4º Domingo da Páscoa

D. M. de O. Vocações

21 de Abril de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ressuscitou o Bom Pastor, J. Santos, NRMS 57

Salmo 32, 5-6

Antífona de entrada: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos neste 4º Domingo da Páscoa o Dia do Bom Pastor. Em 1963, ainda em pleno Concílio Vaticano II, Paulo VI institui neste mesmo Domingo o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Foi um gesto verdadeiramente profético do Papa-mártir que está a caminho dos altares, porque nessa época havia ainda abundância de vocações sacerdotais.

Unamo-nos, pois, nesta Celebração da Eucaristia, à oração de toda a Igreja, com a certeza de que ela não pode viver sem pessoas que entreguem generosamente a sua vida no sacerdócio ministerial.

 

Acto penitencial

 

(Havendo aspersão da assembleia, como está recomendado no tempo pascal, como evocação do Baptismo, o acto penitencial é substituído por ela.)

 

Todas as pessoas recebem de Deus uma missão – vocação – para desempenhar na terra.

Peçamos ao Senhor, com humildade e confiança, perdão para as faltas de generosidade com que temos vivido a nossa própria vocação.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Paulo e Barnabé anunciam o Evangelho em Antioquia da Pisídia, primeiro aos judeus, no lugar onde eles se reuniam habitualmente para fazer oração. No sábado seguinte veio uma multidão de gentios ouvir a Palavra de Deus. Este êxito apostólico, porém, despertou a inveja de alguns.

Mas as contradições não os fizeram cair no desânimo, e prosseguiram, com zelo e entusiasmo, a sua missão apostólica. Pedimos esta graça para os apóstolos de hoje.

 

Actos dos Apóstolos 13, 14.43-52

Naqueles dias, 14Paulo e Barnabé seguiram de Perga até Antioquia da Pisídia. A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. 43Terminada a reunião da sinagoga, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, que nas suas conversas com eles os exortavam a perseverar na graça de Deus. 44No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra do Senhor. 45Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias. Corajosamente, 46Paulo e Barnabé declararam: «Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Uma vez, porém, que a rejeitais e não vos julgais dignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios, 47pois assim nos mandou o Senhor: ‘Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra’». 48Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé 49e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região. 50Mas os judeus, instigando algumas senhoras piedosas mais distintas e os homens principais da cidade, desencadearam uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, seguiram para Icónio. 52Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

 

A leitura apresenta-nos a má reacção dos judeus ao discurso kerigmático de S. Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (vv. 15-41, omitido na leitura), a par da atitude dos discípulos perante a rejeição e a perseguição, que «estavam cheios de alegria e do Espírito Santo» (v. 52); estas são duas notas distintivas da vida dos primeiros cristãos, que S. Lucas não se cansa de sublinhar.

14 «Perga», cidade da Panfília, região a Sul da península da Anatólia (Turquia actual), entre a Lícia e a Cilícia. Ficava a uma dúzia de quilómetros do porto de Atália (cf. Act 14, 25). Estamos na primeira viagem de S. Paulo, que decorreu entre os anos 45 e 49. «Antioquia da Pisídia», distinta da célebre Antioquia da Síria, donde Paulo saíra para esta missão com Barnabé e seu sobrinho João Marcos. A cidade ficava na estrada que ligava Éfeso ao Oriente, a uns 160 km a Norte de Perga e a 1200 metros de altitude. Para aqui chegarem tiveram que subir as altas montanhas do Tauro, por caminhos abruptos e infestados de salteadores (cf. 2 Cor 11, 24), circunstância esta que bem podia ter influído para que o jovem Marcos, o futuro Evangelista, colaborador de Pedro e de Paulo, tenha desistido de prosseguir em tão duro e arriscado plano apostólico (cf. v. 13). «Entraram na sinagoga e sentaram-se»: o texto suprime a intervenção de S. Paulo, que lhe foi facilitada, como visitante categorizado (vv. 15-42).

