7º Domingo da Páscoa

12 de Maio de 2013

 

Onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aproximai-Vos do Senhor, F. da Silva, NCT 375

Salmo 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Somos caminhantes, não à margem da estrada da Vida, mas nas sendas que Jesus para nós traçou; Ele gosta de nós, estima-nos pois nos quer com Ele nesta vida, e a nossa eterna felicidade no céu.

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Sabemos que foi afirmado: “Senhor, terrível é a cruz de viver sem cruz”. O sofrimento é um sal espiritual regenerador, valioso como o mostra a injusta condenação de Estêvão.

 

 

Actos dos Apóstolos 7, 55-60

Naqueles dias, 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita 56e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». 57Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, 58empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». 60Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou.

 

O diácono Estêvão tinha sido acusado perante o Sinédrio, com testemunhas falsas, do grave crime de blasfémia (6, 11-14). O relato não fala de uma sentença de morte; o seu apedrejamento é descrito como tratando-se de um linchamento popular, com a aprovação tácita do Sinédrio, que não gozava do poder de executar a pena de morte. O primeiro mártir cristão morre como o Mestre: condenado injustamente, perdoa aos perseguidores e reza por eles. E isto mesmo se veio a repetir milhões de vezes sem conta até aos mártires dos nossos dias, mesmo quando humilhados e torturados da maneira mais cruel.

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1.2b.6.7c.9 (R. 1a.9a ou Aleluia)

 

Monição: Este salmo canta a salvação do mundo e a conversão de todos os povos. Tu esperas a Primavera para te alegrares; a verdadeira alegria é o Senhor.

 

Refrão:        O Senhor é Rei,

                     o Altíssimo sobre toda a terra.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória,

todos os deuses se prostram diante do Senhor.

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Esta leitura apresenta-nos um testemunho conhecido do acto de fé: Deus não se engana nem nos engana e a cada um dará o prémio ou o castigo eterno consoante as suas obras.

 

Apocalipse 22, 12-14.16-17.20

Eu, João, ouvi uma voz que me dizia: 12«Eis que venho em breve e trago comigo a recompensa, para dar a cada um segundo as suas obras. 13Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. 14Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade. 16Eu, Jesus, enviei o meu Anjo para vos dar testemunho no que diz respeito às Igrejas. Eu sou o rebento da descendência de David, a estrela brilhante da manhã». 17O Espírito e a Esposa dizem: «Vem!». E aquele que ouvir diga: «Vem!». Quem tem sede, venha; e quem a deseja, receba de graça a água da vida. 20Aquele que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, Eu venho em breve». Amen! Vem, Senhor Jesus!

 

A leitura oferece-nos alguns versículos respigados do final do Apocalipse. Os títulos de Jesus, indicam, por um lado, a sua condição divina de Senhor da História (v. 13), por outro, a sua condição de Messias anunciado pelos profetas (v. 16): «rebento de David» (Is 11, 1.10) e «estrela da manhã» (Num 24, 17). O Apocalipse termina com chave de ouro: um diálogo impressionante amoroso entre a «Esposa» que é a Igreja animada pelo Espírito Santo e o seu Esposo no Céu, um diálogo a viver por cada um dos fiéis – «aquele que ouvir diga… vem, Senhor Jesus!» Este diálogo tem um colorido litúrgico; a liturgia da terra é um eco e prenúncio da celeste.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 14, 18

 

Monição: Pedimos a N. Senhora: rogai por nós pecadores; acreditamos que Deus nos tem presentes, nos protege, Jesus o ensina e nos deixou a oração do Pai Nosso.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir, mas virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17, 20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: 20«Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, 21para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: 23Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. 24Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes reconheceram que Tu Me enviaste. 26Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles».

