S. José operário

1 de Maio de 2013

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus Vive na Sua Morada Santa, F. dos Santos, NRMS 38

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa do trabalho, que hoje celebramos, neste ano da fé, foi colocada sob a proteção de S. José operário, em 1955, pelo Papa Pio XII. O pai adoptivo de Jesus a todos quer proteger e para todos é excelente modelo a imitar. A crise que Portugal e o mundo atravessa, será vencida na medida em que, verdadeiramente imitarmos S. José. Esta crise é, antes de mais, crise de santos. Vamos, de uma maneira especial neste dia, rogar a valiosa intercessão junto de Deus deste grande Santo, em favor de todos os operários e de tudo quanto se relaciona com o mundo do trabalho.

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus, na Sua Bondade infinita, quis criar-nos à Sua imagem e semelhança e chamar-nos à vida para também sermos Seus “colaboradores” na obra maravilhosa da Criação para que “dominemos sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” e a “submeter a terra e todas as coisas que nela existem” e as governar “na justiça e na santidade e orientar para Deus todo o universo” (GS 34).

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Ou:

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte:

 

Monição: Qualquer que seja o nosso trabalho, deverá sempre ser efectuado com alegria “em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai”. Assim, nos assegura S. Paulo, receberemos “como recompensa a herança do Senhor”.

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vinculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine....»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: “Mil anos a vossos olhos, são como o dia de ontem que passou”. Como é importante aproveitar este tempo, sempre tão passageiro, vivendo-o sob o olhar de Deus, trabalhando com amor e pelo amor do Senhor.

 

Refrão:        Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Jesus, Deus e Homem verdadeiro, viveu como artesão até aos trinta anos, sendo mesmo conhecido como filho de José, o carpinteiro. Assim santificou todo o trabalho humano. Cantemos em Seu louvor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Mateus, aqui, e Lucas no lugar paralelo (Lc 4, 22).

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples primos de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, se acrescente o adjectivo próprio (ídios), para que se veja que se trata de um verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas de um simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

1.  A importância e valor do trabalho.

 

Deus, Criador de tudo quanto existe, podia dar-nos um mundo totalmente acabado, no qual não houvesse mais nada a fazer, mas querendo associar-nos a esta obra grandiosa, fruto da Sua Sabedoria e querer infinito, chamou-nos, mediante o trabalho, a colaborar com Ele. Eis quão grande é a dignidade do trabalho e de quem o executa nesta perspectiva de fé.

Ao homem, criado à imagem e semelhança de Deus, foi concedida a inteligência necessária para descobrir as leis, que Ele, deixou impressas nas mesmas coisas criadas. Ao homem foi dada a possibilidade de poder transformar e aperfeiçoar este mundo maravilhoso, no qual, um dia nasceu. Á luz destes princípios, o trabalho deve ser encarado como uma honra e mesmo motivo de grande alegria. Trata-se afinal de colaborar com o Senhor do Universo, o grande Amigo, o queridíssimo Pai do Céu. E como é bom trabalhar junto de quem nos ama! Assim compreendemos o motivo pelo qual  tais  descobertas causaram grande contentamento em quem as encontrou.

Esta faceta tão importante que a fé nos transmite, deverá estar presente em todo o agir humano de um cristão consciente da sua dignidade de filho de Deus. Encarar o trabalho como mera fonte de enriquecimento ou de subsistência é mesmo muito redutor.

 

 

2. O exemplo de S. José.

 

Na Sagrada Família de Nazaré, esta colaboração com Deus, que todos devemos sentir no trabalho quotidiano, torna-se palpável, visível. S. José tem a seu lado o próprio Filho de Deus, pelo Qual “todas as coisas foram feitas; e sem Ele nada foi feito” Jo 1, 2-3.

É fácil imaginar a alegria que deveria sentir S. José ao ver-se ajudado pelo próprio Filho de Deus e Senhor de tudo quanto existe! Como o trabalho se tornava para ele tão honroso e agradável! As horas de labor assim vividas até pareciam mais velozes. Como o amor vence todas as dificuldades, dá alegria a toda a atividade humana. O trabalho executado neste ambiente como que se tornava mais leve e muito agradável. Se o corpo, ao fim do dia se devia sentir mais ou menos fatigado, o espírito estava contente. Com que alegria, ao fim da jornada, para recuperar as forças gastas, a Sagrada Família comia a frugal refeição preparada com toda a ternura e amor pela própria Mãe de Jesus, a Virgem Santíssima.

Como é importante deixarmo-nos possuir por tão consoladoras verdades, que a fé nos garantem terem existido.

 

 

3. Direitos e obrigações do trabalhador.

 

A Igreja sempre se tem preocupado com o bem-estar de seus filhos. Pode-se mesmo afirmar que sofre quando os vê sofrer. Por isso não tem ficado indiferente quando sabe existirem operários vítimas de atuações menos corretas por parte de alguns patrões ou de certos regimes políticos. Assim, sobretudo após a chamada” revolução industrial” iniciada no século XIX, todos os Papas têm apresentado, com muita clareza, e grande atualidade a doutrina social da Igreja, chamando a atenção para os direitos e obrigações que todos os intervenientes nas atividades laborais deverão ter presente para uma boa harmonia e proveito mútuo. Essa doutrina, tão sabiamente exposta pelos referidos Papas, deve ser conhecida e seguida por todos. Aí se encontram expressos os direitos e obrigações de operários e respetivos patronatos.