43 «Perseverar na graça de Deus» – uma exortação sempre actual para todo o cristão –; a graça é o dom de Deus que nos torna santos aos seus olhos; persevera-se nela através duma adesão total e firme a Jesus Cristo (cf. Act 11, 23).

47 «Fiz de ti luz das nações» (cf. Is 49, 6): de acordo com o anúncio profético, a Igreja, desde os tempos apostólicos, é constituída na grande maioria por fiéis que vieram da gentilidade, que os judeus chamavam as nações ou povos, no plural, em contraste com o singular, o povo (de Israel), o único escolhido dentre as nações.

51 «Sacudindo o pó dos seus pés». Cf. Mt 10, 14. Os judeus, ao deixarem uma terra gentia para entrarem na Palestina, tinham o costume de sacudir o pó dos pés e do calçado a fim de não contaminarem a Terra Santa. Este gesto dos Apóstolos era como dizer aos judeus incrédulos que, pelo facto de não aceitarem Jesus, se equiparavam aos gentios e contraíam uma gravíssima responsabilidade moral.

 

Salmo Responsorial    Sl 99 (100), 2.4.5.6.11.12.13b (R. 3c ou Aleluia)

 

Monição: A Ressurreição de Cristo é uma maravilha de Deus em favor de todos os povos de todos os tempos. A Páscoa não tem fronteiras, e todos são chamados a fazer parte da Igreja.

O salmo 99 convida todas as pessoas para esta universalidade do Reino de Deus, participando na alegria de Cristo Ressuscitado, e acolhendo a mensagem que Paulo e Barnabé anunciam.

 

Refrão:        Nós somos o povo de Deus,

                somos as ovelhas do seu rebanho.

 

Ou:               Nós somos o povo do Senhor;

                     Ele é o nosso alimento.

 

Ou:               Aleluia.

 

Aclamai o Senhor, terra inteira,

servi o Senhor com alegria,

vinde a Ele com cânticos de júbilo.

 

Sabei que o Senhor é Deus,

Ele nos fez, a Ele pertencemos,

somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

O Senhor é bom,

eterna é a sua misericórdia,

a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Numa das suas visões, S. João descreve, no Apocalipse, um vislumbre da felicidade que nos espera no Céu. Dá-nos uma espécie de resumo de todo o Livro que escreveu.

No centro de tudo está o Cordeiro de Deus, nosso Bom Pastor, que a todos nos quer conduzir para lá.

 

Apocalipse 7, 9.14b-17

9Eu, João, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. 14bUm dos Anciãos tomou a palavra para me dizer: «Estes são os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro. 15Por isso estão diante do trono de Deus, servindo-O dia e noite no seu templo. Aquele que está sentado no trono abrigá-los-á na sua tenda. 16Nunca mais terão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles. 17O Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva. E Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos».

 

A leitura é extraída da visão consoladora da imensa multidão triunfante, resgatada das tribulações iminentes, que se verão desencadeadas com a abertura do sétimo selo (8, 1), o qual dá origem ao septenário das trombetas e este ao das sete taças cheias das sete pragas, prelúdio da vitória de Cristo sobre as forças do mal e da glorificação da Igreja, com que culmina o Apocalipse.

14 «A grande tribulação». Tanto se pode tratar duma perseguição aos cristãos mais violenta no fim dos tempos, como das perseguições e das tribulações em geral no curso da história da Igreja. Mas é provável que o autor tenha presente, em primeiro plano, as violentas perseguições de Nero e Domiciano, muito embora englobando nestas todas as outras. A «multidão incontável de todas as nações tribos e línguas» de bem-aventurados acrescenta-se àquele número simbólico de 144.000 dos vv. 3-8, correspondente ao resultado da multiplicação de 12.000 pelas 12 tribos de Israel: a exactidão matemática denuncia o valor simbólico do número, que bem pode designar os cristãos procedentes do judaísmo e poupados às calamidades que acompanharam a destruição de Jerusalém e do estado judaico.