 

A leitura corresponde à parte final da chamada oração sacerdotal de Jesus, que ocupa todo o capítulo 17 de S. João, com que termina o longo discurso do adeus. Jesus não pede uma unidade qualquer para os crentes, suplica «que eles cheguem à perfeição da unidade», como traduz Vanhoye o v. 23. A repetição nestes versículos, por três vezes (vv. 20.24.25), do vocativo «Pai», e com a adjectivação de «santo» (v. 20) e de «justo» (v. 25), confere ao final da oração sacerdotal uma maior intensidade e até mesmo emotividade. De facto está em causa que se mantenha firme a obra de Jesus, a sua Igreja na unidade da fé e do amor, aliás Jesus veria baldado todo o seu sacrifício e entrega total à salvação da humanidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus é o verdadeiro mestre

Estejamos unidos a jesus

A vida vale a pena

 

a) Jesus assegurou aos Seus apóstolos, à Sua Igreja, a Sua presença, não abandonando a obra que realizou, cumprindo a vontade do Pai.

Ensinou como nos devemos relacionar, com Ele, com o céu e como este ideal é possível de alcançar porque dará sempre a Sua assistência, será palpável a Sua presença; deixou-nos o código completo dos seus ensinamentos, os meios e caminhos para os conquistarmos.

Jesus colocou-nos nas Suas intenções, a todos, não apenas aos que andaram sempre com Ele durante a vida terrena;

Universalmente, veio para todos os colaboradores de boa vontade, os que acreditassem na Sua palavra e a colocassem na vida.

Não basta dizer: Senhor, Senhor, é preciso, em fé e obras, mostrar pela colaboração que somos dignos de um Pai que é Deus.

 

b) Jesus pretende a unidade, que nos reunamos à Sua volta, que aceitemos a Sua obra, que sintonizemos a nossa vida com a d’Ele,  na obra universal da igreja una, santa, católica e apostólica.

Pretende que estejamos, agora e no futuro com Ele, porque o Pai a Ele nos entregou e recomendou, para sermos cantores da glória que lhe foi entregue. Quer que na nossa forma limitada conheçamos Deus.

Jesus pretende a unidade, que reunamos à sua volta, que aceitemos a Sua obra, que sintonizemos a nossa vida com a d’Ele, na obra universal da igreja una, santa, católica e apostólica.

Pretende que estejamos, agora e no futuro com Ele, porque o Pai a Ele nos entregou e recomendou, para sermos cantores da glória que lhe foi entregue.

Quer na nossa forma limitada conheçamos Deus, trabalhamos pela Sua glória e nossa salvação.

 

c) Todo o nosso esforço vá nesta direcção:

do saber amar,

do saber crer,

do saber sofrer,

dado que é de fé que o Senhor Jesus incarnou, padeceu, e morreu para nos salvar.

Sabemos que Ele nos recompensará, rezemos-Lhe pois intercede por nós, sigamos os caminhos de Estêvão e não nos perderemos das setas que nos indicam o Céu.

 

 

Fala o Santo Padre

 

«O Senhor, abrindo-nos o caminho do Céu, faz-nos saborear já nesta terra a vida divina.»

 

Amados irmãos e irmãs!

Celebra-se hoje, na Itália e noutros países, a Ascensão de Jesus ao Céu, que aconteceu no quadragésimo dia depois da Páscoa. [...]. Na liturgia narra-se o episódio da última separação do Senhor Jesus dos seus discípulos (cf. Lc 24, 50-51; Act 1, 2.9); mas não se trata de um abandono, porque Ele permanece para sempre com eles – connosco – numa forma nova. São Bernardo de Claraval explica que a ascensão ao céu de Jesus se realiza em três graus: "o primeiro é a glória da ressurreição, o segundo é o poder de julgar e, o terceiro, sentar-se à direita do Pai" (Sermo de Ascensione Domini, 60, 2: Sancti Bernardi Opera, t. vi, 1, 291, 20-21). Este acontecimento é precedido pela bênção dos discípulos, que os prepara para receber o dom do Espírito Santo, para que a salvação seja proclamada em toda a parte. O próprio Jesus diz-lhes: "Disto vós sois testemunhas. E eis que Eu envio sobre vós aquele que Meu Pai me prometeu" (cf. Lc 24, 47-49).

