Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem, Cheia de Graça, J. Santos, NRMS 75

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Na aparição de treze de Maio, Lúcia, a mais velha dos três pastorinhos, assume o diálogo com Nossa Senhora. Depois de lhe ter perguntado de onde era, dirige-lhe uma segunda pergunta: “E que é que Vossemecê me quer?”

Na sua rudeza de linguagem serrana, Lúcia ajuda-nos a procurar o essencial desta celebração: conhecer e viver a mensagem de Fátima. Que é que Nossa Senhora quer de cada um de nós?

Com desejo de conhecer esta verdade, apresentemo-nos diante do Senhor, para celebrar o grande acontecimento de 13 de Maio de 1917, na Cova da Iria.

 

Acto penitencial

 

Na última aparição, em 13 de Outubro, Nossa Senhora termina o encontro com uma recomendação que é dirigida a cada um de nós: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.”

Pelas nossas muitas ofensas por pensamentos, palavras, obras e omissões, peçamos ao Senhor perdão e prometamos-Lhe – contando com a Sua ajuda – emenda de vida.

 

(Pode escolher-se uma das fórmulas do Ordinário da Missa. Apresentamos sugestões para o esquema C do Acto penitencial).

 

•   Para a separação que fazemos, tantas vezes, na nossa vida,

    entre as exigências da nossa fé e o que fazemos cada dia,

    peçamos com humildade e confiança de filhos de Deus:

    Senhor, tende piedade e nós!

 

    Senhor, tende piedade e nós!

 

•   Para a frieza com que pecamos muitas vezes sem pensar,

    que nos deixa indiferentes, como se nada acontecesse,

    peçamos, cheios de contrição, porque ofendemos a Deus:

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade e nós!

 

•   Para a falita de contrição e propósito firme de emenda

    com que vamos ao Sacramento da Reconciliação,

    peçamos, com um sincero desejo de emenda de vida:

    Senhor, tende piedade e nós!

 

     Senhor, tende piedade e nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Liturgia da Palavra apropria a Nossa Senhora as palavras do profeta Isaías. Depois de anunciar que a linhagem do Povo de Deus – fruto da maternidade virginal de Maria – será conhecida de todas as nações, rompe num hino de acção de graças ao Senhor em honra da Mãe de Deus.

 

 

Isaías 61, 9-11

A linhagem do povo de Deus será conhecida entre os povos e a sua descendência no meio das nações. Quantos os virem terão de os reconhecer como linhagem que o Senhor abençoou.

Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de justiça, como noivo que cinge a fronte com o diadema e a noiva que se adorna com as suas jóias. Como a terra faz brotar os germes e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações.

 

O Terceiro Isaías (Is 56 – 66) não se cansa de cantar as glórias de Jerusalém, em especial nos capítulos 60 a 64, donde é extraído o trecho da leitura. Jerusalém é uma figura da Igreja e a Liturgia, como acontece frequentemente aplica a Virgem Maria o que se diz da Igreja de quem Ela é Mãe, modelo e tipo (cf. LG 53).

10 «A minha alma rejubila… com as vestes da salvação». O capítulo 61 de Isaías canta as alegrias do regresso do exílio, mas com um profundo sentido messiânico, como consta do discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 16-22). É por isso que os Padres gostavam de identificar estas «vestes da salvação» com o manto de Sol da Mulher do Apocalipse (cf. Apoc 12, 1): Cristo é o Sol da Justiça que purifica de toda a mancha a sua Mãe desde o primeiro instante da sua concepção (cf. o artigo de Karol Wojtyla na obra colectiva: «Im Gewande des Heils», Essen, 1979).

 

Salmo Responsorial     Sl 44 (45), 11-12.14-15.16-17 (R. 11a)

 

Monição: Isaías anunciara que de Maria Santíssima brotaria “a justiça e o louvor diante das nações”, porque Ela foi escolhida para Mãe de Deus. O salmo 44 canta a glória de Nossa Senhora.

Unamo-nos a este canto de louvor, com o salmo responsorial.

 

Refrão: Escuta e inclina-te diante do Senhor.

 

Ouve, filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

De tua beleza se enamora o Rei,

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

 

A filha do Rei avança cheia de esplendor:

de brocados de ouro são os seus vestidos.

Com um manto multicor é apresentada ao Rei,

seguem-na as donzelas, suas companheiras.