«Branquearam as suas túnicas no Sangue do Cordeiro». «Não se designam só os mártires, mas todo o povo da Igreja – comenta Santo Agostinho –, pois não disse que lavaram as suas túnicas no seu próprio sangue, mas no Sangue do Cordeiro, isto é, na graça de Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor, conforme está escrito: ‘e o Seu Sangue purifica-nos’ (1 Jo 1, 7)». Notar o paradoxo: Sangue que branqueia, pois não é um sangue qualquer, mas o Sangue Redentor do Cordeiro oferecido em sacrifício, não se tratando, pois, duma lavagem material.

15-17 Temos aqui uma maravilhosa alusão à Liturgia Celeste e à felicidade eterna, em que participam os que deram a vida por Cristo. Notar mais um paradoxo: o Cordeiro que é Pastor. É Jesus que, dando pelos seus a vida como cordeiro de sacrifício, se torna o Pastor que conduz às nascentes da vida divina.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 14

 

Monição: O Evangelho descreve-nos o carinho do Bom Pastor, que é Jesus Cristo, e fala-nos do Seu Amor por cada um de nós – ovelha do Seu rebanho –, manifestado em muitas riquezas que a Igreja nos oferece, especialmente por meio do sacerdócio ministerial.

Aclamemos a Boa Nova que enche a nossa vida de sentido e de alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:

conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me.

 

 

Evangelho

 

São João 10, 27-30

Naquele tempo, disse Jesus: 27«As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. 28Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. 29Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um só».

 

Estas palavras de Jesus fazem referência à parábola do pastor e do ladrão (vv. 1-6) e são dirigidas aos incrédulos judeus que intimam o Senhor a declarar-lhes abertamente se é ou não o Messias. Jesus censura-os pela sua falta de fé, «vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas!» (v. 26). Falta-lhes docilidade, humildade e amor.

28 «Nunca hão-de perecer», contanto que estas queiram continuar a ser ovelhas que não deixam o Pastor; o Pai é suficientemente poderoso para as defender de qualquer perigo.

30 «Eu e o Pai somos um só». É a resposta mais clara e categórica aos seus inimigos. Jesus aparece não só a afirmar a sua identidade da natureza com o Pai (em grego, uma só coisa – pois é a forma neutra), mas também indica a distinção pessoal, ao dizer somos. Os judeus entendem as palavras de Jesus melhor que os arianos de todos os tempos, considerando que Ele reivindica para Si a divindade, por isso o querem apedrejar (v. 31). Esta afirmação de Jesus situa-se no centro e no eixo de duas afirmações categóricas da sua divindade: 1, 1; 20, 28. Se não fosse verdade, Jesus devia ser apedrejado (v. 31). Ele defende-se à maneira rabínica com um argumento corrente nas escolas rabínicas, segundo a regra de Hillel chamada Qal wahômer, isto é, o argumento a fortiori (cf. vv. 35-36); Jesus, sem tirar nada ao que disse, mas reforçando-o, afirma: «para que saibais que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai» (v. 38).

 

Sugestões para a homilia

 

Introdução

 A missão do Bom Pastor

Para que tenham vida

As dificuldades

É, por vocação, mensageiro da paz e da alegria

 O sacerdote, ovelha e pastor do rebanho

Fidelidade à missão

Precisamos de bons pastores

A meta.

 

 

Introdução

 

Jesus Cristo serve-Se da imagem do bom pastor, para nos explicar a missão que o Pai Lhe entregou e, em união com Ele, a dos Seus continuadores e a nossa de ovelhas do Seu rebanho.

O pastor é uma figura de todas as épocas, porque os rebanhos hão-de ser sempre necessários.

O pastor e o rebanho constroem uma vida em comum. O pastor é para o rebanho, e vive do rebanho (o leite, as crias e os sub-produtos). Caminham juntos e todos se dirigem para o mesmo lugar, provisoriamente para o abrigo na montanha e, finalmente, para o redil em casa.

Jesus Cristo serviu-Se desta imagem para nos ajudar a entender a nossa relação com Ele, e a d’Ele connosco. Vive para nós, dá-nos, não apenas o tempo, mas a Sua vida em alimento.

