo, o hedonismo; há que fazer esforço, pôr a vontade a funcionar.

O Espírito precede as nossas ações enquanto as inspira. Torna possível a sua realização e ajuda a completá-las. Deixemo-l’O então atuar sobre as nossas ações e desejos e, assim, brotarão rios de água viva do coração daqueles que acreditarem e seguirem a Cristo Jesus.

 

 

Credo

 

P- Credes no Espírito Santo, que no princípio da Criação, pairava sobre as águas e é verdadeiramente “o Senhor que dá a Vida” a todas as coisas?

R. Sim, creio!

 

P- Credes no Espírito Santo, que falou pelos Profetas, inspirou os autores sagrados a escrever a Bíblia e no-la inspira a ler e a praticar?

R. Sim, creio!

 

P- Credes no Espírito Santo que fecundou o seio da Virgem Maria e ungiu Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem?

R. Sim, creio!

 

P- Credes no Espírito Santo, que o Pai enviou por meio de seu Filho morto e ressuscitado, para animar o coração dos homens e santificar o mundo?

R. Sim, creio!

 

P- Credes no Espírito Santo, dado e comunicado por Jesus Ressuscitado à Igreja, para a fortalecer na sua missão? R. Sim, creio!

 

P- Credes no Espírito Santo, guarda e animador da nossa esperança, nos novos céus e na nova Terra, onde habitarão a justiça e a Paz para sempre?

R. Sim, creio!

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs

Celebrando a festa do Pentecostes,

invoquemos juntos a ação do Espírito Santo,

sobre a Igreja e sobre o mundo,

dizendo com fé:

 

Vinde, Espírito de amor e de paz

 

1. Vem, Espírito Santo! Convence-nos do pecado e livra-nos da ilusão e da tentação de sermos salvos, pelas próprias mãos! Sê-nos favorável na clemência, recria no coração a inocência, que nos abre à esperança em que fomos salvos! 

 

2. Vem, Espírito Santo! Vem em auxílio da nossa fraqueza e livra-nos da desilusão, do desencanto e do desespero! Abranda durezas para os caminhantes, anima os tristes, guia os errantes, na companhia dos santos, quais «estrelas» no caminho da nossa esperança»!

 

3. Vem, Espírito Santo! Conquista, incessantemente, a nossa liberdade frágil para o bem, para a beleza e para a verdade! Benfeitor supremo em todo o momento, sê o alento, sê o guarda e animador da nossa esperança!

 

4. Vem, Espírito Santo! Pelo teu poder criador, faz-nos colaboradores audazes da revolução do amor! Acende, na terra, a luz fulgente daquela esperança, que atrai o Céu à terra e a Terra ao céu!

 

5. Vem, Espírito Santo! Faz-nos perseverar na esperança da vida eterna! Concede a quem que em Ti confia, transbordar de esperança nesta vida, sentir o teu amparo consolador na morte, e no Céu encontrar a plena alegria de sermos pessoas novas e capazes de assumir com convicção o caminho do Mestre. Oremos ao Senhor.

 

Ó Deus, que, pelo Vosso Espírito, nos dais a ousadia de nos aproximarmos de vós e de Vos invocarmos, concedei-nos por meio do Vosso Filho a plenitude do vosso amor. Ele que é Deus convosco na Unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pai Vos Enviará o Espírito Santo, F. da Silva, NRMS 58

 

Oração sobre as oblatas: Derramai, Senhor, a bênção do Espírito Santo sobre os dons que apresentamos ao vosso altar, a fim de que a Igreja, pela participação neste sacramento, se inflame de tal modo no vosso amor que manifeste a todo o mundo o mistério da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Pentecostes, como na Missa seguinte: p. 390 [606-718]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Na sagrada comunhão que vamos receber, o Senhor comunica-nos o mesmo ardor do Espírito Santo que tão maravilhosamente inflamou os seus discípulos.

 

Cântico da Comunhão: Como é Suave Senhor, M. Luis, NRMS 36

Jo 7, 37

Antífona da comunhão: No último dia da festa, Jesus exclamava em alta voz: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Bendito sejas, sei que Tu pensas em mim, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Este sacramento que recebemos, Senhor, nos comunique o fervor do Espírito Santo que admiravelmente derramastes sobre os Apóstolos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Espírito convocou-nos, reuni-nos num mesmo corpo, e agora envia-nos, como apóstolos, para anunciarmos a Palavra de salvação e vida.

 

Cântico final: Ó Rei da Glória, M. Carvalho, NRMS 85

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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