 

Cheias de entusiasmo e alegria,

entram no palácio do Rei.

Em lugar de teus pais, terás muitos filhos;

estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a terra.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Toda a glória de Maria está em ter sido escolhida, desde toda a eternidade, para ser a Mãe do Redentor.

Alegremo-nos com esta maravilha que saiu das mãos de Deus, cantando o Evangelho que nos fala dela.

 

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

Sois digníssima  de todos os louvores,

porque e Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38).

 

Sugestões para a homilia

 

• Mãe fidelíssima

Mãe de Jesus e nossa Mãe

Causa da nossa alegria

Mãe da divina graça

Porta do Céu e apelo constante à santidade

• Mensageira de Deus

As aclamações em honra de Maria

Acolhimento à Palavra de Deus

Pôr em prática a vontade de Deus

 

Mãe fidelíssima

 

A vinda de Nossa Senhora à Cova da Iria, de Maio a Outubro encontra a sua razão de ser na sua maternidade. Ao ser Mãe de Jesus, Maria é Mãe de todos nós. Esta visita inesperada, com uma Mensagem de Amor e Verdade, é uma manifestação do seu cuidado maternal em relação a cada um de nós.

 

a) Mãe de Jesus e nossa Mãe. “A sua descendência será famosa entre as nações”. A glória das mães são os seus filhos. Por isso, Maria é a mais gloriosa de todas, porque é Mãe do Redentor.

Mas, ao tornar-se Mãe de Jesus, Maria é também nossa Mãe, Mãe da Igreja, Mãe de todo o Corpo Místico do qual Jesus é a Cabeça e o Espírito Santo a Alma.

Na Cruz, momentos antes de cerrar os olhos a esta vida mortal, Jesus proclamou a maternidade universal de Maria. “Jesus, vendo a Sua Mãe, e, junto d’Ela, o discípulo que amava, disse a Sua Mãe: ‘Mulher, eis o teu filho.’ Depois, disse ao discípulo: ‘Eis a tua Mãe.’”

Todas as pessoas que vêm a este mundo são vocacionadas para serem suas filhas, porque Jesus, momentos antes de Se elevar ao Céu, convocou todos os povos a fazer parte da Igreja: “Foi-Me dado todo o poder no Céu e na terra. Ide, pois, ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei.”

Foram os cuidados maternais de Nossa Senhora que trouxeram a Fátima, chamando a nossa atenção para as verdades do Evangelho.

 

b) Causa da nossa alegria. “Exulto de alegria no Senhor e a minha alma se alegra no meu Deus.” Maria é causa e caminho seguro da verdadeira alegria. Abriu o seu Coração materno à entrada de Deus no mundo, e Ele trouxe-nos a salvação. Foi ao ritmo do seu Coração enamorado que se deu o encontro do Verbo – a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – com a natureza humana.

O Filho que a força do Altíssimo, ao descer sobre Ela, formou virginalmente no seu ventre, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, e assumiu d’Ela tudo o que tem de humano: a Sua Carne e Sangue, o Coração divino que nos amam, os Seus olhos que nos sorriem e movem, como qualquer filho em relação à sua mãe. É grato para nós recordar que toda a hereditariedade humana de Jesus foi recebida de Maria porque, segundo a natureza humana, como Homem, não houve a intervenção de um pai para que começasse a existir.

Ela é a Arca da Nova Aliança onde se deu o encontro entre o Céu e a terra, entre Deus e os homens, onde Ele se uniu para sempre à nossa humanidade, de tal modo que, como Deus, as Suas acções têm merecimento divino, infinito; e como pertence à família humana, pode representar-nos diante do Pai, apresentar-Se em nosso nome, para saldar a dívida infinita que havíamos contraído pelo pecado original e pelos pecados pessoais.

 

c) Mãe da divina graça. “porque me revestiu com as vestes da salvação.” Por Ele nos veio o maior dos dons: o próprio Deus feito Homem, trazendo-nos a filiação divina, como primeiro fruto da graça santificante.

Fomos intrinsecamente transformados, tornados novas criaturas, de tal modo que podemos exclamar com S. Paulo: “Vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). Maria veio a Fátima ajudar-nos a redescobrir a riqueza do nosso Baptismo e a meta dos nossos passos, nesta caminhada terrena: “Eu sou do Céu!” “Sim, tu vais para o Céu… e a Jacinta, e o Francisco:”

 

d) Porta do Céu e apelo constante à santidade. “envolveu-me num manto de justiça” (de santidade, na linguagem bíblica).