Quis perpetuar os Seus cuidados de Bom Pastor, no anúncio da Palavra de Deus, no perdão dos pecados e na administração dos Sacramentos, instituindo o sacerdócio ministerial.

O sacerdote é, portanto, apesar das suas fragilidades, uma manifestação do carinho do Senhor para com cada um de nós.

 

A missão do Bom Pastor

 

A missão do sacerdote é, por vontade e Jesus Cristo, a continuação da que o Pai Lhe entregou, quando Se fez um de nós.

 

a) Para que tenham vida. «Paulo e Barnabé [...] os exortavam a perseverar na graça de Deus

É esta a finalidade última de toda a acção pastoral: para que as pessoas vivam em graça, como bons filhos de Deus.

Com esta finalidade, o sacerdote proclama a Palavra de Deus, explica-a o melhor que sabe e pode. Não é fácil a pregação. Encontramos pessoas de todas as idades, com uma diversidade muito grande de cultura, e muito diversificadas na sua relação com Deus (cristãos fervorosos, tíbios e desinteressados).

É uma missão que requer muita coragem, porque aqueles que dormem não gostam nada de quem os acorda.

Administra os Sacramentos. Não é dono e senhor deles. Como a palavra o dá a entender, ele é apenas um administrador que dará contas a Deus do modo como o fez. Também ele obedece ao que Jesus Cristo, pela Hierarquia da Igreja, lhe manda.

Faz oração. Ensina as pessoas a falar com Deus, e tem por missão rezar. A Liturgia das Horas diária (Breviário) é pelos fiéis; e o pároco celebra todos os Domingos uma missa (grátis) pelas intenções dos paroquianos.

 

b) As dificuldades. «Ao verem a multidão, (os judeus) encheram-se de inveja e responderam com blasfémias

Esta atitude dos ouvintes de Paulo e Barnabé levanta dentro de nós uma pergunta a que cada um, no seu íntimo, deve responder. Por quê, o anti-clericalismo do meio em que vivemos?

O sacerdote tem de ser incómodo. As pessoas encaram-no como um ‘polícia de costumes’, ou um ‘desmancha-prazeres’.

Afinal, é apenas um irmão mais velho que nos quer ajudar. Sendo cheio de defeitos e fraquezas, enquanto luta para tornar mais perfeita a sua vida, deixa transparecer a acção de Jesus Cristo. Assim compreendemos logo que o bem realizado não é obra de um homem frágil, mas de Deus.

 

c) É, por vocação, mensageiro da paz e da alegria. «Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra

Distribui a alegria e a paz às mãos cheias no Sacramento da Reconciliação e Penitência, no conselho amigo, quando o procuramos e lembramo-nos continuamente que vamos a caminho da felicidade eterna.

É um companheiro de viagem a caminho do Céu. Não diz: “ide!”, mas: “vamos”.

Deus quer fazer passar a nossa alegria de viver pela missão de homens que precisam também de quem os ajude a manter o optimismo na sua missão.

 

O sacerdote, ovelha e pastor do rebanho

 

Cada pessoal deve santificar-se na vocação que recebeu de Deus, e o sacerdote não é excepção desta regra.

Cumprirá a sua missão na medida em que for também ovelha dócil do rebanho e Cristo, fiel aos seus pastores.

 

a) Fidelidade à missão. «As Minhas ovelhas escutam a Minha voz.» Obedece aos mesmos Mandamentos da Lei de Deus e recebe os mesmos sacramentos como os demais fiéis.

Não faz o que lhe apetece, não segue os seus gostos pessoais, mas aquilo que lhe parece ser a vontade e Deus.

Engana-se, como qualquer outra pessoa, embora tenha uma preparação especializada para esta missão (além dos 12 anos de escolaridade, tem mais cinco numa faculdade de teologia e dois de pastoral e estágio).

No exercício da sua missão pastoral, recebe orientações claras e precisas, exigentes. Quando as transmite, não segue a própria opinião, mas obedece e não pode fazer de outro modo.