O Senhor atrai o olhar dos Apóstolos o nosso olhar para o Céu a fim de lhes indicar como percorrer o caminho do bem durante a vida terrena. Contudo, Ele permanece na trama da história humana, está próximo a cada um de nós e guia o nosso caminho cristão: é companheiro dos perseguidos por causa da fé, está no coração de todos os que são marginalizados, está presente naqueles aos quais é negado o direito à vida. Podemos ouvir, ver e tocar o Senhor Jesus na Igreja, sobretudo mediante a palavra e os sacramentos. A este propósito, exorto os adolescentes e os jovens que neste tempo pascal recebem o sacramento da Confirmação, a permanecer fiéis à Palavra de Deus e à doutrina aprendida, assim como a frequentar assiduamente a Confissão e a Eucaristia, conscientes de terem sido escolhidos e constituídos para testemunhar a Verdade. Renovo depois o meu convite particular aos irmãos no Sacerdócio, para que "na sua vida e acção se distingam por um forte testemunho evangélico" (Carta de proclamação do Ano Sacerdotal) e saibam utilizar com sabedoria também os meios de comunicação, para fazer conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrir o rosto de Cristo (cf. Mensagem para o XLVI Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24.1.2010).

Queridos irmãos e irmãs, o Senhor, abrindo-nos o caminho do Céu, faz-nos saborear já nesta terra a vida divina. Um autor russo do século XX, no seu testamento espiritual, escreveu: "Observai com maior frequência as estrelas. Quando tiverdes um peso na alma, olhai para as estrelas e para o azul do céu. Quando vos sentirdes tristes, quando vos ofenderem,... entretende-vos... com o céu. Então a vossa alma encontrará a tranquilidade" (N. Valentini L. Zák [por], Pavel A. Florenskij. Non dimenticatemi. Le lettere dal gulag del grande matematico, filosofo e sacerdote russo, Milão 2000, p. 418). [...].

 

 Bento XVI, Regina Caeli, Solenidade da Ascensão do Senhor, Praça São Pedro, a 16 de Maio  de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente e imploremos a Sua misericórdia, dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor a nossa oração.

 

1.  Pelos pastores da Igreja ao serviço do povo de Deus e por todos nós,

os filhos de Deus,

oremos irmãos.

 

2.  Pelos religiosos e Diáconos que vivem a sua vocação,

pelos catequistas que encaminham os educandos para Jesus

e pelos leigos que nos mundo dão testemunho da sua fé,

oremos irmãos.

 

3.  Pelos pais que dão vida pelos filhos,

pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja

e pelos filhos eternamente gratos a seus pais,

oremos irmãos.

 

4.  Pelas crianças que nos oferecem ternura e encanto,

pelos jovens que idealizam e querem um mundo melhor,

e pelos cristãos chamados ao apostolado,

oremos irmãos.

 

5.  Pelos doentes que oferecem os sofrimentos pela salvação do mundo,

pelos idosos que ensinam com sabedoria e experiência

e pelos pobres a precisarem da nossa ajuda

oremos irmãos.

 

6.  Pelos que faleceram e pedem os nossos sufrágios,

pelos amigos falecidos que confiamos à misericórdia do Senhor

e pelos familiares que no Céu esperam por nós,

oremos irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai;

Dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho, que é Deus convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Desligai do mundo, dobrai o joelho, cativai as mãos, pensai em entrar em perfeita comunhão com Jesus.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, Eu Creio que Sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos carecidos de graças, de dons de Deus para uma vida de eficácia espiritual; usemos e levemos, para a vida lá de fora, o ditado:

“Viver não custa; custa saber viver?”

 

Cântico final: Eu Quero Viver na Tua Alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ferreira de Sousa

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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