Ela nos alcançará de Deus a vitória sobre os nossos defeitos, tentações e pecados. É o caminho mais fácil e mais seguro para Deus.

É da nossa experiência de cada dia que tudo se torna mais fácil e agradável na vida interior quando recorremos a Maria e percorremos o caminho guiados pela sua mão maternal.

Se caminharmos com Ela, por uma devoção filial, sentir-nos-emos também envolvidos por este manto de justiça.

Como a terra faz brotar os germes e o jardim as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações.”

Maria é um apelo constante à intimidade com Deus. Ninguém que se aproxime d’Ela pode permanecer longe de Deus.

Por isso, a Mensagem de Fátima, que atrai tantas pessoas a uma renovação e vida, é um fermento de santidade, um apelo constante à conversão. Maria, como a melhor das mães, ajuda a preparar o terreno do nosso coração para acolher esta semente divina.

Só na eternidade teremos a alegria de saber quantas pessoas reencontraram ali o caminho do Céu.

 

Mensageira de Deus

 

As aclamações em honra de Maria. «uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: ‘Feliz Aquela que te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito

Quatro vezes encontramos no Evangelho aclamações em honra da Mãe de Deus.

• A primeira vem o Arcanjo S. Gabriel – de Deus, em última análise – quando lhe anuncia que Deus A escolheu para Mãe do Redentor do mundo: “Deus te salve, cheia de graça; o Senhor é contigo… achaste graça diante de Deus.”

• Maria é aclamada em casa de sua parente Isabel. “Aconteceu que, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; e exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre: Donde me vem a dita que a Mãe do meu Senhor venha ter comigo?’”

• Enquanto Jesus falava ao povo, “uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: ‘Feliz Aquela que te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito.’” Com esta frase emocionada, esta mulher anónima quer aclamar Maria: Bendita seja a Tua Mãe!

Nós repetimos todas estas aclamações quando rezamos o Terço. É mais uma chamada do Senhor para que procuremos rezar com atenção e devotamente.

• “uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: ‘Feliz Aquela que te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito.’ Finalmente, encontramos a aclamação do próprio Jesus. Não custa imaginar que Ele deve ter ficado profundamente emocionado com o elogio feito à Sua e nossa Mãe. Quer, porém, aproveitar o momento propício, para nos dar uma lição e elogiar também Maria.

Mãe de Deus há só uma, em toda a história da humanidade. Nisto, portanto, não podemos imitá-la. Há, porém, uma coisa em que podemos imitá-l’A: a fidelidade ao Senhor: “Mas Jesus respondeu: ‘Mais felizes são os que ouvem a palavra e Deus e a põem em prática.’” Nisto, sim, podemos e devemos imitá-l’A.

 

b) Acolhimento à Palavra de Deus. «Antes bem aventurados os que ouvem a Palavra de Deus»

É a primeira atitude de Maria para a qual Jesus chama a atenção.

De facto, duas vezes nos diz S. Lucas esta verdade. Quando os pastores visitaram a gruta em que Jesus nascera, contaram o que o Anjo lhes tinha dito. “Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração” (Lc 2, 19). Quando o menino ficou em Jerusalém, aos doze anos, e Seus pais foram encontrá-l’O dialogando com os doutores, a mesma verdade se repete: “Sua Mãe conservava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2, 51).

Não se limitava a ouvir as palavras e a contemplar os acontecimentos. Fazia oração, procurando descobrir a mensagem que Deus lhe transmitia por estes meios.

Voltamos, com isto, à pergunta e Lúcia, na Cova da Iria: “E que é que Vossemecê me quer?” Com toda a simplicidade, devemos perguntar ao Senhor o que quer de nós quando nos dirige a Sua Palavra ou nos fala pelos acontecimentos.

Ouvir a Palavra de Deus com fé. Para que isto aconteça, é precisa uma disposição interior de humildade para que, sentindo-nos pobres, acolhamos, agradecidos, a mensagem do Senhor.

Jesus fala, numa das Suas parábolas, da semente lançada à terra. Que espécie de terreno temos sido para a semente da Palavra que Deus lança generosamente em nosso coração?