A verdade e sinceridade no ministério são as duas primeiras virtudes que os fiéis esperam dele. Quando tem de dizer a uma pessoa que não está em condições de receber a absolvição sacramental, ou a Sagrada Comunhão, obedece, sofre, e faz um acto de caridade, ajudando aquela pessoa em causa a descobrir o perigo em que se encontra.

(Que direito teria um médico de dizer a um doente que está muito bem e não necessita de tratamento, quando ele está muito doente e sabe que ele, com tratamento urgente e adequado, pode recuperar a saúde?)

Além disso, terá de prestar contas a Deus sobre o modo como actua, porque é apenas um administrador. Um dia, também ele ouvirá da boca do Senhor: “Dá-me contas da tua administração”.

 

b) Precisamos de bons pastores. «Eu conheço as Minhas ovelhas e elas seguem-Me.» Esta frase de Jesus coloca-nos diversas perguntas.

– Desejam as famílias ter filhos sacerdotes? Fazem alguma coisa (oração, preparar os filhos para que sejam generosos) para que vocação sacerdotal possa florir no seu lar?

Há algumas famílias que rezam pela vocação… dos filhos dos outros. Para os seus sonham com grandezas que não levam a nada.

Hoje corre-se o risco de todo o projecto de vida para os filhos se fixar num curso vistoso, numa grande fortuna, na afirmação pessoal.

Graças a Deus, hoje, aos olhos do mundo, ser sacerdote já não é grandeza, promoção de qualquer espécie (nem sequer económica!), mas apenas serviço aos irmãos.

– Jesus recomenda, perante a escassez de trabalhadores para a sua vinha (a Igreja): «Pedi, pois, ao senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe.» Rezamos, de facto, em família, para que aumente o número e a qualidade dos sacerdotes?

– Sofremos quando chegamos ao conhecimento de que algum sacerdote ficou pelo caminho? Trata-se e um problema familiar e, portanto, deveríamos sentir a mesma atitude de quando uma pessoa da nossa família choca pelo seu comportamento. Mais ainda, quando se trata dos pais ou dos irmãos.

 

c) A meta. «O Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva

A leitura do Livro do Apocalipse dá-nos um vislumbre do Céu, recordando-nos a meta para onde caminhamos.

É para chegarmos a esta meta, felizes e contentes, que o Senhor nos dá tantos auxílios e nos reúne, no primeiro dia da semana, Dia do Senhor, nesta Celebração da Eucaristia.

Além de nos ensinar o caminho, com a Sua Palavra, alimenta-nos para a caminhada da semana que está a começar e envia-nos para junto das outras pessoas, para que sejamos junto delas, pelo exemplo e pela palavra, um reflexo do Bom Pastor.

Maria, Mãe do Sumo e Eterno Sacerdote, nos alcance a graça de muitos sacerdotes: sábios, alegres e com espírito desportivo, porque, sendo assim, serão santos.

 

Fala o Santo Padre

 

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE

PARA O 50º DIA MUNDIAL DE ORAÇÕES PELAS VOCAÇÕES

 

Tema: As vocações sinal da esperança fundada na fé

 

Amados irmãos e irmãs!

No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a reflectir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes –sublinhava então o Sumo Pontífice– interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).

Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da acção pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.

A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo– «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar anova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.

Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação–que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando como salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança»(Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de facto, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreusliga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).

Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo(cf.Rm 5,5).E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).

Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas actividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!»(Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida :família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentara esperança e onde a vida será livre e plena.

As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi,34).

A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povoe que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.

Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.

Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).

Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efémeras, saibam cultivar a atracção pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped3,15).

 

Bento XVI, Vaticano, 6 de Outubro 2012.

 

Oração Universal

 

Jesus Cristo, nosso Irmão e bom Pastor,

está sempre atento às nossas necessidades.

Apresentemos, por Ele ao Pai, no Espírito,

as intenções que desejamos ver atendidas.