Como é importante ter presente as leis divinas, com que o mesmo Deus dotou as Suas criaturas. Quando tal não acontece é a própria natureza que se revolta, dando ocasião a verdadeiros desastres ecológicos. A poluição dos rios, mares e ar, certos cataclismos na terra e/ou no mar, bem como muitas doenças que ameaçam homens, mulheres, animais e plantas, são consequência desses desvarios humanos.

Quando os trabalhos são executados sob  o olhar de Deus, como S. José fazia, tudo é bem sucedido e, mesmo com o esforço físico que se exige, tudo se torna bem sucedido e menos pesado. Todo o trabalho realizado com a consciência da presença amorosa de Deus, é santificado, santifica e é instrumento de santificação. Quantas riquezas, por vezes, se desperdiçam! Podemos verdadeiramente afirmar que, cada dia que passa, será positivo, negativo ou desperdiçado para a eternidade, conforme tiver sido vivido ou não sob o terno “olhar” do Pai do Céu.

Que S. José, modelo de todos os operários, interceda por nós, junto de Deus, para que imitando-o, todos os nossos trabalhos, contribuam para maior glória do Senhor e santificação de nossas vidas.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

 Reunidos para celebrar a memória de S. José operário,

Trabalhador incansável, justo e humilde,

Elevemos ao Pai do Céu as nossas súplicas,

Dizendo, cheios de fé: Ouvi-nos Senhor.

 

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.     Pela Santa Igreja, espalhada pelo mundo,

Para que anuncie com alegria a Palavra de Deus,

Que dá sentido espiritual aos trabalhos dos homens,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Pelos pais e mães de família

Para que, com seu exemplo de fé,

Ensinem os filhos a transformar o trabalho em oração,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

   

3.     Para que a todos os operários

Sejam respeitados os seus direitos

E eles cumpram também os seus deveres

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.     Por todos quantos buscam trabalho

 O possam em breve encontrar

Para uma digna e justa sustentação se suas famílias,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5.     Por todos nós aqui reunidos

Para que imitando S. José operário

Sempre façamos do trabalho uma oração

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

Deus, nosso Pai, velai por todos nós

Para que, nas alegrias, provações e trabalhos da vida,

Com a proteção de São José operário,

Colaboremos, com amor, na obra maravilhosa da criação.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

Que convosco vive na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que trabalhou ao lado de S. José, está aqui connosco, realmente presente na Santíssima Eucaristia. Vamos recebê-LO com muita fé, respeito e amor. Ele quer dar-nos a força e  a coragem de que precisamos, para o bom aproveitamento dos trabalhos da nossa vida.

 

Cântico da Comunhão: Saciastes O Vosso Povo, F. da Silva, NRMS 90-91

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com a proteção de S. José, vamos com amor, cumprir com prontidão e fé os trabalhos que o mesmo Senhor nos queira confiar. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 2-V: Permanecer no amor de Deus.

Act 15, 7-21 / Jo 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Para permanecermos no amor de Deus, Jesus deu-nos um conselho: imitar o seu amor. «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor de Deus que Ele recebeu também em si» (CIC, 1823).

Além disso, devemos também guardar os seus mandamentos: «Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor» (Ev.). Assim fizeram os Apóstolos: depois da decisão sobre a circuncisão, pediram a todos os cristãos para seguirem essa decisão (Leit.).

 

6ª feira, 3-V: S. Filipe e S. Tiago: O conhecimento de Jesus.

1 Cor 15, 1-8 / Jo 14, 6-14

Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Que me vê, vê o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: 'Quem me vê, vê o Pai (Ev.)» (CIC, 516). E podemos chegar à contemplação de Cristo através de Nª Senhora, meditando os mistérios do Santo Rosário.

O Evangelho é igualmente um modo de conhecer Jesus: «recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Os Apóstolos Filipe e Tiago foram fiéis ao Evangelho e procuraram transmiti-lo: Filipe chegou à Frígia (Ásia Menor) e Tiago foi o primeiro Bispo de Jerusalém.

 

Sábado, 4-V: A partilha do sofrimento de Cristo.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

O servo não é maior do que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.

«Toda a vida de Cristo decorrerá sob o signo da perseguição. Os seus partilham-na com Ele (Ev.). O seu regresso do Egipto lembra o Êxodo e apresenta Jesus como o libertador definitivo» (CIC, 530).

Partilhamos esta perseguição a Cristo quando atacam os valores cristãos ou a Igreja. Para combater este ambiente o melhor é levarmos a Boa Nova a todos os lugares onde se desenrola a nossa vida: «partiram convencidos de que Deus os chamava a anunciar-lhes a Boa Nova» (Leit.). Nª Senhora também partilhou o sofrimento do Filho, desde o seu nascimento até à Cruz.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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