Para o conseguirmos, temos de cultivar uma constante preocupação e conhecer o que Deus quer de nós, lendo e meditando a Sagrada Escritura, especialmente o Novo Testamento; os documentos dos Concílios, especialmente do último; os escritos dos Papas e dos Padres da Igreja.

As manifestações de religiosidade em honra de Nossa Senhora são belas, mas devem levar-nos a compromissos de vida, depois de aprofundadas numa formação doutrinal. De contrário, ficam sem qualquer significado e influência na vida.

O mesmo se pode dizer das promessas. Uma graça que pedimos, por intercessão de Maria deve levar-nos ao compromisso interior duma procura sincera da vontade de Deus.

 

c) Pôr em prática a vontade de Deus. «e a põem em prática

Maria recomendou aos serventes das Bodas de Caná da Galileia: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” Nós não “pagamos promessas” Agradecemos os favores recebidos com humildade e carinho filial. E a melhor forma de agradecer é procurar a emenda de vida, uma maior intimidade com o Senhor.

“É preciso que se emendem! Que deixem de ofender mais a Nosso Senhor”, recomendou Nossa Senhora em Fátima.

Ela vem recordar-nos que é preciso dar a Deus o lugar a que Ele tem direito na nossa vida: o lugar do melhor dos pais que desce até ao nosso nível.

A Mensagem de Fátima começa – nas aparições do Anjo da Guarda de Portugal – por um forte apelo à fé, reverência e amor à Santíssima Eucaristia.

Renovemos a nossa vida nesta doação generosa que o Senhor faz de si mesmo a cada uma de nós, no Sacrifício do Calvário, renovado em nossos altares.

 

 

Oração Universal

 

Peçamos ao Senhor, rico em misericórdia,

que enviou a Sua e nossa Mãe a Fátima

para nos recordar o caminho da vida eterna,

pelas necessidades da Igreja e do mundo.

Oremos (cantando) com fé e amor:

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

1. Para que as crianças e jovens de toda a terra

    sejam respeitadas na vida natural e sobrenatural,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

2. Para que os governantes desta terra de Santa Maria

    se desempenhem da sua missão com sabedoria e zelo,

    e respeito pelos direitos fundamentais dos portugueses,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

3. Para que as famílias acolham generosamente os filhos

    e os eduquem preparando-os para uma eternidade feliz,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

4. Para que todos nós acolhamos hoje com generosidade

    a Mensagem de Oração e Penitência da Cova da Iria,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

5. Para os povos de todas as nações da terra se esforcem

    por acabar com as guerras em todas as suas formas,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

6. Para que os doentes, que se encontram em fase terminal,

    recebam de Nossa Senhora conforto e auxílio oportuno,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

7. Para que as almas de todos os fiéis defuntos

    que se purificam antes de entrar no Paraíso

    contemplem, quanto antes, a glória da Santíssima Trindade.,

    oremos, irmãos.

 

    Por intercessão de Maria,

    ouvi, Senhor, a nossa prece!

 

Senhor, que no alto da Cruz, do derradeiro momento

nos destes Maria como nossa Mãe também.

ajudai-nos a seguir a sua mensagem na Cova da Iria,

para merecermos, por Cristo, uma eternidade feliz.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Concluída a Liturgia da Palavra, Jesus Cristo, que preside a esta Celebração da Eucaristia, pelo ministério do sacerdote, vai renovar sobre o altar o prodígio da Última Ceia em que antecipou misteriosamente o Sacrifício da Cruz, na Calvário, na tarde de Sexta-feira Santa.

Transubstanciado o pão e o vinho que ofertamos, no Seu Corpo e Sangue, oferecer-se-á, depois, como nosso alimento.

Avivemos a Fé e renovemos o nosso Amor a Jesus Cristo, para participarmos neste grande mistério da nossa fé.

 

Cântico do ofertório: O Pão da Vida Eterna Prometida, B. Salgado, CT 74

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

v. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

v. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-l'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Saudação da Paz

 

Maria Santíssima veio à Cova da Iria para nos trazer a Mensagem que nos ensina o caminho da verdadeira paz.