Oremos (cantando) com toda a confiança:

 

Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

1. Pelo Santo Padre, Bom Pastor universal,

    com os Bispos em comunhão com ele:

    para que o seu exemplo de entrega à missão

    desperte na Igreja a generosidade e o Amor,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

2. Pelos sacerdotes que servem o Povo de Deus,

    nas igrejas diocesanas e na vida religiosa:

    para que, na intimidade com o Divino Mestre,

    vençam as dificuldades e perseverem fiéis,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

3. Pelas famílias, que são o primeiro seminário,

    viveiro onde nascem todas as vocações da Igreja:

    para que sejam verdadeiras igrejas domésticas,

    onde o Bom Pastor tenha o primeiro lugar,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

4. Pelos pais e mães de família da nossa comunidade,

    a quem Deus confiou, por Amor, o tesouro dos filhos:

    para que, com a palavra amiga e o exemplo deles,

    ajudem os filhos a seguir com fidelidade a vocação,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

5. Por todos os jovens, cidadãos da Igreja e do mundo,

    sempre desejosos de uma sociedade mais justa:

    para que estejam atentos ao chamamento de Deus

    e saibam corresponder com amorosa generosidade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

6. Por  todas as pessoas que se dedicam à catequese,

    ensinando os caminhos do Amor de Deus aos jovens:

    para que, pelo testemunho de vida e pela palavra,

    despertem nos que ensinam desejos de fidelidade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

7. Por todos os sacerdotes que já partiram para Deus,

    depois de uma entrega fiel e generosa ao ministério:

    para que pela misericórdia de divina e intercessão de Maria,

    contemplem, quanto antes, a glória da Santíssima Trindade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, dai-nos muitos e santos sacerdotes!

 

Ajudai-nos, Senhor, a seguir os Vossos caminhos,

com os auxílios que nos ofereceis na Vossa Igreja;

para que, pela nossa fidelidade à vocação baptismal,

sejam concedidos à Igreja os Pastores de que precisa.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Depois de nos ter iluminado com a Sua Palavra, Jesus Cristo – pelo ministério do sacerdote – vai agora transubstanciar o pão e o vinho que oferecemos, no Seu Corpo e Sangue, para nossa alimento.

Na intimidade do nosso recolhimento, pensemos que, sem sacerdotes, não há Reconciliação e Penitência nem celebração da Eucaristia, e agradeçamos, uma vez mais, este dom.

 

Cântico do ofertório: Honra, glória e louvor, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Saudação da Paz

 

Cada fiel deve ser um mensageiro da paz que Jesus veio trazer à terra. Não faria sentido dar a paz aos outros, se nós mesmos não estivéssemos em paz com Deus e com os irmãos.

Manifestemos entre nós, com o gesto ritual, esta paz que desejamos ter e comunicar.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Neste momento em que nos preparamos para receber a Sagrada Comunhão, examinemos a nossa consciência, para verificarmos se estamos em condição de a receber, e avivemos a nossa fé.

No recolhimento deste encontro com Jesus Cristo na Eucaristia não nos esqueçamos de agradecer o dom do sacerdócio ministerial e de Lhe pedir muitos e santos sacerdotes.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

 

Antífona da comunhão: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, M. Luis, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Saímos da Igreja, não com o espírito de que acabámos de cumprir um dever e tudo acabou, mas conscientes de que somos enviados por Cristo às mais diversas pessoas com quem nos vamos encontrar durante a semana.

A todos demos testemunho de que Deus nos ama como o melhor dos pais e a todos deseja ver felizes.

 

Cântico final: Vencida foi a morte, J. S. Bach, NRMS 57

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-IV: O ofício do bom Pastor.

Act 11, 1-18 / Jo 10, 11-18

Disse Jesus: Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.

«O sacrifício de Jesus pelos pecados do mundo inteiro é a expressão da sua comunhão amorosa com o Pai. 'O Pai ama-me, porque eu dou a minha vida' (Ev.)» (CIC, 606).

Jesus confia depois a Pedro que prossiga a sua missão (cf. discurso de Pedro na Leit.): «Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica. Jesus, o bom Pastor, confirmou este encargo depois da sua Ressurreição: 'Apascenta as minhas ovelhas'. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos Apóstolos e, particularmente, a Pedro, o único a quem entregou explicitamente as chaves do Reino» (CIC, 553).

 

3ª Feira, 23-IV: Recuperação da dignidade na sociedade.

Act 11, 19-26 / Jo 10, 22-30

A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém passaram a Antioquia, onde os discípulos se começaram a chamar cristãos (Leit.). No tempo dos primeiros cristãos deu-se uma rápida expansão da igreja e assim há-de continuar. Contamos sempre com a ajuda do Senhor: «Dou-lhes a vida eterna; jamais hão-de perecer, e ninguém os há-de arrebatar da minha mão» (Ev.).

Temos que continuar a levar a luz de Cristo a todas as pessoas e ambientes, como fizeram os primeiros cristãos. Temos um dever de despertar os que estão acomodados, de aproximá-los da luz de Cristo, para que a sociedade recupere a dignidade humana nos campos em que se degradou.

 

4ª Feira, 24-IV: O decoro na celebração eucarística.

Act 12, 24- 13, 5 /  Jo 12, 44-50

Uma vez que estavam a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo

Esta celebração do culto divino está integrada na Liturgia: «No Novo Testamento, a palavra liturgia é empregada para designar não somente a celebração do culto divino (Leit.) mas também o anúncio do Evangelho e da caridade em acto» (CIC, 1070).

Recorde-se todo o empenho de Jesus em preparar cuidadosamente a ceia pascal: «Quando alguém lê o relato da instituição da Eucaristia nos Evangelhos sinópticos fica admirado ao ver a simplicidade e simultaneamente a dignidade com que Jesus, na noite da última Ceia, institui este grande sacramento. Há um episódio que lhe serve de prelúdio: é a unção de Betânia» (IVE, 47).

 

5ª Feira, 25-IV: S. Marcos: Escutar e pôr em prática o Evangelho.

1 Pedro 5, 5-14 / Mc 16, 15-20

Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: Ide a todo o mundo e proclamai a boa Nova.

S. Marcos acompanhou S. Paulo na sua primeira viagem apostólica e esteve junto dele em Roma. Foi também discípulo de S. Pedro (Leit.), e o seu Evangelho é uma reprodução fiel da pregação deste Apóstolo.

O Senhor confiou a S. Marcos, de um modo especial, a proclamação da Boa Nova (Ev.). Quanto a nós precisamos primeiro escutar a palavra de Deus. Crer em Cristo é escutar a sua palavra e pô-la em prática. É docilidade à voz do Espírito Santo, o Mestre interior que nos guia para a verdade plena. Finalmente é preciso comunicá-la aos outros com toda a fidelidade.

 

6ª Feira, 26-IV: O caminho para a Casa do Pai.

Act 13, 26-33 / Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade: a filiação divina. Jesus, o Filho Unigénito, recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu filho, eu hoje te gerei» (Leit.).

Para chegarmos à casa do Pai temos a companhia de Jesus. «Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à 'Casa do Pai' (Ev.), à vida e à felicidade de Deus» (CIC, 661). Mas Jesus é o «caminho, a Verdade e a Vida» (Ev.): Caminho, porque é o exemplo que devemos seguir; Verdade, pelos seus ensinamentos; Vida, porque é vida sobrenatural e penhor de vida eterna.

 

Sábado, 27-IV: Descobrir Jesus para chegarmos ao Pai.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14

Disse-lhe Filipe: Senhor mostra-nos o Pai e isso nos basta.

«Toda a vida Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: 'Quem me vê, vê o Pai' (Ev.)» (CIC, 516).

Na celebração da Eucaristia temos oportunidade de 'ver' o Senhor'. Foi o que disseram os Apóstolos depois terem encontrado o Ressuscitado: 'Vimos o Senhor'. Procuremos igualmente 'vê-lo' no mundo em que vivemos. Entrando em contacto com Ele, descobrimos os sinais da presença divina no mundo e também a manifestá-los a quantos viermos a encontrar. Ao contemplar os mistérios do Rosário 'vemos' Jesus através dos olhos de Maria.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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