Comecemos por aceitar a necessidade de construir a paz vivendo na graça de Deus e reconciliando-nos com os nossos irmãos. Com esta disposição,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Na sagrada comunhão de hoje, recordemos as recomendações do Anjo aos Pastorinhos de Fátima. Desagravemos o nosso Deus, no Sacramento do Seu Amor, pelos “ultrajes, sacrilégios e ofensas com que Ele mesmo é ofendido” e comunguemos com as necessárias disposições.

 

Cântico da Comunhão: Eu Confio Senhor (Cantarei ao Senhor), F. da Silva, NRMS 70

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me Saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Mensagem que Nossa Senhora veio trazer a Fátima é um tesouro para nós e para toda a humanidade.

Não nos esqueçamos de ser arautos generosos e perseverantes, levando a todas as pessoas esta mensagem de Amor.

 

Cântico final: Exulta de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

3ª Feira, 14-V: S. Matias: Condições para ser uma boa testemunha de Jesus.

Act 1, 15-17. 20-26 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu cargo. É pois necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição.

Para substituir Judas, Pedro põe como condição que o candidato tenha acompanhado o ministério público de Jesus (Leit.). Assim foi escolhido Matias.

Todos precisamos conhecer muito bem a vida do Senhor, através da leitura do Novo Testamento, da contemplação dos mistérios do Rosário. E só depois podemos dar um bom testemunho de Jesus: «Ser testemunha de Jesus é ser 'testemunha da sua ressurreição' (Leit.), é ter comido e bebido com Ele depois da sua ressurreição» (CIC, 995). É também permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (Ev.).

 

4ª Feira, 15-V: A oração sacerdotal de Jesus (I).

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

«A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a 'oração sacerdotal' de Jesus. Ela é, de facto, a oração do Sumo sacerdote, inseparável do seu sacrifício, da sua passagem deste mundo para o Pai, em que é inteiramente consagrado ao Pai» (CIC, 2747).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho» (Leit.). Sabia o Apóstolo que o seu rebanho seria atacado por homens com palavras perversas, para arrastarem os seus discípulos. Todos precisamos viver muito bem a Comunhão dos santos, pedindo para que os nossos irmãos se mantenham firmes na fé.

 

5ª Feira, 16-V: A oração sacerdotal de Jesus (II).

Act 22, 30; 23, 6-11 / Jo 17, 20-26

Não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, graças às suas palavras, para que todos sejam um só.

Na 'oração sacerdotal' de Jesus encontramos mais algumas afirmações muito importantes: A primeira é a união entre Pai e Filho: «É nesta oração que Jesus nos revela e nos dá o 'conhecimento' indissociável do Pai e do Filho (Ev.), que é o próprio mistério da vida de oração» (CIC, 2751).

 A segunda é a necessidade da unidade dos discípulos:« Foi por esta intenção que Jesus orou na hora da sua paixão e não cessa de orar ao Pai pela unidade dos seus discípulos: 'Que todos sejam um' (Ev.). O desejo de recuperar a unidade de todos os cristãos é um dom de Cristo e um apelo do Espírito Santo» (CIC 820).

 

6ª Feira, 17-V: Defesa da fé recebida do Senhor.

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de João, amas-me tu mais do que estes? Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus confirma a Pedro, depois da sua ressurreição, o encargo que já lhe tinha anunciado: «Apascenta as minhas ovelhas» (Ev.). Entrega-lhe a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja (CIC, 553). Quando o sucessor de Pedro nos falar, lembremo-nos que tem a autoridade do próprio Cristo.

S. Paulo foi parar à prisão, acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos dos judeus, por «questões sobre a sua religião e sobre um certo Jesus» (Leit.). Procuremos melhorar a nossa formação doutrinal para podermos enfrentar os problemas sobre a religião.

 

Sábado, 18-V: Testemunhas fiéis de Cristo.

Act 28, 16-20. 30-31 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu-

S. João conheceu muito bem Jesus, pode acompanhá-lo durante a sua vida terrena e ajudo-nos a descobrir os mistérios da sua vida. Através dos gestos, milagres e palavras, Jesus manifestou que n'Ele habita a plenitude da divindade (CIC, 515).

S. Paulo, durante os dois anos de prisão em Roma, «pregava o reino de Deus e ensinava o que dizia respeito ao Senhor Jesus Cristo» (Leit.). Procuremos conhecer, cada vez melhor, a vida de Jesus, para sermos igualmente suas testemunhas fiéis perante aqueles que encontramos no nosso caminho.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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